terça-feira, 30 de junho de 2009

América (Vermelha) Latina levará Zelaya de volta ao poder

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Zelaya volta a Honduras na quinta-feira, junto de comissão da OEA

* Zelaya anuncia que volverá a Honduras acompañado de Insulza

El presidente legítimo de Honduras, Manuel Zelaya, anunció este lunes que regresará el jueves a su país para terminar su mandato luego de realizar el viaje a Estados Unidos atendiendo la invitación del presidente de la Asamblea General de Naciones Unidas, Miguel D'Escoto. Viajará acompañado del secretario de la Organización de Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza y una comisión de retorno.

"Voy a cumplir mi mandato de cuatro años, estén ustedes -los golpistas- de acuerdo o no", precisó Zelaya.
[...]

Zelaya informó que el presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, lo telefoneó este lunes para transmitirle su apoyo contra el golpe militar que lo sacó del poder en Tegucigalpa.

El mandatario brasileño transmitió al gobernante su convencimiento de que la intensa actividad diplomática puesta en marcha en el continente podrá restituirlo en el cargo.


O Incrível Exército Blogoleone
http://blogoleone.blogspot.com/

Preparativos para receber Zelaya de volta a Honduras






Nanda Tardin - nossa correspondente em Juiz de Fora, via República Vermelha


'Nos preparamos para recibir a Zelaya de manera masiva'

por Miguel Vera.

Honduras, 30 de junio de 2009.- Entrevista exclusiva con Rafael Alegría, dirigente de la Central Nacional de Trabajadores del Campo, miembro fundador de la Unión Democrática y de la organización agraria Vía Campesina; asesor en los últimos años del Presidente Zelaya para temas agrarios.

rafael-alegria.

APORREA: El Presidente Zelaya anunció hoy que regresara el jueves a Honduras, ¿tienen preparativos al respecto?

RA: Nos preparamos para recibir al Presidente Zelaya de manera masiva, el pueblo hondureño se prepara para ello y sin lugar a duda esperamos que Zelaya asuma el control del estado y del gobierno como Presidente legítimo, eso nos permitirá terminar con el desgaste, con la confrontación y con la movilización para entonces darle paso a la paz, a la tranquilidad y seguir gobernando para el bien de las mayorías, tratando de reorganizar el estado democrático que aspiramos los hondureños.

APO: Hoy pudimos apreciar situaciones de violencia en las cercanías de la residencia Presidencial, ¿tiene información al respecto?

RA: En cuanto a las situaciones de violencia en las cercanías del Palacio Presidencial, pudimos observar como en una marcha pacífica que reunió a mas de 25mil personas, fueron tremendamente reprimidas por la Policía y el Ejército hondureño con gases lacrimógenos conteniendo líquidos extremadamente tóxicos, los cuales fueron lanzados desde helicópteros, y fusiles especiales. El pueblo resistió pero los gases afectaron gravemente la salud de nuestro pueblo, donde según las cifras emitidas por la Cruz Roja hondureña, resultaron heridos más de 50 personas.(segue)

http://republicavermelha.blogspot.com/2009/06/festa-preparada-para-receber-zelaya.html#links

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PressAA
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domingo, 28 de junho de 2009

Golpe em Honduras: "Não é hora de notas de condenação. É hora de atitudes concretas e efetivas"

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Os presidentes Daniel Ortega (Nicarágua), Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia) e Manuel Zelaya (Homduras) durante encontro no Palácio Miraflores, em Caracas, na Venezuela. (Foto: AFP) [G1 - 02/02/09]


A história de Chávez se repete em Honduras!

Golpe de Estado en Honduras, militares secuestran a Zelaya [Presidente da República]

Tropas del Ejército sitiaron la casa del presidente, según la información de dirigentes sindicales ofrecidas a teleSUR. Lor grupos sociales hacen un llamado a las organismos internacionales para que intervengan frente a la acción de estos militares.

http://www.telesurtv.net/solotexto/nota/index.php?ckl=53007-NN




Assista, ao vivo, debate e alerta em TV Venezuelana sobre golpe de Estado em Honduras

http://www.radios.com.br/playtv/1_anventv-ve.htm
Domingo, 28/6/2009, 12:41...

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O GOLPE É INACEITÁVEL – COMO FICA O BRASIL?

Laerte Braga
O golpe de estado em Honduras é inaceitável em todos os sentidos. A diplomacia brasileira e o presidente Lula, mais que ninguém, têm que tomar posição dura e clara, inclusive não reconhecimento da barbárie militar, rompendo relações com aquele país até que seja restabelecida a vontade popular.

Não é hora de notas de condenação. É hora de atitudes concretas e efetivas. Não existe conversa de acordo nesses momentos. Existe um presidente eleito seqüestrado por militares encapuzados – típico dos golpistas em qualquer lugar do mundo, inclusive aqui no Brasil – momentos antes do início de uma consulta popular.

Os fóruns internacionais clássicos, Nações Unidas e OEA – Organização dos Estados Americanos – têm a obrigação de reagir e impedir que se consuma um atentado ao processo democrático em Honduras.

Está evidente a intervenção do embaixador dos EUA no processo golpista, denunciada desde quarta-feira quando um general, desses com medalhas de bom comportamento e por saber comer de boca fechada e com garfo e faca, se opôs a uma decisão presidencial, com largo apoio popular, insurgindo-se em nome dos interesses de elites nacionais subordinadas, lógico, como as daqui, aos grandes grupos econômicos e bancos no perverso modelo de globalização segundo a ótica exclusiva dos donos do mundo.

A posição do governo brasileiro não pode limitar-se a uma condenação oficial do golpe. O tamanho, o peso, a importância do Brasil o tornam parte ativa do processo político latino-americano e não se pode permitir que essa região volte a ser palco de golpes de estado desfechado por elites e militares quando têm seus interesses contrariados.

Elites, em qualquer lugar do mundo, são apátridas. Regem-se por lucros e escoram-se na hipocrisia – demonstrada agora – da farsa democrática.

Não têm escrúpulos quando seus “negócios” são contrariados e quase sempre têm os militares como parceiros. Militares se arrogam o privilégio do patriotismo doentio e fanático que na verdade disfarça características de forças da barbárie a serviço dos grandes grupos.

É recente, e Lula tem que se lembrar, a defesa que o ex-comandante militar da Amazônia, general Augusto Heleno fez de empresas estrangeiras que atuam ali, criticando índios, trabalhadores sem terra com o pretexto que estavam sendo manipulados por organizações internacionais. Como se a VALE, que patrocina o general, hoje na reserva, em conferências Brasil afora defendendo o “patriotismo” e a Amazônia, fosse nacional.

O discurso é igual em qualquer lugar do mundo entre golpistas.

Não há o que contemporizar. É restabelecer a vontade popular e pronto. Isolar Honduras enquanto estiver submetida a militares golpistas e elites pútridas – como as nossas –. Não há que se falar em congresso e corte suprema, basta tomarmos como exemplo o nosso congresso, a nossa corte suprema. Lembrarmo-nos de Gilmar Mendes. De José Sarney.

E nem há que se falar em “gorilas”. Os gorilas não merecem. São generais golpistas a soldo de empresas, bancos e latifúndios. Consideram o país, nesse arremedo de patriotismo canalha, como propriedade privada.

A ação diplomática, até para evitar que a moda volte a imperar, são várias as tentativas contra os governos de Chávez e Evo Morales. Se prestarmos atenção a cada proposta ou cada decisão do presidente do Paraguai que contraria essas elites aparece alguma figura a dizer-se estuprada ou forçada a sexo com o presidente. Lula deve lembrar-se da campanha de 1989 contra Collor quando foi vítima da mesma prática de chantagem e mentira.

Nem é hora de acreditar na grande mídia – aliás hora nenhuma pode-se acreditar –. Os próprios militares golpistas mostram isso quando cortam os sinais de tevê e rádio das emissoras oficiais e mantêm os sinais da emissoras privadas. São cúmplices.

Há um golpe e repressão brutal e violenta como em todos os golpes.

Não é um golpe só contra o povo hondurenho. É contra todos os povos da América Latina. E a despeito do show do presidente dos EUA, com interferência do embaixador norte-americano em Tegucigalpa. Escorados na representação diplomática dos EUA.

O desafio do governo Lula é mostrar agora que essa época de golpes é coisa do passado e tem que ser sepultada.

Não cabe a militares e nem a banqueiros, empresários e latifundiários decidir os destinos de um povo. Cabe ao próprio povo. E era isso que Zelaya pretendia com o referendo. Ouvir o povo sobre as reformas na constituição de Honduras.

E nem cabe analisar o governo de Zelaya. Essa é uma prerrogativa do povo hondurenho.

É isso que deve ser considerado, nada mais. Esse tem que ser o norte da diplomacia brasileira, do governo brasileiro, do contrário num futuro próximo podemos ser novamente vítimas de “trogloditas” como disse Chávez.

E não vale culpar o presidente do Irã, ou a revolução islâmica e popular naquele país. Os velhos pretextos de golpistas.

“Ou é democracia ou não é”, como dizia Sobral Pinto. “Não existe democracia a brasileira, ou a francesa, democracia não é como peru”.

E quem enche a boca para falar em democracia são eles.

Lula tem o dever de bater de frente com essa corja que mantém intocados privilégios de elites e dos EUA. O chanceler Celso Amorim é um dos maiores da nossa História exatamente por ter a percepção da importância do processo político em curso na América Latina. Tem consciência que o seqüestro do presidente, dos embaixadores de países como a Venezuela, Cuba e Nicarágua por militares/bandidos em Honduras é um crime sem tamanho.

Não se pode deixar esse tipo de criminoso impune de forma alguma. Não importa que Obama seja só um show e que os EUA continuem o mesmo.

O golpe é inaceitável e o Brasil tem o dever, por seu governo, de não aceitar esse tipo de prática dos que se acham donos da vontade popular.


Laerte Braga é jornalista. Nascido em Juiz de Fora, trabalhou no Estado de Minas e no Diário Mercantil.

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Chávez e Evo Morales denunciam "golpe de Estado" em Honduras

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, denunciou o que chamou de um "golpe de Estado" contra o hondurenho Manuel Zelaya, e pediu um pronunciamento a respeito do presidente Barack Obama, porque "o império ianque tem muito a ver".

Assim como o colega venezuelano, o presidente da Bolívia, Evo Morales, também chamou a deposição de "golpe de Estado militar" em Honduras e conclamou a comunidade internacional e movimentos sociais a condenarem esta "aventura" antidemocrática.

"Faço um apelo a organismos internacionais, a movimentos sociais, a presidentes a condenarem e repudiarem este golpe de estado militar em Honduras", disse Morales à imprensa, no palácio presidencial. "Já não estamos mais no tempo das ditaduras", acrescentou.



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Mais LAERTE BRAGA , 29/06/2006

OVERDOSE DE “PATRIOTISMO”


As forças armadas de Honduras movidas a ”espírito democrático” estão distribuindo doses maciças de “patriotismo” em forma de borduna, tiros e outras opções mais para “acalmar” o povo hondurenho que não foi “capaz” de compreender o “elevado sentimento nacionalista” dos militares, todos a soldo das elites e das grandes corporações multinacionais, participação especial da indústria farmacêutica.

Como determinadas pessoas, a grande maioria da população não entende esse caráter ”cívico” de militares, de políticos padrão José Sarney, Artur Virgílio (10 mil dólares de “ajuda emergencial” recebidos de Agassiel) e como o fantoche colocado na presidência falou em “paz”, em “liberdade” e disse que Honduras é “soberana”, só mandam lá os que pagam aos golpistas, a solução encontrada para manter a “ordem” e a “constituição”, foi colocar uma metralhadora apontada para o peito do presidente constitucional Manuel Zelaya, deportá-lo para a Costa Rica e comunicar aos “patrões” que o serviço estava feito.

Vai daí que os militares e políticos que têm o “descortínio” de perceber a hora certa do bote e pegar cada um o seu, caem de quatro para esses patrões e caem de porrete em teimosos resistentes que não compreendem os “desígnios divinos e democráticos salvadores de Honduras”.

Essa história é antiga. No Brasil mesmo vivemos essa situação quando o general norte-americano Vernon Walthers assumiu o comando das forças armadas e derrubou o presidente constitucional João Goulart, em 1964.

Essa overdose de “patriotismo” não é mostrada pela mídia. Não há interesse em divulgar nem fatos e nem imagens que digam e mostrem a resistência popular em Honduras. Quem prestar atenção nos intervalos do plim plim ou qualquer blim blim vai encontrar a salvação em marcas de xaropes, em descongestionantes, em emagracedores mágicos, toda uma linha de “patriotismo” que pode ser comprada nas melhores redes de farmácias.

As forças armadas hondurenhas receberam doses cavalares de viagra para enfrentar dificuldades e obstáculos naqueles que não percebem que o futuro está em se voltar para Wall Street, cair de joelhos e achar que Barak Obama é presidente de alguma coisa e não um ator num papel privilegiado. O que parece que é, mas não é. E mesmo assim que trate de incorporar o papel na integralidade, decorar as falas direitinho, nada de cacos que possam complicar as coisas para a edição “democrática” do “God save the América”.

O jornal THE GLOBE – versão brasileira O GLOBO – chama o novo “presidente” de Honduras de “presidente eleito”. E confere legitimidade a um Jereissati da vida eleito por um desses congressos onde pontificam decretos secretos, a regra geral das “democracias” sustentadas pelos grandes grupos econômicos.

A jornalista Miriam Leitão, especialista em bancos e fundos, diz que nessa questão “não há mocinhos”. Miriam repete o estilo de Marco Antônio no enterro de César, na célebre peça de William Shakespeare. Falta o brilho e a inteligência do autor inglês, lógico, a moça é ventríloqua, mas sobra o rastaqueiro acender a seta para um lado e virar para o outro. Truque de Marco Antônio, o que não quer dizer que dona Miriam seja uma versão contemporânea de Cleópatra. Nada disso. Ela é a que carrega a cesta com a maçã para Branca de Neve.

Segundo a senhora em questão o presidente Zelaya deve ser reconduzido ao poder e acatar a “constituição”, as decisões da corte suprema, no caso assemelhados de Gilmar Mendes. Ou seja, a “constituição” segundo a ótica deles.

Para a veneranda comentarista essa história de ficar fazendo referendo, quer dizer, ficar ouvindo o povo sobre o que o povo quer, enfraquece as instituições. Instituições para ela são bancos, grandes empresas e latifundiários.

Aí o cerne da “democracia”.

E tome viagra para farta distribuição às tropas mantenedoras da “lei”, da “ordem”, da “constituição”.

E no fim da brincadeira, um monte de medalhas pespegadas em peitos varonis de “valentes e intrépidos defensores da legalidade”. Todo mundo vira general.

Sugiro que em homenagem a “companheiros” neste momento postos em recesso chamem a principal avenida de Tegucigalpa de avenida Barak Obama. Um monte de letreiros luminosos vendendo ilusão. E não se esqueçam em ruas acessórias, digamos assim, da travessa Jarbas Passarinho. Do açougue Brilhante Ulstra. Da loja de miçangas e quinquilharias eletrônicas Pedro Carmona. E de introduzir o retrato de Pinochet, Médice, Costa e Silva, et caterva nas catedrais, nas escolas, nos palácios de governo, em todas as repartições públicas, ao lado do bravo general comandante do estado maior que num ato de extremo heroísmo mandou seqüestrar o embaixador da Venezuela, dar-lhe uma surra e abandoná-lo numa estrada deserta. ´

É para que o diplomata aprenda que embaixador é dos EUA. É só olhar o tamanho do capacho à entrada da embaixada dos norte-americanos. Está impresso com as cores da bandeira norte-americana, patrocínio da Pfizer e com os dizeres – “patriotas hondurenhos, entrem, mas limpem os pés antes”.

De qualquer forma está afastada a hipótese de participação do médico que estava com Michael Jackson à hora de sua morte. Só havia restos de comprimidos no estômago do cantor. E o general chefe do estado maior não é o pai biológico dos filhos de Jackson.

É o pai de um golpe de estado vergonhoso e que mais uma vez mostra a face “nacionalista” que historicamente caracterizam boa parte das forças armadas latino-americanas. O nacionalismo “general Custer”.

Os culpados são os índios.

Isso tudo ao toque da corneta da sétima cavalaria. John Wayne vem à frente. Se quiserem pompa e circunstâncias, chamem um representante do congresso brasileiro, o deputado Jair Bolsonaro. Ele carrega a bandeira com a suástica à frente do desfile da “vitória”.
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PressAA

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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Michael Jackson e Zé Carioca: Amigos para Sempre!

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Visto que não dispomos de obituário prontinho de celebridades que estão com um pé na cova, como nas redações dos grandes jornais, despachamos o Goober, o cavalo alado que Fernando adquiriu da Wells & Fargo num leilão da New York Stock U$, o qual navega livre pelo universo googleriano, e ele nos trouxe importantes informações sobre Zé Carioca e Michael Jackson; ambos, heróis condecorados pelo Tio Sam; hoje, “amigos para sempre”.


Wikipédia
Zé Carioca é o apelido do papagaio José Carioca, criado no começo da década de 40 pelos estúdios Walt Disney em uma turnê pela América Latina, que fazia parte dos esforços dos Estados Unidos para reunir aliados durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Historicamente esse esforço na América Latina foi chamado de "Good Neighbor Policy" ou Política da Boa Vizinhança.

Zé Carioca teria sido criado pelo próprio Walt Disney dentro do Copacabana Palace Hotel. O desenhista disse que amou tanto o Rio de Janeiro, que tinha que deixar um presente para os cariocas. Hoje o Zé Carioca é mais do que um personagem ou mascote carioca, é um elo entre a Walt Disney World e o Brasil

Quando Zé Carioca estreou nos quadrinhos do Brasil, o volume de histórias disponível não era suficiente para manter o título em banca. A Editora Abril para não cancelar a revista, passou a adaptar histórias do Mickey e do Pato Donald, com os desenhistas da Abril colocando Zé Carioca no lugar desses personagens. Por conseqüência, apareceram histórias onde Zé Carioca contracena com personagens fora do seu universo, mantidos da história original, como Pateta, parceiro de Mickey. Também por conta disso, surgiram Zico e Zeca, sobrinhos do Zé, e criados para ocuparem o lugar de Huguinho, Zezinho e Luizinho. Outra conseqüência foram as freqüentes mudanças na personalidade de Zé Carioca, que se adaptava à história original de onde era copiada

Leia texto completo na Wikipédia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Z%C3%A9_Carioca


Teoria e Análise Lingüística

ZÉ CARIOCA E OS PARADOXOS DA MALANDRAGEM: A CONSTRUÇÃO DO BRASIL E DO BRASILEIRO NAS AQUARELAS DA DISNEY

ESTUDANTE(S):
Fábio Ramos Barbosa Filho / Instituto de Letras (FAPESB) - UFBA

ORIENTADOR(A):
Lícia Maria Bahia Heine / Instituto de Letras - UFBA

RESUMO DO TRABALHO:

O desenho “Aquarela do Brasil”, quarto curta-metragem da série “Olá Amigos” foi produzido pelos estúdios de Walt Disney, no ano de 1942, em plena vigência do Estado Novo no Brasil. Época essa em que os EUA buscavam aliados políticos para a Segunda Guerra Mundial na América Latina e utilizaram os meios de comunicação de massa para difundir o espírito ufanista nos países prospectados. As belezas naturais, o samba e o malandro, dão a tônica do Brasil ideal(izado) dos anos 40, onde as favelas no Rio de Janeiro já começavam a se expandir. O presente trabalho visa, a partir de uma perspectiva discursiva, mostrar como o tratamento da identidade nacional, a partir das narrativas ficcionais modernas, constrói uma imagem do Brasil como paraíso (paraíso do ócio, dos excessos, da mordomia, da alegria) e do brasileiro como cordial. O brasileiro é então representado como o malandro-cordial, de onde emana o famoso jeitinho brasileiro, então, marcado por essa ambivalência entre o cordial e o aproveitador, bondoso e desonesto, suscitando a questão da ambivalência dos estereótipos e trazendo à baila memórias discursivas bastante conhecidas na relação colonizador/colonizado.
http://www.semppg.ufba.br/seminario/principal.php3?f_funcao=exibe_resumo&a_resumo=54449-9ED

Favela em memória


Holofotes por um dia

Marcelo Monteiro

Mestre da Pop Art, Andy Warhol dizia que no futuro todo mundo teria direito a 15 minutos de fama. Em tempos de celebridades efêmeras, pode-se dizer que o artista plástico americano acertou em cheio na sua previsão. Só errou na dose. No caso da Favela Santa Marta, em Botafogo, não foram apenas 15 minutos – e sim 12 horas de holofotes ligados e todas as atenções da cidade (por que não dizer do mundo) voltadas para o cotidiano da comunidade. Isso tudo com direito a Spike Lee na câmera e Michael Jackson em pessoa fazendo coreografias sobre uma laje com vista panorâmica para toda Zona Sul do Rio.
(...)
A Favela Santa Marta foi escolhida numa seleção que incluiu outras oito comunidades da Zona Sul carioca, entre elas a Rocinha, que até o final era considerada favorita. A preferência do diretor Spike Lee era por morros que tivessem vistas privilegiadas do Rio e que representassem bem os contrastes sociais da cidade. Localizada aos pés do Cristo Redentor e de frente para os prédios luxuosos de Botafogo e Lagoa, a Santa Marta ainda tinha a seu favor o fato de ficar próxima da Skylight, produtora carioca que serviu de base para a equipe de Spike Lee no Rio e responsável pelos primeiros contatos com a associação de moradores.
“Quando vazou a notícia de que eles estavam negociando com a associação, o governo não aceitou. Daí em diante foi uma polêmica atrás da outra”, lembra José Luís.
(...)
No dia anterior à gravação, outra notícia irritou ainda mais os governantes cariocas. Segundo os principais jornais da cidade, Spike Lee teria realmente pago uma quantia não revelada ao tráfico para ter sua segurança garantida na favela.

“Para completar toda essa polêmica, depois ainda teve aquela entrevista com o Marcinho VP (chefe do tráfico na época) que saiu publicada no dia da filmagem Aí sim eles ficaram furiosos”, lembra Gilson Cardoso, de 55 anos, agente social da Fundação Bento Rubião.

A tal entrevista foi feita por três repórteres infiltrados na favela – apesar da presença de jornalistas ter sido terminantemente proibida pelos produtores – dois dias antes da filmagem. A matéria bombástica, que revelava detalhes sobre o funcionamento do tráfico no morro, só foi possível após uma longa negociação entre Marcinho VP e os repórteres do Jornal do Brasil, O Globo e O Dia. O traficante só concordou em falar depois que os jornalistas prometeram que seu nome não seria revelado. Coincidência ou não, todos os jornais daquele domingo 11 de fevereiro publicaram a entrevista com nome e foto do traficante, além de versões diferentes para algumas respostas polêmicas.
(...)

Leia artigo completo no "Favela em memória"
http://www.favelatemmemoria.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=96&sid=4&from_info_index=6

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PressAA

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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Fausto Wolff e Deus num réveillon da Atlântica

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O Aldir Blanc nos conta, em “Fausto e os fogos”, um dos muitos casos pitorescos envolvendo o jornalista e escritor Fausto Wolff. Diz o Aldir: “Muitos contarão histórias fantásticas sobre o Fausto. Tenho a minha”. Pois eu também tenho. Não tenho certeza se foi na mesma festa, pois o Fausto já havia promovido outros encontros com amigos, em réveillons, no apartamento da Av. Atlântica, para brindarem-se pela passagem do ano e assistir à queima de fogos.

Comecei a me relacionar com o Fausto através de correspondência que passamos a trocar nos tempos do velho Pasquim. Em algumas ocasiões saí da seção de cartas para as páginas internas do jornal, na sua coluna, quando ele fazia referência a meus argumentos em relação a determinados assuntos por ele abordados.

A primeira vez em que estivemos cara a cara foi no lançamento de um dos seus livros, “O Ogre e o Passarinho (Atica - 2002), no Photochat, o bar do Hipódromo da Gávea, onde ele costumava arriscar apostas nos páreos, enquanto bebericava um scotch. Apesar do assédio de inúmeros leitores, batemos um animado papo. Depois disso, nossa amizade se estreitou um pouco mais, passamos a trocar e-mails e, de vez em quando, ligar para uma conversa literária ao telefone.

Certo dia liguei; a Mônica atendeu e passou o aparelho pra ele. Falou com entusiasmo: “Rapaz, estou dando uma entrevista para uma revista de Porto Alegre. Só interrompi porque me disseram que era você e, por coincidência, acabei de falar sobre os novos escritores que estão pintando na praça. Citei você como um dos nomes que prometem”. Isso, vindo de um dos escritores que mais admiro, para mim foi a glória!

Mas quero mesmo é falar do réveillon na Atlântica.

Fausto me telefonou e convidou para participar da virada de ano no seu apartamento, entre muitos outros amigos e parentes.

Conforme já falei, só tínhamos nos encontrado pessoalmente uma única vez. Isso numa noite em que ele estava em avançado estado etílico.

Eu e minha mulher chegamos à festa quando esta apenas começava. Fausto, sentado num sofá, conversava com um camarada todo de branco, trajado com uma espécie de túnica de guru indiano. Pensei: “Pô, o Fausto tá com a bola toda. Até Deus veio à sua festa!”.

Começamos a conversar. De início o Fausto me perguntou: “ Você é o...?”. “Fernando Soares”, respondi. “Ah! como pude não reconhecer você, amigo?!”. Voltando-se para Deus ao lado, informou: “Aldir, esse é o Fernando Soares!” - só aí foi que reconheci o Aldir Blanc, que eu estava acostumado a ver apenas nas caricaturas pasquineiras.

O Fausto continuou me interrogando: “E aí, como vai aquele projeto lá na Petrobras?”. Antes que eu esboçasse qualquer sinal de que iria responder, ele danou-se a falar: “O Fernando, Aldir, está implementando um projeto muito bom...” – e se descambou a relatar sobre meus supostos planos de trabalho, que, a meu entender, tratava-se de alguma coisa relacionada a certo programa de assistência social da Petrobras, o que não tinha nenhuma relação com as minhas verdadeiras atividades profissionais ou local de trabalho. Ele havia me confundido com um executivo da empresa, amigo seu.

Pedi um tempo e expliquei: “Fausto, eu sou Fernando Soares Campos, seu leitor...”. “Porra, Aldir, acho que já bebi demais!” – desculpou-se pelo branco de sua memória fotográfica. Expliquei que isso é muito comum. Contei até que eu mesmo, depois de passar apenas três anos sem ver um irmão meu, não o reconheci quando nos encontramos.

Bom, a noite toda foi uma animação só, tudo em abundância: amigos, bate-papos, salgadinhos e bebida em boa variedade. Nunca vou esquecer aquele réveillon. Nos encontramos outras vezes. Outro dia almoçamos no Plataforma e jogamos conversa fora por um bom bocado. E aí tem outra história interessante. Mas essa eu deixo para outra crônica.

Ano passado, Fausto Wolff encantou-se e subiu.

De vez em quando ele pinta aqui ao lado. Conversamos bastante. Quase todos os ghosts que me visitam querem fazer de mim seu ghostwriter, ou parceiro, co-autor... Cúmplice! Isso, sim. Dão dicas com o propósito de corrigir as tortas linhas que costumo escrever. Em muitos casos, insistem tanto que acabo reescrevendo quase tudo. O Fausto não poderia deixar de ser um desses. Mas só ele, dia desses, exigiu:

– Informa que isso é psicografia, porra!

– Eu, não!

– Por quê?

– Ainda tenho esperança de encontrar um bom editor...

– Tem razão, deixa como está, porra!
















Eu e Silene, a minha mulher, abençoados por Deus numa noite de réveillon.

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PressAA

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terça-feira, 23 de junho de 2009

Senadores encontram o caminho das pedras para se desviar de escândalos

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Está de volta o tema "redução da maioridade penal".

No momento em que o Senado passa por sua maior crise de escândalos, senadores encontraram um meio de desviar a atenção do povo brasileiro, colocando em discussão Proposta de Emenda à Constituição (PEC 26/2002) que reduz a maioridade penal para 16 anos.

Com um tema "polêmico", o Senado espera que a população esqueça os escândalos que abundam e medram na Casa.

Por isso despachamos o Goober no universo googleriano e ele nos trouxe artigo publicado no diário espanhol La Insignia, em outubro de 2005.

Leia texto completo na AAA:

http://santanadoipanema.blogspot.com/2009/06/finalmente-um-artigo-serio-na-pressaa.html

Hoje no

Postado por Luciano Martins Costa em 23/6/2009 às 8:12:32 AM

Chantagem no Senado

O Estado de S.Paulo revela hoje por que o Senado Federal ainda não tomou qualquer iniciativa para levar a julgamento seu todo poderoso presidente, o coronel maranhense José Sarney: pelo menos 37 senadores e 24 ex-parlamentares foram beneficiados pela criação de cargos e privilégios por meio de atos administrativos secretos.
(...)
O Estadão revela mais dois nomes de funcionários particulares da família Sarney que são pagos com dinheiro público.

Os dois servidores ganham do Senado mas trabalham no mausoléu que José Sarney mandou construir para si mesmo, ocupando a sede do Convento das Mercês, edifício histórico tombado no centro de São Luís.

Alberto Dines:

O STF decidiu, assunto encerrado: acabou a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício profissional. Assunto encerrado, em termos.

Este julgamento não pode ser questionado, já que o Supremo é a instância máxima, mas deve ser examinado com mais atenção. A questão da liberdade de expressão não pode ser entregue a um sindicato de empresas de radiodifusão.

Leia matéria completa no OI
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/blogs.asp?id_blog=8&id={73054AC1-9F87-479A-B506-531BA1D12F62}


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PressAA
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domingo, 21 de junho de 2009

Aldir Blanc: "Fausto e os Fogos"


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Fausto e os Fogos

Aldir Blanc

Fausto Wolff é desses raríssimos brasileiros que merece o epitáfio: “Trabalhou até morrer”.

Já sofrendo de algumas seqüelas do quadro que o matou, as letras do teclado por vezes se embaralhavam, mas Fausto não desistia e ouvia-se sua voz a um quarteirão de distância:

- Cadê a porra do F?

Devo muito ao Fausto. Quando eu ainda estava na fase de leitura capa e espada, Charlie Chan, Sherlock Holmes e tal, um amigo do prédio onde morávamos, na Maia Lacerda, coração do Estácio, me convidou pra ouvir long-plays de jazz na cabine da Loja Palermo, que ficava no Largo da Carioca. De lá, fomos parar na Livraria Civilização Brasileira, rua Sete de Setembro. Não sabia que essa tarde mudaria minha vida. Na Palermo, comprei um LP do Oscar Peterson (aquele no qual a primeira faixa do lado A é uma sutilíssima interpretação de Corcovado), com a foto do trio no palco e me apaixonei pela cintilante bateria. E na Civilização, meio duro, acolhendo as dicas do amigo Gilberto, comprei “Tijolo de Segurança”, do Carlos Heitor Cony e o “Acrobata pede desculpas e cai”, do Fausto Wolff. Devorei os livros. Deu-se o rito de passagem e a meninice foi (quase) definitivamente embora, Sandokan, o Pimpinela Escarlate, O Gavião dos Mares e tantos outros heróis cederam lugar aos personagens dos romancistas brasileiros, na Coleção Vera Cruz, da mesma Civilização. Jamais quitaremos a dívida contraída com Ênio Silveira.

Depois conheci o Fausto no Pasquim. Ele carregava vários livros: “Parque Górki”, de Martin Cruz Smith, no original, e outros em francês e alemão. Jaguar estava sentado, de calça lee e botas, sobre uma pilha enorme de revistas estrangeiras, com uma tesoura na mão, acho que organizando uma espécie de arquivo. Minha amizade crescente com Fausto estreitou-se com a troca de opiniões quando escrevíamos na revista Bundas, no Pasquim 21 e no Caderno B. Fausto tinha sempre uma palavra de estímulo, mas não deixava passar cochilos e sabia bater duro.

Muitos contarão histórias fantásticas sobre o Fausto. Tenho a minha. Mari e eu fomos passar um fim de ano com ele e Mônica, em seu apê, na Avenida Atlântica. Orgulho-me de ter sido o primeiro a chegar e o último a sair. Revi o Claudius, o Pamplona, o Chico Paula Freitas, só gente fina. Na hora dos fogos, Fausto virou duas cadeiras para a janela e disse, peremptório:

- Senta aqui, porra!

Ficamos bebendo, sem dar muita bola para aquela meia hora de luzes e esporro. Quando o show pirotécnico terminou, Fausto deu uma levíssima balançada ao levantar e foi descansar rapidinho. Uns quinze minutos depois, reapareceu de copo em punho, virou duas cadeiras pra janela e me chamou de novo:

- Senta aqui, porra! Vamos ver os fogos juntos!

Até hoje, tamanha a força que Fausto me inspirava, fico pensando se ele havia esquecido dos fogos ou se estava determinado a permanecer ali, bebendo, até o fim do ano que começava. Sou ateu, mas se houver outra vida, já tenho a frase que direi ao rever o Fausto:

- Vim ver os fogos, porra!

E cantaremos a Internacional.

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Recebemos esse texto por e-mail, da assessoria do Aldir. Solicitamos autorização para postar internet afora. A assessoria do Aldir nos respondeu:

"O Aldir AUTORIZA, sem problemas, mas como foi um texto feito (sem ônus) para a revista da ABI, por favor entre em contato com o jornalista José Reinaldo Marques, cujo e-mail vc vê em CC, que envio para ele, para acertar qualquer detalhe crédito, etc."

Entramos, comunicamos. O José Reinaldo não respondeu. Aplicamos o princípio do "quem cala consente".

Taí para o deleite dos nosso leitores.

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sábado, 20 de junho de 2009

Gênio é o cara que, quando ouve ou lê idiotices, é capaz de provar que são verdadeiras genialidades

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Pós-significados
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Por Fernando Soares Campos

-Bem-intencionado é o cara que é perdoado por ter agido exatamente como o mal-intencionado agiria.

-Nostalgia é aquilo que a gente sente quando está duro.

-Inveja, sentimento que só os outros sentem.

-Preconceito, qualquer opinião ou sentimento, quer favorável quer desfavorável, concebido sem exame crítico, mas que também só os outros expressam ou sentem.

-Avareza é como os outros denominam o que você chama de poupança.

-Herdeiro é o cara que realiza os sonhos de consumo do avarento que lhe deixou a herança.

-Indiferença é a arte de parecer tranquilão quando se está com muita raiva.

-Modesto é aquilo que a gente aparenta ser quando não quer parecer presunçoso.

-Muito honesto é o cara que, lamentavelmente, deixou de ser apenas honesto.

-Inacreditável é uma verdade que parece mentira, ou uma mentira que, por incrível que pareça!, parece verdade.

-Inteligente é um indivíduo medíocre: está além do inepto e aquém do genial. Mas o muito medíocre não é um indivíduo muito inteligente.

-Gordão é o indivíduo que tem mais gordura que o simplesmente gordo; mas o parvoeirão tem menos inteligência que o simplesmente parvo.

-Robar é como o ladrão de letras pronuncia ou escreve a palavra roubar.

-Roma não significa ódio, apesar de ser a palavra amor escrita ao contrário.

-Idiota é o cara que, quando ouve ou lê coisas geniais, diz que são idiotices.

-Gênio é o cara que já adquiriu o direito de dizer idiotices e ouvir os idiotas dizerem que ele disse coisas geniais.
Ou

-Gênio é o cara que, quando ouve ou lê idiotices, é capaz de provar que são verdadeiras genialidades

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Publicado no diário espanhol La Insignia (18 de janeiro de 2005), que tinha como colaborador direto o atual presidente do Equador, Rafael Correa, além de Fernando Soares Campos . Os dois foram inseridos na lista dos mais lidos no ano de 2006.

O La Insignia acaba de encerrar suas atividades
deixando registrado na internet 10 anos de boa informação.


Los más leídos de La Insignia (2006)


Sergio Ramírez
Historias de elefantes y camellos
Jürgen Schuldt
El discreto encanto del 7
Urariano Mota
Pistolas de São Paulo
Victoria Fernández
Nunca de clásicos tan bien servidos
Alberto Acosta
Ética y economía
Rafael Correa
El sofisma del libre comercio (II)
Fernando Soares Campos
Hijo de puta es lo más cariñoso

Jessé Souza
Política e desigualdade social
Wilfredo Ardito Vega
Escape y peligro a menos de 5,50
Mario Roberto Morales
Historia de un teléfono móvil

http://www.lainsignia.org/2007/enero/red_002.htm

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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Beatas querem pegar de porrada artista plástico piauiense

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Antes
BRASÍLIA – do nosso Correspondente José Kan Dangho

A recuperação da Igreja Nossa Senhora de Fátima, a Igrejinha, como é conhecida pelos moradores de Brasília, provocou tremendo barraco! Os fiéis querem pegar de pau o artista convidado para pintar os painéis. Projeto de Oscar Niemeyer, a Igrejinha foi inaugurada em 1958, a pedido de Juscelino Kubistcheck, para pagar uma promessa da primeira-dama, dona Sarah, com Nossa Senhora de Fátima. O então presidente convidou amigos ilustres para o projeto: Oscar Niemeyer desenhou o templo no formato de um chapéu de freira. Athos Bulcão fez os azulejos. A decoração interna ficou nas mãos de Alfredo Volpi.

O desenho de Alfredo Volpi, uma Nossa Senhora com o menino Jesus no colo, os dois sem rosto, foi destruído. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN - a pronuncia correta é “ipan”, pois trata-se de uma sigla, porém os fanhos insistem em chamar de “ifan” ) tentou recuperar a pintura original, mas disse que não foi possível. Então, escolheu o artista piauiense Francisco Galeno para fazer novos painéis.

Pra que o IPHAN foi cometer uma “heresia” dessas!

Dona Maria de Sousa, beata encrenqueira, soltou os cachorros:

- Como é que vai colocar uma pintura cheia de bandeirinha? Não é carnaval aqui dentro. Aqui não existe carnaval!

- Paciência. Procurei fazer uma coisa com sinceridade dentro da minha fé como cidadão e também como artista - defende-se o artista plástico Francisco Galeno.


Depois

Para nós da PressAA, ficou um milagre, beleza pura.




Leia mais sobre o caso no Globo Online:

PATRIMÔNIO

Pintura de artista na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, a Igrejinha de Brasília, gera polêmica
Plantão Publicada em 19/06/2009 às 09h04m
Bom Dia Brasil, DFTV http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2009/06/19/pintura-de-artista-na-igreja-de-nossa-senhora-de-fatima-igrejinha-de-brasilia-gera-polemica-756416796.asp


Tudo indica que Dona Maria de Sousa prefere Michelangelo em "O Juízo Final", sobre o altar da Capela Sistina.
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PressAA

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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Da Odisseia à Cabraleia, o mundo é uma diarreia

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Republicação de texto revisado conforme o novo
ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA






Tudo começou quando Zeus nomeou o troiano Páris jurado do concurso Miss Olympus. As favoritas, segundo Homero, um colunista social da época, eram Atena, Hera e Afrodite. As candidatas podiam não ter as medidas nem a desenvoltura de Gisele Bundiche, mas nem por isso foram menos importantes que a prenda gaúcha, rainha das passarelas.

Homero denunciou na sua coluna de fofocas do Globe Olympus que, assim como os bicheiros cariocas compram os jurados dos desfiles das escolas de samba, as três principais concorrentes tentaram corromper Páris, oferecendo-lhe mimos em troca do seu voto.

Hera, que hoje é conhecida como uma trepadeira lenhosa e vive por aí enfeitando muros e paredes, naquela época ainda não era lenhosa e não entendia nada de objeto de consumo masculino, pois prometeu ao troiano que o transformaria em rei da Ásia e da Europa. Muita responsabilidade para um príncipe playboy, que só pensava naquilo.

Atena prometeu a Páris que lhe daria sabedoria e destreza militar. Foi um tiro pela culatra, pois isso lhe soou como ofensa. O príncipe teve a impressão de que a deusa estava insinuando que ele seria um demente, além de demonstrar desconhecimento de suas habilidades como guerreiro nas noturnas batalhas com as troianas.

Afrodite, apesar de ter sido gerada de forma artificial, sem os prazeres que a via natural proporciona, é considerada a deusa do amor e do sexo. Entende de sedução e, consequentemente, de corrupção. Foi dela a proposta praticamente irrecusável. Afrodite prometeu que, se Páris votasse nela, faria com que ele se casasse com a mulher mais bela do Planeta.

Páris, como qualquer jurado, senador ou deputado corrupto, aceitou a oferta que lhe pareceu mais vantajosa, o suborno de Afrodite. Acontece que, na ocasião, a mais bonita do mundo era a espartana Helena, mulher de Menelau, rei de Esparta.

Com a proteção de Afrodite, a deusa alcoviteira, Páris raptou Helena de Esparta e a elegeu Helena de Troia. Foi aí que o fofoqueiro Homero, que estava editando a revista gay "Espadas de Esparta", fez o mais infame dos trocadilhos: passou a chamá-la de Helena de Trolha, insinuando que, desde os dez anos de idade, a pagã aprontava das suas, chegando a provocar o tesão de Teseu, cinquentão, filho do rei Egeu, de Atenas.

Dizem que Menelau não se abalou com o rapto de Helena, afinal ele tinha pra mais de não sei quantas escravas gostosas no seu harém. Algumas tinham o rosto muito parecido com o de Helena; em outras, os peitos eram praticamente iguais aos da formosa, e existiam ainda aquelas que exibiam bundas, coxas e até línguas helênicas. Por que, então, correr atrás de tudo isso numa só? Por quê?! Ora por quê! Porque ela poderia até não significar muito para um só, mas muita gente ficou com saudade de Helena. Entre os saudosos, o mais saudoso: Agamenon, irmão de Menelau. O cunhado de Helena já não suportava tanta saudade, acabou convencendo Menelau a correr atrás do prejuízo.

Depois de muitos anos tentando debalde (advérbio bastante usado à época) entrar na cidade de Troia, os espartanos tiveram a genial ideia do cavalo de pau oco, que anos depois seria utilizada pelos corruptos colonizadores do Brasil, na versão do santo do pau oco, para contrabandear ouro.

Os espartanos deixaram o cavalo de pau recheado de guerreiros em frente aos portões de Troia. Sem desconfiar que se tratava de um poderoso vírus, os troianos fizeram o presente grego entrar na cidade. À noite, enquanto Helena e Páris estavam lá no bem-bom, os espartanos saíram da barriga do cavalo. Um dos guardas troianos viu os guerreiros saindo pela retaguarda do animal e até comentou com os colegas do posto: "Olha lá!, não é um cavalo! É uma égua e estava prenhe!". Mas aí era tarde demais, os espartanos abriram os portões e o exército de Menelau invadiu a cidade, matando meio mundo e resgatando Helena.

Muitos anos se passaram, até que os portugueses, inspirados na Ilíada, lançaram-se ao mar e vieram parar nas costas brasileiras. Entre os anos MD e MMIX, ocorreu a Cabraleia de Camões, a versão tropical da Odisseia de Homero.

Aqui no nosso solo pátrio, Menelau se tornou patrono dos cornos. Teseu passou a ser conhecido como o príncipe dos pedófilos. Agamenon é hoje reconhecido como o protetor dos ricardões. E, finalmente, Hera, Atena e Afrodite foram eleitas musas dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário (não necessariamente nessa ordem) em terras tupiniquins.


* * *
Acordo Ortográfico: Recomenda-se que os topónimos/topônimos de línguas estrangeiras se substituam, tanto quanto possível, por formas vernáculas, quando estas sejam antigas e ainda vivas em português ou quando entrem, ou possam entrar, no uso corrente. Exemplo: Anvers, substituído por Antuérpia; Cherbourg, por Cherburgo; Garonne, por Garona; Genève, por Genebra; Justland, por Jutlândia; Milano, por Milão; München, por Muniche; Torino, por Turim; Zürich, porZurique, etc.

Daí a Gisele virou Bundiche.

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([Quase] Todos os textos publicados pelo ASSAZ ATROZ são de autoria de Fernando Soares Campos: sátiras, contos, fábulas, crônicas, paródias, artigos de opinião... Qualquer outro texto postado terá indicada a autoria. Autorizamos cópia, republicação e distribuição do conteúdo deste blog, desde que a fonte e a autoria sejam informadas onde ocorrerem as postagens. Cordialmente. Editor-ASSAZ-ATROZ-Chefe.)

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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Collor diz que teria feito tudo que Lula fez, só estilo é diferente - Confira os estilos Collor

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Collor diz que, se tivesse tido oportunidade, teria feito tudo que Lula fez.

"Tudo o que o presidente vem fazendo, e por isso eu apoio seu governo, eu faria. A diferença é apenas na questão de como fazer, no estilo", contou ele nesta quarta-feira.

- 17 de junho de 2009 • 17h07 • atualizado às 19h07

http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3830405-EI7896,00-Collor+diz+que+teria+feito+tudo+o+que+Lula+fez.html


Antes de ler a matéria, confira alguns dos estilos que predominariam no governo Collor:





















Estilo Beira-Mar - Elegante









Estilo Serra - Tiro e queda em universitários; carapintada, nunca mais!





















Estilo PC Farias - Testado e reprovado, mas em nova versão

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In response to Netanyahu’s speech - Uma tradução de responsa!

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Por falta de voos comerciais entre Falusdurovsk e Vulvanovsk,
nossa correspondente em Moscou, Komila Nakova, viajou de carona no Goober.
Mas o valor da passagem será doado ao Criança Esperança.


A PressAA recebeu este Press Release por e-mail, pois nosso telex está em manutenção:

Press Release

15th June 2009

In response to Netanyahu’s speech

In a key policy speech coming at the back of seeming US pressure for
a move towards peace in the Middle East, the right of return, a
fundamental pillar for lasting peace in the Israeli/Palestinian
conflict, is gravely threatened as the Israeli Prime Minister;
Benjamin Netanyahu, lays out his vision of a Palestinian State. (...)

O nosso Editor-ASSAZ-ATROZ-Chefe requisitou o Goober, o cavalo alado que Fernando Soares Campos adquiriu da Wells & Fargo num leilão da New York Stock U$ e que navega livre pelo universo googleriano, despachou o bicho, e ele trouxe a tradução do texto completo.

Agora basta nossos leitores traduzirem a tradução googleriana:

Press Release

15. De junho de 2009

Em resposta ao discurso do Netanyahu

Em um discurso-chave da política que vem na parte de trás do aparente E.U.
pressão para um movimento em prol da paz no Médio Oriente, o direito de regresso, uma
pilar fundamental para a paz no conflito israelo-palestiniano
conflito, está seriamente ameaçada como o Primeiro-Ministro israelita;
Benjamin Netanyahu, define a sua visão de um Estado palestiniano.

Declarar pela primeira vez que ele aceitaria uma independente
Estado palestino, suas aberturas para a paz, os E.U. calorosamente saudado em,
está cheio de condições do lado palestiniano, sem substancial
concessões do lado israelita.

O "direito de retorno", que tão facilmente Netanyahu rejeitado na sua
fala, é para os refugiados palestinianos, um pilar central para qualquer duradoura
paz reconhecido por diversas resoluções das Nações Unidas eo direito internacional.
«Estes são os direitos fundamentais dos palestinos, que está por trás
a força da comunidade mundial e qualquer iniciativa que a paz
diminui a partir desta fórmula irá falhar miseravelmente ", disse Majed Al Zeer,
Director do Centro Palestiniano Retorno.

Os primeiros-ministros israelenses visão de um Estado palestiniano é uma
afronta à solução viável para a paz. Seu discurso rejeita paz
com palestinos quando ele brazenly rejeitado o direito dos palestinianos
refugiados, que fugiram israelita brutalidade ou foram expulsos de suas casas
1948 durante a guerra, para retornar ao seu lar ancestral.

A expressão mais elementar do direito de retorno é incorporado em
artigo 13 da Declaração Universal dos Direitos Humanos que
estipula que "todos têm o direito de deixar qualquer país,
incluindo o seu, eo direito de regressar ao seu país. "Isto é também
apoiada por numerosos artigos e disposições no âmbito de Genebra
Convenção.

Palestiniano autodeterminação eo direito de regresso são ambos
direitos invioláveis, em si mesmos e um não pode ser trocada pelo
outro. Esse realinhamento de Netanyahu ostensivo da política é um
cortina de fumaça para continuamente negam os direitos dos palestinianos e
manter o status quo, o direito de regresso não é negociável e
o direito à autodeterminação palestiniana é também não-negociáveis.

"É óbvio para qualquer observador sério da hipocrisia que está em
o coração de Netanyahu para abandonar a exigência do direito de retorno ",
pranteados, Al Zeer, «Palestinianos estão continuamente a ser dito para
abandonar quaisquer condições prévias para a paz e Israel contínuo para definir todos os
tipos de condições não razoáveis sobre palestinianos. "

O facto de este discurso também não tem, na realidade, uma grande marca
mudança na política israelita é perceptível em Netanyahu insistência do que
'Palestinos devem reconhecer Israel como um estado judeu para o
People '. A perspectiva para a paz em meio dessa retórica é extremamente
sombrias como ele insiste em definir o estado de Israel etnicamente sim
do que um estado democrático para todos os seus cidadãos. Isto não só refuta
o direito de 4,7 milhões de refugiados regressam às suas casas ancestrais
também ameaçam o futuro de segurança e proteção de 2 milhões de
Palestinianos que se encontram já vivem em Israel, no âmbito de diversos
leis discriminatórias.

Israel parece ainda não é sério sobre como fazer a paz com o
Palestinianos, se fosse ele não faria tal desrazoáveis
condições prévias. O povo palestiniano tem sofrido em inimaginável
formas de bem mais de sessenta anos e seu sonho de alcançar qualquer auto
determinação é de longe descompactadas para Israel's idealistic aspirações
como a noção de um Estado palestiniano, nas mentes de Netanyahu, é
reduzido a nada, mas pequena aquartelamentos. Para adicionar ainda mais para este
tragédia, Netanyahu é exigente palestinianos que fazer mais sacrifícios
dando o seu direito de regresso, quando esse direito é hoje quase
inviolável no direito internacional.

Fim.

The Palestinian Return Centre - info@prc.org.uk


--
To unsubscribe from this list visit
http://nlp.prc.org.uk/lists/lt.php?id=bE1fBAZTUAkfBA0ESlZVAwMC


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O Goober ganhou um saquinho de amendoim e está relinchando à toa.

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PressAA

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terça-feira, 16 de junho de 2009

Buás, insinuações e atos falhos



LEITURAS DO GLOBO

Buás, insinuações e atos falhos

Por Fernando Soares Campos em 16/6/2009


As Organizações Globo sempre estiveram um passo atrás da "turba", de olho no "choque"; este, lá adiante, no meio da rua, pronto para baixar a ripa. Caso emblemático é o das Diretas Já, em 1984, quando o Departamento de Jornalismo da Rede Globo desdenhou, durante um bom período, as manifestações do povo, que exigia eleições diretas para a presidência da República. Somente depois de vislumbrar mais de um milhão de pessoas reunidas na Candelária, a Globo decidiu enfocar o movimento. Assim tem sido e, pelo que se pode notar, assim sempre será. Há quem chame isso de prudência, porém creio que se trata de oportunismo crônico.

Empresa jornalística que se preza tem linha editorial definida, porém é clara quanto aos seus princípios. Não se esconde por detrás de moitas, dando uma de voyeur, para atingir o orgasmo com o falo alheio (estou sendo eufemisticamente elegante como os barões da mídia, às vezes, se comportam). Pode vir a reconhecer possíveis escorregões, mas se mantém fiel e leal àqueles que a acompanham, os leitores, a razão de ser dessas empresas. Mas as que conheço preferem trabalhar de forma sutil a serem explícitas. Aprimoram, a cada edição, o chamado jornalismo de opinião, deixando nas entrelinhas o que os editoriais manifestam.

"Tirar o sono da oposição"

A edição do Globo Online de domingo (14/6) informa que "O crescimento de Dilma em pesquisa inquieta oposição" (ver aqui).

Este, sim, é um título assaz elucidativo! Parabéns a quem titulou a matéria. Estou acostumado a ver tratarem os adversários do governo Lula como "a oposição", assim, com determinante que faz o leitor se transportar em pensamentos à oposição político-partidária. Mas bem sabemos que "oposição", da forma como O Globo generalizou no título, inclui grande fatia da própria imprensa, a facção conhecida pela satírica sigla PIG (Partido da Imprensa Golpista). Mas esse ato falho ficou só no título mesmo, pois no contexto da matéria o jornal põe "a oposição" no seu devido lugar.

Logo no início, O Globo afirma:

"O crescimento das intenções de votos em favor da candidatura presidencial da ministra Dilma Rousseff, registrado nas últimas pesquisas, começa a tirar o sono da oposição, como mostra reportagem de Adriana Vasconcelos publicada na edição deste domingo do Globo. Primeiro, porque o PSDB não conseguiu fechar consenso entre seus dois pré-candidatos, o mineiro Aécio Neves e o paulista José Serra. Segundo, porque já percebeu que a intenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é transformar a próxima disputa presidencial numa espécie de plebiscito sobre seu governo, estimulando os quase 80% dos brasileiros que aprovam sua gestão a votarem em Dilma."

Um abnegado patriota

Lá embaixo arremata:

"Mesmo liderando com folga pesquisas sobre a sucessão presidencial de 2010, o governador José Serra resiste a assumir sua candidatura e mais ainda à hipótese de ter de se submeter a uma disputa interna no partido para garantir a vaga de candidato. Ele tem evitado participar dos seminários promovidos pelo partido para discutir a plataforma de governo que pretende apresentar ao país em 2010.

Além disso, diferentemente do que imaginavam os oposicionistas, o câncer linfático enfrentado pela ministra Dilma, em vez de abalar, teria ajudado a consolidar sua candidatura, até porque colocou seu nome no noticiário nacional e de forma mais humana."

Vejamos: Lula aparece como desumano aproveitador, como a oposição político-partidária se queixa quando afirma que o presidente carrega Dilma a tiracolo nas inaugurações e lançamentos de obras do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), fazendo propaganda eleitoral fora de época.

Serra, não! Serra chega a ser transformado num abnegado patriota, um político eminentemente preocupado em governar, alheio a proselitismos politiqueiros.

Imaturidades latentes

Dizer que Dilma exibiu o câncer linfático para colocar seu nome no noticiário de maneira "mais humana" foi a forma mais desumana que o jornal encontrou para acusar a ministra de ser igualmente oportunista como o presidente da República, conforme opinião de seus adversários, dos editores de O Globo e congêneres.

(Quem quiser aula sobre jornalismo de insinuação, leia artigo de Venício A. de Lima, neste Observatório, "Quem você pensa que está enganando?")

Eu também pretendia mais uma vez tecer comentários sobre a gritaria da maior parte da imprensa brasileira contra o blog da Petrobrás. Mas encontrei uma postagem aqui no OI transcrevendo as queixas de alguns executivos de empresas jornalísticas. Li todos. Enquanto lia, estruturava meus pensamentos, com o propósito de responder à argumentação dos barões e capatazes da mídia. No final abri a caixa de comentários. Foi aí que vi que eu seria apenas repetitivo, pois os leitores adiantaram tudo que eu teria a dizer a respeito do assunto. É só conferir: "Blog da Petrobras – O que pensam os editores". Aproveite e veja o que pensam os leitores.

Esses incontidos esperneios dos barões da mídia não passam de ato falho. Ficassem calados e se teriam poupado do vexame de revelar suas latentes imaturidades. Buááá... pra eles também.

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Publicado na edição desta semana do Observatótio da Imprensa

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=542FDS005

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domingo, 14 de junho de 2009

Escritor e jornalista catarinense sacou a trama do "mensalão"

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Nota da AAA (PressAA): Republicamos aqui texto hoje postado no blog REPÚBLICA VERMELHA. O autor RaulLongo é escritor, jornalista e, nas horas vagas, dramaturgo. Ele leu nossa última matéria: Desvendada a farsa do escândalo do "mensalão" e redigiu esse alerta:

Os fernandos - "drogas tô fora"

e o Fernando (do artigo abaixo)

Comentarios e alertas de Raul Longo sobre artigo De Fernando Soares

Eu não me ligo em numerologia, mas o nome Fernando precisa ser estudado.

Todo Fernando é profético ou genial! Vejam o Fernando Collor de Melo: avisou que ia caçar os marajás, e o que deu? A namorada do Paulo César Farias, por acesso incontido de ciúmes, suicidou-se sozinha por si própria mesma e, não contente com isso, depois de mortinha tascou uma azeitona na nuca do PC, o último marajá das Alagoas além do próprio Collor, o Calheiros e outros poucos, mantidos para não extinguir a espécie.

Outro exemplo é o tal do Fernando Soares Campos, do reclame aí abaixo. Guardem o nome desse homem porque é bicho perigoso, daninho! Tirado a Esopo, não é que o cabra desenredou mesmo o liame do tal mensalão, como diz aí, farroncando suas capacidades premonitórias!

Dou meu testemunho: eu vi e li com esses olhos que a terra há de comer! Até hoje ninguém chegou a comprovação alguma, nem mesmo depois de tantas CPIs, investigações da presta imprensa e da imprestável Polícia Federal, auditorias e ouvidorias civis e militares, mais os Tribunais Supremos e Subalternos, sem contar o Arthur Virgílio e o Heráclito Fortes com aquele hipopótico corpanzil de goleiro e os rosnares do ACMezinho que, coitadinho, acabou fugindo aos ganidos para debaixo das pernas do Álvaro Dias. Pois esse Fernando tinhoso já tinha, lá na boca da bucha, o tal e qual como foi e seria-se-não- fosse. Um Fernando desses, é ou não é um risco a ser considerado?

Mas gênio vero é o Henrique Cardoso, que um vizinho fanho insiste em chamar de Cagoso, mas com todo o respeito. E há que se respeitar mesmo, pois quem, além da erudição Fernândica, haveria de deslindar a razão do fato e o fato da razão? Depois que Colombo pôs o ovo em pé, todo mundo acha fácil concluir que só poderia mesmo ter sido o próprio Lula que dizia não saber o que nem poderia saber mesmo, já que não houve, como henriquianamente agora declara Feagacê, demonstrando tratar-se tudo de mero escândalo armado pelo próprio Luís Ignácio.

Vejam vocês: um mero chiste, simples brincadeirinha entre colegas do ingênuo Bob Jeff a inventar lobos só para verem o eriçar dos velos, e o exagero do cabeça-chata já arma toda uma fuzarca. Chama a imprensa, convoca a mídia, derruba avião, promove o maior banzé por Brasis afora, fazendo do sutil trinado jéffirco uma ópera bufa com o intuito de aparecer, mostrar a cara na capa da revista moralista entre os pecados da vedete.

Jogada igual a dos baianos tropicalistas quando promoviam escândalos em festivais para alcançarem o primeiro lugar nas paradas de sucesso. E o pior é que deu certo! Tá aí: o apedeuto com 80 e tantos por cento de aprovação em meio a uma crise mundial que o chama de O Cara, enquanto que, na verdade, tudo o que fez foi aproveitar da boa fé de seus companheiros de lide para, com o apoio do PIG, dar um golpe no Fernandão (o Cagoso, no dizer deficiente do vizinho), se colocando como vítima do que não aconteceu.

O que Lula não sabe é que o mestre tem sua larga experiência em salas de aula e conhece a mancada daqueles peraltas (ou "insubordinadozinho s" como aquertaladamente melhor define um colunista local, referindo-se as crianças hiperativas) que acusam a aluna boazinha só pra fazer graça, mas não têm prova alguma da bola de papel que afirmou atirada.

Quando, disfarçando, Lula muxuxou que alguém o traiu, não estava se referindo ao seu bom comportamento na alteração da constituição que garantiu a reeleição do Efeagá a chefe da classe. Estava se referindo a si mesmo! Ele próprio traiu a si mesmo, usando da brincadeirinha de recreio do coitadinho do Jeff como trampolim para o estrelato internacional, e agora o Fernandinho (o Henriquieto) é que corre o risco de ficar de castigo com a cara para parede e chapéu de canudo, com dizeres de BURRO.

Muito ardilosos os Luízes (lembrem de França!) e os Fernandos há dos bons e dos sestrosos. Esse aí, abaixo, por exemplo, é um. Leiam, mas com cuidado:

Raul Longo
pousopoesia@ ig.com.br
pousopoesia@ gmail.com
http://www.canasvieiras.com.br/pousodapoesia/

Postado por RepúblicaVermelha às 13:49:00

PressAA

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sábado, 13 de junho de 2009

Desvendada a farsa do escândalo do “mensalão”

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PROCURADO

Retrato falado do autor intelectual do escândalo do "mensalão"


Especial da AAA (PressAA)

Em meio ao estardalhaço que a imprensa fazia sobre o escândalo do “mensalão”, em meados de 2005, Fernando Soares Campos escreveu crônica satírica intitulada “Os deuses de Absurdil”, publicada em 26 de junho daquele ano, no diário espanhol La Insígnia. Meses depois, em 3 de fevereiro de 2006, ele escreveu artigo publicado pelo mesmo periódico, tratando do escândalo que envolve políticos brasileiros de diversos partidos, com destaque para os tucanos: “O Dimasduto e os telejornais”.

Em ambos os textos, Fernando se esforça para elucidar o misterioso caso do “mensalão”, fazendo vir à luz as verdades que a mídia em geral escondeu.

Agora, o esforço “metafísico” do nosso autor ganha prova circunstancial, e sua tese começa a tomar forma no mundo real.

Recentemente, FHC e Alckmim foram obrigados a depor a favor de Roberto Jefferson.
Contra vontade própria, os dois caciques do PSDB foram depor na Justiça a favor do subserviente Jefferson, que, por sua vez, havia sido obrigado a delatar um suposto esquema de compra de votos no Congresso, por parte do governo Lula, o que ficou conhecido como escândalo do “mensalão”.


Roberto Jefferson, cassado, é corrupto mas não é trouxa, quer "limpar" o nome e voltar para a política eleitoral o mais breve possível. FHC está pagando o preço, foi obrigado a atender o próprio ex-subalterno.

04/06/2009 - 19h28


Mensalão: FHC e Alckmin depõem a favor de Roberto Jefferson



Rodolfo Torres



O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o ex-governador de São Paulo, atual secretário de Desenvolvimento daquele estado, Geraldo Alckmin (PSDB), depuseram nesta quinta-feira (4) na Justiça Federal paulista.



Eles foram ouvidos como testemunhas de defesa do ex-deputado e atual presidente do PTB, Roberto Jefferson, no processo do mensalão (suposto pagamento mensal a parlamentares realizado pelo governo federal). O petebista é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).



FHC e Alckmin foram ouvidos à portas fechadas pelo juiz Márcio Catapani e deixaram o prédio da Justiça sem falar com a imprensa.



Contudo, o advogado de Jefferson, Luiz Francisco Barbosa, explicou que os tucanos foram solicitados para “afastar a acusação no que diz respeito a suposto recebimento de dinheiro [por Jefferson] por causa da votação da reforma da Previdência”. A votação ocorreu em 2003 na Câmara.



Segundo o advogado, FHC e Alckmin confirmaram que Roberto Jefferson sempre atuou no Parlamento para realizar mudanças na previdência.


http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_publicacao=28462&cod_canal=1


Para entender toda a trama, o leitor precisa acessar três matérias e ler atentamente:


Os deuses de Absurdil

http://www.lainsignia.org/2005/junio/cul_033.htm

O Dimasduto e os telejornais

http://www.lainsignia.org/2006/febrero/ibe_012.htm

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Golpe de Estado em Andamento no Brasil: Revelações Estarrecedoras

Por Chico Nader, Morgana White e Alberto Salvador, com colaboradores.
JIBRA – Jornalistas Independentes do Brasil - LONDON UK

http://lists.indymedia.org/pipermail/cmi-ssa/2005-June/0607-s5.html

Se tiver paciência de ler tudo isso, pelo menos não mais se iludirá com o GOLPE DO MENSALÃO.
Nota da AAA - Agência Assaz Atroz (PressAA):
A oposição transformou um caso de Caixa-2, cujo esquema foi "testado e aprovado" no governo de Eduardo Azeredo (PMDB-MG), em "mensalão", suposto pagamento que o governo Lula estaria efetuando a parlamentares para votarem a favor de projetos oriundos do Palácio do Planalto.

PressAA

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Um pouco de Canudos e “bem pouquinho” sobre o Caldeirão do Cariri

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O caldeirão que o diabo abominou



Comunidade Caldeirão, no Sertão do Cariri (CE)

Beato José Lourenço

Há pouco mais de cem anos, bem no final do século XIX, ocorreu a Guerra de Canudos, quando, depois de algumas tentativas, finalmente tropas federais destruíram uma comunidade no interior da Bahia, matando seu líder, o beato Antônio Conselheiro, e milhares de resistentes, restando apenas alguns poucos idosos, mulheres e crianças. Cinco anos depois, Euclides da Cunha lança “Os Sertões - Campanha de Canudos”, e só a partir do lançamento dessa obra, provavelmente devido ao interesse de um editor que enxergou nela um grande filão, a história de Canudos chegou até os dias atuais. Certamente muitos pesquisadores se dedicaram ao esclarecimento dos fatos; mas, sem “Os Sertões”, talvez Canudos fosse apenas uma história de gente antiga, que não tem o que fazer e fica por aí assustando crianças que fazem xixi na cama.

Euclides da Cunha, na condição de correspondente de guerra do jornal O Estado de São Paulo, foi o “Repórter Esso” de Canudos: testemunha ocular da História. Enquanto os jornais das grandes cidades incitavam o novo governo republicano contra a resistência dos “monarquistas” de Canudos, Euclides da Cunha registrava a carnificina cometida contra um povo relegado ao abandono e à miséria, que se perpetuam através dos tempos, monárquicos ou republicanos.

Sobre Canudos, quase todo brasileiro conhece alguma coisa que seja, mesmo superficialmente, visto que, além da obra de Euclides da Cunha e tantas outras nela inspiradas, mais recentemente o filme Guerra de Canudos foi um grande sucesso de público e palpites da crítica, além de ter sido premiado em importantes festivais. Também muitos são os vídeodocumentários sobre a Guerra de Canudos; e a maioria dos professores de História recomenda a obra euclidiana aos seus alunos.

Porém, se o episódio de Canudos é conhecido mundo afora, principalmente através de “Os Sertões”, o mesmo não ocorre com acontecimentos idênticos que também tiveram como palco os sertões nordestinos, como, por exemplo, a destruição da comunidade Caldeirão da Santa Cruz do Desterro, no Sertão do Cariri (CE).

Em meados dos anos 20, José Lourenço, beato que foi preso por pregar em praça pública, acabou sob a proteção do Padre Cícero do Juazeiro, que lhe concedeu o direito de habitar uma propriedade abandonada, num pé da serra. Não demorou muito, o beato atraiu cerca de 500 famílias para o local em que fundaram um vilarejo, a comunidade Caldeirão, no Sertão do Cariri. O vilarejo prosperou, com suas casinhas simples, igrejinha, escola, trabalho, atividades culturais, religiosas e de lazer, tudo sob sistema de mutirão, sem qualquer ajuda externa. A comunidade era formada por retirantes de diversos estados nordestinos.

Caldeirão tornou-se uma comunidade autossuficiente, até mesmo ferramentas de trabalho eram fabricadas no local, algumas foram desenvolvidas apropriadamente para o trabalho em condições peculiares. Sobre a agricultura, remanescentes daquela experiência relatam que tudo era tratado de forma ecologicamente correta, atentando-se para a preservação do solo, dos mananciais hídricos, da fauna e da flora, cujas explorações atendiam às normas específicas da comunidade. Criações de bovinos e caprinos garantiam o fornecimento de carne e leite, que por sua vez geravam a produção de charque, queijo e manteiga, enquanto as peles se transformavam em calçados, cintos, bolsas e artesanatos. A produção atendia ao consumo interno, e o excedente era vendido nas cidades vizinhas, principalmente nas prósperas Juazeiro e Crato, gerando receita para a aquisição de produtos necessários à sobrevivência naqueles confins.

No Caldeirão a terra e os meios de produção eram de propriedade coletiva... Epa! Acho que foi aí que o bicho pegou! O leitor também já deve ter percebido o que deve ter acontecido com uma comunidade com essas características, na primeira metade do século 20.

Massacre de Caldeirão

Os coronéis da região, ricos fazendeiros, detentores de grandes fortunas, ostentavam fabulosos patrimônios que incluíam: terras, casarões, gado, engenhos, trabalhadores em regime escravo e até alguns políticos amestrados. Delegados e juízes também podiam ser considerados propriedades de alguns desses senhores da vida e da morte. Nesse contexto, prosperava uma comunidade formada por pessoas que ali chegaram arrastando corpos desnutridos, expressando abatimento moral e desesperança, como em “Retirantes”, quadro de Cândido Portinari.

Em 1936, Caldeirão se distinguia como uma comunidade relativamente próspera. Foi aí que os coronéis da região começaram a sentir dificuldade de conseguir mão-de-obra barata, trabalhadores semi-escravos. Logo se iniciou uma campanha contra aquilo que as oligarquias regionais chamavam de “uma nova Canudos”. Não demorou muito, o beato José Lourenço e seus seguidores foram perseguidos sob a acusação de “prática de comunismo primitivo”.

Depois de intensa campanha, a ditadura getulista autorizou a invasão da comunidade Caldeirão pelas forças da Polícia militar do Ceará e do Ministério da Guerra. Seus crimes: haviam encontrado uma maneira de sobreviver à seca, à fome e ao coronelismo, apenas unindo forças e pacificamente trabalhando a terra. Porém, ao contrário do que se propagava, a comunidade não dispunha de armas ou planos para enfrentar os invasores. Caldeirão, ao contrário de Canudos, não ofereceu resistência, exceto alguns gestos isolados de defesa e proteção pessoal sob impulsos do instinto de sobrevivência. Quando da invasão, os armazéns da comunidade encontravam-se abarrotados de algodão, milho, feijão, arroz, rapadura e farinha. Havia máquinas e objetos importados. Tudo foi destruído, inclusive as novas plantações e muitos animais. As mulheres foram estupradas, e os objetos pessoais de valor foram levados como prêmios de guerra.

Sobreviventes da comunidade Caldeirão, entre eles o beato José Lourenço, reorganizaram-se na Chapada do Araripe (CE), fundando nova vila, com a mesma orientação comunitária do Caldeirão. Logo, esta também foi considerada um embrião do “comunismo ateu” que se instalara do outro lado do mundo e, na visão tosca dos fazendeiros, ameaçava migrar para aquelas bandas. Desta vez os membros da nova comunidade se prepararam, ainda que de forma rudimentar, para a luta de resistência armada. Na Serra do Araripe as forças de repressão usaram aviões para bombardear um grupo de resistentes armados de peixeiras, foices, facões e espingardas de caça. A Polícia Militar do Ceará e o Exército getulista destruíram a vila e enterraram mais de mil mortos em valas comuns.

Protegido pelos seus seguidores, novamente o beato José Lourenço escapa e se refugia em Pernambuco, seu Estado de origem.

Tentativa de resgate da história

“A Universidade Regional do Cariri (URCA) planeja percorrer os caminhos trilhados pelo Beato, na busca de locais para implantação de uma sociedade solidária. A URCA pensa, também, revisitar as trilhas utilizadas por José Lourenço, nas suas fugas das forças policiais. Por conta disso, já em outubro de 2005, uma equipe da URCA refez o itinerário de José Lourenço, na fuga do Caldeirão até sua nova morada: o Sítio União, localizado no município de Exu (PE). Com a permissão do atual dono da propriedade, a equipe percorreu o local, em busca de algum vestígio que lembrasse a passagem do Beato por aquele lugar. Infelizmente, somente o alicerce do engenho, o açude e um depoimento de Zé de Teresa, neto de uma testemunha da época, resistem ao processo de esquecimento da memória de José Lourenço.”(*)

A imprensa, sob a censura do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda do Governo Vargas), quase nada publicou sobre os massacres. Até mesmo as obscuras matérias que instigavam as autoridades contra as comunidades sumiram das redações, apagaram o pouco que haviam escrito sobre essa história, importante capítulo das lutas populares no Brasil.

À comunidade do Caldeirão faltou um Euclides da Cunha para registrar a covardia, ainda mais brutal que em Canudos, pois o arraial baiano resistia às ofensivas. O fracasso da primeira expedição militar contra Canudos rendeu aos conselheiristas as armas do contingente que investiu contra a comunidade; o armamento adquirido no primeiro confronto serviu para vencer as tropas das duas expedições seguintes e para lutar bravamente contra a quarta expedição militar, aquela que finalmente destruiu o sonho de milhares de pessoas que insistiam em sobreviver com dignidade.

Esta é apenas uma introdução à história do Caldeirão que o diabo abominou.

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([Quase]Todos os textos publicados pelo ASSAZ ATROZ são de autoria de Fernando Soares Campos: sátiras, contos, fábulas, crônicas, paródias, artigos de opinião... Qualquer outro texto postado terá indicada a autoria. Autorizamos cópia, republicação e distribuição do conteúdo deste blog, desde que a fonte e a autoria sejam informadas onde ocorrerem as postagens. Cordialmente. Editor-ASSAZ-ATROZ-Chefe.)

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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Serrassuga e Alan Brado põem Frankenstein no chinelo

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Alan Brado del Procaz recebendo instruções

de um experiente amigo para o encontro com Serrassuga



Serrassuga agradecendo os conselhos de um amigo

que o instruiu para o encontro com Alan Brado del Procaz

Fernando Soares Campos, para a AAA – Agência Assaz Atroz (PressAA).


Sua Majestade Serrassuga, monarca da dinastia tucamarilha do Peruguai, recebeu, no palácio de San Pulo del Gato, a visita do seu colega governante Alan Brado del Procaz, presidente do Paraperu. Na pauta do encontro constava discussão sobre política de segurança pública e o fechamento de um acordo em que os dois países se dispusessem a prestar ajuda mútua nessa área. Ao final do encontro, S.M. Serrassuga concedeu entrevista exclusiva à AAA e nos contou detalhes da aliança firmada entre as duas nações.

Chegamos ao Palácio de San Pulo del Gato à meia-noite em ponto, conforme combinado com a Asponaria Imperial. Sua Majestade Serrassuga vestia uma espécie de robe branco, amarelo e negro, com apliques sutis. Ficamos o tempo todo em pé, mas o soberano sentou-se num pufe que nos fez lembrar o puff! que ele mandou baixar no lombo de estudantes universitários. Porém, antes de iniciar a entrevista, o monarca soltou um majestoso puuufff... O qual só ouvimos, nada sentimos, pois o ambiente exala fedentina assaz nauseabunda.


AAA: Primeiro, gostaríamos de agradecer a Vossa Majestade por nos conceder esta entrevista exclusiva. Nossos concorrentes, bem sabemos, vão ficar enciumados, e seremos acusados de estar a vazar informações sigilosas...

S.M. Serrassuga: Um momento! Vocês são portugueses?

AAA: Não, majestade! Somos legítimos peruguaios! Por que V.M. está a nos perguntar isso?

S.M. Serrassuga: É que vocês estiveram falando “seremos acusados de estar a vazar”, em vez de estar falando como nós: “seremos acusados de estar vazando”. Estranhei, estive achando essa forma esdrúxula!

AAA: É que nós estamos a nos adaptar ao acordo ortossintático iberoperuguaio.

S.M. Serrassuga: Hein?!

AAA: Sugerimos deixar isso de lado, majestade. Gostaríamos de dar continuidade à nossa entrevista abordando aquilo que a população está ansiosa para conhecer. Ou seja, os termos do acordo firmado entre Peruguai e Paraperu, a fim de enfrentar problemas na área de segurança pública. Entre V.M. e o presidente paraperuano, o que ficou acordado?

S.M. Serrassuga: Ambos! Nós não dormimos no ponto! Não cochilamos! Nem mesmo piscamos!

AAA: Desculpe, majestade, acho que não nos fizemos entender. Queríamos saber a que acordo os dois países chegaram. Quais os termos do acordo?

S.M. Serrassuga: Ah! Tudo bem, está desculpado. Bom, eu e o Alan Brado del Procaz temos muito em comum na maneira de governar. Combinamos enviar soldados das Forças Armadas do Peruguai para treinamento nas selvas paraperuanas. Eles têm muita experiência no combate a alvos nativos, coisa de deixar Bush morrendo de inveja. Em contrapartida, as Forças Armadas de Paraperu enviarão tropas para treinamento nos nossos campus universitários.

AAA: Esse acordo tem alguma denominação simbólica?

S.M. Serrassuga: Essa foi a nossa maior sacação! Coisa nunca antes sacada neste país!

AAA: Como assim?

S.M. Serrassuga: O Alan Brado del Procaz me perguntou: “O que V.M. acha de batizarmos nossos planos com uma denominação que, ao ser pronunciada, o povo entenda, de imediato, os nossos propósitos?”

AAA: Então?!

S.M. Serrassuga: Então, nem precisei fazer qualquer esforço mental! Sugeri “Operação Condor” [foi o que entendemos naquele momento]. O Alan concordou sem pestanejar!

AAA: Mas, majestade, “Operação Condor” foi o nome dado à aliança firmada entre ditaduras... desculpe... é... ditabrandas do Cone Sul, com o propósito de combater o comunismo ateu que ameaçava as democraduras do Continente, por volta de 1970?

S.M. Serrassuga: Nada a estar vendo! Nada!

AAA: Como assim?

S.M. Serrassuga: A nossa operação é muito mais eficiente, e nós não temos por que usar eufemismos, somos transparentes!

AAA: Como assim?

S.M. Serrassuga: A nossa é “Operação Com Dor”[desta vez falou pausadamente]. Sacou? Será um terror, é um projeto que deixa o Frankenstein no chinelo.


O celular do aspone-chefe tocou. Atendeu. Informou à S.M. Serrassuga que era para ele, “urgente!”. O chefe da segurança nos comunicou que a entrevista estava encerrada e que deveríamos deixar a sala.

Já no saguão contíguo à sala em que entrevistamos S.M. Serrassuga, ainda pudemos ouvir o soberano gritar ao telefone: “Vou mandar o choque, Magnificente Reitora!”.

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([Quase]Todos os textos publicados pelo ASSAZ ATROZ são de autoria de Fernando Soares Campos: sátiras, contos, fábulas, crônicas, paródias, artigos de opinião... Qualquer outro texto postado terá indicada a autoria. Autorizamos cópia, republicação e distribuição do conteúdo deste blog, desde que a fonte e a autoria sejam informadas onde ocorrerem as postagens. Cordialmente. Editor-ASSAZ-ATROZ-Chefe.)

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