terça-feira, 15 de outubro de 2013

Ecocôs e socialistados em folhas de pagamento de órgãos públicos defendem Marina et caterva com unhas, dentes, trolhas e bundas --- Pinte seus adversários muito machos em tom rosa-shocking e os de aparência jovial à base de cirurgias plásticas (homem ou mulher), com a aparência de um assustador Frankenstein

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De João TNT, correspondente da PressAA, diretamente de uma reserva de caatinga no Sertão das Alagoas:

De: marques 
Enviada em: quarta-feira, 9 de outubro de 2013 20:49/ 
Para: guido
Assunto: Re: Zé FURÃO x Lobão pró Fernando CSL enxergam em Marina [A insustentável farsa de Marina ongueira] ..."SABOR da lágrima no SORRISO, GIROU, ela secou!" ... 

Meus queridos,
A Marina teve sim a intenção de fundar um novo partido, pois há reais problemas com partidos que abraçam ou incluem a causa ambientalista no Brasil. No PT, peesoas decentes não cabem; o PV está poluído. O que eu disse a ela foi que não usasse a palavra "sustentabilidade" pois ninguém sabe mais o que é isso, mas ela tem um discurso justificativo muito convincente. Claro que Marina Silva não é a solução, mas é uma escolha confortável para socialistas democráticos e eco-socialistas, duas faixas em que sintonizo. Aproveito e mando uma foto recente minha com ela

Zé Geraldo Marques.
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Em 9 de outubro de 2013 06:22, 

guido  escreveu:

Chegou a Hora de DESCONSTRUIR MARINA./ Se não sei INVENTO./ Se não é verdade REPITO.
Lemas do PT/ Inimigo meu é BANDIDO./ Bandido meu é AMIGO.
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Fernando Soares Campos 
     (Fernando CSL) 

Há pouco mais de um ano, num papo com o João TNT, aqui em casa, no Itanhangá carioca, ele me falou que era "amigo de todo mundo": “Não tenho preconceito, sou amigo de cachaceiro, baderneiro, bandido, filho de puta, viado...”, mencionou mais umas tantas categorias, porém sem citar uma sequer a que se possa atribuir características, digamos, “nobres”. 

Tentei identificar em que conjunto eu me encaixaria, visto que o João aparentemente me considera seu amigo, mas não consegui me enquadrar em nenhum deles. Pensei até em amizades suas não categorizadas naquele momento, pois bem sei que o João não hostiliza certos idiotas, panacas, pedantes, paspalhões... O lema do João TNT deve ser: Inimigo meu é BABACA/Babaca meu é AMIGO.

Pode até ser que o João me considere amigo, e nisso o seu amigo Zé Geraldo pode estar indicando a minha classificação entre as amizades do João, pois ele diz que “no PT pessoas decentes não cabem”. Como sou petista, creio que aí está o motivo de o João me considerar seu amigo. Devo ser um sujeito muito indecente.

*CSL é a sigla de Cão do Segundo Livro, uma referência à imagem do capeta ilustrando obra didática de Felisberto Carvalho. Tal referência tem sido atribuída a mim por alguns dos meus conterrâneos mais antigos, que me consideram ter sido eu um indisciplinado, insubordinado, na infância e adolescência, e nisso eles têm certa razão. Fui expulso de todas as escolas de minha cidade natal, desde o jardim da infância até o terceiro ano primário (é com este grau de ensino formal, terceiro ano primário inconcluso, que estou aqui hoje digitando estas mal traçadas). Também fui excluído de entidades evangelizadoras, como a católica Cruzada Infantil. Lembro-me de que o Zé Geraldo Marques, filho de ex-prefeito da cidade, era líder naquela entidade. Nas caminhadas dos grupos, ele portava a bandeira da Cruzada, que, em diversas ocasiões, recebia membros da TFP, os quais proferiam palestras para os cruzados mirins. Zé Geraldo também encabeçava o grupo quando nos enfileiravam para beijar o anel do bispo.

E por falar em bispo, o pai do João TNT foi meu padrinho de Crisma. Ele era diretor da última escola em que estudei. Foi ele quem um dia entrou na sala de aula e recomendou que todos os alunos se afastassem de mim, me isolassem durante o recreio: “Não falem com ele, deixem ele sozinho. Só assim pode ser que ele aprenda a se comportar, a ser mais disciplinado”. Todos obedeceram, mas muitos me pediram desculpas às escondidas.

Além do isolamento, ele me aplicou um castigo: escrever 200 vezes a frase “O bom aluno respeita os seus professores e colegas”. Gastei parte um caderno escrevendo a frase. Mas encerrei com uma sentença minha: “Isso é o bom aluno, mas comigo não é assim não, tá bom?!” Foi exatamente isso que escrevi, nunca esqueci. Porém, no dia seguinte, quando eu me preparava para ir para e escola, meu pai me chamou e disse: “Pode destrocar a roupa. Você foi expulso da escola. Compadre Alberto disse que não tem como segurar você. Ele recomendou que eu internasse você numa casa de saúde”.

Vi muita tristeza nos olhos e gestos do meu pai devido a esse caso. Mas a tristeza que eu identificava não era somente pelo fato de eu não poder mais estudar em nenhuma escola da cidade, era devido à falta de consideração do compadre; afinal, nós sabíamos que eu estava sendo expulso da escola não apenas por questões disciplinares, mas, sim, porque alguns professores não admitiam que um aluno pobre tivesse um desempenho escolar superior aos de outros de classe abastada, os filhos dos coronéis. E eu tinha sim o melhor desempenho escolar, o melhor aproveitamento, as melhores notas e, mais que isso, chegava a apontar erros do professor. Nenhuma professora reclamava de minha conduta; pelo contrário, Dona Maria de Seu Dota, por exemplo, chegou a dizer à minha mãe: "Dona Dneusa, não sei por que dizem que Fernando é indisciplinado! Pois nas minhas aulas ele se comporta muito bem, calmo e atencioso". Claro! Ela era uma pessoa muito educada, bem humorada, de bem com a vida. Além dela, Dona Aracy e outras professoras diziam basicamente o mesmo.

Não sei como o Zé Geraldo se relaciona hoje com a política alagoana, mas, como não sei, INVENTO, como faz o Guido, que acredito ser Carlos Guido Azevedo (se não for, me desculpa aí, rapaz). 

Ele deve estar se mantendo bem distante de qualquer indecente (petista ou não) que tenha algum relacionamento com os políticos bandidos que mandaram assassinar seu pai (ou ele ainda hoje acredita que aquilo foi decidido por um único elemento?), o ex-prefeito Adeildo Nepomuceno Marques. Certamente, ele não tem qualquer traço de identidade com gente dessa laia. E, nem mesmo por mera formalidade, não deve se dignar a cumprimentar pessoas tão pervertidas. Pode até ser que ainda mantenha relacionamento com alguém do PV, mesmo poluído, ou "simplesmente" poluído, “verde poluído”, para ele, deve ser apenas no sentido "ecocô", o que qualquer tira de papel higiênico reciclado resolve.

Outro dia li no Portal Maltanet (site alagoano) um poema de Zé Geraldo homenageando seu pai:

SEGUNDO POEMA DE ANIVERSÁRIO

hoje é o aniversário do meu Pai
e é por isso que subitamente
cessaram todos os violinos
para dar lugar aos sinos
que trovejam dentro de mim

pois ainda sou aquele mesmo menino
traquino, vivenciando agora
a infância quase senil
que te não deixaram viver, meu Pai

Lembrei-me de quando seu saudoso pai estava sendo perseguido, acusado de ter mandado assassinar Robson Mendes, ex-prefeito de Palmeira dos Índios. Eu tinha lá meus 16 anos de idade e há muitos anos não frequentava uma escola, mas lia os jornais que meu pai assinava, as revistas e livros que ele comprava. A Gazeta de Alagoas (das Organizações Arnon de Mello, hoje nas mãos do herdeiro Collor de Mello) desencadeou uma campanha difamatória contra Seu Adeildo, de quem meu pai era correligionário, e nós, os filhos, incondicionais admiradores (o que somos até hoje). Todos sabíamos que Seu Adeildo era inocente. Foi naquela ocasião que fiz uma paródia da música “A Praça", que estava nas paradas de sucesso, criticando o bombardeio midiático da Gazeta:

Hoje eu comprei uma Gazeta para ler
Nenhuma novidade tinha para a gente ver
As manchetes são as mesmas desde o mês passado
Só falam em Robson e em seu assassinato

Mesmo Crispim, mesmo Clarindo,
O mesmo Enéias e Seu Adeildo
Tudo é igual, mas estou triste
Pergunto a ti Gazeta por que mentiste?

Não foi Seu Adeildo quem mandou matar ninguém
Pois ao o Zé Crispim ele não deu nenhum vintém
Compadre João Clarindo na polícia confessou
Mas para falar uns empurrões ele levou

(...)

Essas histórias não estão boas
Mude de assunto Gazeta de Alagoas

Mas, em Santana do Ipanema, nossa cidade natal, uma cidade hoje com pouco mais de 45 mil habitantes, acontecem coisas desse tipo. Mês passado mataram quatro adolescentes em 12 dias. Todos os dias matam gente; outros são "suicidados". 

O portal de notícias administrado por um irmão e um sobrinho meus mantém na página inicial, desde 23 de março, a notícia do estupro e assassinato de uma jovem estudante na vizinha cidade de Olho d'Água das Flores, terra dos meus avós maternos: 

Estudante de enfermagem é encontrada morta em Olho d’Água das Flores

Para esta notícia em destaque há sete meses, foram registrados 25 comentários, tudo à base do "pega esse monstro!", "estrangula!", "mata!', "queremos sangue!"

Um trecho da nota publicada informa: "Junto ao corpo de Eliene, foram encontrados um caderno, um livro e documentos de um homem residente na cidade de Penedo".

Uma leitora até comenta, no dia 30/3: "NÃO ENTENDO UMA COISA. COMO É QUE FOI ACHADO DOCUMENTOS DE UMA PESSOA E NO ENTANTO NÃO DIVULGAM O NOME DA PESSOA, NÃO MOSTRAM A FOTO DESSA PESSOA, NÃO FALAM NADA A RESPEITO DESSE CRIME? SERÁ QUE ESSA BARBARIDADE VAI FICAR IMPUNE? QUEM MATOU ELIENE?????????????????????"

Pelo visto, pouco importa quem foi! O importante é que, mais dois dias se passaram e aí, em 1/4, o mesmo portal já anunciava a prisão do suposto estuprador-assassino:

Estuprador que matou estudante de enfermagem é ‘estuprado’ dentro de delegacia


O infeliz foi colocado numa cela e, naquele mesmo dia, foi barbarizado: espancaram, torturaram e introduziram um "objeto perfurante em seu ânus", até que os policiais o recolheram e encaminharam ao hospital, onde foi submetido a cirurgia de emergência.

Isso gerou 30 comentários, agora aplaudindo a barbárie e exigindo desfecho: "Mata! Mata! Mata!", alguns até sugerem o método, que deve ser lento e extremamente doloroso. Além de espetacular, claro.

Sete meses com a notícia na página inicial, em um site que apresenta alta rotatividade de assassinatos de jovens, adultos e idosos, na cidade e microrregião sertaneja (Região Metropolitana, como foi declarada oficialmente pelo tucano governador do Estado, este ano. Putz! Perderam a noção do ridículo!). Vinte e quatro horas depois de publicados os casos de assassinato de jovens pobres, paupérrimos, estes saem da primeira página e dão lugar à matança mais recente (não matam apenas no varejo, de vez em quando ocorrem chacinas).

Notícias de assassinatos de jovens envolvidos com o varejo de tráfico de droga ou pequenos furtos recebem, geralmente, comentários do tipo "Bem feito!". E todas começam informando o envolvimento ou "suposto" envolvimento da vítima, ou de algum familiar, em atividade ilícita. Pronto! Para eles isso justifica a ação dos grupos de extermínio.

Outro dia acessei esta "espetacular" notícia e deixei o seguinte comentário:

Li todos os comentários. Na medida em que ia lendo, torcia para que aparecesse alguém menos justiceiro, menos voyer, menos tarado, menos “honesto”…. Não, não aparecia, fui até o final, desiludido… Clique retrocedendo, relendo uma por uma. Aí, eis a minha surpresa: acho que eu estava indignado “demais”, pois nem havia notado que uma mãe de família ( Marym) havia chamado a atenção dos idiotas que pedem, imploram, que sacrifiquem o “infeliz”, o bucha, em praça pública e toquem fogo nele. Acho até que alguém deve ter sugerido ao prefeito [PV] que patrocinasse o espetáculo: “Dá voto, seu prefeito, dá voto!” – Estratégia de marketing; com essa, o homem , sem dúvida, seria reeleito. Se fosse um prefeito “velho sem-vergonha”, como chamaram Paulo Ferreira na campanha eleitoral de 2008, provavelmente este bancaria o espetáculo, né? Flavio Henrique até falaria com seu patrão, o Carimbão, pra convidar alguns deputados da bancada ditadura-golpista pra participar da cerimônia sem-cerimônia.
Lendo os comentários, também me lembrei de meu amigo Iran, que tempos atrás foi pego como bucha, acusado de assassinato. É muito maquiavelismo, o que ocorre na terrinha.
Quando estive em “Cuba”, tempos atrás, visitei La Bodeguita [O nome do point mis frequentado na época em Santana]. Fui atendido por um rapaz muito educado, gente realmente muito boa. Esse rapaz morreu, quer dizer, matara-no e jogaram a culpa em Sérgio… [Sérgio é meu irmão, foi acusado de envolvimento em assassinato do qual a ex-prefeita Renilde Bulhões, muito amiga do João TNT, está agora indiciada como mandante]. Não, não… Estou trocando as bolas, como dizia Washington, sobrinho de Tina. Na verdade botaram na conta de Iran
Pois bem mal, Iran foi para o presídio em Maceió e é ele mesmo quem nos conta que ficou horrorizado com uma cena dessas, de “estuprador” sendo linchado, obrigado a fazer o diabo com outros presos. Não vou contar os detalhes sórdidos, pois muitos desses que escreveram aqui podem correr para o banheiro e se masturbar, fantasiando…
Eu tinha mais para dizer, porém, visto que posso ser excluído, expulso do site, prefiro me calar, pois ainda pretendo voltar à minha terra natal, da qual tenho muita saudade.
Abraços
Fernando Soares Campos

P.S.1: Eu ia esquecendo de dizer o seguinte: essa coisa de falar mal dos outros, chamar fulano ou sicrano de monstro é, em muitos casos, uma maneira trágica de dizer “eu sou santo… sou anjo…”, coisas assim…
P.S.2: A quem interessar, leia a atualização do blog Assaz Atroz de sexta-feira, 6 de setembro de 2013: O Big Brother é assim: Faz de você um POP e depois manda você pra PQP — O 7 de Setembro pode vir a ser uma parada sinistra!
Comentário por Fernando Soares Campos — 8 de setembro de 2013 às 12:53

Mas, sobre essas questões, a gente não lê um só comentário dessa gente ecocô-demo-casta socialistada nas folhas de pagamento de órgãos públicos. 
Vejamos mais uma a nós enviada pelo indiscreto João TNT:
Em 14 de outubro de 2013 18:44, 
guido escreveu:
Caro Amigo Zé Geraldo,
Boa noite.
Concordo e abraço a ideia.
Daqui, dou sustentação à capacidade administrativa de Eduardo, posto que já desenvolvi alguns trabalhos com ele, tanto de inovação administrativa, como de organização política. Há muito tempo, fui convidado por ele para dar uma organizada e um sentido de luta à juventude do PSB, mesmo sabendo que na época eu estava engajado no PSDB, partido com o qual não tenho mais, nenhuma identidade.

Tá explicada a obstinada defesa dos ecossocilistados em favor de Marina et caterva.

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15.10.2013 

Deputados Federais realizam nesta sexta-feira (11/10), na Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas, em Maceió, audiência pública para debater os elevados índices de mortalidade por arma de fogo no país. A iniciativa é do deputado Alessandro Molon (PT-RJ), presidente da subcomissão especial de controle de armas, munições e explosivos, o deputado Otávio Leite, presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, e o deputado estadual Ronaldo Medeiros, presidente da Comissão Especial de Acompanhamento do Programa Brasil Mais Seguro.

O estado lidera o ranking nacional com uma taxa de 72,2 homicídios por 100 mil habitantes, segundo o levantamento Mapa da Violência 2013, realizado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela). Alagoas passou de uma posição intermediária em 2001 para liderança, mesmo após restrição à comercialização de armas de fogo, promovida pelo Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.823/03). Em dez anos, foram 2.268 homicídios no estado, entre 2001 e 2011. Para ser considerado um estado de acentuada violência o número deve ser de 27 homicídios para cada 100 mil habitantes, ou seja, Alagoas tem índice 266% maior.
Em contrapartida, os registros legais de armas não tiveram grande alteração, demonstrando que o número de armas de fogo legalizadas não são os responsáveis pelo crescimento da violência. De acordo com dados do Sistema Nacional de Armas e Munições (Sinarm), em 2012, o estado registrou 344 novas armas de fogo, ocupando a 17º posição nacional. O número é inexpressivo, comparado a outros estados. A capital alagoana também tem elevado índice de violência, sendo a 5º capital mais violenta do país. Maceió registrou 111,1 homicídios por 100 mil habitantes, em 2011.
Para se ter uma ideia, o Mato Grosso, que abriga uma população semelhante ao estado de Alagoas, contabilizou número 415% superior de registros, no mesmo período. Em 2012, todo o estado de Alagoas tem inscritas no Sinarm 9.354 armas de fogo. Ao todo, o Mato Grosso possui 41.328 armas registradas, no mesmo ano, o número é 441% menor. Apesar de um número maior de armas de fogo, o estado do centro-oeste ocupa, apenas, a 16ª posição nacional em relação aos homicídios, o que comprova que armas legais não tem nenhuma relação com o número de homicídios.
 Segundo dados do Sistema Nacional de Armas (Sinarm), em 2010, havia 8.974.456 armas de fogo com registro ativo no país. Porém, em 2012 o número passou para apenas 1.291.661. Nesse sentido, 7.682.795 armas não estão com os registros ativos na Policia Federal e encontram-se ilegais, passíveis de serem receptadas por criminosos.
Beatriz Gonçalves
Imagem Corporativa
Segundo o deputado federal alagoano Francisco Tenório (PMN), os elevados índices de violência no estado precisam ser encarados com uma abordagem multisetorial. Entre os problemas, destaca-se a falta de investimentos em segurança pública, e ações que visam diminuir as desigualdades sociais no estado, que carece de serviços públicos. "Não se pode reduzir sem investimentos em segurança pública e educação", diz.
Um levantamento feito pelo site Contas Abertas, sobre os gastos com a segurança pública, aponta que dos 3,1 bilhões de reais previstos em orçamento para a segurança pública em 2012, apenas 738 milhões de reais (23,8% do total) foi aplicado pelo governo federal. 
Também hoje na Pravda.ru ...
15.10.2013 


Tudo nos Estados Unidos é wônderful and pérfect!. 19003.jpeg

Fernando Soares Campos

Tudo nos Estados Unidos da América é maravilhoso e perfeito, inclusive o idioma oficial. Aliás, é um vernáculo wônderful and pérfect, pois essa língua pérfectly wônderful revela que a nossa é esdrúxula no mau sentido: esquisita. A deles é esdrúxula... quer dizer... fréak, no bom sentido, pois lá qualquer vocábulo com mais de duas sílabas é proparoxítono. Pra mim, isso é o récord da pérfection!
Lá, ninguém se chama, por exemplo, Sebastião, mas, sim, Sabástian. Severino é Séverine, tomado emprestado do francês. Raimundo é Rêymond. Roberto é Róbert, e o apelido não é Bet, como os daqui, que são tratados por Beto. É Bob! Prétty, não é mesmo? E Maria? Nenhuma! Nenhuma da gema! Só se for paraguaia. De lá mesmo, é tudo Mary original! E o que aqui chamamos de maria-vai-com-as-outras, lá, é Mary's Club.
(Para ler completo, clique no título)

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De...
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Boletim de Atualização - Nº 321 - 15/10/2013

...para a PressAA...


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Distância entre nações reduziu-se, mas a elite dos super-ricos isolou-se ainda mais. Tornou-se claro: injustiças não são “naturais”, mas cuidadosamente produzidas... Por Joseph Stiglitz (Outras Palavras)



Autor de Mudar o mundo sem tomar o poder lança novo livro e sustenta: "novas lógicas sociais multiplicam-se; desafio é articulá-las". Por Adriana Delorenzona Revista Fórum (Outras Mídias)



Como debater eleições (e mesmo criticar as candidatas) sem abrir brechas àquele restinho de machismo que você guarda em si... Por Marília Moschkovich, na coluna Mulher Alternativa (Outras Palavras)

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Como debater eleições (e mesmo criticar as candidatas) sem abrir brechas àquele restinho de machismo que você guarda em si…
Por Marília Moschkovich, na coluna Mulher Alternativa
Nas eleições presidenciais de 2010, pela primeira vez uma mulher era candidata e tinha chances reais de ser eleita (e foi). O desespero das diversas fatias da oposição deu impulso a uma onda misógina e machista durante a campanha. Foi para debater o assunto e rebater tanto sexismo que o grupo Blogueiras Feministas, por exemplo, foi criado. Havia quem não apoiasse Dilma, entre elas. Isso jamais significou, porém, que valia tudo e qualquer coisa para atacá-la.
A mais ou menos um ano da próxima eleição presidencial e, desta vez, com duas figuras femininas de base forte disputando cargos no executivo, precisamos tomar o triplo do cuidado.
Os ânimos se exaltam e é fácil agirmos sem pensar. Criticar Marina Silva pela estética (“feiosa”) e pelo tipo de roupa (“carola”) não é nada diferente de dizer que Dilma parece um Ewok (aqueles ursinhos fofos da saga Star Wars, lembra?), ou de publicar em jornais que – absurdo! é o fim! – a presidenta desfilará sozinha, sem “sua família”, na ocasião da posse. “Não há nada tão parecido com um machista de direita quanto um machista de esquerda”, dizem por aí. Serve o mesmo aqui: “Não há nada tão parecido com uma crítica machista à Dilma quanto uma crítica machista à Marina”.
Os ataques machistas vêm, como o machismo, em diversas fontes, cores, tamanhos e vozes. Uma palavra aqui, uma maneira de classificar ali, um adjetivo usado pra desqualificar acolá. A questão central é quais são as críticas que escolhemos fazer a nossas adversárias políticas, em primeiro lugar. Em segundo, de que maneira as faremos. Esses são os dois aspectos centrais do “machismo-de-campanha” que assistimos todos os anos pela tevê e nos jornalhões, mas também nos blogs e microblogs de jornalistas independentes (sem falar nos comentários… ah, os comentários!).
Ao escolher um aspecto de qualquer candidata mulher para criticar, reflita se você escolheria criticar a mesma coisa num candidato homem. Não parece meio imbecil gostar ou desgostar de Serra “porque ele é careca”? Então por que a estética serviria para gostar ou desgostar de uma candidata mulher? Outro tipo de crítica comum às mulheres é sua vida pessoal. Na única vez em que eu vi um candidato homem ser desonestamente criticado por isso (foi o Kassab, na prefeitura de São Paulo), toda a esquerda e a direita tomaram-lhe as dores e o apoio a sua candidatura cresceu. A história foi bem diferente quando disseram que Marta Suplicy era uma vadia por se separar de Eduardo.
Como regra geral, vale o bom-senso. Se você não observaria essa mesma coisa num candidato homem, há 99,9% de chances de sua escolha estar baseada em machismo – ainda que você, individualmente, não seja machista “convicto/a”.
Então tem isso, que é o que escolhemos criticar. Mas tem também a maneira como escolhemos criticar. Quer dizer, se escolhermos criticar a trajetória política de Marina Silva, por exemplo. É possível abordar essa trajetória de diversas maneiras, assim como a trajetória de Dilma Roussef. Uma das coisas que mais tenho lido por aí (e ainda falta um ano!) é que Marina Silva é “autoritária”, por um lado, e “se faz de boazinha”, por outro.
Se saírmos da política e perguntarmos às mulheres que conhecemos, profissionais de diferentes áreas em posição de liderança, que críticas elas mais ouvem no trabalho, podem apostar: “autoritária” (e derivados) e “boazinha” / “falsa” (e derivados da combinação) certamente estarão entre eles. Quando um homem mostra sua personalidade nas suas decisões profissionais (sobretudo políticos), isso é tratado como sendo apenas sua personalidade, e não um problema. Quando as mulheres mostram sua personalidade, ela é sempre um grande problema, sejam elas autoritárias, boazinhas, ou tendo qualquer outro traço. É uma armadilha fácil de cair, para qualquer pessoa, mesmo aquelas fortemente preocupadas com as diversas opressões de nossa sociedade.
Por isso, muito, muito, muito cuidado.
A largada para a “corrida presidencial” foi dada. Colecionemos as críticas às trajetórias, propostas e ideias de candidatos e candidatas. Troquemos informações. Façamos blogs. Utilizemos a internet ao máximo. Mas, sobretudo, recusemos as velhas formas de pensar, que nos aprisionam quem quer que seja a presidenta – ou o presidente.
Avancemos, enfim.
[PressAA: Só tem uma coisa, cara Marília Moschkovich, não dá para fazer humor com carinhas e rostinhos dos nossos adversários retocados no Photoshop.  Nem tratá-los com eufemismos. Homem ou mulher, adversário ou cumpanhêro, aqui, vai ser retratado ou descrito com o aspecto e traços pessoais sugestivos com que o cronista, o humorista-cartunista ou o fotomontador o enxergar: idiota, inteligente, monstro, anjo, engraçado, emburrado, jovem, caquético, conservado... Lá em cima tem uma fotomontagem perfeita, com  a Marina e sua nova trupe. Mas vejam só: tratar "politicamente correto" adversário político que só quer ver nossa caveira, era só o que nos faltava! Ora, vai lavar uma trouxa de roupa, MM!]



Influenciadas por preconceitos e estímulos governamentais, parcelas crescentes da população aderem à medicina privada. É uma bomba-relógio. Por Lilian Terra (Outras Palavras)

Em editorial mal-informado, "Estadão" desconhece dados estatísticos básicos e sugere o impossível: abrir espaço para ônibus "sem impactar fluxo de automóveis". Por Eduardo Vasconcellos, noMobilize (Outras Mídias)

"Tampouco eu entendia por que não me juntava àquela massa cidadã", registra a cronista, em possível homenagem ao Dia do Professor. Por Larissa Acostano blog Melocotón (Outras Mídias)

Francisco encontrou-se informalmente com Gustavo Gutierrez, teólogo dominicano que sistematizou opção pelos dos pobres. Qual o significado do gesto? Por Dermi Azevedo, em Carta Maior (Outras Mídias)

Artista oferece obras originais caríssimas por apenas R$ 130, zombando mais uma vez do mercado da arte e da mercantilização da cultura. Por Cauê Seignemartin Ameni (Blog)

Experimento revela: mastigar nos torna imunes à publicidade no cinema. Mecanismo oral de assimilação dos nomes ou conceitos pelo cérebro explica fenômeno. Por Bruna Bernacchio (Blog)

Filósofa nasceu num 14/10, há 107 anos. Filme de Margarethe von Trotta sobre sua obra sustenta que totalitarismo pode assumir faces “normais”. Vale assisti-lo, em época de democracia esvaziada e futuro incerto. Por Ladislau Dowbor (em 5/9/2013) (Outras Palavras)


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Ilustração: AIPC – Atrocious International Piracy of Cartoons

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