<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517</id><updated>2012-02-02T12:25:17.226-08:00</updated><title type='text'>Assaz Atroz</title><subtitle type='html'>Reencarnação Assaz Atroz - 11 de agosto de 2011</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>523</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-170481042786297061</id><published>2012-02-02T11:43:00.000-08:00</published><updated>2012-02-02T12:25:17.232-08:00</updated><title type='text'>O ORIGINAL É QUE É BOM</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-1YCs9nfkf_8/TyrwNCc6ufI/AAAAAAAAElM/aCiASaLre5s/s1600/joeshustersmpole.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 396px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704635984805280242" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-1YCs9nfkf_8/TyrwNCc6ufI/AAAAAAAAElM/aCiASaLre5s/s400/joeshustersmpole.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://tudo-em-cima.blogspot.com/2012/02/filmes-os-homens-que-nao-amavam-as.html"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#3333ff;"&gt;Filmes: "Os Homens que Não Amavam as Mulheres” (2009)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não passe nem perto da patética refilmagem estadunidense. Esse é o filme que merece se visto!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;André Lux*&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, &lt;em&gt;crítico-spam&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Uj7_3gUpIVo/TyroGp6QsII/AAAAAAAAEk0/fW9vWwwHSNE/s1600/eu.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 119px; FLOAT: left; HEIGHT: 171px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704627079045230722" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-Uj7_3gUpIVo/TyroGp6QsII/AAAAAAAAEk0/fW9vWwwHSNE/s320/eu.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Depois de assistir ao péssimo “Millenium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres” de David Fincher, fiquei curioso para ver a versão original, feita na Suécia em 2009. Muitos diziam que era superior. E eles tem razão. “Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, do diretor Niels Arden Oplev é mil vezes melhor do que a versão estadunidense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justiça seja feita: tudo que eu considerei clichê no filme de Fincher e culpei o autor do livro, Stieg Larsson, na verdade não existe na versão original, que é muito mais poderosa, humana e assustadora. O filme de Fincher, agora que vi o original, me parece ainda mais frio, posado e artificial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui a investigação feita pelo jornalista é muito mais intrigante e bem amarrada. E a relação dele com a arredia Lisbeth Salander, inclusive sexual, faz muito mais sentido. É ela, por exemplo, quem descobre a relação dos nomes e números contidos na agenda de Harriet (no filme de Fincher essa revelação é feita de forma ridícula). Isso porque ela continuou hackeando o computador dele mesmo depois de terminada sua investigação. Além disso, quando ela se junta ao jornalista, os dois saem varrendo o país em busca dos assassinatos cometidos pelo maníaco (na versão estadunidense isso é resolvido em cinco minutos de procura no google), o que justifica ao menos uma crescente atração entre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-n7fB5KzpdCo/TyrpEP4dFWI/AAAAAAAAElA/HKaHS4-U6to/s1600/os-homens-que-nao-amavam-as-mulheres-poster-407x600.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 217px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704628137210221922" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-n7fB5KzpdCo/TyrpEP4dFWI/AAAAAAAAElA/HKaHS4-U6to/s320/os-homens-que-nao-amavam-as-mulheres-poster-407x600.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Outra coisa que é bem diferente da nova versão: o assassino não fica tentando de todas as maneiras ajudar a investigação feita por Blomkvist, pelo contrário. E quando ele se revela isso é feito de maneira coerente e verossímil. O diálogo entre ele e o jornalista em sua câmara de horrores é muito bom e chega a dar calafrios (no filme de Fincher essa cena é a mais risível).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O personagem Lisbeth Salander nesta versão é muito bem delineado e a atuação de Noomi Rapace é realmente excelente (mais do que nunca a moça no filme de Fincher ficou parecendo um alien robótico). Inclusive as cenas de estupro anal são filmadas com discrição e muito mais sugeridas, o que só aumenta a tensão, ao contrário da nova versão, onde elas são quase explícitas e só causam repulsa e choque (que são coisas que Fincher adora, comprovando seu caráter doentio e ególatra). Os traumas passados de Lisbeth também convencem nesta versão. E felizmente, a conclusão é bem mais interessante do que a do filme de Fincher, que tem até ceninha de ciúme juvenil totalmente incoerente com a proposta do projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebe-se também claramente a ligação entre os crimes, o fanatismo nazista dos personagens e os horrores descritos na bíblia judaico-cristã (vale como bom lembrete de que os nazistas eram todos cristãos fundamentalistas e achavam na própria bíblia as justificativas para suas ações mais monstruosas). Gostei também que o policial que investigou o crime há 40 anos continua na ativa, ajudando na busca, fator que dá mais verossimilhança às descobertas. Sem falar que, por ser feito e passado na Suécia, o filme tem uma autenticidade muito maior do que a refilmagem, que optou apenas por colocar no mesmo país atores estadunidenses falando inglês com sotaques estranhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, tudo que se elogiava no livro de Stieg Larsson está aqui no filme de Niels Arden Oplev, que contém também uma ótimo trilha musical sinfônica de Jacob Groth, a qual realça o drama e o suspense de maneira muito eficiente (enquanto Fincher optou por uma trilha quase toda composta por ruídos atonais feitos por dois sujeitos oriundos de uma banda pop qualquer), além de uma fotografia primorosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não passe nem perto da patética refilmagem estadunidense. Esse é “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” que merece se visto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação: &lt;strong&gt;* * * * &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*André Lux&lt;/strong&gt;, jornalista, presta assessoria na área de Comunicação Social, crítico-spam, administra o blog &lt;a href="http://tudo-em-cima.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;“Tudo em Cima”.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://tudo-em-cima.blogspot.com/"&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PressAA&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-170481042786297061?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/170481042786297061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=170481042786297061&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/170481042786297061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/170481042786297061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2012/02/o-original-e-que-e-bom.html' title='O ORIGINAL É QUE É BOM'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-1YCs9nfkf_8/TyrwNCc6ufI/AAAAAAAAElM/aCiASaLre5s/s72-c/joeshustersmpole.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-2795966048809041942</id><published>2012-02-02T07:50:00.000-08:00</published><updated>2012-02-02T08:50:53.616-08:00</updated><title type='text'>Da série: "Quem nasceu pra lagartixa nunca chega a jacaré"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-83SJtohbt6o/Tyq7QOJ9RcI/AAAAAAAAEkc/S8umIpM2EnU/s1600/jacare-2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 251px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704577765370316226" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-83SJtohbt6o/Tyq7QOJ9RcI/AAAAAAAAEkc/S8umIpM2EnU/s400/jacare-2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/2012/02/quem-nasceu-para-geraldo-alckmin-nunca.html"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#3333ff;"&gt;QUEM NASCEU PARA GERALDO ALCKMIN NUNCA CHEGA A ULYSSES GUIMARÃES&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Celso Lungaretti*&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-jvrMSLc4Snw/Tyq7tsJpcRI/AAAAAAAAEko/9ZJdEgL90yQ/s1600/CelsoLungaretti.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 134px; FLOAT: left; HEIGHT: 196px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704578271638286610" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-jvrMSLc4Snw/Tyq7tsJpcRI/AAAAAAAAEko/9ZJdEgL90yQ/s320/CelsoLungaretti.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Muitos ficaram surpresos quando o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, começou a mostrar o seu lado Índio da Costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser pública e notória a devoção de Alckmin pela pregação direitista do Opus Dei, a figura de poltrão fazia crer que ele jamais pudesse ordenar as barbaridades cometidas na USP, na cracolândia e no Pinheirinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade, como sempre, está no meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é capaz de, da segurança do seu gabinete, soltar "os milicos na rua", mandar "sentar pua, pegar e bater e matar e prender", como fez o Visconde de Barbacena segundo a ótima canção "Tiradentes", de Ary Toledo e Chico de Assis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, em termos de coragem pessoal, continua exatamente como era em 2001, quando o apresentador Sílvio Santos foi sequestrado pelo bandido Fernando Dutra Pinto e, bom camelô, passou-lhe a conversa, convencendo-o a render-se ao governador de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, Sílvio Santos armou o palco para Alckmin brilhar, mas este demorou horas e horas vacilando, uma eternidade, até controlar sua paúra e fazer o que se impunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sequer honrou a promessa de garantir a vida do sequestrador no cativeiro: menos de seis meses depois Dutra Pinto morreria com sinais de torturas (um corte profundo nas costas) e de negligência médica. Ou seja, já então a polícia deitava e rolava nos governos de Alckmin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, apavorado com o repúdio popular ao massacre do Pinheirinho, ele se tranca no gabinete e deixa de comparecer a atos públicos como a missa pelo aniversário de São Paulo na catedral da Sé e a inauguração da nova sede do Museu de Arte Contemporânea da USP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de confirmar presença ele refugou, mandando um vice e um secretário esquivarem-se de ovos, frutas e legumes no seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que papelão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-wDv66WFwr2A/Tyq1x3MU0gI/AAAAAAAAEkQ/vlwzpVmqDqc/s1600/ulysses01.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; FLOAT: right; HEIGHT: 279px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704571746252018178" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-wDv66WFwr2A/Tyq1x3MU0gI/AAAAAAAAEkQ/vlwzpVmqDqc/s400/ulysses01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Um exemplo de como um político, noblesse oblige, deve agir em tais circunstâncias foi dado por Ulysses Guimarães em maio de 1978, quando a ditadura militar tentou impedi-lo de discursar em Salvador (o relato é do site Política para políticos e a íntegra está &lt;a href="http://www.politicaparapoliticos.com.br/interna.phppagina=4&amp;amp;t=754814"&gt;http://www.politicaparapoliticos.com.br/interna.phppagina=4&amp;amp;t=754814&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A polícia-militar havia cercado a praça do Campo Grande e comunicado que não iria permitir a reunião para o lançamento das candidaturas da oposição ao Senado, apesar dela estar programada para recinto fechado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...A praça parecia um campo de batalha com homens portando fuzis com baioneta calada, 28 caminhões-transportes, dezenas de patrulhas, lança-chamas e grossas cordas amarradas nos coqueiros em torno da praça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ulysses decidiu seguir com seu grupo que incluía Tancredo, Saturnino Braga, Freitas Nobre, entre outros. Um oficial determinou: 'Parem!'. Ulysses, porém, reagiu: 'Respeitem o presidente da oposição'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desviou o cano do fuzil e passou, seguido por seus correligionários. Tancredo afastou outro. Cães saltaram sobre Ulysses, mas Freitas Nobre deu um pontapé num deles. E ingressaram todos no local do evento. Ulysses subiu à janela, ligou os alto-falantes para a praça e exclamou com ênfase: 'Soldados da minha pátria, baioneta não é voto, cachorro não é urna'. E o comício saiu, com muitos discursos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, claro, quem nasceu para Geraldo Alckmin nunca chega a Ulysses Guimarães...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*Celso Lungaretti&lt;/strong&gt;, jornalista, escritor e ex-preso político anistiado pelo MJ. Mantém o blog &lt;a href="http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/2012/02/quem-nasceu-para-geraldo-alckmin-nunca.html"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Náufragos da Utopia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;______________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PressAA&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-2795966048809041942?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/2795966048809041942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=2795966048809041942&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/2795966048809041942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/2795966048809041942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2012/02/da-serie-quem-nasceu-pra-lagartixa.html' title='Da série: &quot;Quem nasceu pra lagartixa nunca chega a jacaré&quot;'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-83SJtohbt6o/Tyq7QOJ9RcI/AAAAAAAAEkc/S8umIpM2EnU/s72-c/jacare-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-3595232038253710206</id><published>2012-01-31T06:43:00.000-08:00</published><updated>2012-01-31T14:04:48.613-08:00</updated><title type='text'>Pé em cima, pé embaixo e uma pensão fuleira com uma nega chamada Teresa</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-1LtGNZiRJU0/TygLc7WNF7I/AAAAAAAAEi8/q6bJf-w6lqw/s1600/78372528-leadership-in-cuba.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 352px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703821519659800498" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-1LtGNZiRJU0/TygLc7WNF7I/AAAAAAAAEi8/q6bJf-w6lqw/s400/78372528-leadership-in-cuba.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A propósito da visita da presidenta Dilma a Cuba, a nossa Agência Assaz Atroz reproduz crônica de nosso Editor-Assaz-Atroz-Chefe, redigida e publicada na revista digital &lt;strong&gt;NovaE&lt;/strong&gt; em outubro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando informamos o autor sobre essa nossa intenção de republicar o texto, ele pretendeu que corrigíssemos o último parágrafo, alterando onde se lê "meio milhão" para uns "cinquenta mil", alguma coisa mais próxima daquilo que ele enxergava naquele momento. Discordamos e preferimos manter a exagerada estimativa do observador; pois para nós, nesse específico caso, tanto faz como tanto fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Editor-Assaz-Atroz-Alter Ego&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fernando Soares Campos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2Ns_jyL6038/TygLC_GEukI/AAAAAAAAEiw/NqsHlmXugs0/s1600/fernando2.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 140px; FLOAT: left; HEIGHT: 171px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703821073989286466" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-2Ns_jyL6038/TygLC_GEukI/AAAAAAAAEiw/NqsHlmXugs0/s320/fernando2.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Muito se fala sobre a emigração clandestina de cubanos. Para os defensores do socialismo e da revolução cubana, quem se aventura de Cuba à Flórida num barco, canoa, jangada ou balsa improvisada, não é migrante, mas sim desertor. O outro lado, formado por aqueles que têm verdadeira ojeriza pela Cuba de Fidel, trata-o como vítima de perseguições políticas, portanto seriam simplesmente refugiados, pois é esta condição que o cubano migrante vai evocar se conseguir desembarcar numa praia dos EUA. E certamente contará uma história capaz de comover até os velhos torturadores do DOI-CODI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chamada lei "wet foot, dry foot" (pé molhado, pé seco) estabelece que o refugiado cubano que consegue pisar em terra firme nos EUA pode ser autorizado a permanecer no país, enquanto aquele que for apanhado ainda no mar será enviado de volta a Cuba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estivessem os mexicanos nas mesmas condições que os cubanos, fosse o México um país que tivesse ousado enfrentar a arrogância do colonizador e se, no lugar de um capacho de Washington, houvesse um Fidel Castro, o muro que isola os dois países ao longo de suas fronteiras teria sido construído há 50 anos, não seria coisa tão recente. Aí os mexicanos estariam “gozando” os direitos de uma lei chamada “foot above , foot below” (pé em cima, pé embaixo), ou seja, quem fosse pego em cima do muro seria empurrado de volta; quem conseguisse saltar e pôr os pés em solo americano teria a chance de permanecer no “paraíso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente não dá para escancarar e receber os milhões de migrantes do quintal, mas essa lei do pé molhado, pé seco serve para mostrar ao mundo o quanto são bonzinhos os americanos, que precisam de cucarachos para lavar suas privadas, para movimentar o narcotráfico, mercenários para suas guerras sujas, contra-revolucionários, enfim, essa gente para eles é um mal necessário. (Antes que o pessoal do politicamente correto se manifeste, quero deixar claro que isso é o que imagino que os imperialistas pensam de nós, não estou usando termos e expressões que revelem a minha opinião sobre o povo latino-americano.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falam que os cubanos se aventuram mar adentro, enfrentado tubarões e a revolta das águas, morrendo a metade para que a outra metade se engaje na luta contra a “tirania” de Fidel e, de lambujem, desfrutem as delícias do capitalismo “libertador”, coisa que muita gente chega a confundir com Democracia. Porém, baseado na realidade que conheço do lado de cá, vivendo num país igualmente capitalista, posso garantir que, se a distância entre o Brasil e os EUA fosse a mesma entre Cuba e os EUA, cerca de 160 milhas, teríamos que instalar balcões da Alfândega em todas as praias brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também se propala aos quatro cantos do mundo o fato de que atletas cubanos teriam se refugiado em países capitalistas com o propósito de realmente desfrutar as benesses que lhes seriam de direito; pois, permanecendo em solo cubano, teriam se esforçado à toa, visto que se tornaram celebridades mundiais dos esportes e vivem “miseravelmente”, ganhando salários de US$40,00 mensais. Eu respondo: se os atletas cubanos não tivessem compromisso e consciência revolucionária, não seria apenas 0,2%, entre as centenas que vieram ao Pan do Brasil, que se renderia a uma proposta milionária de um agente alemão; eles desertariam em massa, como a Rede Globo inventou que estava para acontecer; ou seja, fariam como os atletas brasileiros, que hoje formam a Seleção Canarinho com quase 100% de jogadores que atuam no exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a classificação dos países que participam de grandes eventos esportivos, como as Olimpíadas e os Jogos Pan-Americanos, fosse feita considerando-se o número de medalhas conquistadas por milhão de habitantes de cada país, aí, no caso do Pan 2007, realizado aqui no Brasil, Cuba teria sido classificada em primeiro lugar isoladíssmo, pois ganhou 11,25 medalhas por milhão de habitantes. O Canadá, 4,15; a Venezuela, 2,65; o Brasil conquistou 0,89 medalha por milhão de brasileiros, na frente dos norte-americanos, que ficaram na lanterna, com 0,79 por milhão de ianques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu morasse num país onde eu recebesse um salário de US$40,00 e, com esse ganho, pudesse prover a minha subsistência, pagando escola para os meus filhos, plano de saúde, lazer, alimentação, transporte, vivendo sob uma excelente sistema de segurança pública, pudesse comprar meus livros, meus discos, meus charutos e meu rum, e, ainda por cima, minha nação fosse soberana, sem se submeter aos ditames imperialistas, minha cultura fosse autêntica, eu viveria mui feliz! E nem me preocuparia se o meu salário equivaleria a tantos ou quantos dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu ganhasse US$3.000,00 por mês, mas morasse num bairro de classe média, em uma das melhores cidades dos EUA, certamente meu endereço seria: Embaixo do Próximo Viaduto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes fui chamado de dinossauro, retrógrado, por defender o socialismo e protestar contra o embargo dos EUA a Cuba. Condenam até algumas palavras e expressões que às vezes uso. Entretanto, se só me fosse permitido usar palavras e expressões da moda ou de acordo com a cartilha colonialista, eu já não poderia falar: “socialismo”, “golpistas”, “comunismo”, “esquerda”, “imperialismo ianque”, entre outras consideradas ainda mais anacrônicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Também não poderia construir frases usando a conjunção "se", em qualquer de suas acepções, principalmente a condicional.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as populações pobres e miseráveis dos países capitalistas pudessem se hospedar nos melhores hotéis dos seus países, comer nos melhores restaurantes e beber nos melhores bares, eu diria que em Cuba há um apartheid social, pois lá existem hotéis, restaurantes e bares somente para turistas estrangeiros deixar seus mojitos-dólares, onde o pobre cubano não freqüenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, daqui de onde estou escrevendo, avisto uma das maiores favelas do mundo. Lá vive cerca de meio milhão de pessoas. Raras são as que poderiam pagar, hoje à noite, um quartinho numa pensão fuleira no Centro do Rio, para uma noite de deliciosa luxúria "com uma nega chamada Teresa."&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-V-ujz7szxOw/TygTMesxuGI/AAAAAAAAEjU/NHo92dCInIE/s1600/vers%25C3%25A3o%2BAIPC.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 384px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703830033184962658" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-V-ujz7szxOw/TygTMesxuGI/AAAAAAAAEjU/NHo92dCInIE/s400/vers%25C3%25A3o%2BAIPC.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;_______________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia também, na revista digital &lt;strong&gt;NovaE&lt;/strong&gt;, "&lt;a href="http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&amp;amp;pid=838"&gt;O American way of life e a Casa Grande&lt;/a&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Presidenta Dilma concede entrevista coletiva em Havana&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9Geoibkjrto/TyhkzBahrfI/AAAAAAAAEj4/zkKcl5cxRus/s1600/Entrevista%2Bde%2BDilma%2Bem%2BHavana.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; FLOAT: left; HEIGHT: 243px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703919755780533746" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-9Geoibkjrto/TyhkzBahrfI/AAAAAAAAEj4/zkKcl5cxRus/s400/Entrevista%2Bde%2BDilma%2Bem%2BHavana.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=3BrrniKRA00&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=3BrrniKRA00&amp;amp;feature=player_embedded&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;_______________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PressAA&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-3595232038253710206?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/3595232038253710206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=3595232038253710206&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/3595232038253710206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/3595232038253710206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2012/01/pe-em-cima-pe-embaixo-e-uma-pensao.html' title='Pé em cima, pé embaixo e uma pensão fuleira com uma nega chamada Teresa'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-1LtGNZiRJU0/TygLc7WNF7I/AAAAAAAAEi8/q6bJf-w6lqw/s72-c/78372528-leadership-in-cuba.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-9010533016520278540</id><published>2012-01-30T03:21:00.000-08:00</published><updated>2012-01-30T04:00:03.015-08:00</updated><title type='text'>Encontro de emigrantes em NY</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-rMg8THEA-_o/TyaEduQ07FI/AAAAAAAAEiY/f3NQdM9CZb8/s1600/debate.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 306px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703391624280992850" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-rMg8THEA-_o/TyaEduQ07FI/AAAAAAAAEiY/f3NQdM9CZb8/s400/debate.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Rui Martins*&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-npQiMDfWDxU/TyZ_lmbfrvI/AAAAAAAAEiM/anIyG5A4dHs/s1600/Rui%2BMartins-1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 119px; FLOAT: left; HEIGHT: 154px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703386262059069170" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-npQiMDfWDxU/TyZ_lmbfrvI/AAAAAAAAEiM/anIyG5A4dHs/s320/Rui%2BMartins-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Berna (Suiça)&lt;/strong&gt; - Haverá um novo encontro - debate entre emigrantes brasileiros para a discussão de três temas – solução ou dissolução do CRBE (Conselho de Representates de Brasileiros no Exterior), a imprensa dos emigrantes junto à comunidade brasileira e a criação da Secretaria de Estado dos Emigrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os debatedores viajarão para Nova Iorque com seus próprios meios e o encontro terá lugar na Casa do Brasil, na 43 st. Número 4, com o patrocínio do Brazilian Times Newspapers, do conhecido Edilson Paiva. São debatedores, a titular do Conselho de Representantes das Comunidades no Exterior, Ester Sanches Naek; o presidente da chamada ABII, Zigomar Vuelma, e este colunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora acertado bem antes, o encontro-debate se tornou bastante oportuno porque coincide com um motim dentro do CRBE, comandado por alguns titulares e suplentes contra seu presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, essa nova crise tem feições de um remake de crise, quando, ignorando as regras democráticas, os titulares, « enrolados na farinha », como se disse, quiseram expulsar um suplente pelo delito de ter opinião diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época, o presidente do Conselho agiu como o romano Brutus e votou pela expulsão do seu cabo eleitoral, o suplente articulador de sua eleição. Como dizia minha mãe, hoje uma sábia senhora de 91 anos, « o castigo vem a cavalo ». E veio. Agora querem expulsar o presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho lido os emails trocados e só posso mesmo lamentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por uma razão simples, trata-se de uma luta fratricida e sem futuro, baseada num mal-entendido. O de que o CRBE constitui o concretizar das aspirações dos emigrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, o CRBE, como o próprio nome indica, é apenas um Conselho, só isso. E, dada a diversidade de opiniões ocorrem brigas, disputas, xingamentos, está sob a tutela dos diplomatas, que há muito tempo aprenderam, no Instituto Rio Branco, como evitar esses atritos e cozinhar contendas no banho-maria ou na água morna, até amolecerem e se acalmarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz parte da própria razão de ser do CRBE não chegar a lugar nenhum. Por quê? Porque no documento de sua criação está bem claro e, poderia ser em letras maiúsculas para os míopes, que se trata de um órgão consultivo e de assessoria ou de interlocução como preferem alguns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, não de se trata de um órgão para decidir, mas para ser consultado, dar palpites e bater papo ou ficar na conversa mole. Tanto que agora virou bandeira dos amotinados colocar o CRBE no Skype. Cada membro tem três ou cinco minutos para dar seu recado. Se todos falassem seriam 16 vezes 3 igual a 48 minutos ou vezes 5 igual a 80, uma hora e meia, mais a introdução e os anúncios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se acertou ser sem vídeo, cada um poderá ficar fazendo outra coisa até chegar sua hora de dar o recado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidimos ficar do lado de fora desse motim, porque nem os amotinados e nem o chefe do conselho têm razão. Quando ajudamos a eleger o presidente, seu compromisso era o de nos ajudar, por sua vez, a chegarmos a um órgão institucional emigrante sem a tutela do Itamaraty, a uma Secretaria de Estado dos Emigrantes. O CRBE seria uma simples e curta etapa. Na sua meditação zen esqueceu o compromisso e quase ajudou a nos expulsar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os amotinados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu líder fala em resgatar o CRBE em querer fazer funcionar o CRBE, vítima, ao que diz, da preguiça ou da falta de interesse do presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí está o erro. Sendo apenas um etapa, não há nenhuma necessidade de se resgatar esse conselho. O importante, isso sim, é o de se proclamar a independência, sair da tutela do Itamaraty, encurtar a fase CRBE, para se chegar logo à Secretaria de Estado dos Emigrantes. Os amotinados estão perdendo um precioso tempo que poderia ser dedicado à reivindicação da Comissão de Transição para se criar a Secretaria de Estado. Exceto se a luta é apenas para se trocar de lugar. E nisso não entramos não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam bem, por melhor que seja, com revista, skype, suplente agindo como titular, titulares simplesmente ausentes, o Conselho vai ser sempre conselho tutelado, consultivo e de assessoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se fazer alguma coisa válida para os emigrantes, e não ser só coisa para vitrina, para inglês ver, é preciso haver um órgão sem tutela, próximo do governo, com independência e em nível de igualdade com ministérios e secretarias de Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devem existir também parlamentares emigrantes para agir no Parlamento, em Brasília. Eleitos, terão independência para propor leis em favor dos emigrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, em terceiro lugar, deve haver um grande Conselho de Emigrantes, reunindo todos os segmentos representativos da emigração, desde grupos religiosos, filantrópicos, associações de prestações de serviços, despachantes, advogados, doleiros, todos, enfim, para trabalhar em conjunto com a Secretaria de Estado e com os parlamentares emigrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como deve ser um Conselho ainda maior, provavelmente haverá ainda mais brigas, porém com um objetivo válido. Mas nesse novo conselho haverá ideologia, porque com o tempo as pessoas eleitas não serão a título pessoal mas em nome de uma política e de um conceito ou ideologia. O que atualmente não existe no CRBE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não apoiamos e nem atiçamos os amotinados, apenas lembramos que não é esse o caminho, que estão perdendo tempo e fazendo os emigrantes perderem tempo. Nossa luta deve ser a nossa independencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*Rui Martins&lt;/strong&gt;: jornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura, é líder emigrante, ex-membro eleito no primeiro conselho de emigrantes junto ao Itamaraty. Criou os movimentos Brasileirinhos Apátridas e Estado dos Emigrantes, vive em Berna, na Suíça. Escreve para o Expresso, de Lisboa, &lt;a href="http://correiodobrasil.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Correio do Brasil&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;e agência BrPress. É colunista do &lt;a href="http://www.diretodaredacao.com/"&gt;&lt;strong&gt;Direto da Redação&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. &lt;strong&gt;Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PressAA&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-9010533016520278540?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/9010533016520278540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=9010533016520278540&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/9010533016520278540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/9010533016520278540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2012/01/encontro-de-emigrantes-em-ny.html' title='Encontro de emigrantes em NY'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-rMg8THEA-_o/TyaEduQ07FI/AAAAAAAAEiY/f3NQdM9CZb8/s72-c/debate.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-1142259945268834957</id><published>2012-01-29T07:24:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T08:13:16.780-08:00</updated><title type='text'>AI DE TI, HAITI!</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-PNjSPbFBMRc/TyVvWNEQnFI/AAAAAAAAEiA/9VEbev7NFp0/s1600/haiti_varal_950.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 276px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703086930389933138" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-PNjSPbFBMRc/TyVvWNEQnFI/AAAAAAAAEiA/9VEbev7NFp0/s400/haiti_varal_950.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;José Ribamar Bessa Freire&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-WSgMTze_08Q/TyVmSCXlU8I/AAAAAAAAEh0/C9TblLwq80A/s1600/topo_newsletter.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 94px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703076963194065858" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-WSgMTze_08Q/TyVmSCXlU8I/AAAAAAAAEh0/C9TblLwq80A/s320/topo_newsletter.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Se o mundo é um vale de lágrimas, o Haiti é, certamente, o cantinho mais irrigado desse vale (René Depestre).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Eles fizeram uma longa fila e foram embarcando, um a um, no navio chamado “Sagrado Coração de Jesus”, que zarpou de Tabatinga (AM) para Manaus neste sábado, 21 de janeiro. Os passageiros, na realidade, não sabiam direito de quem era aquele coração: de Jesus ou de Maria? Desconfiavam que era de Maria. Com todo o respeito ao calvário do filho, só um coração sangrado de mãe - onde sempre cabe mais um - pode abrigar mais de 400 haitianos com tantos sonhos, sofrimentos, dor, medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo dentro do barco-coração que descia o rio Solimões era “o medo da fatalidade que sempre acompanhou o Haiti”. Quem diz isso é um amigo chileno, Fred Spinoza, professor de espanhol em Tabatinga, que testemunhou a passagem dramática dos haitianos pelo Alto Solimões, ameaçados de se tornarem um boat people – refugiados que ninguém quer receber e que, sem chão onde pisar, transformam o barco em sua nova pátria e ficam, à deriva, vivendo na terceira margem do rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fred, poeta como qualquer chileno - todo chileno verseja – me enviou trechos do Navio Negreiro de Castro Alves para ilustrar o cenário daqueles haitianos amontoados em redes armadas umas sobre as outras. No domingo passado, ele me cantou o roteiro do motor da linha: “O Sagrado Coração, que saiu ontem daqui, deve passar hoje por Fonte Boa, amanhã por Coari e chegar no Roadway, em Manaus, na terça, dia 24”. Manifestou preocupação quanto à recepção aos hermanos haitianos em Manaus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sangrado Coração&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Manaus, nascida de um parto sangrento, é filha de um crime e de um roubo, cometidos em 1669 por militares portugueses. Tropas armadas invadiram e saquearam a aldeia dos Manaú, mataram muitos índios, escravizaram outros e usurparam suas terras. Seu comandante, Francisco da Mota Falcão, construiu ali, bem em cima do cemitério indígena, o Forte de São José do Rio Negro, usando a mão de obra de índios escravizados e, como matéria prima, o barro das urnas funerárias quebradas e violadas. Portanto, foi a pilhagem colonial que pariu Manaus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, talvez, Manaus sabe ser impiedosa, cruel. Mas sabe também ser generosa, como mostra o outro lado de sua história. Muitas vítimas do terremoto de Lisboa, de 1755, foram acolhidas pela cidade já mestiça, que lhes deu teto, trabalho, comida. Na época da borracha, entre 1877 e 1914, mais de 500 mil nordestinos, fugindo da seca, migraram para a Amazônia, muitos deles armaram suas redes aqui. Com eles chegaram sírios, libaneses, espanhóis, judeus, árabes, palestinos, japoneses, espanhóis e nova leva pacífica de portugueses. Recentemente, a Zona Franca trouxe os sulistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, a cidade foi se construindo sobre os alicerces da diversidade, com trabalho, sangue e suor dos estrangeiros que souberam muito bem se integrar à sociedade de base índia. Era tudo gente de paz. Como o portuga José Ventura - o Comandante Ventura - que em 1961 morreu para nos salvar. Manaus não tinha como combater incêndios. Ele criou em 1952 o Corpo de Bombeiros Voluntários. Faleceu quando combatia um incêndio que consumia vorazmente a periferia da cidade, como nos lembra pesquisa histórica realizada por Roberto Mendonça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro portuga que ama a cidade e ajudou a construí-la é o dono do bar da Bica, o Armando, o mais caboco de todos os portugas, que está nesse momento, aos 75 anos, numa UTI de um hospital manauara com uma infecção pulmonar. Armando e o comandante Ventura fizeram mais por Manaus do que o belicoso Francisco da Mota Falcão, Pedro Teixeira e todo o exército colonial. Jornais lusos editados nessa época no Amazonas, estudados pelo historiador Geraldo Sá Peixoto Pinheiro, estão nos revelando muito sobre essa migração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Água no feijão&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os haitianos que chegaram agora vieram também em missão de paz, de trabalho, mas foram recebidos à bala com um grito de “nós não queremos vocês aqui”. O governador do Amazonas, Omar Aziz (PSD), filho de um imigrante palestino que se mudou para Manaus em 1968, debochou, sugerindo que o governo federal os abrigasse em Brasília, “em apartamentos de deputados federais”, conforme matéria publicada pela Folha de São Paulo assinada pela correspondente Kátia Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra puxar o saco do governador, a colunista social Mazé Mourão atacou os haitianos, chamando-os de “abusados”. Num texto boçal, reclamou que eles estão tomando conta dos empregos nas fábricas do Distrito Industrial e “como não sabem falar a nossa língua, trabalham caladinhos e até passam da hora sem cobrar nada”. Preocupada exclusivamente com o quintal de sua casa, sugere: “Por que os haitianos não ficam em Tabatinga ou vão povoar outros municípios do Amazonas?”. Conclui: “Sorry, sorry e sorry, o Haiti definitivamente não é aqui”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me perdoem os ouvidos pudibundos, mas esse é o lado escroto de Manaus, o lado “farinha pouca meu pirão primeiro”. A colunista social alega que “se nós não conseguimos resolver os nossos problemas, que dirá de quem chega e toma de assalto esta Manaus de Mil Contrastes”. É como se ela dissesse, em 1919, ao Comandante Ventura e às centenas de portugas que com ele vieram: “Não podemos receber vocês, porque temos muitos problemas, não temos sequer um Corpo de Bombeiros Municipais” ...E olha que nesse momento naufragava a economia da borracha, com centenas de mendigos espalhados pelas ruas da capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, o outro lado, generoso e solidário, o lado “água no feijão que chegou mais um” se manifestou imediatamente. Dezenas de leitores ocuparam as redes sociais apoiando artigos que se solidarizaram com os haitianos e lhes deram as boas-vindas. Três deles merecem destaque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Allan Gomes, com base no processo histórico da Amazônia, sustentou que “a imigração haitiana não deve ser vista como um problema, mas como parte da solução”. Da mesma forma que Manaus não podia apagar um incêndio porque carecia de bombeiros e foi salva pela migração lusa, assim também os haitianos podem contribuir para melhorar a cidade, se formos capazes de organizar e planejar a estadia deles aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alberto Jorge, coordenador geral da CARMA – Coordenação Amazônica da Religião de Matriz Africana e Ameríndia – confessa que teve ânsias de vomitar quando leu o texto de Mazé “que destila ódio e desprezo,é preconceituoso, asqueroso em todos os sentidos”. E Ismael Benigno considerou que a reação dela mais parece “um chilique da socialite Narcisa Tamborindeguy contra os pobres do que uma tentativa de entender o problema que ainda vamos ter”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, se o artigo tem algum mérito é o de desencadear um debate, permitindo revelar a xenofobia e a intolerância que trazemos dentro de todos nós, mas também a solidariedade com os refugiados. Quem sofreu o exílio, por razões políticas, econômicas ou sociais, sabe a importância dessa acolhida. É evidente que a questão é complexa, é claro que precisamos organizar uma intervenção de forma mais planejada, mas sem preconceitos, como o de um leitor de Mazé Mourão, que se referiu depreciativamente à religião dos haitianos e à magia negra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a colunista social não pedir desculpas, publicamente, nós, os que ficamos chocados com seu texto - sorry, sorry, sorry - acamparemos com os haitianos no quintal da casa dela. Faremos um trabalho de magia negra para transformá-la em um ser inteligente, sensível e solidário. Se bem que suspeito não existir magia capaz de dar jeito nisso. Mas a gente tenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. - O poeta haitiano René Depestre escreveu, entre outros, um belo livro – “Aleluia para uma Mulher-Jardim”, editado em português em 1988. Não tive acesso à edição brasileira, mas à edição francesa, de 1981, de onde traduzi a frase, diz: “Si le monde est une vallée de larmes, Haiti est le coin le mieux arrosé de la vallée” (pg. 40)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Ribamar Bessa Freire &lt;/strong&gt;é professor universitário (UERJ), reside no Rio há mais de 20 anos, assina coluna no Diário do Amazonas, de Manaus, sua terra natal, e mantém o blog &lt;a href="http://www.taquiprati.com.br/"&gt;Taqui Pra Ti &lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC – Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PressAA &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-1142259945268834957?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/1142259945268834957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=1142259945268834957&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/1142259945268834957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/1142259945268834957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2012/01/ai-de-ti-haiti.html' title='AI DE TI, HAITI!'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-PNjSPbFBMRc/TyVvWNEQnFI/AAAAAAAAEiA/9VEbev7NFp0/s72-c/haiti_varal_950.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-9032391288860426935</id><published>2012-01-29T01:55:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T02:25:59.181-08:00</updated><title type='text'>Mostrando o esplendor da  América para meu amigo Carlinhos Klitzke</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 292px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702996867113938962" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-ydZsmhlpRR0/TyUdb1N98BI/AAAAAAAAEho/PKQTR4eGPsE/s400/arica_battle.jpg" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Urda Alice Klueger*&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-op4WLCZwjR0/TyUZlR4ioMI/AAAAAAAAEhc/xpQkq8FO2aE/s1600/urda.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 173px; FLOAT: left; HEIGHT: 161px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702992631381008578" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-op4WLCZwjR0/TyUZlR4ioMI/AAAAAAAAEhc/xpQkq8FO2aE/s320/urda.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;(&lt;em&gt;Excertos do livro !Viagem ao Umbigo do Mundo, publicado em 2006&lt;/em&gt;.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;aquela tarde, a soberba paisagens de montanhas continuava, e me aconteceu uma coisa estranhíssima. Eu tinha um amiguinho chamado Carlos Klitzke, menino de 25 anos, com quem eu passara cinco anos e meio estudando História. Estávamos a começar uma Especialização em História quando veio a má notícia: Carlinhos estava com um câncer perigosíssimo, super-agressivo. Deveria viver, no máximo, algumas semanas. O meu amiguinho, no entanto, tinha tal coragem, tamanha vontade de viver, que lutou com aquele câncer por quase três anos. Eu fora visitá-lo, antes da viagem, e ele mal teve forças para abrir os olhos e sorrir um pouco quando falei das coisas engraçadas que tinham acontecido durante o nosso Curso de História. Depois eu tinha viajado e quase não pensara mais nele – numa viagem, quase tudo muda todo o dia, e é difícil sobrar tempo para se pensar em coisas tristes. E naquele dia, nas montanhas do final do Norte do Chile, cerca de duas horas da tarde, hora do Chile (quatro da tarde no Brasil) de repente Carlinhos Klitzke como que estava ao meu lado, suspenso no nada, viajando por aquelas montanhas magníficas, e eu conversava com ele em pensamento, na maior naturalidade, como se ele estivesse ali mesmo. Deixo consignado aqui que não sou pessoa dada ao misticismo ou coisas correlatas, que tenho uma vida e um pensamento bem racionais – como explicar a presença de Carlinhos ali? Sei que lhe dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vês? Não te dizia sempre que um dia iria te mostrar a grandiosidade da América? Vês? Aonde na Europa encontrarias tanta grandiosidade, tão soberba paisagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era bem assim que falava com ele, na segunda pessoa do singular e levantando velho assunto que debatêramos naqueles anos todos que estudáramos juntos – quando se estuda História a gente sempre acaba se definindo por uma área ou região do Conhecimento naquela Ciência, e eu me definira desde o começo pela América dita Latina, enquanto Carlinhos tinha verdadeiro fascínio pela Europa, e muito havíamos discutido a respeito. Agora, ali naquela situação que eu não acreditaria possível, de novo estávamos a discutir como se Carlinhos ali estivesse, e então me feriu a alma uma certeza: Carlinhos se fora, e de alguma forma eu estava sentindo, sabendo tal coisa. Chorei amargamente ali na garupa do seu Chico, sempre cuidando para ficar bem escondida atrás dele, do capacete dele, para que ele não me visse pelos espelhos retrovisores e se preocupasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na metade daquela tarde chegamos à fronteira com o Peru, em Arica, e enquanto esperávamos a longa verificação de documentos nossos e de todos aqueles veículos, eu conversei com as mulheres da nossa caravana, e também com o PHD Jaka, e lhes contei o que acontecia. Lembro como Terezinha, Cristina e Heloísa me entenderam e choraram comigo. Decerto Carlinhos partira mesmo, não havia outra explicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela fronteira também seu Chico apareceu com grande foto emoldurada dos PHDs e os funcionários daquela alfândega numa viagem anterior, e foi uma festa. Aquilo me ajudou a esquecer um pouco o drama que estava vivendo, e acelerou bastante o nosso atendimento naquele movimentado posto de controle. Afinal, tive os documentos liberados e pisei terras peruanas... uau! Que bom! Eu gosto muito do Peru, e aquela já era a terceira vez que ia àquele país que falava tanto ao meu coração! Peguei o primeiro telefone público que havia, a dois passos da linha da fronteira, e liguei para a minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mãe, chegamos ao Peru! – e ela ficou desejando um monte de boas viagens, e que a gente se divertisse muito, etc. Acabei lhe dizendo: -Mãe, acho que o Carlinhos se foi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela me disse para não pensar naquilo, para aproveitar a viagem – bem assim como as mães são. Depois soube que ela já sabia há muitas horas da partida do Carlinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos à estrada, e de novo o Carlinhos estava ali, como que pairando no nada ao meu lado, e eu continuei a lhe mostrar a beleza incomensurável desta América. O Deserto do Atacama estava nos seus estertores, e então, em algum momento, Carlinhos já não estava mais ali, e eu passei a prestar a maior atenção à nova paisagem, em como os peruanos estavam em frontal guerra contra o deserto, tentando por todos os modos fazer crescer fiapos verdes na terra ressequida, sonhando, quiçá, transformar aquela secura em futura floresta. Eles não pareciam estar obtendo grandes resultados, e os areais coloridos continuavam, mas às vezes, aqui e ali, alguma coisa havia medrado e crescido, e naquela tarde tive a surpresa de de repente, no meio de um pequeno, pequenino bosque que era do tamanho de uma pequena casa, bosque de pequenas árvores desconhecidas, ver nascido, crescido e agigantado o maior Tannenbaum que já vi na vida. Eu não sei o nome científico do Tannenbaum, mas explico que é um pinheiro que se usa no Natal na região do Vale do Itajaí, árvore trazida de fora pelos antigos imigrantes que formaram a região onde nasci e cresci. O Tannenbaum é bastante comum nos jardins dos descendentes de alemães do Vale do Itajaí (e de outras pessoas também), e às vezes atinge alturas respeitáveis, fica maior que as próprias casas cujo jardim habita e então costuma ser cortado para evitar que caia sobre a casa, mas nunca vira um Tannenbaum tão gigantesco. Quem teria trazido até aquele lugar uma semente de Tannenbaum, um dia, e como ela conseguira germinar, medrar e crescer dentro da secura do deserto? Era uma planta alienígena, planta de climas frios – quem diria que poderia crescer na aridez daquela areia colorida, e ficar tão grande, tão alto, tão robusto, pelo menos com o dobro do tamanho do maior Tannenbaum que eu já tivesse visto na vida? Fica a idéia para o governo peruano: plantar Tannenbauns nas beiradas do deserto do Atacama!&lt;br /&gt;Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tardinha, chegamos à bela e grande cidade de Tacna. Ela está a 560 metros de altitude e a 63 quilômetros ao norte de Arica, onde fica a atual fronteira com o Chile. Apesar das poucas chuvas, ela tem os arredores férteis e um clima agradável. Se descontarmos a História Pré-colonial, ela primeiro pertenceu ao Peru, e depois, em 1880, foi tomada pelo Chile em encarniçado combate, sendo atualmente, de novo território peruano. Há dúvidas sobre uma “fundação” em 1615 – o que é certo é que em 1681 o povo de Arica para ali fugiu, para escapar de flibusteiros, e tocou o lugar para a frente. Sofreu diversos terremotos, sendo que em 1833 o terremoto foi tão grande que ela ficou em ruínas.&lt;strong&gt;[1]&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ficamos em confortável e luxuoso hotel próximo à Praça de Armas, que tinha lá no fundo uma magnífica catedral Quinhentista. Por ali já deveria chover, pois além de as casas terem telhados, já havia muita coisa de plantas e flores nas ruas e jardins. Lembro que aquele simpático hotel oferecia, tão logo a gente chegava, como cortesia, um vale para que depois a gente fosse ao bar do mesmo e tomasse um Pisco-Sauer, deliciosa bebida muito comum por aquela região. Meus companheiros foram tratar da parafernália de acomodar bem todas as motos e o carro de apoio, e eu fiz o de sempre: tomei banho e ganhei a rua, atrás da Internet. Na esquina seguinte já encontrei um “locutório”, e foi só abrir o meu correio eletrônico para entrar, como primeira mensagem, uma do meu amigo Viegas Fernandes da Costa, como eu, escritor e historiador, me dando conta que o Carlinhos partira mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu desabei. Chorei ali naquele locutório como não chorava fazia tempo, transpassada de dor, enquanto enviava algumas mensagens ao Brasil perguntando mais detalhes. Chorava tanto que o japonês que era dono do locutório ficou com pena de mim e me trouxe toalhas de papel para que eu secasse as lágrimas que teimavam em continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[1]&lt;/strong&gt; ENCICLOPÉDIA UNIVERSAL ILUSTRADA EUROPEO AMERICANA ESPASA. Calpe S.ª Madrid-Barcelona, 1958. V. 58 p. 1469 e seguintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*Urda Alice Klueger&lt;/strong&gt;: Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR. &lt;strong&gt;Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PressAA&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-9032391288860426935?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/9032391288860426935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=9032391288860426935&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/9032391288860426935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/9032391288860426935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2012/01/mostrando-o-esplendor-da-america-para.html' title='Mostrando o esplendor da  América para meu amigo Carlinhos Klitzke'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ydZsmhlpRR0/TyUdb1N98BI/AAAAAAAAEho/PKQTR4eGPsE/s72-c/arica_battle.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-1811575121057742694</id><published>2012-01-28T03:34:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T01:45:26.984-08:00</updated><title type='text'>As razões do senador suicida</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-kA8ZpTxjDU8/TyPfhO8fICI/AAAAAAAAEhQ/UQveJbGbkk4/s1600/manet.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 346px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702647315221651490" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-kA8ZpTxjDU8/TyPfhO8fICI/AAAAAAAAEhQ/UQveJbGbkk4/s400/manet.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Fernando Soares Campos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-DZFDJBE24Us/TyPdz5Md66I/AAAAAAAAEhE/QAaNwhdirN0/s1600/fernando2.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 140px; FLOAT: left; HEIGHT: 171px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702645436777360290" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-DZFDJBE24Us/TyPdz5Md66I/AAAAAAAAEhE/QAaNwhdirN0/s320/fernando2.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O&lt;/span&gt; senador assinou a carta de despedida, pegou o revólver na gaveta da escrivaninha, engatilhou e apontou a arma contra o próprio peito. Aguardou um instante. Lembrou-se da sua última posse, do discurso na tribuna, das promessas de que trabalharia em defesa do povo, da democracia, do seu Estado, do país... Entretanto, como pano de fundo de suas memórias, apareciam centenas de cadáveres humanos, pessoas mortas devido à falta de assistência médica, inanição ou cirrose hepática provocada pelo consumo de uma péssima aguardente de cana. Eram imagens de um pesadelo que já passará a atormentá-lo mesmo em estado de vigília. À medida que sua conta bancária crescia, a multidão de fantasma aumentava. O senador até já havia observado que a proporcionalidade estava se aproximando da razão de um por mil: a cada um milhão de reais depositados em sua conta, mil novos espectros somavam-se à fantasmagórica multidão que o obsidiava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone chamou. No sexto toque, resolveu atender:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô!&lt;br /&gt;- Excelência!&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Aqui é o Santiago.&lt;br /&gt;- Santiago?!&lt;br /&gt;- Santiago Arruda.&lt;br /&gt;- Do Planalto Diário?&lt;br /&gt;- Ele mesmo, excelência.&lt;br /&gt;- Em que posso servi-lo?&lt;br /&gt;- Gostaria de marcar uma entrevista com vossa excelência.&lt;br /&gt;- Entrevista?&lt;br /&gt;- Sim, excelência.&lt;br /&gt;- Pra quando?&lt;br /&gt;- Amanhã à tarde está bom para o senhor?&lt;br /&gt;- Impossível.&lt;br /&gt;- Então, na sexta pela manhã.&lt;br /&gt;- Não vai dar.&lt;br /&gt;- Nesse caso, o senhor mesmo pode marcar dia e hora mais adequados à sua agenda.&lt;br /&gt;- Hoje.&lt;br /&gt;- Hoje?!&lt;br /&gt;- Agora.&lt;br /&gt;- Agora?!&lt;br /&gt;- Sim, agora! Já! Onde você está?&lt;br /&gt;- Na redação.&lt;br /&gt;- Então, não leva mais que quinze minutos pra chegar aqui - desligou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senador notou que, todo o tempo em que falou ao telefone, mantivera a arma apontando contra o peito. Guardou o revólver na gaveta. Resolveu reler a carta de despedida. Deteve-se num trecho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É comum que, devido aos seus fracassados empreendimentos, muita gente ponha fim à própria vida; no meu caso, porém, decidi encerrar a minha bem-sucedida existência em razão do fracasso alheio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguma coisa parecia errada. Releu o período, mas continuou em dúvida. Deixou a folha sobre a mesa, foi até o computador, abriu o documento "carta de despedida" e continuou relendo o primeiro período. Trocou "É comum que" por "É natural que", em seguida por "É normal que". Nada, nenhuma das modificações pareceu alterar o sentido da frase. Experimentou "Via de regra". Achou que assim ficaria melhor. Antes de imprimir, corrigiu o verbo "pôr", agora flexionado no presente do indicativo: "põe". Imprimiu a página e voltou para a mesa de trabalho. Releu mais uma vez:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Via de regra, devido aos seus fracassados empreendimentos, muita gente põe fim à própria vida; no meu caso, porém, decidi encerrar a minha bem-sucedida existência em razão do fracasso alheio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não estava convencido de que as modificações expressariam com maior clareza o motivo que o levaria a cometer o suicídio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bateram na porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a governanta conduzindo Santiago Arruda. Guardou a carta de despedida na gaveta, cumprimentou o jornalista e lhe indicou uma poltrona. Depois do cafezinho, Santiago iniciou a entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Excelência, estamos fazendo uma matéria para o nosso caderno semanal de literatura, gostaríamos de saber o que os senadores leem. No momento, o que o senhor está lendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senador teve uma ideia: aproveitaria a ocasião para esclarecer sua dúvida sobre a frase de abertura da carta de despedida. Mentiu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou lendo "As razões", um romance de Carlos Miguel...&lt;br /&gt;- Não conheço.&lt;br /&gt;- Nem poderia, trata-se de um autor desconhecido, lá de minha terra, um jovem escritor que me mandou sua primeira obra. Eu contribuí para a publicação.&lt;br /&gt;- Posso ver? Se o senhor quiser, podemos divulgar no caderno literário do Planalto Diário.&lt;br /&gt;- Não está aqui, está no meu gabinete, no Senado. Mas, já que estamos falando do romance "As razões", eu queria consultá-lo sobre uma passagem dessa obra.&lt;br /&gt;- Se eu puder ajudar...&lt;br /&gt;- Bom, é a respeito da carta de um suicida. Um banqueiro resolve suicidar-se e escreve uma carta de despedida.&lt;br /&gt;- É comum os suicidas escreverem cartas de despedida. Mas o que há de errado na carta do banqueiro?&lt;br /&gt;- Não sei se há alguma coisa errada. Mas eu me lembro bem da frase, anote aí.&lt;br /&gt;- Pode ditar.&lt;br /&gt;-"Via de regra, devido aos seus fracassados empreendimentos, muita gente põe fim à própria vida; no meu caso, porém, decidi encerrar a minha bem-sucedida existência em razão do fracasso alheio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santiago anotou e leu a frase em voz alta. Concluiu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aparentemente, não há nada errado. Um paradoxo, alguém se suicidar devido ao fracasso alheio, mas não seria nem tão contraditório se o fracassado fosse alguém de sua família ou mesmo do seu relacionamento afetivo.&lt;br /&gt;- Nem do ponto de vista sintático?&lt;br /&gt;- Deixe-me ver - Santiago releu todo o período. - Não, não estou identificando qualquer erro sintático.&lt;br /&gt;- Tudo bem, esqueça, nem sei por que cismei com isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final da entrevista, o senador acompanhou Santiago até a saída e prometeu lhe mandar o livro do seu afilhado escritor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No carro, Santiago abriu o bloco de anotações e releu a frase:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Via de regra, devido aos seus fracassados empreendimentos, muita gente põe fim à própria vida; no meu caso, porém, decidi encerrar a minha bem-sucedida existência em razão do fracasso alheio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou: "...bem-sucedida existência em razão do fracasso alheio". Não, não falta nenhuma vírgula. Pelo visto, o rapaz conhece bem os banqueiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu partida no carro. Nem escutou o tiro que estourou o coração do senador bem-sucedido... em razão do fracasso alheio. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PressAA&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-1811575121057742694?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/1811575121057742694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=1811575121057742694&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/1811575121057742694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/1811575121057742694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2012/01/as-razoes-do-senador-suicida.html' title='As razões do senador suicida'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-kA8ZpTxjDU8/TyPfhO8fICI/AAAAAAAAEhQ/UQveJbGbkk4/s72-c/manet.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-463664846731686896</id><published>2012-01-26T17:50:00.000-08:00</published><updated>2012-01-26T18:21:41.932-08:00</updated><title type='text'>A presidenta Dilma e Paulinho da Viola</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-wE0IzJEJm2E/TyIJx8OHKDI/AAAAAAAAEg4/5BHvDMzeg4U/s1600/dilma.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 291px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702130831788025906" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-wE0IzJEJm2E/TyIJx8OHKDI/AAAAAAAAEg4/5BHvDMzeg4U/s400/dilma.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Urariano Mota *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-v7SxqHRsL9U/TyIF2Qofh2I/AAAAAAAAEgs/y7prqebVSgU/s1600/urariano_mota.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 194px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702126507940349794" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-v7SxqHRsL9U/TyIF2Qofh2I/AAAAAAAAEgs/y7prqebVSgU/s320/urariano_mota.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Recife (PE)&lt;/strong&gt; - Um dia desses notei que a história política do Brasil poderia ser contada pela história da sua música popular. E como sempre acontece em qualquer descoberta, essa conclusão geral me chegou pela persistência de alguns casos individuais, que traziam em si um dom universal. Assim foi, por exemplo, em páginas de “Soledad no Recife”, quando a ressurreição dos malditos anos da ditadura se fez sob a canção dos tropicalistas. Assim foi quando escrevi sobre Geraldo Vandré, sobre Chico Buarque, sobre Roberto Carlos... Assim tem sido em textos mais ambiciosos, escritos sob a música íntima que me acompanha ao narrar o mundo submerso da infância. Que nos acompanha a todos quando recuperamos vidas, melhor dizendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo isso agora a partir de uma revelação do livro “A vida quer é coragem”, de Ricardo Batista, conforme artigo de Alberto Villas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;... a uruguaia Maria Cristina Uslendi conta que em outubro de 1971, toda vez que voltava das sessões de tortura encontrava Dilma de braços abertos “me amparando, me ajudando a usar a latrina quando não tinha forças, me dando sopinhas de colher na boca, me cedendo a parte de baixo do beliche e pondo na vitrolinha de pilhas as melhores músicas da MPB”. Cristina conta que Dilma sempre pedia a ela que prestasse muita atenção à letra de “Para um amor no Recife”, uma canção de Paulinho. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quanto isso é verdadeiro. O quanto a música popular foi remédio, cura e perdição da maioria dos brasileiros que estiveram contra a ditadura. O quanto devemos a esses artistas da canção, numa dívida que eles próprios não alcançam o tamanho, mas que é, ao mesmo tempo, motivo de sufoco e prisão para eles, em razão do papel que ganharam à sua revelia. No entanto, importa mais aqui, para não me distanciar do objeto destas linhas, falar alguma coisa sobre o Paulinho da Viola daqueles anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando “Foi um rio que passou em minha vida” apareceu no Brasil, éramos estudantes numa sexta-feira à noite, numa serenata em Maria Farinha. Achávamos então que a revolução socialista seria a coisa mais natural do mundo. E por ser assim tão natural, nada demais também que ouvíssemos, não se espantem, 41 vezes, seguidas, contínua e incansavelmente foi um rio, foi um rio, foi um rio em uma vitrolinha de pilha. Naquele ano, e por que não ainda? , todos nós éramos Paulinho, nessa estranha empatia, mistura de identidades que a verdadeira arte produz. Todos nós repetíamos, e repetimos, e repetimos... que “meu coração tem mania de amor, e amor não é fácil de achar”. À maneira de cantar, gritávamos esses versos então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, morando na Pensão Princesa Isabel, no centro do Recife, Paulinho era “Simplesmente Maria”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Na cidade, é a vida cheia de surpresa, é a ida e a vinda, simplesmente, Maria, Maria, teu filho está sorrindo, faz dele a tua ida, teu consolo e teu destino, Maria...”. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse tempo, sempre compreendíamos o “faz dele a tua ida” como um “faz dele a tua ira”. Enquanto subíamos a escada para um quartinho isolado no alto, da televisão da sala vinha a música, tema de uma novela. Ela nos lembrava sempre que estávamos sozinhos e sem mãe, cujo nome também era Maria. À hora dessa música sempre esperávamos algum golpe traiçoeiro da polícia que queria nos matar. Sem Maria que nos velasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então houve Para um amor no Recife. Diziam então que Paulinho fizera essa música para a secretária de Dom Hélder Câmara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As boas, e as más línguas principalmente, acrescentavam que a dedicada senhora vinha a ser a namorada secreta do arcebispo. Entre o sussurro e a maledicência, entre a repressão da ditadura Médici e a resistência serena erguia-se um poema belo, quase autônomo da melodia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“A razão por que mando um sorriso e não corro, é que andei levando a vida quase morto. Quero fechar a ferida, quero estancar o sangue, e sepultar bem longe o que restou da camisa colorida que cobria minha dor. Meu amor, eu não esqueço, não se esqueça, por favor, que voltarei depressa, tão logo acabe a noite, tão logo este tempo passe, para beijar você ”. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma canção que só fez melhorar ao longo de todos esses anos. A ditadura não existe mais, o seu motivo imediato não mais existe, mas a composição só vem crescendo, apesar da degradação do Recife, que entra quase incidentalmente no título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, amigos, que estranho e magnífico poder tem a obra de arte. Quarenta e um anos depois, Paulinho da Viola, Dilma e os brasileiros voltamos a Para um amor no Recife:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;amp;v=PClFteQLPxI"&gt;Para um amor no Recife&lt;/a&gt;"&lt;/strong&gt;, Paulinho da Viola, 1971, Youtube.&lt;br /&gt;___________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;strong&gt;Urariano Motta&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;é natural de Água Fria, subúrbio da zona norte do Recife. Escritor e jornalista, publicou contos em Movimento, Opinião, Escrita, Ficção e outros periódicos de oposição à ditadura. Atualmente, é colunista do Direto da Redação e colaborador do Observatório da Imprensa. As revistas Carta Capital, Fórum e Continente também já veicularam seus textos. Autor de Soledad no Recife (Boitempo, 2009) sobre a passagem da militante paraguaia Soledad Barret pelo Recife, em 1973, e Os corações futuristas (Recife, Bagaço, 1997). &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PressAA&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-463664846731686896?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/463664846731686896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=463664846731686896&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/463664846731686896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/463664846731686896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2012/01/presidenta-dilma-e-paulinho-da-viola.html' title='A presidenta Dilma e Paulinho da Viola'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-wE0IzJEJm2E/TyIJx8OHKDI/AAAAAAAAEg4/5BHvDMzeg4U/s72-c/dilma.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-7944150294364896528</id><published>2012-01-25T07:39:00.000-08:00</published><updated>2012-01-25T08:13:48.593-08:00</updated><title type='text'>Quem nasceu pra Alckmin nunca chegará a Brizola</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-htUIGf0TvlU/TyAl2arACrI/AAAAAAAAEgU/co5aBlG8X1o/s1600/thumbnailCAT11T6B.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701598745053891250" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-htUIGf0TvlU/TyAl2arACrI/AAAAAAAAEgU/co5aBlG8X1o/s400/thumbnailCAT11T6B.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fernando Soares Campos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-o1XC4BWkLPk/TyAjLGnXbnI/AAAAAAAAEgI/6O3OPsOQinw/s1600/fernando2.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 140px; FLOAT: left; HEIGHT: 171px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701595801912307314" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-o1XC4BWkLPk/TyAjLGnXbnI/AAAAAAAAEgI/6O3OPsOQinw/s320/fernando2.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;Depois de passar uma temporada de sete anos em Recife, retornei ao Rio de Janeiro em 1991. Aqui chegando me hospedei, com mulher e dois filhos, na casa de uma amiga nossa em Anchieta, num assentamento denominado Parque Esperança. O local já contava com parte da infraestrutura necessária à condição de habitabilidade: rede de eletricidade, fornecimento de água e ruas planejadas, mas ainda não asfaltadas. A maioria das casas ainda estava em construção, porém já habitadas. Na parte mais alta do terreno se localizava a sede da associação de moradores, sob a liderança de um rapaz chamado Paulo de Aquino, que, dias depois, eu soube que se tratava de um jovem líder comunitário experiente em invasão de terrenos para assentamento de sem-teto. O Estado do Rio vivia o segundo governo de Leonel Brizola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me apresentaram ao Paulo de Aquino, que todos tratavam por Paulinho, inicialmente não pude distinguir nele o perfil de um autêntico líder comunitário. Desconfiei até que se tratava de um aproveitador, um cara que talvez organizasse as invasões de terra a fim de se apropriar de alguns terrenos para vendê-los. Apesar de ele se revelar a mim como um indivíduo desconfiado de tudo e de todos, identifiquei aí um paradoxo: era extrovertido, extremamente falante. Então, incentivado pela minha amiga, Paulinho me convidou para participar dos trabalhos da associação de moradores a que ele presidia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arranjaram-me uma sala no prédio da associação, com a tarefa de redigir e editar um jornal comunitário. Eu contava com mesa, duas cadeiras, máquina de escrever, papel e um armário. Também uma jovem estudante da comunidade me auxiliava nos trabalhos. Produzimos o “Fala Povo”, um jornal de oito páginas que uma gráfica-editora da Baixada imprimia em tiragens de mil exemplares. Na segunda edição publicamos as cartas dos leitores, que se manifestaram com as mais variadas sugestões e elogios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, Paulinho entrou na minha sala-redação e me disse que queria falar comigo em particular. Pedi licença à minha auxiliar, ela saiu e ficamos a sós. Ele me confidenciou que estava preparando a invasão de mais um terreno. Informou que havia cadastrado cerca de cem famílias, pessoas que o procuravam na esperança de conseguir um lote para construir uma casa. Falou que não podia revelar a localização do terreno a ser invadido, pois isso poderia atrapalhar os planos, adiantando apenas a informação de que não era muito distante dali. “Tudo bem, mas em que posso ser útil?” Aí ele me deu uma aula de como as coisas aconteciam. Pela sua exposição, entendi que não era uma coisa tão simples como eu imaginava. Exigia organização e trabalho duro, pois ele não se limitava à mera invasão, criando um núcleo favelado com vielas que dificultassem a instalação da infraestrutura Nada disso. O que ele queria era produzir mais um loteamento planejado que atendesse às exigências básicas de habitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Àquela altura eu já conhecia razoavelmente bem o Paulo de Aquino, e a ligeira má impressão que tive dele quando o conheci já havia se dissipado. Compreendi que se tratava realmente um líder comunitário por vocação. Havia nele, sim, um interesse pessoal, mas legítimo: queria se eleger vereador ou deputado estadual. Era brizolista de carteirinha, falava de Brizola com empolgação e de Luís Carlos Prestes com veneração. Paulinho transitava com desenvoltura por entre políticos da Câmara de Vereadores e da Assembléia Legislativa. Além disso, tinha bom relacionamento com o pessoal do executivo estadual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia e hora marcada as famílias convocadas para a invasão se reuniram em frente à associação de moradores, receberam instruções de como deveriam se comportar e só aí foram informadas sobre a localização do terreno a ser invadido. Era em Costa Barros, a cerca de três quilômetros dali, próximo a uma estação da linha auxiliar da Central do Brasil. (Dias depois me falaram que se tratava de uma das propriedades inventariada no rol da massa falida da Coroa-Brastel, sobre a qual incidiam muitos milhões em impostos não recolhidos. Mas eu nunca procurei me certificar da veracidade dessa informação.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madrugada adentro, o grupo, liderado por Paulinho a seus assessores, partiu para a invasão do terreno. Eu não estava presente, pois havia pernoitado na casa de uma prima minha em Jacarapaguá. Mas a minha mulher participou da empreitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, fui direto ao local da invasão. Cheguei lá por volta das dez horas da manhã. Quando desci do ônibus, avistei aquilo que parecia um acampamento de refugiados de guerra. Muita gente já havia armado barracas, tendas e improvisado barracos de madeira, a fim de garantir seus espaços. Comecei a caminhar por entre a turba, observando tudo detalhadamente. Uma mulher conversava animadamente com outra e, ao me avistar, falou para a companheira: “Ih! Chegou o dono do terreno!” Continuei caminhando até encontrar minha mulher, que estava no centro de um lote demarcado por barbantes amarrados a tocos de madeira fincados no chão. “É aqui que vamos construir nossa casa”, disse ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do grupo original, já havia centenas de outras pessoas que aderiram ao movimento. Algumas me falaram que iam trabalhar e, ao avistarem a ocupação, desembarcaram do ônibus e se juntaram aos invasores, pois queriam garantir um lote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde encontrei Paulo de Aquino e perguntei: “E agora, como vamos fazer?! Tá uma bagunça dos diabos!” Ele me disse que no primeiro momento era assim mesmo, mas aos poucos tudo seria organizado. Três dias depois ele arranjou, com a Secretaria de Obras do Estado, uma caterpílar, que começou a abrir as ruas. Aqueles lotes demarcados aleatoriamente foram dando lugar a terrenos de 120 m² à margem das pistas abertas. Nesse reordenamento ocorreram algumas disputas, desentendimentos sobre o que é de quem. Mas tudo se resolvia. Em pouco tempo havíamos assentado cerca de 500 famílias. Outras chegaram atrasadas, solicitando um espaço para construírem suas casas. Foram cadastradas para uma possível próxima invasão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ocupantes foram orientados a aguardar o momento em que seria dado sinal verde para que iniciassem as construções em alvenaria. Precisávamos ter a certeza de que não seríamos despejados. Essa garantia veio por parte de assessores do governo Brizola. Eles nos asseguraram que ninguém iria nos importunar. Aí, cada um se virou como podia. Logo, três novas casas de material de construção se instalaram nas imediações do loteamento e, pode crer, prosperaram rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em frente à ocupação foi deixado livre um terreno de uns 3.000 m², a pedido de Paulo de Aquino. Essa área havia sido preservada para a construção de um CIEP. Não demorou muito e apareceram por lá os tratores fazendo a terraplanagem, e as carretas desembarcando os pré-moldados. Em pouco tempo o Brizolão estava pronto. No final do ano recebemos a rede elétrica e em seguida a rede de saneamento básico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construí uma casa de dois quartos, sala, cozinha, banheiro, área de serviço, varanda, garagem, jardim e pequeno quintal. Plantei mangueira, coqueiro e um flamboyant, que em 1996, quando saí de lá, já estavam crescidos, dando sombra e frutos. Fui morar em Juiz de Fora, onde iniciei um pequeno empreendimento comercial que acabou não dando certo. Em 98 voltei para o Rio, prestei concurso e me tornei funcionário público estadual. Moro hoje em apartamento alugado aqui no Itanhangá. Quando eu ainda morava em Costa Barros, Paulo de Aquino se candidatou a deputado estadual, mas conquistou apenas a primeira suplência dos candidatos que se elegeram por seu partido. Tenho notícias de que hoje todas as ruas daquele assentamento estão asfaltadas. Soube também que muitos moradores fizeram puxadas e meiáguas para abrigar os filhos que cresceram e se casaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, por que estou contando essa história? Porque li um artigo de Luis Nassif, tratando do massacre de Pinheirinho, intitulado “&lt;a href="http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&amp;amp;pid=1863"&gt;Nem por esperteza, Alckmin demonstrou sensibilidade&lt;/a&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos alguns trechos do texto do Nassif:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;“Curiosamente, foi Geraldo Alckmin o primeiro político de peso do PSDB a perceber a emergência de novos valores. Ainda na campanha, mostrou as vantagens de programas tipo ‘Minha Casa, Minha Vida’ sobre o modelo autárquico do CDHU. Entendeu a importância da colaboração federativa. Percebeu a relevância de reduzir o estado de guerra com o professorado, praticar o relacionamento civilizado com prefeitura e lideranças de bairro. Até ensaiou algumas ações administrativas colaborativas, juntando várias secretarias de governo e a prefeitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“De repente, surge a grande oportunidade: 6.000 pessoas morando em uma área de disputa jurídica. Não são aventureiros, não são invasores forçando a barra para conseguir imóveis para futura negociação. São famílias que se estabeleceram ao longo de anos, criando uma comunidade com velhos, crianças, mulheres, mães e pais de família, que levantaram suas casas em regime de mutirão, firmaram-se nos seus empregos, colocaram suas crianças nas escolas, criaram uma comunidade sem nenhuma ajuda do poder público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria o momento máximo de inaugurar uma nova era. Um governador minimamente competente teria convocado a Secretaria de Assistência Social, o CDHU, a Secretaria da Justiça e da Defesa, a prefeitura de São José dos Campos, grandes empresas instaladas na região para um plano integrado destinado a encontrar uma solução para a comunidade de Pinheirinho.”&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, em campanha, para angariar simpatia e faturar votos, Alckmin até elogia os empreendimentos dos governos Lula-Dilma. Se ele decidir mais uma vez tentar chegar à Presidência da República, vai novamente prometer que, eleito, ampliaria os programas sociais dos governos petistas: Bolsa Família, Prouni, Minha Casa Minha Vida, entre outros. Tem cara-de-pau suficiente pra isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade é que quem nasceu pra Alckmin nunca chegará a Brizola. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PressAA&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-7944150294364896528?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/7944150294364896528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=7944150294364896528&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/7944150294364896528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/7944150294364896528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2012/01/quem-nasceu-pra-alckmin-nunca-chegara.html' title='Quem nasceu pra Alckmin nunca chegará a Brizola'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-htUIGf0TvlU/TyAl2arACrI/AAAAAAAAEgU/co5aBlG8X1o/s72-c/thumbnailCAT11T6B.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-2096567222031512343</id><published>2011-10-08T00:00:00.000-07:00</published><updated>2011-10-08T00:00:09.739-07:00</updated><title type='text'>Entrando no Chile</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--ODhZSKWWaU/To-JnbgTiMI/AAAAAAAAEf8/YBjxrf2wYs8/s1600/4139247018_e5900e1508.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660894567119161538" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/--ODhZSKWWaU/To-JnbgTiMI/AAAAAAAAEf8/YBjxrf2wYs8/s400/4139247018_e5900e1508.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Excerto do livro "Viagem ao Umbigo do Mundo", publicado em 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Urda Alice Klueger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vNu4YLhC0MQ/To-IvkOOAZI/AAAAAAAAEf0/V5C13VNWCLM/s1600/urda.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 173px; FLOAT: left; HEIGHT: 161px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660893607386546578" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-vNu4YLhC0MQ/To-IvkOOAZI/AAAAAAAAEf0/V5C13VNWCLM/s320/urda.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Era a primeira vez na minha vida que eu ia ao Chile – e entrar no Chile foi muito engraçado, pois não havia Aduana. Andaríamos 164 km até chegar a ela, o que me fez pensar de novo nas brigas entre os dois países por causa do Canal de Beagle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comida, o sol quente e o bom vento fresco em cima da moto acordaram-me de vez, e agora eu tinha forte consciência de que estava, já, no Deserto do Atacama. É muito interessante e muito lindo, tal deserto. É um verdadeiro espetáculo para quem nunca o viu ou o imaginou – eu, pelo menos, tinha na imaginação as imagens do Deserto do Saara, todo de dunas de areia branca, e fui como que indo de surpresa em surpresa Atacama afora. O Deserto do Atacama às vezes é plano, semeado de distantes vulcões; às vezes é feito de suaves ondulações ou colinas; às vezes é todo de altíssimas subidas e descidas de montanhas – e todo ele é um mar de minério, que o deixa com as mais variadas cores, dependendo do que é feito seu solo. Dependendo da região, uma colina é azulada, outra é creme, outra é lilás, outra é roxa – coisa de louco, beleza como que espargida às mão-cheias, e há que se pensar que a última vez que choveu, lá, foi no século XVI – portanto, há quase 500 anos. Algumas partes do Deserto do Atacama estão fora da biosfera, isto é, são tão secas que não permitem nenhuma forma de vida. Não cheguei a ver, mas soube que nessas partes que estão fora da biosfera, os grandes laboratórios [1] internacionais têm seus centros de pesquisa mais perigosos, por uma questão de segurança. Funciona assim: se um laboratório daqueles acabar produzindo um vírus, uma bactéria, ou qualquer forma de vida que possa ser prejudicial à Humanidade, e se, devido a algum acidente, tal forma de vida escapar de controle e fugir do laboratório, não haverá perigo – ela não atingirá a Humanidade, pois morrerá antes de sair daquelas regiões totalmente secas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia, porém, atravessávamos parte ainda não tão seca do deserto, planícies pontilhadas com distantes vulcões de grande altitude, onde se formavam as neves eternas, e, por causa delas, havia períodos de degelo que formavam algumas lagoas ou outros pontos de umidade, e qualquer umidade é sinônimo de vida, e onde há aquele mínimo de água nasce a vegetação característica do deserto, que no caso podiam ser pequeninos arbustos, ou capins, ou musgos – e lá estavam as alpacas, as vicunhas, as lhamas, os zorros[2], e sabe-se lá quantos outros bichinhos que existiam na cadeia alimentar daquele lugar onde a vida parecia quase impossível! E não se via, nem mesmo casinhas de adobe, mas fico pensando que aquelas lhamas e suas primas não estariam ali de graça – em algum momento do ano seu dono haveria de aparecer, nem que fosse para tosquiá-las dos seus pêlos tão quentes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa ótima que acontecera desde que entráramos no Chile: voltaram as boas estradas asfaltadas, bem sinalizadas com uma forma diferente de sinalização, em placas amarelas. A paisagem soberba me entretinha completamente, e quase não dei pelos 164 km que andamos – o que não deve ter demorado mais que hora e meia – quando paramos com grande estardalhaço, enfim, na Aduana chilena! Havia um rigoroso controle para que não passasse por ali nenhuma contaminação da febre aftosa – e já tive que saltar da moto sobre uma imensa esponja cheia de desinfetante, enquanto patrulheiros vinham aspergir desinfetante em todas as rodas da nossa comitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram simpáticos, os chilenos! Enquanto preenchíamos nossas fichas de entrada no país e outras coisas, entre elas uma declaração de que nada levávamos de origem animal (por causa da febre aftosa), um deles deu-se conta de que meu estômago não estava lá muito bom, e foi buscar um limão, e cortou-o, e me falou das suas propriedades terapêuticas, e me ensinou a chupá-lo da forma certa para absorver o ácido necessário para melhorar, e era pura gentileza. Fiz as coisas que se fazem em tais ocasiões: contei-lhe da grande amiga chilena que tinha na minha cidade, a artista plástica Paloma, e ele acabou se despedindo de mim com um beijo no rosto. Deduzi que ele andara vendo muitas novelas brasileiras, para ter aprendido aquele tipo de despedida – tanto quanto sei, os chilenos e outros povos não se beijam assim como nós!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só quando, enfim, fomos liberados pela Aduana, foi que me dei conta que estávamos.... nada mais nada menos que em SÃO PEDRO DE ATACAMA! Gente, isso aí estava muito além dos meus melhores sonhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] O Deserto do Atacama é considerado um deserto costeiro, e vamos desdobrar tal informação em outras, mais adiante. É o mais seco do mundo. Eventualmente pode haver uma chuva que possa ser medida, em alguns pontos dele – algo como 1 mm ou mais – a cada 5 ou 20 anos (http://pt.wikipedia.org/wiki/Deserto – consultado em 15.06.2006), ou como saberíamos um pouco mais adiante, na cidade de Tocopilla.&lt;br /&gt;[2] Zorro = raposa (Nota da autora)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Urda Alice Glueger é escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Urda colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PressAA&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-2096567222031512343?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/2096567222031512343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=2096567222031512343&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/2096567222031512343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/2096567222031512343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/10/entrando-no-chile.html' title='Entrando no Chile'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/--ODhZSKWWaU/To-JnbgTiMI/AAAAAAAAEf8/YBjxrf2wYs8/s72-c/4139247018_e5900e1508.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-6170255944357538788</id><published>2011-10-05T00:00:00.000-07:00</published><updated>2011-10-05T00:00:09.220-07:00</updated><title type='text'>O Caldeirão que o diabo abominou</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fPvPvNUwrXs/Totm71wJS0I/AAAAAAAAEfs/64geKPOOgxc/s1600/image003.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 311px; DISPLAY: block; HEIGHT: 264px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659730534948490050" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-fPvPvNUwrXs/Totm71wJS0I/AAAAAAAAEfs/64geKPOOgxc/s400/image003.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Soares Campos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-7CfiQRYhA_M/TotmSBSqfhI/AAAAAAAAEfc/mAWbUhL-oKg/s1600/fernando%2Bfoto02.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 230px; FLOAT: left; HEIGHT: 172px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659729816491556370" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-7CfiQRYhA_M/TotmSBSqfhI/AAAAAAAAEfc/mAWbUhL-oKg/s320/fernando%2Bfoto02.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Há pouco mais de cem anos, bem no final do século XIX, ocorreu a Guerra de Canudos, quando, depois de algumas tentativas, finalmente tropas federais destruíram uma comunidade no interior da Bahia, matando seu líder, o beato Antônio Conselheiro, e milhares de resistentes, restando apenas alguns poucos idosos, mulheres e crianças. Cinco anos depois, Euclides da Cunha lança “Os Sertões - Campanha de Canudos”, e só a partir do lançamento dessa obra, provavelmente devido ao interesse de um editor que enxergou nela um grande filão, a história de Canudos chegou até os dias atuais. Certamente muitos pesquisadores se dedicaram ao esclarecimento dos fatos; mas, sem “Os Sertões”, talvez Canudos fosse apenas uma história de gente antiga, que não tem o que fazer e fica por aí assustando crianças que fazem xixi na cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Euclides da Cunha, na condição de correspondente de guerra do jornal O Estado de São Paulo, foi o “Repórter Esso” de Canudos: testemunha ocular da História. Enquanto os jornais das grandes cidades incitavam o novo governo republicano contra a resistência dos “monarquistas” de Canudos, Euclides da Cunha registrava a carnificina cometida contra um povo relegado ao abandono e à miséria, que se perpetuam através dos tempos, monárquicos ou republicanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre Canudos, quase todo brasileiro conhece alguma coisa que seja, mesmo superficialmente, visto que, além da obra de Euclides da Cunha e tantas outras nela inspiradas, mais recentemente o filme Guerra de Canudos foi um grande sucesso de público e palpites da crítica, além de ter sido premiado em importantes festivais. Também muitos são os vídeodocumentários sobre a Guerra de Canudos; e a maioria dos professores de História recomenda a obra euclidiana aos seus alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, se o episódio de Canudos é conhecido mundo afora, principalmente através de “Os Sertões”, o mesmo não ocorre com acontecimentos idênticos que também tiveram como palco os sertões nordestinos, como, por exemplo, a destruição da comunidade Caldeirão da Santa Cruz do Desterro, no Sertão do Cariri (CE).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-mIORFLbfRh4/Totmg5Ct9JI/AAAAAAAAEfk/JeyBKM_mV_Q/s1600/image001.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 120px; FLOAT: right; HEIGHT: 170px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659730071975228562" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-mIORFLbfRh4/Totmg5Ct9JI/AAAAAAAAEfk/JeyBKM_mV_Q/s400/image001.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Em meados dos anos 20, José Lourenço (foto ao lado), um beato que foi preso por pregar em praça pública, acabou sob a proteção do Padre Cícero do Juazeiro, que lhe concedeu o direito de habitar uma propriedade abandonada, num pé da serra. Não demorou muito, o beato atraiu cerca de 500 famílias para o local, onde fundaram um vilarejo, a comunidade Caldeirão, no Sertão do Cariri. O vilarejo prosperou, com suas casinhas simples, igrejinha, escola, trabalho, atividades culturais, religiosas e de lazer, tudo sob sistema de mutirão, sem qualquer ajuda externa. A comunidade era formada por retirantes de diversos estados nordestinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caldeirão tornou-se uma comunidade auto-suficiente, até mesmo ferramentas de trabalho eram fabricadas no local, algumas foram desenvolvidas apropriadamente para o trabalho em condições peculiares. Sobre a agricultura, remanescentes daquela experiência relatam que tudo era tratado de forma ecologicamente correta, atentando-se para a preservação do solo, dos mananciais hídricos, da fauna e flora, cujas explorações atendiam às normas específicas da comunidade. Criações de bovinos e caprinos garantiam o fornecimento de carne e leite, que por sua vez geravam a produção de charque, queijo e manteiga, enquanto as peles se transformavam em calçados, cintos, bolsas e artesanatos. A produção atendia ao consumo interno, e o excedente era vendido nas cidades vizinhas, principalmente nas prósperas Juazeiro e Crato, gerando receita para a aquisição de produtos necessários à sobrevivência naqueles confins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Caldeirão, a terra e os meios de produção eram de propriedade coletiva... Epa! Acho que foi aí que o bicho pegou! O leitor também já deve ter percebido o que deve ter acontecido com uma comunidade com essas características, na primeira metade do século 20.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Massacre de Caldeirão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os coronéis da região, ricos fazendeiros, eram detentores de grandes fortunas, ostentavam fabulosos patrimônios que incluíam: terras, casarões, gado, engenhos, trabalhadores em regime escravo e até alguns políticos amestrados. Delegados e juízes também podiam ser considerados propriedades de alguns desses senhores da vida e da morte. Nesse contexto, prosperava uma comunidade formada por pessoas que ali chegaram arrastando corpos desnutridos, expressando abatimento moral e desesperança, como em “Retirantes”, quadro de Cândido Portinari.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1936, Caldeirão se distinguia como uma comunidade relativamente próspera. Foi aí que os coronéis da região começaram a sentir dificuldade de conseguir mão-de-obra barata, trabalhadores semi-escravos. Logo se iniciou uma campanha contra aquilo que as oligarquias regionais chamavam de “uma nova Canudos”. Não demorou muito e o beato José Lourenço e seus seguidores foram perseguidos sob a acusação de “prática de comunismo primitivo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de intensa campanha, a ditadura getulista autorizou a invasão da comunidade Caldeirão pelas forças da Polícia militar do Ceará e do Ministério da Guerra. Seus crimes: haviam encontrado uma maneira de sobreviver à seca, à fome e ao coronelismo, apenas unindo forças e pacificamente trabalhando a terra. Porém, ao contrário do que se propagava, a comunidade não dispunha de armas ou planos para enfrentar os invasores. Caldeirão, ao contrário de Canudos, não ofereceu resistência, exceto alguns gestos isolados de defesa e proteção pessoal sob impulsos do instinto de sobrevivência. Quando da invasão, os armazéns da comunidade encontravam-se abarrotados de algodão, milho, feijão, arroz, rapadura e farinha. Havia máquinas e objetos importados. Tudo foi destruído, inclusive as novas plantações e muitos animais. As mulheres foram estupradas, e os objetos pessoais de valor foram levados como prêmios de guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobreviventes da comunidade Caldeirão, entre eles o beato José Lourenço, reorganizaram-se na Chapada do Araripe (CE), fundando nova vila, com a mesma orientação comunitária do Caldeirão. Logo, esta também foi considerada um embrião do “comunismo ateu” que se instalara do outro lado do mundo e, na visão tosca dos fazendeiros, ameaçava migrar para aquelas bandas. Desta vez os membros da nova comunidade se prepararam, ainda que de forma rudimentar, para a luta de resistência armada. Na Serra do Araripe as forças de repressão usaram aviões para bombardear um grupo de resistentes armados de peixeiras, foices, facões e espingardas de caça. A Polícia Militar do Ceará e o Exército getulista destruíram a vila e enterraram mais de mil mortos em valas comuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Protegido pelos seus seguidores, novamente o beato José Lourenço escapa e se refugia em Pernambuco, seu Estado de origem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentativa de resgate da história&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Universidade Regional do Cariri (URCA) planeja percorrer os caminhos trilhados pelo Beato, na busca de locais para implantação de uma sociedade solidária. A URCA pensa, também, revisitar as trilhas utilizadas por José Lourenço, nas suas fugas das forças policiais. Por conta disso, já em outubro de 2005, uma equipe da URCA refez o itinerário de José Lourenço, na fuga do Caldeirão até sua nova morada: o Sítio União, localizado no município de Exu (PE). Com a permissão do atual dono da propriedade, a equipe percorreu o local, em busca de algum vestígio que lembrasse a passagem do Beato por aquele lugar. Infelizmente, somente o alicerce do engenho, o açude e um depoimento de Zé de Teresa, neto de uma testemunha da época, resistem ao processo de esquecimento da memória de José Lourenço.”(*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imprensa, sob a censura do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda, do Governo Vargas), quase nada publicou sobre os massacres, e mesmo as matérias obscuras que instigavam as autoridades contra as comunidades sumiram das redações, apagaram o pouco que haviam escrito sobre essa história, um importante capítulo das lutas populares no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À comunidade do Caldeirão faltou um Euclides da Cunha para registrar a covardia, até mais brutal que em Canudos, pois o arraial baiano resistia às ofensivas: o fracasso da primeira expedição militar contra Canudos rendeu aos conselheiristas as armas do contingente que investiu contra a comunidade; o armamento adquirido no primeiro confronto serviu para vencer as tropas das duas expedições seguintes e para lutar bravamente contra a quarta expedição militar, aquela que finalmente destruiu o sonho de milhares de pessoas que insistiam em sobreviver com dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é apenas uma introdução à história do Caldeirão que o diabo abominou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;PressAA&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-6170255944357538788?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/6170255944357538788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=6170255944357538788&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/6170255944357538788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/6170255944357538788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/10/o-caldeirao-que-o-diabo-abominou.html' title='O Caldeirão que o diabo abominou'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-fPvPvNUwrXs/Totm71wJS0I/AAAAAAAAEfs/64geKPOOgxc/s72-c/image003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-4067630904600548288</id><published>2011-10-02T00:00:00.000-07:00</published><updated>2011-10-01T20:23:48.884-07:00</updated><title type='text'>GLOBO DERROTA LULA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-BOzuf9j2ynI/TofZJjEnlgI/AAAAAAAAEfU/ToWRXSdQ_bY/s1600/Lula_petroleo-300x220.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 220px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658730214870980098" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-BOzuf9j2ynI/TofZJjEnlgI/AAAAAAAAEfU/ToWRXSdQ_bY/s400/Lula_petroleo-300x220.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Raul Longo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ZnTiDUC6yvc/TofWImN852I/AAAAAAAAEe8/6m8jEd7RO6E/s1600/olha-ai-a-cara-do-cara1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 116px; FLOAT: left; HEIGHT: 153px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658726900000679778" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZnTiDUC6yvc/TofWImN852I/AAAAAAAAEe8/6m8jEd7RO6E/s320/olha-ai-a-cara-do-cara1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Todo mundo sabe que a primeira vitória da Globo sobre Lula se deu em 1989, quando a emissora elegeu “O Caçador de Marajás”. Então a Globo ganhou, e o Brasil perdeu, tal qual se confirmou dois anos depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dr. Roberto Marinho explicou a uma reportagem da BBC que ele elegeu Fernando Collor de Melo quando quis e o tirou quando quis. Qualquer semelhança com os grandes chefes da Máfia e outras entidades do crime organizado internacional, não é mera coincidência. Apenas questão de estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, mantendo seu estilo e padrão – o então consagrado Padrão Global –, em 1994 a Globo mais uma vez derrotou Lula, conquistando a Presidência da República através de outro Fernando. O Henrique Cardoso. Daquela vez o Brasil parou a inflação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inflação que a própria Globo criou em seus governos anteriores quando, através dos militares, construiu a maior hidroelétrica do mundo para as multinacionais não terem problemas de fornecimento de energia, paga pelo brasileiro através da escalada das tarifas da prestação do serviço. Depois de Itaipú, a Ponte Rio Niterói e a Transamazônica foram as mais portentosas obras das duas décadas de ditadura e uns quantos mortos, desaparecidos e mutilados pelas torturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria ingratidão não lembrar que teve também uns km de Metrô no Rio e em São Paulo que ainda é considerada como a mais desassistida por este serviço entre as grandes capitais do mundo. Pois, com essas e algumas outras, os governos da Globo durante e pós ditadura militar promoveram uma das maiores inflações do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é como no dizer do Dr. Roberto: o que a Globo põe a Globo tira. Ou para. E parou a inflação para derrotar Lula pela segunda vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parou a inflação e o país todo. Só não parou o índice de desemprego. Esse não parava de subir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as máquinas pararam, os salários pararam, a infraestrutura parou. Parou tudo!&lt;br /&gt;Só que, então, o que importava é que a inflação parasse e assim a Globo pode derrotar Lula pela 3ª vez, novamente com o mesmo Fernando, o Henrique Cardoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No 1º Fernando com que a Globo ganhou do Lula, o Brasil perdeu. No 2ª Fernando com que a Globo ganhou do Lula, o Brasil parou. E no 3º Fernando com que a Globo ganhou do Lula, o Brasil parou e perdeu ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A praga é dos Fernandos ou da Globo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é preciso retocar, porque parar, na verdade a partir de 98 o país não parou. Para parar, precisaria estar em movimento. Como já vinha quase parando em anteriores governos da Globo e estancou de vez no 2º Fernando, não é que parou. Apenas continuou parado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, perder perdeu muito! Nunca, em nenhum dos tantos governos da Globo, desde lá o início da ditadura militar, o Brasil perdeu tanto! E olha que nos governos da Globo, o Brasil foi das nações que mais perdeu pros especuladores internacionais em todo o planeta. Mas na fase FHC da governança da Globo, o país perdeu até as calças!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é força de expressão, não! Pra fazer ideia é só lembrar que o chanceler (o mais alto representante de uma nação junto às demais) Celso Lafer teve de se submeter à revista no aeroporto internacional de Nova Iorque e o mandaram tirar os sapatos. E tirou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu! Quando um chanceler de um país tem de tirar os sapatos para pisar num aeroporto tão internacional quanto o de Nova Iorque, cidade sede da Organização das Nações Unidas; é porque o país está mais sem dono do que fiofó de bêbado! Depois dessa não tinha mais o que o Brasil perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem não tem mais o que perder, só resta ganhar, não é mesmo? Pois foi só então, em 2002, que Lula ganhou da Globo. E aí o Brasil ganhou o resgate da dignidade e da imagem internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou a ganhar no dia em que o novo Chanceler, o Celso Amorim, bateu o pé e não tirou o sapato. Os americanos ficaram muito brabos e pra se vingar criaram mil empecilhos a todos os brasileiros que passavam por aquele país. Aí não teve dúvida, criou-se empecilho para os cidadãos norte-americanos em nossos aeroportos também. E desde então o Brasil começou a ganhar respeito no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Globo não gostou nada disso! Reclamou, esbravejou, rugiu, runhiu e reuniu a cambada toda e se não vai por bem vai por mal. Tentou derrotar Lula a 4ª vez, com o impeachment pelo mensalão do Roberto Jefferson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula peitou, foram pro braço de ferro. De um lado os Marinho e todas as demais famiglias reunidas num esforço de execução e extermínio (racial, segundo Jorge Bornhausen) de fazer inveja a qualquer Al Capone. Do outro, um pernambucano, ex-pau de arara, ex engraxate, ex torneiro mecânico, ex líder sindical e, enfim, Presidente do Brasil inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois não é que o cabeça chata ganhou? Ganhou gente! A Globo pôs general, pôs sócio em transmissão de imagens de TV, pôs playboy, pôs poliglota; e não conseguiu tirar o Lula, perdendo pela segunda vez!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como essa foi uma derrota extra, não oficial, nem vamos contar. Faz de conta que não teve! Até porque o próprio Roberto Jefferson já confessou pro STF que aquela história de mensalão era tudo mentirinha. E já que o impeachment não deu certo, não tem mais sentido ficar discutindo mentira que o próprio mentiroso desmentiu. Vamos ser humanos, compreensivos e nada de tripudiar da Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclusive porque até ali, à mentira do mensalão, o Brasil também já tinha ganho um monte com o pagamento da dívida externa. Aliás, só o Brasil não, também os netos de todos os brasileiros que, segundo diziam, já nasceriam devendo. Muita gente não queria nem ter filho para evitar ser avô de caloteiro internacional. Hoje, com a derrota da Globo pro Lula, desse risco já não se corre mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, nem por isso o padrão Global mudou e continuou no mesmo estilo, só que ainda assim em 2006 a Globo perdeu pro Lula outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Brasil ganhou aumento de salário, de oportunidades de emprego, vagas em universidades, abertura política, plena liberdade real de expressão, diminuição de injustiça e de miséria. Virou país importante de economia forte. Saiu dos índices das calamidades e descalabros sociais e entrou no meio das lideranças regionais, hemisféricas e até globais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há aí algum exagero, não é meu, mas sim do Conselho de Davos, na Suíça, que é dos mais, se não o mais conceituado do mundo capitalista. Pois foram eles que deram ao Lula o título de Estadista Global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca houve disso nem nunca vi nada igual. Presidente do Brasil quando era chamado no exterior era pra prestar conta de dívidas. Todos os presidentes dos governos da Globo que viajaram para o exterior ou iam pra tomar empréstimo ou pra pedir prorrogação de pagamento. De repente o mundo se bota contra a Globo e chama o Lula pra Doutor Honoris disso, Estadista daquilo, Líder de não sei o quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que isso foi irritando, dando nervoso, deixando o Merval Pereira, o Arnaldo Jabor, as Meninas do Jô, a Miriam Leitão, o Sardemberg, o hipotético Ali Kamel e muitos outros da Globo e demais famiglias numa situação de péssimo hálito. Principalmente depois da 4ª derrota para Lula, ou melhor: 3ª, se tirar a do mensalão desmentido pelo mentiroso, embora ainda mantido pela Globo e demais mentirosos que nem sendo desmentidos trocam de calças. Fiéis escoteiros, continuam preferindo as curtas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sempre alertas e com bolinha de papel e tudo, continuaram perdendo pro Lula em 2010 e o Brasil ganhou a Dilma Rousseff.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém mais consegue dormir sossegado e a expectativa é de que os Marinhos tomem alguma atitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois tomou. Quem assistiu o Jornal Nacional viu que hoje a Globo tomou uma atitude inequívoca! Enfrentou Lula e ganhou mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E bem no dia em que o Lula recebeu uma das mais importantes e raras honrarias do mundo. Pra ter ideia, essa honraria é concedida à mais de um século, mas só 15 personalidades internacionais a mereceram antes do Lula. Não é pouca coisa, e essa a Globo não poderia deixar passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi lá e deu uma nota rápida dizendo que Lula é o primeiro latino americano a receber o título de Doutor Honoris Causa da Sciences Po de Paris. E pronto! Matou o assunto.&lt;br /&gt;Matou o assunto e já chamou pro grande prêmio que a Globo recebeu pela ocupação do Complexo do Alemão. A chamada criou a expectativa pro próximo bloco e o próximo bloco, inteiro, do noticiário da Globo, foi sobre qual notícia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Globo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim! A Globo foi a grande notícia da Globo! Discorreu sobre todos seus prêmios como melhor TV do mundo das TVs, mas no centro da questão de tamanha relevância, a maior obra da Globo nos últimos tempos: a ocupação do Complexo do Alemão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem até hoje pensava que aquela ocupação foi obra do governo do estado do Rio de Janeiro, ou de ação conjunta entre Exército e Polícia com apoio da população do Complexo, hoje viu que não é nada disso. Foi a Globo! A Globo quem ocupou o Complexo do Alemão para vingar a morte de seu primeiro combatente caído nessa guerra. Para vingar o Tim Lopes, a Globo foi lá e fez o que fez e isso de UPP não quer dizer nada, porque o certo mesmo é OG – Organizações Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, se você é um desses que não suporta ver a Globo sair vitoriosa e está mais preocupado com coisas supérfluas, premiozinhos de obá-obá pra promover jogadas de marketing, merchandising, show bussines, coisa e loisa; então deixo aí os agradecimentos do Presidente ao título de Doutro Honoris Causa da tal Sciences Po, mas assim mesmo derrotado no Jornal Nacional de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PressAA&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-4067630904600548288?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/4067630904600548288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=4067630904600548288&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/4067630904600548288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/4067630904600548288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/10/globo-derrota-lula.html' title='GLOBO DERROTA LULA'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-BOzuf9j2ynI/TofZJjEnlgI/AAAAAAAAEfU/ToWRXSdQ_bY/s72-c/Lula_petroleo-300x220.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-3570848724835555531</id><published>2011-09-29T00:00:00.000-07:00</published><updated>2011-09-29T00:00:01.367-07:00</updated><title type='text'>PASSO DE JAMA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dKENIiV36k8/ToOGi_yR4LI/AAAAAAAAEes/LbwIKePoEyA/s1600/DSCF0596.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657513492703469746" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-dKENIiV36k8/ToOGi_yR4LI/AAAAAAAAEes/LbwIKePoEyA/s400/DSCF0596.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(Excerto do livro "Viagem ao Umbigo do Mundo”, publicado em 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Urda Alice Klueger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ZTNRmzqt8E8/ToOGqs29nWI/AAAAAAAAEe0/iEwO0_8biVM/s1600/urda.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 173px; FLOAT: left; HEIGHT: 161px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657513625061793122" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-ZTNRmzqt8E8/ToOGqs29nWI/AAAAAAAAEe0/iEwO0_8biVM/s320/urda.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Acordamos na manhã seguinte um pior que o outro, todos se queixando da terrível noite nas garras dos quase 4.000 metros de altitude, além das boas doses de vinho que não tinha sido economizado da adega suspensa. Eu, que não tomara uma gota de vinho, acordei na manhã seguinte com a cabeça para explodir, com o mais puro mau humor, morta de fome, e ainda por cima não consegui descobrir na pousada abarrotada um lugar onde depois me contaram que havia um fraquíssimo café da manhã. Sentia-me tão mal que nem cogitei de subir na garupa do seu Chico – enfiei-me direto no carro de apoio, e se na véspera estivera cheia de cuidados para com o Lobo Solitário, com medo de que despencasse de algum despenhadeiro ou algo assim, nesse dia era ele quem cuidava de mim – a falta de oxigênio me fazia dormir como que desmaiada no banco duro do Land-Rover, e penso que nem vi nossa partida de Susques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;xxxxxxxxxxxxxxxxx&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manhã do dia 29 de Setembro de 2004 foi bem ruim para todo o mundo. Eu, no carro de apoio, dormia como que desmaiada, e os companheiros motociclistas se ferravam no quase único trecho sem asfalto da estrada inteira, que tinha a extensão de 110 quilômetros.[1] Às oito e meia da manhã atingíamos os 4.600 metros de altitude, e a temperatura era de um grau Centígrado negativo. Houve um momento em que estava todo o mundo literalmente congelando, e todos pararam, e passaram a tentar descongelar suas mãos nos motores aquecidos das motos, mais ou menos em vão. Terezinha estava tão mal que Osmar veio ver se ela não poderia ir por um pouco de tempo no carro de apoio – eu me acordara, e cederia sem problemas o lugar a ela, mas penso que os outros, quando olharam para mim, devem ter se assustado com a minha cara, pois ninguém mais falou em botar a colega geógrafa no carro de apoio. Eu tinha saltado, com as forças que ainda me restavam, e Kako sentou-se por um pouco no banco que eu deixara vazio, com o queixo batendo e as mãos congeladas, apesar de todos estarem usando as mais pesadas roupas de lã por baixo das roupas de couro da Harley-Davidson. Kako estava um caco – arranjei um casaco sobressalente e o cobri naqueles minutos em que estivemos ali parados. Penso que ao menos as mãos dele descongelaram um pouco – sei que não havia o que fazer a não ser seguirmos: não havia abrigo, nem fogueira, nem nada que nos consolasse – ficar ali parado era congelar de vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então seguimos e eu como que desmaiei de novo, e pouco vi da estrada sem asfalto, cheia de pedrinhas soltas e barro pouco compactado, uma quase que assombração para aquelas máquinas poderosas, construídas para outro tipo de estrada. Aqui e ali havia obras que comunicavam que um dia, no futuro, tudo por ali teria asfalto, mas por enquanto era necessário amargar a incompatibilidade da estrada com as Harley, que iam muito devagar, creio que a 30/40 km/h, e que pareciam nunca chegar a lugar algum. Ali já era pleno Deserto do Atacama, mas eu estava tão mal que nem me havia dado conta de tal coisa. Dava-me conta que estávamos nos despedindo da Argentina, e pensava vagamente que aquela longa extensão sem asfalto tinha a sua razão de ser: se logo adiante haveria uma fronteira com o Chile, parecia-me muito lógica aquela estrada ruim: desde criança que acompanhava as muitas broncas entre os dois países na disputa pelo Canal de Beagle, que se situava bem ao sul do continente, e que, por diversas vezes no decorrer da minha vida, tinha feito com que Argentina e Chile andassem em estado de guerra um com o outro. Pensava comigo: “Se um dia eles se pegarem de pau para valer, fica bastante complicado um país invadir o outro, com tal estrada!” Não sei se estava certa com este raciocínio, mas era o que conseguia pensar então e o que ainda fico pensando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos, afinal, à fronteira da Argentina. Estava-se a 4.200 metros, mas agora havia um bom sol que aquecia. Havia a Aduana e mais umas outras poucas construções no meio do nada, quase tudo coisa pequena, quase tudo pequenas casinhas de adobe. Os guardas da fronteira eram muito simpáticos, e eu morria de fome – perguntei a eles se em algum lugar poderia comprar algo para comer. Indicaram-me distante casinha de adobe, onde uma índia tinha um pequeno comércio. Enterrando na areia solta as botas de D. Rose, fui até lá, e consegui bolachas, água e um potinho de doce-de-leite. Depois que comi alguma coisa senti-me melhor, e pude conversar um pouquinho com os simpáticos guardas, que me contaram que ficavam ali naquela distância perdida 30 dias de cada vez, que estavam acostumados àquilo, etc. Na verdade, eu estava com uma pena danada de estar indo embora da Argentina, daquele país de gente tão parecida com a nossa, com a qual eu me identifico tanto! Disse isto aos guardas, e eles demonstraram contentamento, e até quero falar mais um pouquinho no assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou uma brasileira com uma grande paixão pelo Brasil – considero que a melhor parte de uma viagem, por melhor que ela seja, é o momento de chegar de volta ao Brasil. Sempre sinto um grande prazer ao encontrar os americanos dito latinos, e este prazer aumenta quando estou longe, muito longe, principalmente em outros continentes, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrar um americano dito latino é sempre bom demais, não importa muito a sua nacionalidade: mexicanos, guatemaltecos, cubanos, venezuelanos, colombianos, equatorianos, bolivianos, e por aí vai. Encontrar um argentino, no entanto, é encontrar um irmão – ninguém no mundo pensa tão parecido com nosostros, brasileños, quanto os argentinos. Eu acho que um argentino é mais parecido conosco que os próprios portugueses, que falam a mesma língua que nós. Os portugueses, apesar da língua, pensam como europeus. Nós somos americanos, não temos a mesma identidade, a mesma forma de encarar o mundo que os portugueses – mas nossos vizinhos argentinos têm. Não somos iguais, claro – mas somos muito próximos! Aqueles dias de viagem pela Argentina, apesar de ter constatado algumas diferenças das quais ainda não sabia, mais me fez ver as semelhanças – viajar pela Argentina é muito parecido a viajar pelo Brasil: usam-se os mesmos cartões de crédito, as mesmas formas de postos de gasolina, de lanchonetes e restaurantes, tipos parecidos de telefones, de hotéis, enfim, temos muita semelhança mesmo, principalmente quando a gente se dá conta que somos mais ou menos comprados/vendidos pelo Fundo Monetário Internacional, de formas muito parecidas, o que se reflete muito na economia. E se tirarmos o futebol, os dois povos são muito parecidos na comunicação, na simpatia, etc. E se pensarmos mais ainda, vamos ver que somos muito parecidos, inclusive, no futebol – mas isto é outra discussão – melhor nem começa-la aqui, pois ela acirra os ânimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, estava eu com pena de deixar aquele país tão querido, e os guardas da fronteira entenderam e gostaram disso, e como foram amáveis! Eram meninos com carinhas de índios, e tão simpáticos! Como disse atrás, a temperatura subira e eu me sentia melhor – abandonei o carro de apoio, voltei à garupa do seu Chico, e foi assim que deixei a Argentina, lá naquela fronteira que se chama Passo de Jama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Um ano depois, quando os meus companheiros harleyros voltaram a passar ali, tal trecho estava totalmente asfaltado. Era inverno e havia muita neve, e os motociclistas só conseguiram passar pelo Passo de Jama porque era o momento da inauguração de tal asfalto, e poderosas máquinas haviam retirado toda a neve de sobre a estrada, para que ali chegassem sem percalços os presidentes da Argentina e do Chile, para a cerimônia de inauguração. (Nota da autora)&lt;br /&gt;_______________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Urda Alice Klueger&lt;/strong&gt; é escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Urda&lt;/strong&gt; colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC – Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PressAA &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-3570848724835555531?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/3570848724835555531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=3570848724835555531&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/3570848724835555531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/3570848724835555531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/09/passo-de-jama.html' title='PASSO DE JAMA'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-dKENIiV36k8/ToOGi_yR4LI/AAAAAAAAEes/LbwIKePoEyA/s72-c/DSCF0596.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-7795198066290614003</id><published>2011-09-27T12:30:00.000-07:00</published><updated>2011-09-27T12:39:08.851-07:00</updated><title type='text'>Novo Linchamento Judicial nos EEUU</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-hD6vSJxgeFw/ToImQ1q-TLI/AAAAAAAAEec/-fwrD_jxk7c/s1600/Amnesty-troi-davis-junto.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 384px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657126152657849522" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-hD6vSJxgeFw/ToImQ1q-TLI/AAAAAAAAEec/-fwrD_jxk7c/s400/Amnesty-troi-davis-junto.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carlos A. Lungarzo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Anistia Intenacional - USA - N° 9152711&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-nhmJTkIovSY/ToIkpU2arZI/AAAAAAAAEeU/cfAuK2a9dTA/s1600/comp%252520001.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; FLOAT: left; HEIGHT: 182px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657124374320950674" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-nhmJTkIovSY/ToIkpU2arZI/AAAAAAAAEeU/cfAuK2a9dTA/s320/comp%252520001.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Em Jackson, no estado de Georgia, no Sul profundo americano, região chamada de Biblia Belt (cinturão da Bíblia), por causa da superstição e o fanatismo místico, e seu profundo e visceral racismo, um afrodescendente de 42 anos, Troy Anthony Davis (1968-2011) foi executado na madrugada da 5ª feira 22 de setembro, com uma injeção letal, no presídio da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Davis sofreu o sadismo doentio do sistema penal-judicial americano, representado por 20 anos de espera por sua execução, enquanto todas as protestas de milhões de pessoas no planeta, e os sucessivos recursos eram ignorados. Como sempre, o réu é submetido a um último ato de cinismo e crueldade. Em épocas ainda piores que as atuais, os esposos comunistas Julius e Ethel Rosenberg (1953) foram eletrocutados com eletrodos mal grudados, sem o uso do fluído condutor, para que a corrente passasse lentamente, e suas cabeças pegassem fogo quando ainda estavam vivos. Hoje, quando se usa o “humanitário” método da injeção, isso não é possível. Então, os juízes demoraram 4 horas o momento da execução, no intuito de que o prisioneiro se desesperasse. Mas isso não aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De maneira calma e corajosa, Troy esperou a morte, olhando nos olhos dos parentes do policial cujo homicídio se lhe atribui sem nenhuma prova, e apenas com testemunhas que acabaram se retratando (7 de 9). Nada que italianos e brasileiros não conheçam. Com o olhar fixo, Troy disse calmamente que ele era inocente, e foi levado à sala onde se lhe aplicou a injeção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os aparatos policiais e militares, especialmente em países violentos, procuram apenas vingança, os “espetadores” que assistiram o morboso espetáculo devem ter pensado que não importava se Troy era culpável ou não. Ele pagaria pelo verdadeiro assassino. Veja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Troy foi defendido durante anos por Anistia Internacional, e celebridades do mundo todo, incluindo o ex-presidente Carter e o Papa Bento 16, pediram seu indulto. No Brasil, o caso passou despercebido. A continuação, transcrevo o comunicado da Anistia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comunicado Anistia Internacional&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Segue o texto oficial da Anistia Internacional, que reproduz integramente o documento original de nossa organização. Por falta de tempo, tenho usado a tradução do jornal Expresso, de Portugal, que parece correta. Os grifos e os textos entre [] são meus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Início do Texto&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''&lt;br /&gt;EUA executaram Troy Davis&lt;br /&gt;Amnistia Internacional&lt;br /&gt;15:33 Quinta feira, 22 de setembro de 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Amnistia Internacional condenou a decisão das autoridades do Estado da Geórgia de executarem o prisioneiro no corredor da morte, Troy Davis.&lt;br /&gt;Troy Davis, de 42 anos, que se encontrava no corredor da morte desde 1991, foi executado por injeção letal na prisão do Estado da Geórgia em Jackson, no dia 21 de Setembro, apesar das sérias dúvidas em torno da sua condenação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo dia, o Irão enforcou publicamente um jovem de 17 anos condenado pelo homicídio de um popular atleta, apesar das proibições internacionais sobre a execução de adolescentes, enquanto a China executou um paquistanês condenado por tráfico de drogas apesar dos crimes de droga não se incluírem nos crimes "mais graves" do direito internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Este é um dia triste para os direitos humanos em todo o mundo. Ao executarem estes indivíduos, estes países estão a mover-se contra a corrente global da abolição da pena de morte", afirmou Guadalupe Marengo, Vice-diretor da Amnistia Internacional para a América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os países que mantêm a pena de morte defendem muitas vezes a sua posição reivindicando que o uso que fazem da pena de morte é consistente com a legislação de direitos humanos internacional. As suas ações no dia 21 de Setembro contradizem flagrantemente estas reivindicações", afirmou a Vice-diretora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ativistas da Amnistia Internacional fizeram uma extensa campanha contra a pena de morte. Nos últimos dias, foram enviadas, às autoridades da Geórgia, quase um milhão de assinaturas em nome de Troy Davis, apelando para comutarem a sua sentença de morte. Foram realizadas vigias e eventos em aproximadamente 300 locais por todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Troy Davis foi condenado à morte em 1991, pelo homicídio do polícia Mark Allen Macphail em Savannah, no estado da Geórgia. O caso contra Troy Davis baseou-se principalmente em declarações de testemunhas. Desde o seu julgamento em 1991, sete das nove testemunhas chave retiraram ou alteraram o seu testemunho, algumas alegando coerção policial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O adolescente iraniano Alireza Molla-Soltani foi enforcado na manhã de 21 de Setembro diante de uma multidão na cidade de Karaj. Foi condenado à morte no mês anterior por apunhalar Ruhollah Dadashi, um popular atleta, durante uma disputa na sequência de um acidente de viação a 17 de Julho. O jovem de 17 anos disse que entrou em pânico e apunhalou Ruhollah Dadashi em legítima defesa depois do atleta o atacar num local escuro, de acordo com os relatos dos media locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zahid Husain Shah, detido em 2008 por tráfico de drogas, foi executado na China por injeção letal no dia 21 de Setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo dia, Lawrence Brewer foi também executado em Huntsville, no Texas. Foi condenado à morte pelo seu papel no homicídio de James Byrd Jr., em Junho de 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Amnistia Internacional opõe-se à pena de morte em todos os casos, sem exceção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A pena de morte é um sintoma de uma cultura de violência e não uma solução", acrescentou Guadalupe Marengo. "Devemos manter a esperança e as execuções angustiantes levadas a cabo no dia 21 de Setembro devem levar os membros da Amnistia Internacional e outros ativistas a quererem continuarem a luta contra a pena de morte".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além dos EUA, da China e do Irão, a campanha da Amnistia Internacional para a abolição da pena de morte foca-se na Bielorrússia.&lt;br /&gt;A Amnistia Internacional está a trabalhar com o Centro de Direitos Humanos Viasna, uma Organização Não Governamental, na Bielorrússia [no Brasil conhecida por seu nome em inglês, Belarus], apelando ao Presidente Lukashenko para suspender imediatamente as execuções e comutar as sentenças de todos os indivíduos que se encontram no corredor da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[NOTA minha: Para acessar o site de Viasna, na Belarus, clique no nome desta ONG. O texto está em inglês.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que o país declarou a independência em 1991, estima-se que 400 pessoas tenham sido executadas na Bielorrússia. Depois de um ano sem execuções, as autoridades bielorrussas executaram dois homens em 2010 e condenaram três pessoas à morte e outros dois homens foram alegadamente executados entre 14 e 19 de Julho de 2011, apesar de não ter havido confirmação oficial das suas mortes. A Bielorrússia é o ultimo país na Europa e na antiga União Soviética que ainda realiza execuções.&lt;br /&gt;'''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Final do Texto&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As nove testemunhas disseram inicialmente que tinham visto Troy atirando no policial, mas, vários anos depois, quando a causa foi julgada em segunda instância, sete deles reconheceram que tinham sido ameaçados e extorquidos pela polícia para declarar contra Davis. Para que o julgamento parecesse normal, o juiz e o promotor escolheram mais de metade de jurados negros, mas estes confessaram depois que, por causa da perseguição racial no Sul americano, e a situação indefensa de afroamericanos pobres, eles votaram pela condenação pois se sentiam incapazes de suportar as ameaças do promotor e dos juízes contra os membros de suas famílias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Diretos Humanos nos EEUU&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando se criou o estado americano, composto pelas colônias originais, os “pais da pátria” deixaram claro tanto em seus discursos individuais como na Declaração da Independência, que a nova nação estaria regida por princípios básicos: a crença em Deus (um lema que aparece nas notas de dólar), a supremacia da propriedade privada ilimitada sobre qualquer outro direito, e o privilégio de submeter pelas armas quaisquer outros povos ou etnias. Isto teve sua versão mais explícita na teoria do Destino Manifesto, de 1985, que justificava a agressão americana em qualquer lugar que fosse acessível a suas tropas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa visão totalitária planejada no momento mesmo da criação do estado não possui equivalentes. Outros estados notoriamente racistas, como a África do Sul do apartheid, e o Estado de Israel, desenvolveram seu racismo na medida em que avançavam seus projetos de agressão contra etnias maioritárias (negras e árabes, respectivamente), mas o projeto racista não foi formulado de maneira explícita na fundação desses países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, a força econômica e militar dos EEUU tem tornado muito difícil a luta contra a violação dos direitos humanos básicos. A formação de grandes grupos sociais fundamentalistas, a exaltação do colonialismo e do racismo, e a poderosa propaganda de ódio da mídia, mantiveram como únicos direitos humanos o porte de armas e a livre expressão. Embora o segundo seja um direito legítimo, ele foi pensado para combinar os interesses dos magnatas da mídia. Aliás, toda norma jurídica, sem exceção, pode ser violada, como mostra o caso dos prisioneiros de Guantánamo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto certos países são estigmatizados por seu terrorismo de estado e a comissão de horríveis genocídios, como Ruanda e Sudão, os EEUU são vistos com normalidade por grande parte da população mundial que não sofreu suas invasões, pois, afinal, são brancos, cristãos e ricos. Além disso, centos de milhões de pessoas possuem negócios, nexos acadêmicos e técnicos e outros tipos de parceria como os americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A citação de Anistia Internacional do terrível crime contra Troy está acompanhada de relatos sobre execuções no Irão, na China e na Belarus, e outro de um americano. Isto não é por acaso. Os EEUU estão no terceiro lugar de terrorismo de estado “legalizado” no planeta. Embora seu exercício da morte e a tortura sejam menores que em alguns países de Ásia e América do Sul, a impunidade que significa criar leis para cometer esses atos coloca grande parte do planeta em risco de sofrer genocídios derivados das invasões americanas e, consequentemente, tortura, como em Abu Ghraib, e execuções, como as que se praticam quase continuamente nos estados do Sul e em alguns outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para algumas sociedades sul-americanas, mergulhadas em problemas só nacionais, a morte de Troy Anthony Davis nem foi percebida. Entretanto, nos países mais organizados do mundo, o fato provocou uma onda de terror e repúdio. Milhares de pessoas se estão organizando contra a pena de morte em todo o planeta. Convém lembrar que o Brasil não tem pena de morte para civis desde a ditadura, mas nunca foi derrogada a infame e paleolítica lei que permite aplicar a pena de morte em caso de Guerra. Talvez, Brasil nunca mais entre em nenhuma guerra, mas, mesmo assim, este privilégio dos militares para decidir sobre as vidas humanas em nome da guerra, é uma mácula terrível para um país que pretende ser civilizado. A Argentina, apesar de sua proclamada política de Direitos Humanos, somente derrogou a pena de morte em caso de Guerra há dois ou três anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto deve nos fazer refletir sobre a barbárie que ainda vivemos, e começou a ser lentamente combatida desde 1945. O que falta é muito mais do que já se fez. O mais importante é que ONU produza uma convenção contra a Pena de Morte, assim como existe uma convenção contra a tortura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carlos Alberto Lungarzo&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;foi professor titular da UNICAMP até aposentadoria e milita em Anistia Internacional (AI) desde há muitos anos. Fez parte de AI do México, da Argentina e do Brasil, até que esta seção foi desativada. Atualmente é membro da seção dos Estados Unidos (AIUSA). Sua nova matrícula na Organização é de número 2152711.&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos A. Lungarzo colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para se comunicar com o autor, escrever a &lt;a href="mailto:carlos.lungarzo@gmail.com"&gt;carlos.lungarzo@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC – Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PressAA&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-7795198066290614003?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/7795198066290614003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=7795198066290614003&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/7795198066290614003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/7795198066290614003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/09/novo-linchamento-judicial-nos-eeuu.html' title='Novo Linchamento Judicial nos EEUU'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-hD6vSJxgeFw/ToImQ1q-TLI/AAAAAAAAEec/-fwrD_jxk7c/s72-c/Amnesty-troi-davis-junto.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-4048328643802309954</id><published>2011-09-25T00:00:00.000-07:00</published><updated>2011-09-25T00:00:01.838-07:00</updated><title type='text'>Desconto de 69% + 30% = 1% de orgasmo</title><content type='html'>.&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-1VKMFnq6eH0/Tn45HAS-RoI/AAAAAAAAEeM/4Kq8CTSx0iA/s1600/1271256686_52118824_1-Fotos-de--TeCNICA-PARA-OBTER-DESCONTOS-INCRiVEIS-DE-MAIS-DE-50-EM-MUITOS-PRODUTOS-NOVOS-1271256686.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5656020974525367938" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-1VKMFnq6eH0/Tn45HAS-RoI/AAAAAAAAEeM/4Kq8CTSx0iA/s400/1271256686_52118824_1-Fotos-de--TeCNICA-PARA-OBTER-DESCONTOS-INCRiVEIS-DE-MAIS-DE-50-EM-MUITOS-PRODUTOS-NOVOS-1271256686.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Rosa Pena&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XxIAi40cC4g/Tn42zejz-6I/AAAAAAAAEd8/bAsKX-d3r4A/s1600/Buenos%2BAires.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 180px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5656018440028421026" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-XxIAi40cC4g/Tn42zejz-6I/AAAAAAAAEd8/bAsKX-d3r4A/s200/Buenos%2BAires.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;D&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;epile seu sovaco com um desconto de 90% e ainda ganhe mechas californianas à Lulu Santos. Tudo isso por $ 29,90 no Trauma's Coiffeur. Sessenta e quatro mil pessoas já compraram, faltam apenas cinco mil para ativar essa promoção 69. Salão bem equipado com dois secadores! Compre na suruba.com.br. Tá esperando o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenção enxame: Coloração, luzes e must wonderful care no salão Beleza Redentor (vai ser crucificada) de 2.280 reais, por 30 reais, mais uma escova london ou holandesa ou tailandesa ou polonesa ou africana ou chilena ou francesinha (acho que isso é na unha) ou libanesa ou indiana ou russa (essa é corrente pra tirar o barrigão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso no "abelhasacana.com. br". Faltam apenas três mil e quarenta pessoas para ativar. Tá esperando o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Operar com ofertas sempre acima dos 50% (chegam a 90%) nas mais diversas áreas de serviços, (predominam as que usam a vaidade como chamariz), gastronomia, lazer, diversão, turismo, começou como trabalho de observação e pesquisa para esquentar o comércio nos EUA. Nessa busca foi percebido um hábito chinês. Lá, consumidores forçavam o desconto de determinados produtos pela presença em massa à porta das lojas, obrigando os lojistas a diminuírem o valor. Na busca de formas para legitimar esta pressão do consumidor, nasceu o conceito de compras coletivas, que permite um benefício comum aos compradores, um ganho imediato para o intermediário e os fornecedores lucram na quantidade de vendas e, principalmente, na divulgação em grande escala de seu estabelecimento, produtos e afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa prática ganhou espaço nos EUA em 1990, mas em dois anos fracassou, voltando a ressurgir entre 2000 e 2002, aí já contando com a Internet e suas redes sociais, fundamentais para o sucesso dessa venda “no escuro”. É uma área para a qual ainda é precoce determinar "como um bom ou um mau negócio" tanto para a empresa como para o consumidor. Por enquanto o intermediário está levando. Sempre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de compras virtuais depende das parcerias que obviamente deveriam seguir a risca a propaganda levada ao público. Ah! Não é bem isso que vem acontecendo por aqui. A pessoa física paga antes por um serviço e em inúmeras vezes sequer consegue falar com o vendedor, que dirá usufruir da forma prometida por aquilo que já pagou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A satisfação do comprador sempre é o que menos importa no Brasil, o que acaba comprometendo a visão otimista de um crescimento como em Hong Kong, (gera lucros exorbitantes). Lá o prestador de serviços é obrigado a oferecer exatamente aquilo que foi anunciado ou é multado e, por vezes, perde definitivamente o benefício das vendas em grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que dó! Aqui, como sempre, não existe a máxima dessa proposta: Fidelizar um público e conseguir o óbvio que é gerar receita pelo aumento de volume, divulgar um produto ou serviço, pois permite ao consumidor experimentar a um custo reduzido e, se gostar, voltar, espalhar entre amigos, incorporar aos seus hábitos ainda que por preços maiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso nos lucros e nos prejuízos que tive ao fazer compras coletivas. Precisava consumir para saber do funcionamento. Sou extremamente ativa e curiosa, navego demais na internet e não há como passar impune diante de tantas ofertas então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz uma viagem fantástica no verão por um preço reduzido. Meus cabelos estão totalmente quebrados depois de uma hidratação prometida com um dos melhores produtos do mundo e feita numa caneca sem rótulo. Jantei (muito bem) num restaurante em Laranjeiras assistindo a um grupo excelente de blues, mas fiquei horas numa fila para almoçar uma feijoada no Leblon. As massagens estéticas corporais que prometiam redução de medidas levaram meu dinheiro e deixaram as minhas gordurinhas no mesmo lugar, apenas machucadas. A academia de natação não tem um horário satisfatório e o cupom já vai vencer, a limpeza de pele durou menos de dez minutos, mas meu Fotolivro ficou lindo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lastimável não ter como, nem com quem reclamar, pois ninguém quer resolver nada. Só faturar. Mais lastimável ainda é que entre lucros e prejuízos nasceu a dúvida, o temor e o desânimo de pagar pra ver. É preferível eu continuar comprando meus sapatos do tamanho exato do meu pé e para dar certo tenho que calçá-los antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai que, de repente, viro sapatão por conta de alguma phodacoletiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rosa Pena&lt;/strong&gt; (Rio de Janeiro-RJ). &lt;em&gt;Professora e administradora de empresas. Especialista em recursos audiovisuais e artes cênicas. Trabalhou na Divisão de Multimeios da Educação na Secretaria de Educação e Cultura do Rio de Janeiro, com projetos ligados a cinema, teatro, música e literatura. Compulsiva para ler e escrever, considera a Internet a grande biblioteca contemporânea. Tem livros virtuais publicados e quatro livros editados no papel: Com licença da palavra, antologia do grupo Pax Poesis Encantada (2003), PreTextos, seu primeiro livro solo, onde reúne crônicas e contos de sua autoria (2004), na sequência UI! (2007) e Tarja Branca (2010). Mais em seu site&lt;/em&gt;:&lt;a href="http://www.rosapena.com/"&gt;http://www.rosapena.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rosa colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PressAA&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-4048328643802309954?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/4048328643802309954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=4048328643802309954&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/4048328643802309954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/4048328643802309954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/09/desconto-de-69-30-1-de-orgasmo.html' title='Desconto de 69% + 30% = 1% de orgasmo'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-1VKMFnq6eH0/Tn45HAS-RoI/AAAAAAAAEeM/4Kq8CTSx0iA/s72-c/1271256686_52118824_1-Fotos-de--TeCNICA-PARA-OBTER-DESCONTOS-INCRiVEIS-DE-MAIS-DE-50-EM-MUITOS-PRODUTOS-NOVOS-1271256686.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-3748704321200056517</id><published>2011-09-23T11:54:00.000-07:00</published><updated>2011-09-23T12:08:59.416-07:00</updated><title type='text'>Como seria um "apartheid nordestino"?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-k1i4RIvykJU/TnzYnmKLjWI/AAAAAAAAEdk/j4_MWu1pzBI/s1600/daviid_%2526_golias_cartoon.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 291px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655633406840245602" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-k1i4RIvykJU/TnzYnmKLjWI/AAAAAAAAEdk/j4_MWu1pzBI/s400/daviid_%2526_golias_cartoon.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Título original: “E se Golias Viesse?” (revisado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Fernando Soares Campos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mboYW5jXaZ0/TnzWlkLw9NI/AAAAAAAAEdc/4kzAxt4wvAQ/s1600/fernando%2Bfoto02.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 230px; FLOAT: left; HEIGHT: 172px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655631172927026386" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-mboYW5jXaZ0/TnzWlkLw9NI/AAAAAAAAEdc/4kzAxt4wvAQ/s320/fernando%2Bfoto02.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Li no site do Observatório da Imprensa nota intitulada "Hamas usa sósia de Mickey em campanha contra Israel ". Militantes do Hamas estariam usando uma réplica do ratinho símbolo da Walt Disney Company "para divulgar mensagens da dominação islâmica (sic) e da resistência armada para o público infantil em um programa da emissora de TV al-Aqsa chamado Pioneiros do Amanhã ". A imitação do Mickey se chama Farfour.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este foi o trecho da matéria que mais chamou a minha atenção:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O programa conta também com a participação de crianças, cantando hinos sobre a luta contra Israel – que há muito tempo vem reclamando que os canais palestinos incitam ódio ao povo israelense. David Baker, porta-voz do primeiro-ministro israelense Ehud Olmert, afirmou que `não há nada cômico sobre ensinar novas gerações de palestinos a odiar israelenses´. Mark Regev, porta-voz do ministério do Exterior, acusou os palestinos de não assumir o compromisso de parar de incitar ódio contra Israel. `As crianças aprendem que matar judeus é algo bom´, diz."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A contrapartida&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em 2006 foram amplamente divulgadas na internet fotos de crianças israelenses escrevendo mensagens nos mísseis que seriam lançados contra as posições palestinas no Líbano. Crianças e adolescentes, usando batom e lápis de desenho, aparentemente descontraídas, escreviam mensagens nos petardos e conversavam com os soldados. Ao lado, seus pais acompanhavam a visita ao front, provavelmente orgulhosos de verem seus filhos se instruindo na arte da matar, indiferentes à dor que possam causar.&lt;br /&gt;Baseado naquelas fotos, acredito que qualquer porta-voz do Hamas poderia dizer que ali "as crianças aprendem que matar palestinos é algo bom". Pelo visto, crianças de ambos os lados são vítimas dos senhores do ódio e da intolerância, da ganância e da prepotência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A globalização do medo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o conflito no Oriente Médio é tratado pela grande imprensa brasileira apenas através das notícias frias, relatando as atrocidades, porém geralmente transformando vítimas em culpados. Nota-se que os intelectuais e mesmo artistas, escritores e figuras notórias em geral evitam abordar o assunto em artigos de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2003, para editar um documentário que estava produzindo para exibição no 3º Fórum Social Mundial, o cineasta-publicitário Kais Ismail solicitou apoio de uma universidade da Grande Porto Alegre, a qual lhe cedeu as instalações e equipamentos de uma ilha de edição. O documentário se intitularia "Palestina em lágrimas". Ao término do trabalho, Kais pediu autorização da universidade para inserir no vídeo um agradecimento à direção da instituição; esta, no entanto, respondeu que colaboraria, mas negou-se a aparecer como colaboradora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2004, Mohamad, brasileiro-palestino, 22 anos, primo-irmão do Kais Ismail, foi assassinado na Palestina com 30 tiros de M-16 (metralhadora americana), disparadas por sionistas estrangeiros que obedecem às ordens dos comandantes israelenses. Mohamad foi agredido de tal forma que o seu braço esquerdo foi decepado a tiros. Kais foi entrevistado por uma emissora de televisão brasileira. A primeira pergunta do entrevistador foi: "O seu primo era terrorista?", ao que o entrevistado respondeu: "O meu primo, certamente, não era um garoto que corria a varrer as ruas para que os tanques de guerra passassem e arrasassem tudo, pelo contrário, o que ele fazia, era tentar barrar estes tanques e defender sua família, desde criança, atirando pedras."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O publicitário Kais ainda nos informa: "No último programa do Fantástico (Rede Globo) do mês de novembro de 2004, foi exibida uma matéria que, como num passe de mágica, fez com que toda a imprensa não tocasse mais no assunto e curiosamente procurei agora, há pouco, no site do Fantástico a matéria do dia 28.11.2004 e não encontrei nada". Sumiu! Escafedeu-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Já imaginou uma "Faixa do Piauí"?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Aqui neste Brasil de todo mundo, a maior miscigenação do Planeta, a gente fica indignado com o que fazem com as populações pobres, que, nos grandes centros urbanos, são empurradas para os morros e alagados, onde se aglomeram em favelas que não oferecem as mínimas condições de habitabilidade. São ambientes insalubres, onde falta de tudo: segurança pública, escolas, postos de saúde, áreas de lazer e até mesmo acesso independente às residências. Também acompanhamos as marchas dos sem-terra, forçando a barra para ocupar latifúndios improdutivos, apesar de formados por terras férteis, com muita água e estradas para o escoamento das produções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já ouvi muita gente do povo perguntando sobre a guerra no Oriente Médio, pessoas que dizem não entender como é que se briga tanto por uma terra que, em grande parte, não passa de desertos aparentemente inóspitos. O nosso povo é assim mesmo, está acostumado a "ver" a fartura de terras produtivas em nosso país, mesmo que verdadeiramente concentrada nas mãos de poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que o nosso movimento dos sem-terra e sem-teto não é formado por poderosos fascistas apoiados pelo poder global dos EUA e UE. Imaginemos que esse poder resolvesse fundar em terras brasileiras um estado para algum dos seus povos protegidos. Então, baseados na Carta de Pero Vaz de Caminha, ou mesmo no Tratado de Tordesilhas, reivindicasse, por exemplo, o Nordeste Brasileiro para fazer tal assentamento e fundação do novo estado. A primeira providência, creio, seria criar a "Faixa do Piauí", onde seria concentrado o povo autóctone, romeiro do Padre Cícero e devoto de Frei Damião. Duvidam que isso possa um dia vir a acontecer?! Pois não duvidem! Lá na Palestina tem um povo encurralado vivendo nessas condições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como seria o "apartheid nordestino"?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá no Oriente Médio a cidade de Belém, sede da Natividade, é hoje uma cidade sitiada e, a mau exemplo da fronteira dos EUA com o México, cercada de muros de oito metros de altura. Aqui, eles cercariam a cidade de Juazeiro do Norte, a "meca nordestina", onde os romeiros reverenciam o Padim Ciço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Israel instituiu quatro tipos de carteiras de identidade para palestinos: os de Ghazaa não podem sair da Faixa, os da Cisjordânia não podem vir a Jerusalém, os de Israel não podem entrar nos Territórios Palestinos Ocupados e os do Vale do Jordão também não podem sair dessa área para visitar as demais regiões. Nesse caso, o apartheid nordestino seria mais ou menos nos seguintes moldes: cabeça-chata do Sertão não poderia visitar o Agreste nem a Zona da Mata, exceto na época do corte de cana; empregados domésticos em Recife, para se dirigirem ao trabalho, seriam obrigados a usar os velhos túneis que os holandeses construíram durante a ocupação, no século XVII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para manter o terror, caças F-16 Fighting Falcon, toda noite, sobrevoariam a "Faixa do Piauí", roncando suas turbinas, lembrando o desfile de tanques do tipo Merkava Mk 3 durante o dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quero que todos saibam que nós, nordestinos, somos muito bons no uso de estilingue. E pedra é o que não falta lá no Piauí. Além disso, religioso como nosso povo é, tá assim de Davi no Nordeste!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo sim, pelo não, estão avisados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PressAA&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-3748704321200056517?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/3748704321200056517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=3748704321200056517&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/3748704321200056517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/3748704321200056517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/09/como-seria-um-apartheid-nordestino.html' title='Como seria um &quot;apartheid nordestino&quot;?'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-k1i4RIvykJU/TnzYnmKLjWI/AAAAAAAAEdk/j4_MWu1pzBI/s72-c/daviid_%2526_golias_cartoon.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-4682610705340558639</id><published>2011-09-22T00:00:00.000-07:00</published><updated>2011-09-22T00:00:01.063-07:00</updated><title type='text'>FALANDO FRANCAMENTE</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-KJ_K1sidgic/TnpjW0p2dVI/AAAAAAAAEdU/bDtQ9ijlbNc/s1600/imagesCANT0LYL.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 182px; DISPLAY: block; HEIGHT: 276px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654941525859530066" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-KJ_K1sidgic/TnpjW0p2dVI/AAAAAAAAEdU/bDtQ9ijlbNc/s400/imagesCANT0LYL.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Francisco Miguel de Moura*&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-gttpatrwyus/Tnpi0nl33oI/AAAAAAAAEdE/OdcppQdt3Ws/s1600/Chico%2BMiguel%2B-%2Bde%2Bcabelo%2Bpingado.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654940938237632130" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-gttpatrwyus/Tnpi0nl33oI/AAAAAAAAEdE/OdcppQdt3Ws/s320/Chico%2BMiguel%2B-%2Bde%2Bcabelo%2Bpingado.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Numa ocasião como esta, a tentação é falar de si próprio. Mas seria impertinente falar sobre mim, quando minha apresentadora, Profª Teresinha Queiroz, já disse tudo e de forma muito clara e generosa. Resta-me, portanto, agradecer, e falar sobre a criatura – minha obra – e não sobre o criador. Lembro sempre do que disse Confúcio: – “Não se deve a todo momento ficar falando de si, por dois motivos: é que, se falamos de bem, ninguém vai acreditar, e se falamos de mal, todos acreditarão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrando no assunto que quero desenvolver, de imediato me vem à lembrança certo dia dos anos 1980, morando em Salvador, quando entrei numa livraria e comecei a olhar os livros, atividade para mim muito prazerosa, mesmo que nada possa ler além do título, autor e orelhas, e mesmo que nada possa comprar daquela vez. E, por simples coincidência, li na lombada de uma pequena brochura, o seguinte título O Menino Perdido, de autor americano, já falecido há muito tempo. Comprei o compêndio, li todos os contos e gostei, mas, por algum mecanismo obscuro da mente, não guardei nem o livro nem o nome do autor. Foi o meu espanto. Senti-me roubado, pois já me fixara naquele título para escrever algo que fosse memória da minha meninice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me também de outro dia, já no começo dos anos 1990, em Luís Correia, depois de um banho na praia de Amarração. Sentindo já o começo de uma intransigente crise de depressão, comecei a reler pedaços de contos, crônicas, capítulos. Saudade e angústia. Vontade de fazer algo distinto do que já havia lido sobre a infância. Era isto que sentia. E começava a refazer alguns bosquejos miúdos, num caderninho escolar, e a partir dali ressurgia o nome de O Menino Perdido como título não definitivo. Começada a escrita, vieram as indecisões. Não encontrara um novo título e isto me contrariava. Era impossível abrigar minha matéria sob esse título e depois publicá-la. Eu já havia escrito uma crônica com o título de Um Menino Perdido, que logo desejaria publicada num livro de crônicas, o que de fato aconteceu em 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos questionamentos foram feitos mentalmente e permaneceram em ebulição na minha cabeça. Era muita a matéria a escrever, e não queria um livro grande, no fundo eu desejava um grande livro. Também nem pensar em fazer coisa parecida com O. G. Rego de Carvalho, em Ulisses entre o Amor e Morte. Não tinha como. Eu sou realmente discípulo de O. G. Rego de Carvalho e muito me orgulho disto. Ele é um dos maiores amigos que fiz na minha vida, em Teresina, só não maior do que o Hardi Filho, poeta dos melhores do Piauí, pessoa com quem primeiro me encontrei em Teresina e, juntamente com Herculano Moraes, fundamos o movimento literário O CLIP – Círculo Literário Piauiense. Com O. G. Rego de Carvalho foi diferente: antes de encontrar-me com ele, como colega do Banco do Brasil, já havia lido Ulisses entre o Amor e a Morte. Foi outro espanto na minha vida. Espanto que se repetiu em Somos Todos Inocentes e em Rio Subterrâneo. Que obras incomparáveis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quantos escritores, que vieram antes dele e de mim, escreveram a infância (ou sobre a infância)? Lembro-me de alguns: José Lins do Rego, com seu O Menino de Engenho; Graciliano Ramos com o seu livro Infância; Joaquim Nabuco, com o espetacular Minha Formação. Os clássicos russos Dostoiévski e Leon Tolstói fizeram livros sobre sua infância e adolescência, excelentes obras cujos nomes não me vêm à memória. Os clássicos modernos mais à vista seriam O Pequeno Príncipe, de Antoine de Exupéry, e O Menino do Dedo Verde, de Maurice Druon. A enumeração seria enorme e tomaria muito tempo. Não falemos das historinhas da vida comum e das fábulas antigas renovadas que tanto têm sido escritas e publicadas como meio de ganha-pão de escritores desempregados e de editores sem imaginação senão a do vil metal. Claro que o genial Monteiro Lobato não entraria nessa última classificação, antes merece ser o primeiro da boa lista, com Memórias de Emília e Caçadas de Pedrinho, para referir apenas duas da sua numerosa produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, eu jamais escreveria uma história ou um conto com o fim único de ganhar dinheiro. Ganhar dinheiro é bom, mas vender a consciência é horrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei mais de 20 anos a elaborar O Menino quase Perdido. Finalmente, sem matar completamente o nome primitivo, encontrara o novo título: com uma palavrinha apenas ganhei originalidade. Daí então passaram a ser pensadas, com mais gosto, as formas de escrever e a escolha do conteúdo de cada uma das suas partes. Ele, O Menino... não é um conto grande, não é somente feito de contos encadeados, não é de crônicas, não é um romance. E é tudo isto. Ou quase tudo. A matéria eu já possuía até demais, não que minha infância tenha sido tão rica, mas foram minha infância, minha família, minha terra, minha vida que me inspiraram para escrever esta obra. Original na forma, dentro do poder de minha inventiva. Escolhendo como escrever e o que escrever. E o que publicar e o que deixar de publicar. Muitas páginas foram rasgadas. O livro é não somente real como pode ser ficção, imaginação de homem adulto sobre o que e como sentia o menino, naquele tempo. Um transporte enorme no tempo, no espaço e nas emoções. Assim se casaram o distanciamento e a intimidade. Quase todos os personagens são parentes: pai, mãe, avós, tios, irmãs, primos, amigos, amigas e namoradas – algumas inventadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é preciso que diga: - este livro é da minha mãe, principalmente. Quem não gosta de mãe certamente não vai gostar dele. Assim como para Saramago a pessoa mais sábia que ele conheceu, quando menino, foi o avô, para mim, foi minha mãe, até os 8 anos. Fui educado para emoções duradouras e positivas. Daí por diante, juntar-se-ia a influência de meu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com relação a sua composição, repito: - Foi todo escrito e reescrito muitas vezes. Não digo que esteja perfeito. Não há perfeição, na espécie humana nem sei se em outras. A perfeição é apenas um ideal a perseguir. E é isto que os bons escritores fazem, por si, para si e pela humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que estou sendo capaz de dizer pouco sobre a matéria de O Menino quase Perdido, mas o suficiente para saber-se que não se trata de biografia, muito menos de minha biografia. Minha biografia são meus livros, não sou cientista nem personagem da mídia, não sou político para quem tudo o que faz precisa ser dito e mostrado, e mentido e enganado. Sou um homem simples e ao mesmo tempo vaidoso do que faço, do que penso e do que recuso. Se em O Menino quase Perdido isto for achado, então o escritor, o personagem onisciente não pôde ser totalmente isento de imprimir sua marca. Eis minha luta pela originalidade e pela diferença em minha escrita, assim como sou diferente em pessoa, sabendo como o filósofo Schopenhauer, que “o estilo é a fisionomia do espírito” e não da cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para confirmar minhas palavras, é pertinente que cite, mais uma vez Arthur Schopenhauer (1788 – 1860), filósofo dos anos selvagens da filosofia” e autor de “O Mundo como Vontade e Representação”. Escreveu ele: 1º) “Um livro nunca pode ser mais do que a impressão dos pensamentos do autor”; 2º) “Para estabelecer uma avaliação provisória sobre o valor da produção intelectual de um escritor não é necessário saber exatamente sobre o que ou o que ele pensou, pois para tanto seria necessária a leitura de todas as suas obras. A princípio basta saber como ele pensou”.&lt;br /&gt;Pensei “O Menino quase Perdido” como uma obra original sobre a infância, no estilo e na construção, quando qualquer menino é rei, ficando distante o autor onisciente, muito distante do que sentia e sente “o menino”, no íntimo - ambos realmente tornados personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Auguro, pois, que O Menino... seja lido como verdade mista, real e ficcional, coleção de contos, de crônicas, ou mesmo romance, para os leitores mais liberais. Editorialmente é um memorial, assim ficou classificado e registrado. E que cada leitor encontre seu menino de forma diferente, da forma que o próprio leitor foi em criança. Se assim acontecer estarei pago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizando, repito com o vulgo que “de bons propósitos, o inferno está cheio”. Sim, porque me traí e traí a todos, dizendo, no início, que não iria falar de mim mesmo, porém da obra. Acontece que a obra é o homem. Eu sou a minha obra, jamais um se desligará do outro. Se isto acontecer, ambos são falsos ou hipócritas e é isto que eu não quis nem quero ser.&lt;br /&gt;_____________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*Francisco Miguel de Moura&lt;/strong&gt; em depoimento lido no lançamento de “O Menino quase Perdido”, na APL – Academia Piauiense de Letras”, em 17-9-2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto enviado pelo autor a título de colaboração para com esta Agência Assaz Atroz&lt;br /&gt;______________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC – Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PressAA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-4682610705340558639?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/4682610705340558639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=4682610705340558639&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/4682610705340558639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/4682610705340558639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/09/falando-francamente.html' title='FALANDO FRANCAMENTE'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-KJ_K1sidgic/TnpjW0p2dVI/AAAAAAAAEdU/bDtQ9ijlbNc/s72-c/imagesCANT0LYL.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-6071291431762867114</id><published>2011-09-21T11:56:00.000-07:00</published><updated>2011-09-21T11:57:15.398-07:00</updated><title type='text'>Vinte perguntas [e respostas] sobre a Corte de Haia</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-znCKm6Pyny4/TnowP7eZ2mI/AAAAAAAABd0/ZdUZbish67s/s1600/untitlednmjui.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; DISPLAY: block; HEIGHT: 180px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654885332338465378" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-znCKm6Pyny4/TnowP7eZ2mI/AAAAAAAABd0/ZdUZbish67s/s400/untitlednmjui.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carlos A. Lungarzo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-eyr9vkd5FA0/TnosCoCRd5I/AAAAAAAABds/sWtO0NJIVHk/s1600/comp%252520001.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; FLOAT: left; HEIGHT: 182px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654880705735391122" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-eyr9vkd5FA0/TnosCoCRd5I/AAAAAAAABds/sWtO0NJIVHk/s400/comp%252520001.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;São Paulo, 20/09/2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num artigo publicado ontem, Celso Lungaretti chama a atenção sobre o fato de que até a grande imprensa brasileira deve reconhecer as difíceis possibilidades de sucesso do Estado Italiano numa eventual ação na Corte de Justiça da Haia contra o Estado Brasileiro. Este assunto tem grande importância, pois a maioria de nós tivemos conhecimento do funcionamento dessa Corte há apenas algum tempo, quando começou o caso Battisti. Pensei, então, que seria útil dar uma forma tipo “perguntas e respostas” a alguns aspectos básicos sobre este assunto, para esclarecer um pouco a outros leitores (com perdão da pretensão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. O que é o Tribunal Internacional de Haia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O Tribunal ou também Corte Internacional de Justiça de Haia (CIJ) é o principal órgão judicial das Nações Unidas, que começou a funcionar em 1946, na cidade de Haia, Holanda, com o objetivo de resolver conflitos entre estados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Tem algo a ver com o Tribunal Penal Internacional?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa confusão é muito frequente. A Corte Penal Internacional está também em Haia, mas foi fundada em 2002, e cuida de ações contra pessoas físicas, em casos de crimes contra humanidade. Ela pode aplicar penas de prisão como um tribunal comum, desde que o país em que se encontra o réu colabore com a Corte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. Como funciona a CIJ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Nos casos contenciosos, a Corte atua por pedido de algum estado e o demandado só pode ser outro estado. O estado demandante apresenta sua queixa, que é estudada pelos juízes. A Corte produz uma espécie de “sentença”, que, teoricamente, tem carácter obrigatório. A força que faz cumprir as decisões da Corte em casos de contenciosos (que seria equivalente à polícia na justiça doméstica) é o Conselho de Segurança da ONU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Corte também pode produzir opiniões consultivas, na qual os juízes dão um parecer sobre certos problemas, que em sua maioria são de caráter geral e nem sempre específicos de uma situação concreta, que envolvem as relações entre estados. As opiniões consultivas só podem ser pedidas pela ONU e suas agências, e não são de cumprimento obrigatório, mas constituem pareceres técnicos que podem influir na maneira em que a ONU trata um problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. Hmmm... É muito complicado. Poderia dar um exemplo de cada caso, de um contencioso e de uma opinião consultiva?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTENCIOSO: Reclamação da Nicarágua contra os EEUU, por ter invadido seu país com forças militares e paramilitares. Caso: Nicarágua vs. EEUU, 1989, Relatórios da CIJ 14, pp. 158-160. Os EEUU foram condenados e, em vez de acatar, boicotaram o tribunal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OPINIÃO CONSULTIVA: Opinião de como devem ser interpretadas as condições da Carta da ONU, artigo 4º, para a admissão de novos estados. 28 de maio de 1948.&lt;br /&gt;Como se pode ver, esta opinião consultiva não trata de um assunto litigioso, não é emitida por ação de nenhum estado e só interessa à própria ONU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. Alguns magistrados e ex-magistrados, diplomatas, especialistas em relações internacionais, etc., dizem que a resolução de um contencioso demora muito, mas que, no caso Battisti, a CIJ poderia dar uma opinião consultiva, que é rápida. É assim?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As opiniões consultivas demoram muito menos, isso é verdade, mas eu não consigo imaginar o que seria uma opinião consultiva neste caso. Seria dizer à ONU que nenhum estado, no futuro, deve dar refúgio a um escritor de 56 anos cujas iniciais sejam CB?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6. Que tipo de contenciosos trata a CIJ?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde sua fundação, predominam os problemas de fronteiras, navegação aérea, uso de águas e recursos minerais, ocupação de territórios por tropas estrangeiras, crimes não tratados pelo Tribunal Penal, exigências de indenizações, conflitos de meio ambiente, como o atual entre a Argentina e o Uruguai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro de todos, em 1946, foi uma reclamação britânica contra Albânia, pedindo indenização porque um navio seu foi atingido por minas submarinas. Um caso recente típico foi a construção do muro da Palestina por Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7. Quantas vezes a CIJ tratou, nestes 65 anos de vida, um caso de extradição?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma. Bélgica pediu em 2009, que Senegal entregasse Habré, o ex-presidente do Chad por crimes contra a humanidade. O pedido foi derrotado por 13 a 1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8. Qualquer país pode pedir uma ação contra qualquer outro?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Se um estado quiser demandar outro, ambos devem estar sob a jurisdição da CIJ. Isto se consegue de três maneiras: (1) Pela existência de um acordo preexistente de que ambos reconhecem a CIJ como árbitro. (2) Quando, faltando esse acordo, o estado demandado decide se submeter voluntariamente. (3) Quando, existindo um Tratado Bilateral relativo ao caso em apreço (por exemplo, aqui, é o tratado de extradição Brasil-Itália), esse tratado contém uma cláusula que diz “Qualquer aspecto não definido neste tratado, será submetido à CIJ, etc.”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9. Em qual dos casos estão o Brasil e a Itália?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estão no caso (1) nem no caso (3). O caso (2) depende de que, dentro de certo prazo, o Brasil decida se submeter voluntariamente. Mas, se o Brasil decidisse aceitar isso, teria aceitado, com maior razão, a arbitragem proposta pela Itália segundo a Convenção Fernandes-Forlani. Então, o Brasil e a Itália não estão em nenhuma dessas condições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10. Mas, então, como a Itália poderá apresentar um requerimento contra o Brasil?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teoricamente, o pedido da Itália deveria ser arquivado imediatamente após de protocolado. Seria totalmente irregular que a Corte aceitasse analisar, mesmo preliminarmente, esta queixa da Itália, mas, pode existir uma probabilidade ínfima de que, com algum pretexto que não consigo imaginar, seja submetida a consideração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11. Que acontecerá então?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o Brasil não está na mesma jurisdição, o estado brasileiro ignorará a convocatória, como fez com a recente pretensão da Itália de aplicar a Convenção de Fernandes-Fornari.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;12. E se o processo começasse, ou seja, se a CIJ desse um jeito para processar o Brasil?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na situação atual isso não parece possível. Seria como julgar o Brasil à revelia, algo que é moda na Itália, mas não no resto do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;13. Mas, supondo que, por algum motivo, Brasil comparecesse... o que aconteceria?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não creio que nenhum país se submeta voluntariamente a esse tipo de humilhação, muito menos após o discurso da chefe de Estado na ONU, mas vamos fazer um modelo teórico imaginário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plenário da CIJ analisaria o pedido da Itália de obrigar o Brasil a entregar Battisti e decidiria (com estas ou outras palavras, não podemos saber de antemão), que o assunto não viola nenhum direito do demandante, e que a retenção do perseguido foi determinada pelo chefe de estado, aprovada pelo STF no dia 08/06/2011, e que não é um caso de Direito Internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;14. Haveria unanimidade para este tipo de decisão?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impossível saber agora, mas é provável que sim. Países como a Alemanha, que têm também uma política semifascista, praticam hoje um sistema repressivo mais discreto e de menor impacto que a Itália, e nada ganhariam com tornar-se marionetes de um estado mafioso-fascista-stalinista, e, como se isto fosse pouco, ainda corrupto e economicamente falido. O governo conservador francês está tentando que se esqueça a suja atitude de Chirac quando assinou a extradição autorizada pelo Conselho de Estado. Os EEUU e o RU sabem muito bem que Battisti nada tem a ver com terrorismo. Ambos estão preocupados pelo terrorismo real, e não pelos sonhos de vendetta de seus aliados. Mas, na pior das hipóteses, não haveria suficientes votos a favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;15. Qual seria o fundamento para que a CIJ rejeitasse liminarmente a apreciação deste caso?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ser tratado sob o direito internacional, um conflito deve mostrar que o estado demandante possui algum indício de ter sido prejudicado, ou que o caso tem repercussão geral, porque implica algum risco para os princípios básicos da ONU. É claro que uma vingança particular não coloca em risco a paz mundial, nem coisas semelhantes. A perseguição contra Battisti é parecida com a condenação de Salman Rushdie pelo Irão em 1989, uma questão de rancor pessoal que, no caso de Rushdie era teológica, e no caso Battisti, é também mística, mas vinculada a um ressentimento de vendetta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o caráter jurídico da questão está encerrado. Mesmo que o STF cometesse um abuso ao pretender questionar o direito do chefe de estado a decidir em assuntos internacionais (uma intenção que fracassou 5 a 4 em 12/2009), de fato, o tribunal acabou reafirmando o direito que Lula já tinha, como tem qualquer chefe de estado num país “normal”. Finalmente, o abuso ainda mais espantoso de tentar deturpar a decisão final do governo, foi derrotado também em 08/06, por 6 a 3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil não sequestrou nenhum cidadão italiano, nem violou os direitos do país. Qualquer juiz que vote a favor deveria reconhecer que a vingança é um direito dos estados e deveria ser respeitado. Mas não imagino nenhum dos juízes atuais capazes de dizer isso. (Há alguns anos, talvez o representante brasileiro teria apoiado esse entendimento, mas não o atual representante, que é especialista em Direitos Humanos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;16. Então, alguns experts em relações internacionais, juristas, políticos, etc., que dizem que Brasil vai perder, estão errados?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu aprendi bem o português, erro significa o mesmo que em espanhol: um desvio involuntário e acidental da verdade, como “erro de cálculo”, “erro de pontaria”, etc. Mas essas opiniões não têm nenhum componente acidental. São bem planejadas e premeditadas, e seus autores devem estar “espiritualmente” gratificados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;17. Suponhamos o impossível: que o Brasil perdesse. Como faria a Itália para que o Brasil obedecesse?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a Itália ganhasse, não poderia obter Battisti de volta por vontade do governo. Nenhum governo se submeteria a essa humilhação. Então deveria pedir à CIJ que mobilize sua “polícia” que é o Conselho de Segurança. Suponhamos que (1) a Itália obtivesse a maioria de votos no CS, (2) que, além disso, nenhum membro permanente use seu direito de veto. Então, o CS poderia atuar. O que significa isto?&lt;br /&gt;O Conselho de Segurança para fazer cumprir a ordem em favor da Itália, deveria mandar uma força multinacional para invadir o Brasil e capturar Battisti. Será que alguém leva isto a sério?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;18. Como é a composição da CIJ atualmente?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasil, com o jurista Cançado Trindade, especialista em Direitos Humanos. Os outros: Japão, Eslováquia, Serra Leoa, Jordânia, Alemanha, França, México, Marrocos, Rússia, Somália, Reino Unido, China, Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;19. Battisti teve seus direitos negados na Corte Europeia de Direitos Humanos (CEDH), mas todos os juristas sérios têm certeza de que isso não acontecerá na CIJ. Isso significa que o senso de justiça na CIJ é maior que na CEDH?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria um pouco temerário usar palavras grandiosas como “senso de justiça”. As instituições estão ao serviço dos estados e, portanto, das elites que os governam. Deixemos o caráter sagrado da justiça para os teólogos. Entretanto, há diferenças fundamentais entre ambos os casos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CEDH rejeita 96% ou mais das petições. Aceita apenas as que são úteis aos governos. Então, não custava nada colocar Battisti nesses 96%. Fora da esquerda francesa, poucos repararam nisso. Na Haia, se houver um julgamento, será algo público e muito acompanhado pela opinião mundial, já que os casos que a CIJ julga são poucos. Qualquer arbitrariedade seria um escândalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, ignorar um pedido justo, como fizeram com Battisti na CEDH, é muito menos violento e escandaloso que aprovar uma condena injusta, que, aliás, prejudicaria o estado brasileiro como pessoa jurídica, e o atual governo. É uma medida que só tomariam em caso extremo... talvez, se o finado bin Laden estivesse no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, percebam que o STF está começando a mudar, e haveria apenas dois ministros para “torcer” pela Itália. Eles eram os donos da Corte brasileira, mas não poderiam influir na justiça internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, sem falar de “espírito de justiça”, podemos dizer que os interesses da CIJ são diferentes dos da CEDH. Os tribunais europeus estão interessados em perseguir todo aquele que discorde com o atual modelo que, salvo em alguns países, é antipopular, racista, xenofóbico, conservador, e viciado em perseguição de imigrantes e em refoulement.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os países reunidos na Haia têm interesses regionais, econômicos e políticos diversos, alguns deles em confronto com os países coloniais. Na Europa, rejeitar um caso de direitos humanos é rotina, pois os governos vivem fazendo isto. Já para a CIJ, aceitar a pretensão da Itália seria tornar-se procurador de uma vingança cuja sede de sangue é difícil de entender fora do círculo fascista-stalinista. O que significa esta história de Battisti para o representante de Serra Leoa ou do Japão? Por que um juiz internacional se meteria em tamanha encrenca e colocaria seu país em tal ridículo??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;20. Será que a Itália vai mesmo à Haia?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma grande pergunta, mas deveremos esperar o prazo estipulado por Frattini. Não podemos saber antes. A Itália e seus subservientes no Brasil pensam que Roma ainda é a capital do mundo como no século 1º, e que o 95% da humanidade é católica, mas pode haver alguns líderes italianos que saibam que a história mudou por volta de 1400, e que não adiantará muito uma bufonada desse tamanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carlos Alberto Lungarzo&lt;/strong&gt; foi professor titular da UNICAMP até aposentadoria e milita em Anistia Internacional (AI) desde há muitos anos. Fez parte de AI do México, da Argentina e do Brasil, até que esta seção foi desativada. Atualmente é membro da seção dos Estados Unidos (AIUSA). Sua nova matrícula na Organização é de número 2152711.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carlos A, Lungarzo&lt;/strong&gt; colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se comunicar com o autor, escrever a carlos.lungarzo@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-I1BQvzPVoiw/Tnowc3GsLtI/AAAAAAAABd8/TrMGHuRnjvg/s1600/imagesmjk.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 275px; FLOAT: left; HEIGHT: 183px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654885554503560914" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-I1BQvzPVoiw/Tnowc3GsLtI/AAAAAAAABd8/TrMGHuRnjvg/s400/imagesmjk.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PressAA&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-6071291431762867114?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/6071291431762867114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=6071291431762867114&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/6071291431762867114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/6071291431762867114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/09/vinte-perguntas-e-respostas-sobre-corte.html' title='Vinte perguntas [e respostas] sobre a Corte de Haia'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-znCKm6Pyny4/TnowP7eZ2mI/AAAAAAAABd0/ZdUZbish67s/s72-c/untitlednmjui.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-8220321751851918062</id><published>2011-09-20T09:05:00.000-07:00</published><updated>2011-09-20T09:14:31.012-07:00</updated><title type='text'>OS ANDES, O SALAR E SUSQUES</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-qr5fF4GqHmA/Tni6tygwJYI/AAAAAAAAEc8/BTUlVT4mwHo/s1600/2121317650_d8915931d2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654474627979683202" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-qr5fF4GqHmA/Tni6tygwJYI/AAAAAAAAEc8/BTUlVT4mwHo/s400/2121317650_d8915931d2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(Excerto do livro "Viagem ao Umbigo do Mundo”, publicado em 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Urda Alice Klueger&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-VpYY4zLtZo4/Tni6OJyIoqI/AAAAAAAAEc0/QMq5l8Wg7aE/s1600/urda.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 173px; FLOAT: left; HEIGHT: 161px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654474084470792866" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-VpYY4zLtZo4/Tni6OJyIoqI/AAAAAAAAEc0/QMq5l8Wg7aE/s320/urda.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Fica bastante difícil passar para um texto o que é subir a Cordilheira dos Andes. A grandeza da natureza é tão inexplicável e tão indiscritível ali no Passo de Jama, para onde seguíamos, que penso que sequer um filme pode mostrar o que se sente quando se está naquelas subidas como que ciclópicas, ínfimos insetos que somos diante da grandiosidade da Natureza. Eu aconselho a cada ser humano das Américas a um dia passar por tal experiência, para “sentir” na pele a grandiosidade do seu continente, e de repente, no meio daquelas grandezas infinitas, numa breve descida, vimos lá adiante como que uma imensa planície toda feita de neve, ou de chantili, ou sei lá o que pode ser tão branco. Instintivamente, cada harleyro foi diminuindo a velocidade enquanto a estrada começava a cortar aquela brancura sem mácula, aquela brancura que descobríamos feita de gemas que rebrilhavam ao sol. Um salar! Continuamos rodando até o centro daquele grande círculo, e então paramos todos junto à uma casa bem grande feita inteiramente de barras de sal, com todos os móveis e tudo o que uma casa tem também feito e esculpido em sal, e cercada por aprazíveis áreas para piquenique e esculturas, tudo de sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saltei ali sem querer crer no que os meus olhos viam – fui confirmar lambendo as paredes, as esculturas, as coisas que estavam por ali, para ter certeza de que não vivia uma alucinação. Turistas alemães também estavam ali a fotografar tudo e a tirar fotos com um argentino totalmente índio, que ganhava sua vida ali, a vender pequenas esculturas de sal que fazia. Jamais imaginara estar, um dia, num lugar assim – e como se formara tal lugar? Um dia, lá na aurora dos tempos, quando os continentes se separaram e as placas tectônicas foram se empurrando uma sobre a outra e começaram a formar o que é hoje a Cordilheira dos Andes[1], um mar que existia em algum lugar também foi parar lá em cima, há mais de 3.000 metros de altitude. Tantos milênios ficou aquele mar preso lá no alto das montanhas que toda a sua água acabou se evaporando, e sobrou aquela camada de sal, que mede entre 2,80 m a 3,0 metros, e que pode ser cortada por serras como se fossem grandes pranchões de madeira. Em alguns pontos explora-se a retirada do sal, mas aquilo é como retirar agulhas de palheiros, dano praticamente insignificante àquele oceano de sal petrificado, maravilha das maravilhas, coisa na qual eu acreditava por estar vendo – até já vi coisa parecida na televisão, mas nunca pensara estar a pisar, de verdade, num espetáculo daqueles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivemos, porém, que acabar partindo. Adiante do salar, tanto quanto me lembro, a nossa subida acabara – muito haveria a subir, ainda, em outros dias. Viajávamos, agora, por uma paisagem árida e seca, com pouquíssimos pontos de umidade e minúsculas lagoas, e montanhas altíssimas espalhadas em alguns pontos do horizonte, raiadas de neves brancas, e que provavelmente eram vulcões. Nos pequenos pontos de umidade criava-se alguma coisa verde, musgos ou outras plantas adaptadas àquela secura e àquela altitude, e alguma coisa de fauna sempre deixava as suas marcas, às vezes até gordas lhamas peludas. O interessante eram as montanhas longínquas, prováveis vulcões: já passara o tempo do degelo, que decerto tinha sido muito forte um mês antes, e o que se via eram estrias de gelo, neves eternas em forma de fios que engalanavam tais montanhas como aqueles fios prateados que a gente usa para enfeitar árvores-de-Natal. Dava até para duvidar que aqueles fios brancos fossem mesmo feitos de neve e gelo – havia quem achasse que se tratava de calcáreo. Eu me lembrava de experiências anteriores nos Andes, e não tinha dúvida de que aquilo era gelo, e que aquelas montanhas, lá onde apareciam as estrias de gelo, deviam estar em torno de 5.000 m de altitude. Por onde andávamos, na planície desolada e quase toda seca, deveríamos estar a mais de 3.000 metros de altitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tarde avançava e logo seria noite. Onde dormiríamos? De repente, antes que eu me desse conta, enveredamos para dentro de uma pequenina cidade, bem na hora em as crianças daquele lugar saíam da escola e caminhavam pelas calçadas de adobe da sua cidadezinha de adobe. As crianças pararam, estáticas, respiração suspensa diante daquela invasão de seres extraterrestres no seu pequenino burgo, e até hoje os olhos delas estão bem vivos na minha lembrança, e fico a imaginar que imagem guardaram de nós naquele por-do-sol de fim de setembro, quando a noite chegava rapidamente e eles olhavam para coisas que, talvez nem na sua pequena escola nunca tivesse sido mostrada. Extraterrestres vestidos de preto, em possantes máquinas negras com luzes brancas acesas, seriam pessoas como as outras ou seriam invasores que chegavam àquele lugar esquecido, que sequer nas enciclopédias tenho localizado? Ali era Susques, território argentino, e aquelas crianças de olhos encantados e arregalados eram quase os últimos pequenos argentinos com os quais nos encontraríamos – estávamos nas fímbrias daquele país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.............................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Procure saber um pouquinho mais sobre Geografia: a Cordilheira dos Andes ainda não está pronta – lá por baixo dela, as placas tectônicas continuam se movimentando e empurrando-a para cima. Recentemente, em 26 de dezembro de 2004, nós que estamos vivos hoje tivemos a oportunidade de ver o que acontece quando as placas tectônicas acabam se movimentando. Falo do terremoto, maremoto e consequentes tsunamis (ondas gigantes) que assolaram o sul da Ásia, tirando ilhas do lugar e mudando alguma coisa no eixo de rotação da terra. Muitas e muitas gerações tinham vivido sem terem a oportunidade de ver tal acontecimento da natureza, e por pior que tenha sido a catástrofe ocorrida, há que pensarmos que fomos privilegiados por podermos observar quase que milagrosamente, através da televisão, a movimentação das placas tectônicas. (Nota da autora) Posteriormente a esta nota, também li uma outra explicação a respeito da formação de um salar daquele tamanho à tal altitude – em resumo, talvez pudesse ser o secamento de um grande lago, como o Titicaca hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Urda Alice Klueger&lt;/strong&gt; é escritora, histpriadora e doutoranda em Geografia pela UFPR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Urda A. Klueger&lt;/strong&gt; colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC – Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PressAA &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-8220321751851918062?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/8220321751851918062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=8220321751851918062&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/8220321751851918062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/8220321751851918062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/09/os-andes-o-salar-e-susques.html' title='OS ANDES, O SALAR E SUSQUES'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-qr5fF4GqHmA/Tni6tygwJYI/AAAAAAAAEc8/BTUlVT4mwHo/s72-c/2121317650_d8915931d2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-6869763433392941886</id><published>2011-09-19T10:59:00.000-07:00</published><updated>2011-09-19T12:07:51.654-07:00</updated><title type='text'>Os(as) paralelos(as) se encontram no infinito</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-W9bShkqXXGo/TneDb3E5VbI/AAAAAAAAEcc/qQlZwejZAjw/s1600/dna_biosphera1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 374px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654132371851138482" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-W9bShkqXXGo/TneDb3E5VbI/AAAAAAAAEcc/qQlZwejZAjw/s400/dna_biosphera1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Deus não joga dados pra perder –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Soares Campos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-pMAwirz0rn8/TneD7ciYAUI/AAAAAAAAEcs/UVpZrHJf8Do/s1600/fernando%2Bfoto02.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 230px; FLOAT: left; HEIGHT: 172px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654132914482839874" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-pMAwirz0rn8/TneD7ciYAUI/AAAAAAAAEcs/UVpZrHJf8Do/s320/fernando%2Bfoto02.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Ao dividir o Universo (Infinito-Eterno) ao meio, tendo criado um ponto, uma linha ou mesmo um plano, qualquer deles sendo utilizado como “fronteira” (ponto-cisão) [ver em &lt;a href="http://assazatroz.blogspot.com/2011/08/deus-e-o-universo-holografico.html"&gt;Deus e o Universo Holográfico&lt;/a&gt;] consideremos agora apenas os 4 raios que formam as paralelas (dois ao macrouniverso e dois ao microuniverso). Então, vejamos que o ponto-cisão marca o encontro das paralelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observe que a divisão do Universo-infinito-eterno, a partir do ponto-cisão, criou dois universos (infinitos-eternos) perpétuos... Visto que qualquer ponto no Universo-infinito é, ao mesmo tempo e espaço, o começo e o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembremo-nos agora da contínua divisão dos infinitos-eternos em progressão geométrica. Está no texto acima indicado. Daí podemos compreender as partes de um holograma, cada parte representando o Todo. É como se Deus fosse homem sendo mulher, ou mulher sendo homem. É como se pegássemos um elemento de um rebanho e ele representasse o Todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Via Láctea é a nossa galáxia; melhor: é a galáxia que habitamos com, provavelmente, outros companheiros de Alfa Centauro e de outras plagas cósmicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expressão “vias lactarias” designa o processo de lactação dos mamíferos; entre estes, nós aqui na Terra como no Céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Lembrei-me do antigo costume de amamentação solidária, com o emprego da mãe-leiteira; como, por exemplo, a negra cativa que servia de amamentadora de brancos, amarelos, cafusos, confusos, confúcios, taoístas... E, se sobrasse alguma gota, amamentaria também os seus filhotes.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, mal começamos a entender a vida, e a vida se esvai e volta, plena de sua autoconsciência, pacífica ou pacificada nos guetos umbráticos... fumígenos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas estávamos falando mesmo do quê? Ah! sim, da Via Láctea, essa nave mãe que trotskista Universo afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arthur Schopenhauer dificilmente escreveria fácil, mas facilmente escreveu difícil de se entender que o Mundo como vontade representa ação. Mesmo assim, existe gente exigente ao ponto de incompreender a abrangência, apesar da importância, do linguajar coloquial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os(as) paralelos(as) se encontram no Infinito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como nesta imagem gráfica de DNA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-JzsCMT5Pb-s/TneDl12dFZI/AAAAAAAAEck/2yZfSNpVyjc/s1600/dna_biosphera1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 187px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654132543320823186" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-JzsCMT5Pb-s/TneDl12dFZI/AAAAAAAAEck/2yZfSNpVyjc/s200/dna_biosphera1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PressAA&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-6869763433392941886?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/6869763433392941886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=6869763433392941886&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/6869763433392941886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/6869763433392941886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/09/osas-paralelosas-se-encontram-no.html' title='Os(as) paralelos(as) se encontram no infinito'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-W9bShkqXXGo/TneDb3E5VbI/AAAAAAAAEcc/qQlZwejZAjw/s72-c/dna_biosphera1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-4958032693123171655</id><published>2011-09-19T00:00:00.000-07:00</published><updated>2011-09-19T00:00:04.479-07:00</updated><title type='text'>NovaE: Flash Back</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-fEJosM6Oc2c/TnYlM8HQj5I/AAAAAAAAEcM/7ui-GLoibPM/s1600/novalogo3.png"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 145px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653747286435467154" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-fEJosM6Oc2c/TnYlM8HQj5I/AAAAAAAAEcM/7ui-GLoibPM/s400/novalogo3.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O Ser Integral&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Fernando Soares Campos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-jk40UlDRNIA/TnYkKis17OI/AAAAAAAAEcE/l2-QCS0g4nM/s1600/fernando%2Bfoto02.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 230px; FLOAT: left; HEIGHT: 172px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653746145742417122" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-jk40UlDRNIA/TnYkKis17OI/AAAAAAAAEcE/l2-QCS0g4nM/s320/fernando%2Bfoto02.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Suponho que exista no corpo humano um ente material ínfimo, uma partícula infinitesimal na qual estaria registrada toda a ciência do universo. Seria a síntese de tudo o que existe: matéria e subjetividades da mente (um chip: corpo e alma). Para melhor entendimento do que pretendo expor, vou chamar essa partícula de Partícula Espírito-Matéria, ou simplesmente o Ser Integral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora suponhamos que todo conhecimento universal até hoje revelado e o infinito potencial de tudo aquilo que possa vir a ser revelado, teorias que venham a ser capazes de explicar toda a formação do Universo e as causas de todos os fenômenos possíveis, pois bem, imaginemos que tudo isso estivesse registrado em uma obra de infinitos volumes e que todos os dias pudéssemos ler um desses volumes. Bom, se são infinitos volumes, certamente não teríamos a mínima chance de ler e estudar toda a obra em uma única existência usando um corpo que se esvai depois de esgotado o prazo de validade, uma vida conforme a conhecemos: nascimento, existência e morte do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conhecimento, sem dúvida, é infinito, e nisso podemos facilmente crer. Por isso mesmo desenvolvi uma teoria sobre certa partícula infinitesimal de matéria inteligente, a Partícula Espírito-Matéria, o Ser Integral. Uma ínfima partícula de matéria, parte integrante do nosso corpo individual, na qual estariam registrados, através de códigos universais, todos os conhecimentos, todas as ciências, tudo sobre o universo que conhecemos e todo o infinito potencial a ser revelado. Essa partícula seria o verdadeiro centro de comando do ser animal. Nela se encontraria o potencial de tudo que necessitamos para evoluir, inclusive a autoconsciência, com ela a vontade, a força de vontade, os impulsos para o auto-aprendizado, decodificando a si próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre imaginamos as grandezas através das imagens geométricas que o mundo exterior se revela a nós. Dessas grandezas nasce em nós a noção de espaço e conseqüente duração de tempo para percorrê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Associamos a existência da matéria a tudo aquilo que impressiona nossos sentidos básicos: visão, tato, audição, olfato, paladar; além de concebermos o imaginário tangenciamento de tudo aquilo que é subjetivo, através dos sentidos emocionais e afetivos, as impressões que nos causam o que acreditamos ser bom ou mau, belo ou feio, agradável ou desagradável, quando apreciamos obras de arte, paisagens, obras literárias, quando torcemos ao assistir competições e nos inter-relacionamentos pessoais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em se tratado de matéria, grande para nós é uma montanha, o planeta, uma estrela, o Universo; e infimamente pequeno é um átomo (nem precisamos ir além, detalhando suas partículas). Daí a dificuldade do homem comum entender que o conteúdo das obras de uma biblioteca com milhares de volumes impressos possa vir a ser armazenado numa partícula infinitesimal. Entretanto aqueles que conhecem os princípios de funcionamento de um microcomputador podem imaginar a tal Partícula Espírito-Matéria, seus circuitos, códigos e registros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vírus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vírus se formam espontaneamente no Reino Mineral e passam a atuar no Reino Vegetal, com autonomia para se movimentarem intracorpos, onde adquirem conhecimento suficiente para desenvolver estruturas organizadas que vão desde as gramíneas às mais frondosas árvores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No estágio vegetal, os vírus adquirem características apropriadas para se desenvolver e evoluir, transmutar-se, atrair elementos para a formação de corpos mais volumosos, um estágio mais avançado que o momento de sua criação no Reino Mineral, de onde sai dotado apenas do potencial, dos circuitos, dos códigos. Os registros (softwares) produzidos e instalados na sua massa são suficientes apenas para locomoção, alimentação e reprodução. Da vasta experiência adquirida no Reino Vegetal, instalando softwares mais avançados, passam para o Reino Animal, criando corpos autônomos, que vão desde as amebas até o maior dos mamíferos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partícula Espírito-Matéria no corpo humano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espírito (a alma) do corpo animal emanaria da partícula, onde todos os conhecimentos estariam gravados, além de codificado para interpretar e agir diante de qualquer situação. Para entrar em contato com o mundo exterior, a dimensão imediata, no plano material, o Ser Integral cria mecanismos, como, por exemplo, os órgãos e sistemas apropriados para locomoção do corpo denso, e a sua cabine de comando é a massa encefálica, o seu principal invólucro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda experiência adquirida, toda etapa vencida, tudo seria registrado na massa encefálica. É como se instalasse softwares no hardware adequando para o contato imediato com o mundo de matéria densa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A massa encefálica é um aparelho grosseiro, porém apropriado para transmitir a cada órgão do corpo humano uma cópia dos seus interesses específicos, aquilo que tal órgão precisa para o seu funcionamento. Essa é a forma de fazer o organismo colocar os sistemas orgânicos em funcionamento sem que precisemos estar comandando conscientemente cada órgão e cada sistema orgânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada órgão se localiza uma Partícula Espírito-Matéria mais evoluída que as demais, em fase de aprendizado, certamente menos evoluída que ao Ser Integral comandante da unidade corpórea. Assim, o coração funciona de forma autônoma, porém integrado a todo o organismo. Nele a sua Partícula Espírito-Matéria-Aprediz dominaria conhecimentos sobre as funções cardíacas. Caso ocorressem pequenas irregularidades no órgão, imediatamente a partícula aprendiz tentaria resolver por si mesma, através de sua liderança em relação às partículas aprendiz de válvula, aprendiz de artéria, aprendiz de célula... Em casos de agravamento, solicitaria socorro imediato à partícula trabalhadora Aprendiz-Gerente do sistema circulatório. Casos de extrema gravidade seriam enviadas mensagens para o competente departamento cerebral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A massa encefálica registraria todo o conhecimento adquirido no período de cada existência. Quando nascemos, o cérebro traria, numa região ultraprotegida, todos os conhecimentos conscientemente adquiridos em todas as existências, desde as mais elementares noções matemáticas, éticas, científicas... tudo adquirido desde quando a partícula se desdobrava para decodificar as primeiras impressões do universo, ainda como um vírus, até a última existência na forma humana. Todo esse conhecimento permaneceria latente, mas é o que facilmente poderia vir à consciência do indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alma e matéria são indissociáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um corpo humano poderia até se desintegrar sob o efeito, por exemplo, de uma explosão de uma bomba atômica, mas a partícula infinitesimal inteligente, aquela que registra todo o conhecimento do universo, sobreviveria, assim como todos os “átomos” do corpo desintegrado. Todas as demais partículas teriam registros de suas funções no corpo que ocupa momentaneamente, ou onde esteja de passagem, evoluindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele Ser Integral conscientemente criaria condições de sobrevida no mundo quintessenciado, sobreviveria com todos os registros, as decodificações realizadas desde que se libertara do Reino Mineral, como um vírus-princípio-espiritual, até quando abandonasse o mais denso corpo humano que usou para manter contato com o universo exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo de matéria em estado de quinta-essência, usaria tais energias sutis para reproduzir a forma humana, e geralmente o faz assumindo a última forma como viveu durante a última encarnação. Quando encontra oportunidade e se faz necessário, costuma entrar em contato com o mundo material, este em que nos encontramos. E isso que a gente chama de espectro (fantasma) é a projeção daquela partícula infinitamente pequena, o Ser Integral, ele saberia usar a matéria eterificada na dimensão que foge às suas percepções quando estamos usando este corpo denso, onde a partícula autoconsciente decodificar-se-ia, a cada etapa, até apreender o suficiente para não mais precisar deste corpo denso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Leia comentários a esta matéria na &lt;a href="http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&amp;amp;pid=569"&gt;Revista Digital NovaE&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PressAA&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-4958032693123171655?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/4958032693123171655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=4958032693123171655&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/4958032693123171655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/4958032693123171655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/09/novae-flash-back.html' title='NovaE: Flash Back'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-fEJosM6Oc2c/TnYlM8HQj5I/AAAAAAAAEcM/7ui-GLoibPM/s72-c/novalogo3.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-1346719329752021593</id><published>2011-09-18T00:00:00.000-07:00</published><updated>2011-09-18T08:51:14.679-07:00</updated><title type='text'>Quando o intelecto alia-se à paixão</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-TC0PHm8chds/TnU3hKuCmKI/AAAAAAAAEb8/3qu-37-PTco/s1600/SOLEDAD%2BNO%2BRECIFE.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 183px; DISPLAY: block; HEIGHT: 276px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653485950186199202" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-TC0PHm8chds/TnU3hKuCmKI/AAAAAAAAEb8/3qu-37-PTco/s400/SOLEDAD%2BNO%2BRECIFE.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedro Bondaczuk&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XggJLgvALD4/TnU1L-RRw0I/AAAAAAAAEb0/fTlrmSlcyHs/s1600/Pedro_bondaczuk.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 70px; FLOAT: left; HEIGHT: 70px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653483387043824450" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-XggJLgvALD4/TnU1L-RRw0I/AAAAAAAAEb0/fTlrmSlcyHs/s400/Pedro_bondaczuk.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;A importância de um livro não se mede, apenas, pelo tema que aborda. E nem pela forma com que o assunto é tratado. Também a sua extensão não é, nem de longe, relevante, por não se tratar de parâmetro confiável de avaliação. Há volumosíssimos calhamaços, de mil páginas ou mais que, quando submetidos à criteriosa análise, se revelam vazios de idéias e desérticos em termos de pensamentos e sentimentos. Não sensibilizam, nada acrescentam e raramente o leitor consegue completar sua leitura. Não passam de perdulária verborragia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que conteúdo e forma não sejam importantes. São mais do que isso: fundamentais. Mas a extensão não é. Os bons escritores, aqueles que sobrepujam o tempo e o esquecimento, dão seus recados em poucas palavras, e m pouco mais que uma centena de páginas, se tanto. São, além de criativos e peritos no domínio da técnica de redação, objetivos. Põem, sem rodeios, logo de cara, o “dedo na ferida” a que se propõem a expor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parodiando o dramaturgo Bertolt Brecht (Eugen Berthold Friedrich Brecht), em uma de suas tantas peças teatrais que ainda rodam mundo, encenada nos mais requintados palcos planeta afora, pode-se afirmar, categoricamente: “Há livros com conteúdo sólido e profundo e são bons. Há outros que além do conteúdo, têm forma correta, precisa e impecável, e são melhores. Há os que além do conteúdo e da forma, primam pela fluência e pela clareza e são muito bons. Mas há os que, além de tudo isso, são escritos com paixão. Estes são imprescindíveis”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o caso específico do excelente romance de Urariano Motta, “Soledad no Recife” (Boitempo Editorial) – obra ficcional, posto que baseada em fatos e personagens reais – que, por reunir todas essas características simultaneamente, tem que constar das mais refinadas e preciosas bibliotecas de pessoas inteligentes, bem-informadas, cultas e, sobretudo, sensíveis, combinação que, convenhamos, é das mais raras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creiam-me, não exagero. Se exagero houver na minha constatação, este é para menos, dada minha relativa inabilidade para expressar-me com a clareza e a objetividade que o assunto requer. Concordo com o escritor Alípio Freire que acentuou, no texto de “orelha” do livro de Urariano Motta: “Quando viramos a última página de “Soledad no Recife”, o mais indicado é que nos recolhamos a um profundo e contrito silêncio ou que nos lancemos à produção de um exaustivo ensaio literário (...)”. É o que fiz, faço agora e me proponho a fazer em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do verbo fazer no passado, devo confessar que terminei de ler o livro de Urariano em novembro do ano passado, tão logo ele me chegou às mãos. Quando lancei no mercado “Lance fatal” e “Cronos e Narciso”, em setembro de 2010, fiz um trato com o amigo escritor. Ele escreveria a respeito das minhas duas modestas obras e eu me propunha a fazer o mesmo em relação ao seu romance. Trato feito, trato cumprido, certo? Errado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Urariano fez a sua parte. Redigiu inteligente e lúcida avaliação dos meus dois livros (generosíssima, sem dúvida), enquanto eu... Estava tomado rigorosamente pela mesma sensação que Alípio teve. Ou seja, a da necessidade de recolher-me a um “profundo e contrito silêncio”. Não podia limitar-me a uma análise superficial e apressada do livro. Ademais, já havia decidido redigir, oportunamente, um ensaio literário a propósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso do verbo fazer no presente é esta minha contrita confissão de débito com o amigo, essa admissão de não haver cumprido, de imediato, o trato feito. E o tempo futuro? É o aviso de que na sequência, farei várias considerações sobre “Soledad no Recife” que, reunidas, poderão compor (na verdade, irão) alentado ensaio literário. Só espero ter competência suficiente para expressar-me com clareza, pelo menos a minimamente próxima da do autor deste apaixonante romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajo dessa maneira não apenas consoante recomendação de Alípio Freire, lúcida e pertinente, mas, principalmente, em respeito ao enorme talento de Urariano. Convém ressaltar que não há nenhuma subjetividade no que penso desse escritor. Afinal, mesmo sem que houvesse o menor contato pessoal entre nós (ele no Recife e eu em Campinas), ou seja, sem que houvesse um reles aperto de mão, um abraço fraterno, um olho no olho e sem que um conheça, por exemplo, nem mesmo o timbre da voz do outro, por nunca termos conversado, tenho-o na conta de grande amigo. E de fato, ele o é. Mais do que isso até, considero-o irmão que compartilha comigo (e eu com ele) sonhos e ideais comuns. Essas coisas a gente sabe, sem a mais remota necessidade de comprovação. Sente-as.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Urariano trata desse assunto – e de muitos outros, como amor, ódio, ciúmes, traição, idealismo etc.etc.etc. – e faz, na página 54 de “Soledad no Recife”, esta lapidar constatação: “Ocorrem-nos sentimentos muitas vezes sem explicação, sem uma causa clara, se podemos alimentar a esperança de que todas as coisas tenham uma causa. As pessoas do povo têm uma frase que expressa melhor um fato sem explicação “isso tem lógica”. Se tiver, não é mecânica, nem está no reino do cálculo das probabilidades”(...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porquanto, como Urariano observa em outro trecho do livro: “A vida está ao lado, corre célere agora mesmo, e pede, mais que pede, exige, ordena uma interpretação, um instantâneo, um flagrante. A paralisação do voo do beija-flor. Mais grave que isso, porque passa ao largo da paralisação mecânica do movimento. Não são asas em um voo congelado. Não é o instante infinitésimo no percurso e paradoxo da flecha de Zenon. É como – se me permitem comparar mal – um olhar fixo e perseguidor. Vivo, permanente e ciclópico. No entanto, além dessa ambição e muito mais além do escrito, a vida corre, ao lado de mim”(...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedro Bondaczuk&lt;/strong&gt; editor de &lt;a href="http://pbondaczuk.blogspot.com/2011/09/leia-nesta-edicao-editorial-quando-o.html"&gt;Literário&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Urariano Mota&lt;/strong&gt; colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PressAA&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-1346719329752021593?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/1346719329752021593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=1346719329752021593&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/1346719329752021593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/1346719329752021593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/09/quando-o-intelecto-alia-se-paixao.html' title='Quando o intelecto alia-se à paixão'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-TC0PHm8chds/TnU3hKuCmKI/AAAAAAAAEb8/3qu-37-PTco/s72-c/SOLEDAD%2BNO%2BRECIFE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-6108073685400315221</id><published>2011-09-16T09:22:00.001-07:00</published><updated>2011-09-16T09:37:16.355-07:00</updated><title type='text'>A mídia no Cutrale dos outros é MST</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jKFjeS_eFPs/TnN5sojzTUI/AAAAAAAAEbs/nA0PsMPBzhM/s1600/7B5C3.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 297px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652995764988890434" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-jKFjeS_eFPs/TnN5sojzTUI/AAAAAAAAEbs/nA0PsMPBzhM/s400/7B5C3.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Escravidão na Cutrale não é manchete&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Por &lt;a href="http://altamiroborges.blogspot.com/2011/09/escravidao-na-cutrale-nao-e-manchete.html"&gt;Altamiro Borges&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-7e7xJEpl8fI/TnN4Z2VESfI/AAAAAAAAEbk/wydu3KIP4k8/s1600/LogoInternet.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 43px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652994342756043250" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-7e7xJEpl8fI/TnN4Z2VESfI/AAAAAAAAEbk/wydu3KIP4k8/s320/LogoInternet.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Não saiu no Jornal Nacional da TV Globo. Também não foi capa nos jornalões. A Folha publicou uma notinha bem tímida. Mas o Ministério Público do Trabalho flagrou ontem na Cutrale de Itatinga, interior paulista, 62 trabalhadores em condições irregulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o MST ocupa as terras griladas pela empresa, uma das maiores produtoras de suco de laranja do mundo, é o maior escândalo. Já quando a fiscalização encontra trabalhadores escravizados na Cutrale, a mídia “privada” se finge de morta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;32 numa única residência&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Ministério Público do Trabalho visitou o local e constatou que 32 trabalhadores habitavam numa única residência. “Ela estava em péssimas condições de higiene e conforto, sem vestiários, cozinha, ventilação e iluminação adequada. Além disso, os trabalhadores pagavam R$ 24,00 por dia pela alimentação e recebiam salários de apenas R$ 620”, registra a Radioagência NP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os próprios trabalhadores, que atuavam na colheita de laranja, denunciaram a situação ao Ministério Público do Trabalho (MPT). Oriundos de Sergipe e Maranhão, eles chegaram na região em setembro passado, “já endividados pelas despesas com transporte e alimentação”. Segundo o procurador da Justiça do Trabalho, Luis Henrique Rafael, a Cutrale é responsável pela grave situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Responsável pela condição degradante&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Quando ela faz a contração de trabalhadores de outros estados, existe uma instrução normativa do Ministério do Trabalho obrigando que o registro da carteira seja feito no estado de origem do funcionário. Isso garante que os trabalhadores, durante a viagem, sejam protegidos pelo contrato de trabalho e tenham benefícios se acontecer algum acidente. Porém, ela aceitou essa situação e não fiscalizou. Por isso, é responsável pelas condições degradantes do alojamento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o flagrante, a empresa se comprometeu a indenizar os trabalhadores. Mas é bom lembrar que a Cutrale, tão protegida pela mídia comercial, é reincidente em vários crimes. Entre outras maracutaias, ela sofre processo na Justiça por ocupar, ilegalmente, 2,6 mil hectares de terras da União no município de Iaras (SP), também no interior de São Paulo. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://assazatroz.blogspot.com/"&gt;PressAA&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-6108073685400315221?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/6108073685400315221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=6108073685400315221&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/6108073685400315221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/6108073685400315221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/09/escravidao-na-cutrale-nao-e-manchete.html' title='A mídia no Cutrale dos outros é MST'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-jKFjeS_eFPs/TnN5sojzTUI/AAAAAAAAEbs/nA0PsMPBzhM/s72-c/7B5C3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-174101517533978926</id><published>2011-09-15T00:00:00.000-07:00</published><updated>2011-09-14T23:59:47.055-07:00</updated><title type='text'>Dilma e a pegadinha do Fantástico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 171px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652475429163402226" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-7zMdUwMrzas/TnGgdGjog_I/AAAAAAAAEbM/wL0ND0PHGmM/s400/bessinha67556.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Urariano Motta*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-G5OcJCPUlpc/TnGgz-av77I/AAAAAAAAEbc/uX6TmdGDpoI/s1600/urariano_mota.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 194px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652475822115647410" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-G5OcJCPUlpc/TnGgz-av77I/AAAAAAAAEbc/uX6TmdGDpoI/s320/urariano_mota.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Recife (PE)&lt;/strong&gt; - Desde o tempo em que trabalhei no rádio, aprendi que uma entrevista nem sempre deve começar pelo que mais interessa. Pois existiria depois o que se chama edição, onde o fundamental que interessava à pauta assumiria o devido lugar de destaque. Assim fizemos em mais de um “Violência Zero”, esse era o nome do programa, um espaço de direitos humanos no rádio, que então denunciava os criminosos da boa sociedade em Pernambuco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nunca, nem mesmo no dia em que entrevistamos um espancador de travestis, que afirmava na maior naturalidade odiar gays e assemelhados, nunca tratamos o agressor com desrespeito à sua pessoa, ou dele montamos o que não era real, documentado, em provas e pesquisas anteriores. Isso quer dizer, não lhe púnhamos na boca aquilo que o editor pensara antes, pois mais de uma vez mudamos o imaginado, que não se confirmava na pesquisa viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que diferença para a entrevista de Patrícia Poeta com a presidenta Dilma no Fantástico do último domingo! A primeira coisa a se notar, já no começo, é a diferença de autoridade entre a repórter/apresentadora e a presidenta do Brasil. Entendam o que isso quer dizer: quem mandou em cena foi Patrícia, perdão, Poeta. “Agora vamos trabalhar?”, comandou a moça cuja poesia reside nos longos cabelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A edição preservou o constrangimento, a clara insinuação de que a presidenta não estivesse já trabalhando, exatamente para responder à grande autoridade da apresentadora do Fantástico. Que comandava e cruzava os braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem essa gente pensa que é? Aqui se confirma uma vez mais a história do carregador de quadros de santos em cima de jumento, que ao passar pelas estradas via o povo se ajoelhar e pensava “o quanto sou importante”. Quem monta no veículo TV Globo recebe a sua aura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patrícia manda na presidenta, e a edição realça o mando mais adiante em outro momento. Olhem bem, prestem atenção, porque a fala a seguir é da Poeta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vou deixar a senhora falar um segundo exemplo. Tomei seu tempo lá na alvorada, a senhora tem crédito agora. Vou deixar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiram a força?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, da autoridade, Patrícia Poeta, vêm muitas bobagens (lembram-se do princípio de edição?), todas desrespeitosas para o cargo e importância da primeira mulher a presidir o Brasil, mulher ex-guerrilheira, torturada e quase morta na ditadura. Pergunta a autoridade do veículo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em uma reunião dessas, por exemplo, tem um momento mais mulher? Bolsa, sapato, filho, neto?”, e segue, entre menções a fotos de netinho, até atingir o que interessa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Poeta: A senhora não imaginava, por exemplo, que fosse ter que trocar quatro ministros em tão pouco tempo, três deles, pelo menos, ligados a denúncias de corrupção, esperava isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma: Olha, Patrícia, eu espero nunca trocar nenhum ministro e muitos deles eu não troquei exatamente por isso. Vamos e venhamos. O ministro Jobim, Nelson Jobim, saiu por outros motivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poeta: Mas os outros três...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma: “Eles ainda não foram julgados, então não podem ser condenados”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o sublime instante em que se irmanam editores e repórteres ungidos pelo poder do veículo. Lembrem-se do princípio da edição, o que conduz bobagens até chegar a este ponto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poeta: “E como que a senhora controla esse toma lá da cá, digamos assim, cada vez mais sem cerimônia das bancadas? Como é que a senhora faz esse controle?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma: Você me dá um exemplo do “da cá” que eu te explico o “toma lá”’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem um curto silêncio na cena da entrevista. O ar não admite buracos, mas ainda assim há um raivoso e perturbador silêncio. Então volta a verdadeira autoridade, que ali chegou por decisão soberana de todo o povo do Brasil:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estou brincando contigo.... Vou te explicar. Eu não dei nada a ninguém que eu não quisesse. Nós montamos um governo de composição. Caso ele não seja um governo de composição, nós não conseguimos governar. A minha base aliada, ela é composta de pessoas de bem. Ela não é composta, não é possível que a gente chegue e diga o seguinte: ‘Olha, todos os políticos são pessoas ruins’”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autoridade que vem do veículo onde monta, a cara da entrevistadora Patrícia Poeta é de morder, apesar de palavras em tom de meiga manteiga. Não há mais um morde e assopra. Há um morde e assobia. Quem desejar ver a pegadinha que se frustrou, assista abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/embed/BAEoXe0ymjc&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se houvesse uma edição popular, de toda a entrevista esta frase seria a mais séria: “’Tou brincando contigo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os risos do Brasil ao fundo, que no rádio chamavam BG.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Urariano Motta* &lt;/strong&gt;– Recife: é pernambucano, jornalista e autor de "Soledad no Recife", recriação dos últimos dias de Soledad Barret, mulher do cabo Anselmo, executada pela equipe do Delegado Fleury com o auxílio de Anselmo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz.&lt;/strong&gt;_&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilusração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PressAA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-174101517533978926?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/174101517533978926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=174101517533978926&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/174101517533978926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/174101517533978926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/09/dilma-e-pegadinha-do-fantastico.html' title='Dilma e a pegadinha do Fantástico'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-7zMdUwMrzas/TnGgdGjog_I/AAAAAAAAEbM/wL0ND0PHGmM/s72-c/bessinha67556.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-183403562492144972</id><published>2011-09-14T06:20:00.000-07:00</published><updated>2011-09-14T06:48:11.544-07:00</updated><title type='text'>COMEÇANDO A SUBIR OS ANDES</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Ts2BDJX6Pw0/TnCuhkygzaI/AAAAAAAAEbE/01GUDqoh23A/s1600/1607687nmn.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 299px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652209424184429986" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-Ts2BDJX6Pw0/TnCuhkygzaI/AAAAAAAAEbE/01GUDqoh23A/s400/1607687nmn.jpg" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Excerto do livro "Viagem ao Umbigo de mundo", publicado em 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Urda Alice Klueger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-T0x6I4jQGhs/TnCquvRhUaI/AAAAAAAAEa0/sdQxxb1YoLI/s1600/urda.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 173px; FLOAT: left; HEIGHT: 161px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652205252290630050" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-T0x6I4jQGhs/TnCquvRhUaI/AAAAAAAAEa0/sdQxxb1YoLI/s320/urda.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Conforme o combinado, saímos ao meio-dia, com grande aparato, fazendo sensação pelas ruas de Salta. Era 28 de Setembro de 2004, terça-feira e até ali já andáramos 2.250 km em três dias de estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salta despediu-se de nós dando-nos de presente uma estradinha de sonho para irmos embora, coisa quase que de brinquedo de tão linda, numa paisagem tão cheia de fertilidade da qual não seria possível esquecer, tendo em vista a grande aridez na qual penetraríamos ainda naquele dia, e que perduraria por muitos e muitos dias daí para a frente. Na verdade, a sensação que eu tinha era de estar a desfilar por alguma mágica estradinha do fértil Vale do Itajaí, apesar de estradinhas assim, no Vale do Itajaí, não costumarem ser asfaltadas. Aquela fita de asfalto subia, descia e se contorcia no meio da mais verdejante paisagem de colinas, com algumas represas d’água em algum ponto, e era tão encantadora que se tinha a impressão que se estava a flutuar pelo paraíso terrestre. Não sei o nome daquele lugar, mas olhando no mapa, vejo que viajávamos por uma estradinha paralela à que levava a Jujuy. Ela não durou muito, no entanto. Uma ou duas horas depois paramos para abastecimento, e então eu disse para o seu Chico que na parte seguinte eu iria no carro de apoio para dar uma força para o Lobo Solitário. IRÍAMOS COMEÇAR A SUBIR OS ANDES, e o Lobo subia os Andes pela primeira vez. Como eu já sofrera outras vezes dos males das alturas, dava-me um medo danado de que o Lobo passasse mal, e se deixasse cair, com toda a parafernália que conduzia, em algum abismo que sequer estávamos a imaginar. Então, naquela parada, comprei um bocado de chocolate e um litrão d`água, e aboletei-me junto ao APHD Lobo Solitário. E dali para frente a subida começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, fiquei a falar para o Lobo da necessidade de respirar fundo e muito, e fiquei com ele treinando respiração. Quando a estrada começou a subir para valer, respirávamos juntos, eu mantinha sempre uma conversa acesa, ficava enfiando chocolate para o Lobo comer e lhe passava a todo instante a garrafona de água. Também conforme a estrada começou a subir para valer, a aridez foi chegando, sumindo-se praticamente quase que todo o resquício de vida. Parecia estarmos a penetrar num mundo só de montanhas feitas de seixos secos e quase tão inacreditáveis, na sua secura, quanto uma paisagem lunar. Alguém, em alguma época, usara tratores e gente, por ali, e abrira na encosta das montanhas carreiros largos que agora estavam asfaltados, e quase não dava para imaginar como é que um engenheiro pudera pensar em construir tais estradas. Ficamos, eu e Lobo Solitário, imaginando que aqueles caminhos agora de asfalto algum dia teriam sido abertos pelos pés dos antigos habitantes da América, pois que eu sabia que antes, muito antes dos espanhóis, os antigos povos originários do Brasil haviam ido para cá e para lá, e lembrava-me de Aleixo Garcia[1], o primeiro europeu a ficar morando em Santa Catarina, e que na década de 1520 fora à pé, com os indígenas de São Francisco do Sul/SC, até o mundo Inca, isto é, fora o primeiro europeu a conhecer o mundo Inca, antes de Pizarro. Aconselho a leitura do livro citado abaixo. E lembrava-me também do Caminho do Peabiru, caminho que sai do Atlântico, na região de Barra Velha/SC, e que ainda pode ser visto na região de São Bento do Sul/SC, e que, se conectando com outros caminhos muitíssimo antigos, leva ao que foi o antigo Mundo Inca e ao Oceano Pacífico. Decerto os pés que haviam aberto tais caminhos também haviam aberto aqueles pelos quais passávamos, apenas um dia melhorados por engenheiros modernos. Havia que se lembrar, também, que decerto fora por ali que o espanhol invasor atingira tão rapidamente o coração do continente, e a paisagem era tão soberba, e nossas reflexões tão cheias de indagações, e eu fazia o Lobo Solitário engolir tanto chocolate e tanta água, que penso que ele não teria a menor chance de pegar no sono. Num ou noutro ponto da encosta de alguma montanha, de repente, via-se alguma coisa verde: era o aproveitamento de alguma umidade que ali ficara provinda do degelo da primavera, e onde nasceram alguns cactos, ou alguma outra planta desconhecida, e ao redor daquela mínima umidade a vida se instalara, e ali no meio sempre havia uma casinha feita de seixos, quase invisível por ser da mesma cor que a paisagem em torno, e duas lhamas junto à porta, e algum homem muito queimado de sol e todo envolvido em roupas de lã espiaria para fora para afirmar que aquilo ali era um lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma paisagem de deixar qualquer um pasmo, e houve um momento cheio de emoção, quando, dirigindo ao redor de um quase inacreditável precipício, centenas e centenas de metros abaixo, com voz embargada diante do espetáculo da natureza, o Nilo Lobo Solitário falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia eu ainda vou trazer a minha mulher aqui! – e na voz daquele Lobo corajoso, a subir os Andes arrastando atrás de si toda aquela parafernália dos harleyros, estava implícita tal quantidade de emoção e carinho pela companheira da sua vida, que eu estou emocionada até agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[1]&lt;/strong&gt; BOND, Rosana. A saga de Aleixo Garcia: o descobridor do Império Inca. Florianópolis: Insular, 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Urda Alice Klueger &lt;/strong&gt;é escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR. Colabora com esta nossa &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;a href="http://assazatroz.blogspot.com/"&gt;Agência Assaz Atroz&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pressaa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-183403562492144972?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/183403562492144972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=183403562492144972&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/183403562492144972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/183403562492144972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/09/comecando-subir-os-andes.html' title='COMEÇANDO A SUBIR OS ANDES'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Ts2BDJX6Pw0/TnCuhkygzaI/AAAAAAAAEbE/01GUDqoh23A/s72-c/1607687nmn.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-8230936484969185428</id><published>2011-09-12T09:41:00.000-07:00</published><updated>2011-09-12T10:18:17.494-07:00</updated><title type='text'>Eu quero o milhão de James Randi [revisado]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--dPN4ZPTecs/Tm49iDksWPI/AAAAAAAAEas/JDqq-P16R4c/s1600/imagesCA22818T.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 317px; DISPLAY: block; HEIGHT: 159px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651522237680605426" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/--dPN4ZPTecs/Tm49iDksWPI/AAAAAAAAEas/JDqq-P16R4c/s400/imagesCA22818T.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Fernando Soares Campos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-7n4D2baqkU4/Tm45C1A55uI/AAAAAAAAEaM/1iXs5nPcSL4/s1600/fernando%2Bfoto02.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 230px; FLOAT: left; HEIGHT: 172px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651517303149946594" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-7n4D2baqkU4/Tm45C1A55uI/AAAAAAAAEaM/1iXs5nPcSL4/s320/fernando%2Bfoto02.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Corre por aí a informação de que o milionário James Randi lançou um desafio. Ele se propõe a pagar U$ 1.000.000,00 (um milhão de dólares) para quem conseguir mostrar fenômenos chamados de paranormais os quais venham a ser provados. Aí se incluem as materializações, encarnações, conversas com espíritos, mesas falantes, telepatia, etc. O desafio está feito há mais de 15 anos, o dinheiro depositado num banco (rendendo juros), porém, até o momento, ninguém conseguiu faturar o prêmio. Mas a partir de 1º de abril de 2007, não são mais aceitas propostas espontâneas. A própria organização do "concurso" vai tomar a iniciativa de chamar aqueles que mais aparecem na mídia e que se dizem possuidores desses "poderes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu daria até comissão a um espírito que se dispusesse a fazer o espetáculo para James Randi e assim faturar a grana. O problema é que os espíritos não estão disponíveis para o que eu bem entenda e queira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente imagina que espírito desencarnado é um ser diferente de um ser encarnado em todos os aspectos. A maior das diferenças está exatamente em que um (o desencarnado) está livre do uso do corpo humano, está habitando um mundo de matéria na quinta essência, e o outro está aqui na condição que nós estamos, esta condição de necessitar de um corpo de matéria compacta para nos comunicarmos uns com os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra diferença, e essa abrange a condição de encarnado ou desencarnado, é o estado evolutivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem espíritos desencarnados moralmente evoluídos, também detentores de avançados conhecimentos científicos, em estado de evolução tal que podem, em sintonia com espíritos encarnados, produzir certos efeitos que aqui muita gente chama de paranormal, mas que, na verdade, tudo ocorre de maneira natural, atendendo às leis da natureza. Enquanto isso, ações e reações ainda desconhecidas dos que se encontram encarnados acontecem sem que possamos explicá-las à luz da ciência, baseados nos conhecimentos científicos que hoje dominamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem espíritos desencarnados, de pouca elevação moral, mas que já dominam o campo da ciência espiritual desconhecida dos encarnados, em razoável grau de conhecimento científico. São capazes de, em sintonia com espíritos encarnados, promover igualmente certos fenômenos que a ciência no mundo material ainda desconhece as causas, os mecanismo, as energias que as provocam; e nós apenas podemos observar os efeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MwwIiRfEiDM/Tm48H9ZXDjI/AAAAAAAAEak/gVi8_0zjGws/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 149px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651520689834233394" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-MwwIiRfEiDM/Tm48H9ZXDjI/AAAAAAAAEak/gVi8_0zjGws/s400/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;Nem os primeiros nem os segundos são marionetes de ninguém. Ambos vivem no universo organizados em escala hierárquica. Esta escala pode ser atribuída aos avanços morais e científicos, no caso dos primeiros; ou apenas submetidos ao domínio baseado nos conhecimentos, "nas riquezas", no patrimônio de conhecimento cientifico. É o caso dos segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros refletem a sua própria luz com muita intensidade; os segundos, mesmo com muito conhecimento científico, refletem pouca luz, por isso os mais inferiores não passam de vultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse primeiros de quem falamos conhecem muitos segredos do universo, sobre os quais ainda buscamos conhecimentos. Eles sabem que a evolução é inevitável e que todos os espíritos pensantes atingirão o grau de iluminação que eles já alcançaram, e todos evoluirão infinitamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os segundos são espíritos apegados à vida na Terra, ao mundo dos encarnados, estacionados nos seus mais mesquinhos sentimentos: vingança, egoísmo, orgulho arrogante, gozo material. Estes, como ocorre com muitos cientistas encarnados, pretendem fazer da Terra um ambiente de seus domínios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu me apegar aos primeiros e lhes pedir ajuda a fim de ganhar o dinheiro que James Randi está oferecendo para provar um fenômeno "paranormal" (não existe essa paranormalidade), eles me negarão o tal papel, pois sabem que James Randi, hoje, está a serviço dos segundos, mesmo que ele não tenha consciência disso.&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-G3poxSasmdA/Tm46y3zSDCI/AAAAAAAAEac/Mpaob296XN4/s1600/images.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 220px; FLOAT: right; HEIGHT: 229px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651519228043463714" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-G3poxSasmdA/Tm46y3zSDCI/AAAAAAAAEac/Mpaob296XN4/s400/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu me apegar aos segundos, estes atenderão. Eles farão de mim um charlatão que será desmascarado, pois é esta a função do grupo que usa Randi: fazer muita gente descrer dos fenômenos que a cada dia, gradativamente, vêm ocorrendo na Terra e ocorrerão com maior freqüência, passo a passo, unindo os dois mundos e fazendo a Terra atingir o grau de outros planetas regenerados e transformados em mundos superiores. É o que muita gente chama de Paraíso. Paraísos existem muitos no universo, assim como mundos inferiores, dominados por gente como Randi e sua turma equivocada, que inveja a condição de espíritos iluminados, superiores, que detêm o conhecimento que eles não dominam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os espíritos de baixa vibração mas de certo conhecimento científico ainda encontram na Terra um ambiente apropriado para agir. Eles se negam a se submeter a hierarquias sob as quais recomeçariam como simples trabalhadores. Estão acostumados a lidar com laboratórios, política, governo, mega empresas, guerras, portanto acreditam (ou fazem o possível para acreditar) mais na força material que na espiritual como forma de domínio. Acreditam que poderão manter o nosso planeta nesse estado de evolução, estagnando, eternamente. Conseguem colocar determinados espíritos encarnados nos governos de nações e, principalmente, na administração de certas empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os espíritos de luz conseguem influenciar alguns espíritos encarnados que decidiram deixar esse ciclo de reencarnações e se encontram em condições muitas elevadas, no que diz respeito ao conhecimento científico. São espíritos que decidiram recomeçar como trabalhadores simples na escala hierárquica mais evoluída moralmente. Eles fazem com que também esses assumam comandos idênticos, em diversos empreendimentos na Terra. Porém, aqui na Terra prevalece o esquecimento de vidas passadas, e muitas vezes, em meio às suas provas, esses espíritos cometem falhas. Tudo isso faz parte do processo evolutivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Momento chegará em que os espíritos evoluídos assumirão o comando direto da Terra. Antes, haverá muita guerra (haverá?!). Inclusive no mundo espiritual há guerras. Se um espírito muito evoluído quiser entrar no mundo de baixa vibração, ele terá que baixar a sua freqüência e se disfarçar; pois, para adentrar nesses ambientes, exige-se até mesmo uma espécie de identidade energética, visto que os espíritos de baixa vibração vivem em grupos que se digladiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as armas que se conhece hoje na Terra, assim como todo o conhecimento científico, tudo é inspirado no que ocorre nos mundos quintessenciados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema Solar é organizado e governado por grupos de espíritos muito evoluídos, e tudo funciona como em qualquer organização que se possa encontrar na Terra: líder (presidente, deus, allah, pai, criador, como queria chamar), assessores (Jesus, Sidharta Gautama, santos, departamentos, divisões, grupos, e tudo mais que se possa imaginar como funcionam as grandes corporações). O comando trabalha pela evolução do mundo material e espiritual. O "palácio" mais importante dessa organização é o Sol (neste sistema específico). As vibrações dos seus habitantes são tão intensas que recebemos toda aquela energia concentrada da forma como recebemos. Em todos os recantos do universo solar (universo limitado) existem espíritos em diversos graus de evolução trabalhando para dar continuidade a essa criação inteligente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um espírito que saia do "palácio" principal e queira habitar entre nós em missão, como aconteceu com Jesus, precisa se preparar para isso. Somente com a ajuda dos mais evoluídos ele consegue. Ele teria que baixar de forma incomensurável a sua freqüência vibratória, do contrário não teria como ocupar um corpo material compacto como o nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre nós, este espírito não poderia falar de tudo que ocorre no "palácio", pois muito ainda precisaríamos avançar no campo científico para entender como ocorrem certos fenômenos. Entretanto ele orientaria a todos nós, que estamos baseados em conhecimentos muito limitados, a fim de que aprendêssemos gradativamente e alcançássemos o seu grau de evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que um espírito alcance o grau de evolução tal que possa fazer parte da equipe do Palácio Solar, ele passa desde as funções de energia mineral, cuidando diretamente do mundo mineral (milhões de trabalhadores estão nessa condição), ao reino vegetal (outros tantos milhões aí se encontram), reino animal (mais outros milhões), empresas terrenas, organizações terrenas, ciclo de reencarnações, muitas reencarnações, aprendizado gradativo; habitam mundos que nós não estamos enxergando com os recursos do corpo material, não têm poder de se unir e formar um corpo celestial com tanta intensidade quanto o sol, nem há necessidade de que o forme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, tudo ocorre do outro lado como ocorre aqui, a diferença está no grau evolutivo, que passa da mais densa matéria até a mais sutil, a matéria na quinta essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso as religiões estão falando de Deus cada uma de uma maneira, e no final das contas todos estão falando do mesmo Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima da organização que mantém o comando e responsabilidade sobre a evolução no sistema solar, existem organizações que comandam constelações, galáxias, grupo de galáxias, universos... Tudo hierarquicamente organizado. Em todos os mundos, onde se possa observar a matéria compacta, provavelmente o grau de evolução parte do mesmo princípio aqui exposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a energia dos espíritos muitos evoluídos produziram e alimentam aquele astro imensamente luminoso, que por sua vez alimenta a vida aqui na terra, o conhecimento evoluído em mentes moralmente apegadas ao domínio pela força não deixa de ser um passo na evolução do universo, mas essa energia inferior se concentra no centro da Terra, no miolo da Terra. Desencarnados muito evoluídos em conhecimento científico, mas apegados ao egoísmo e arrogância, concentram suas energias no centro dos globos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá no Sol, além de emanar os seus raios de luz, a força dos "deuses" explode em quilométricas "chamas", irradiando vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá no miolo da terra, as energias evoluídas em ciências e moralmente atrasadas explodem em diversos pontos da Terra, provocando a morte, a dor, o desespero. E, as guerras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas saibamos que os que habitam o mundo dessa forma inferiorizada nem sempre sabem onde se encontram, muitos acreditam até que estão aqui ao nosso lado. Porém isso é outra história, isso exige conhecimentos profundos, conhecimentos científicos sobre as dimensões, matéria sutil, capazes de atravessar a matéria compacta. Isso muitos espíritos evoluídos apenas em ciência não têm a menor noção de como funciona. Precisariam se despojar do orgulho arrogante, do egoísmo e de tantos sentimentos inferiores, mesquinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aqueles espíritos evoluídos (encarnados ou desencarnados) que estão organizados no mundo espiritual, na Terra, no espaço sideral, no éter, no Sol, nos demais planetas, sejam aparentes ou ocultos aos nossos olhos, estes sabem muito mais sobre ciência do que qualquer um de nós possa imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-g-dfWgQzlgU/Tm455sB93KI/AAAAAAAAEaU/1j_RQ45tPIY/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 107px; FLOAT: left; HEIGHT: 108px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651518245631286434" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-g-dfWgQzlgU/Tm455sB93KI/AAAAAAAAEaU/1j_RQ45tPIY/s320/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;Voltemos a falar do grupo que exerce influências sobre James Randi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espíritos em geral se dispõem ou não a colaborar naquilo que acham que devam colaborar ou não. Como ocorre com qualquer pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles sabem que eu, por exemplo, preciso desse dinheiro, mas espírito nenhum está aí para fazer a gente ganhar dinheiro com espetáculos "paranormais", mesmo porque não existem fenômenos paranormais no sentido de sobrenatural, ou seja, que extrapolem as leis da natureza. Tudo é normal, no sentido de que tudo é natural, tudo ocorre conforme as leis naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um milhão de dólares é uma quantia muito elevada pra mim, porém, para pagar o trabalho de espíritos desencarnados EVOLUÍDOS, não representa nada. Até para fazer caridade, daria pra comprar pão e peixe para uma única refeição de um milhão de pessoas, entre os 6 bilhões de habitantes da Terra. Daria para alimentar, com uma única refeição, um milhão de miseráveis de uma grande metrópole (ainda ficariam alguns milhões sem nem mesmo essa refeição). E olha que seria uma refeiçãozinha pouco farta: US$1,00 por prato. Num restaurante de R$1,00, daria pra duas refeições; mas o restaurante de R$1,00 é subsidiado, e cada refeição custa, em média, R$4,50, o restante o Estado banca. Portanto, com U$1 milhão não bancaríamos nem mesmo aquelas refeiçõezinhas de que já falamos. Isso não contribuiria em nada para a evolução do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os espíritos de baixa vibração, esses que se contentam com um mundo de prazeres carnais, satisfação dos sentidos ainda tão animalizados, sentimento de domínio pela força, sentimento de poder pela guerra, criam religiões institucionais que pregam a existência de um deus criador e fora de nós, como se nós fôssemos apenas objetos desse deus e nunca pudéssemos atingir o grau de evolução que esse deus a quem podemos imaginar atingiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer deus personalizado sobre o qual um ser humano possa imaginar e formar uma imagem à sua própria semelhança é um ser que já passou por esse estágio: "imperfeito", como espírito pensante, e "perfeito", como criatura de si mesmo, de suas conquistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas existe espíritos desencarnados que influenciam James Randi, Bush, Sadam, Hitler, Somoza... e tantos outros. Eles são mentores de alguns papas, bispos, sacerdotes, "religiosos leigos", empresários, escritores, donas de casa, cidadãos comuns... Controlam certas empresas, a fabricação e desenvolvimento de armas, de drogas, o comércio escravo e tantas atividades e conhecimentos científicos. Eles influenciam os ignorantes transformando em dogmas o que poderia ser esclarecido pelo conhecimento científico. Fazem muita gente crer em milagres sobrenaturais, acaso e crendices. Eles manterão o domínio sobre a humanidade por um considerável tempo, até que muitos deles se cansem e briguem entre si, abandonem o propósito de manter a Terra sob esse domínio e ciclo de reencarnações. Aos que persistirem, pois têm o livre-arbítrio, será oferecido novo mundo, novo planeta em condições ainda muito atrasadas, para que continuem seus processos evolutivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livre-arbítrio todos temos, mas liberdade de ação, não. Podemos implorar aos “deuses” a oportunidade de agirmos, mas nem sempre somos atendidos. Para entendermos essa questão, basta a nós a lembrança de que em várias ocasiões estivemos diante da liberdade de ação e não pudemos agir. São casos de limitação do nosso livre-arbítrio na condição de “deuses” em evolução, tal qual somos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se grande parte dos espíritos encarnados conquistarem um grau evolutivo e suas energias somadas se tornarem mais poderosas do que a dos que pretendem manter o ciclo de reencarnações, os outros terão que se render, terão que obrigatoriamente abandonar o Planeta. Por isso muitas vezes nos falam que, se todos vibrassem em função do Bem do Planeta, tais e quais acontecimentos ocorreriam. Claro! Mas os que estão vibrando em função do Bem precisariam estar realmente despojados de boa parte de sentimentos inferiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos: existem milhões de espíritos vibrando em busca de subsistência no plano material; milhões de pessoas querendo ganhar dinheiro. Seus interesses estão voltados para o conforto material, observe como oscilam as bolsas de valores. Milhões de pessoas vibrando pelo interesse pessoal, cria-se o caos, as forças de vibração mais poderosas vencem. Mas isso é só um aspecto da guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;James Randi não passa de um dos muitos que estão involuntariamente (considerando o esquecimento de vidas passadas que a reencarnação promove) a serviço daqueles que querem manter a ignorância sobre a Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se um espírito muito elevado resolvesse me ajudar a produzir o tal fenômeno que ele pagaria US$1 milhão para assistir, eu toparia. Pô! pra mim, é muita grana! E minhas vibrações inferiores não esquecem o que eu poderia fazer com ela. O problema é que Randi e os seus "provariam", mesmo que a gente conseguisse produzir o tal fenômeno, que nada ocorreu de forma paranormal. E ele tem razão, não seria mesmo, tudo ocorre de forma natural. O problema é que eles também podem "provar" que houve fraude. E muita gente acreditaria neles. E eu ou qualquer um que se dispusesse a ser protagonista do espetáculo passaria por um dos milhões de espíritos gananciosos, capazes de fazer qualquer coisa por dinheiro. Seria apenas mais um charlatão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________________________&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ilusttração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;PressAA&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-8230936484969185428?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/8230936484969185428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=8230936484969185428&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/8230936484969185428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/8230936484969185428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/09/eu-quero-o-milhao-de-james-randi.html' title='Eu quero o milhão de James Randi [revisado]'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/--dPN4ZPTecs/Tm49iDksWPI/AAAAAAAAEas/JDqq-P16R4c/s72-c/imagesCA22818T.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-3384728716556354029</id><published>2011-09-11T10:00:00.000-07:00</published><updated>2011-09-11T10:14:44.060-07:00</updated><title type='text'>Allende renascido no Chile, tributo a sua memória</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-s-bwy8bQtpc/TmzprUxVqtI/AAAAAAAAEZ8/Zn9j_0KZDQw/s1600/allende.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 285px; DISPLAY: block; HEIGHT: 274px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651148562962426578" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-s-bwy8bQtpc/TmzprUxVqtI/AAAAAAAAEZ8/Zn9j_0KZDQw/s400/allende.jpg" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-CTE78zxjtoU/Tmzq8mUQO1I/AAAAAAAAEaE/XP0p0M64RN0/s1600/PDA.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 48px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651149959241677650" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-CTE78zxjtoU/Tmzq8mUQO1I/AAAAAAAAEaE/XP0p0M64RN0/s320/PDA.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Santiago do Chile, 10 set (Prensa Latina) Forças da esquerda chilena, organizações sociais e artistas renderão hoje homenagem ao ex-presidente Salvador Allende com um ato central no coração de Santiago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob rótulo "Allende mais vivo do que nunca", foi convocada pelo Movimento Amplo Allendista a cerimônia de tributo ao ex-mandatário na praça da Constituição desta cidade, na qual participarão destacados grupos musicais chilenos como Legua York e Los Rockers, além de cantores populares, poetas e atores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos dar uma projeção muito forte de homenagem a Allende, não ao Allende do passado, senão ao que renasce todos os dias nas mobilizações de um Chile novo que luta para emergir graças às novas gerações, destacou o presidente do Partido do Socialismo Allendista, Esteban Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso chamamos à comemoração "Allende mais vivo do que nunca", dimensionou o dirigente allendista, quem realçou o legado do líder da Unidade Popular e sua vigência no Chile que se projeta hoje ante o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas das demandas que se levantam hoje de diferentes setores da sociedade são afins com o pensamento e o modelo que impulsionou Allende, fundamentou Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentou como seu ideário tem uma vigência enorme que sai à luz quando se exige educação pública de qualidade e se chama a uma Assembléia Constituinte para regular o papel da lógica empresarial mais concentradora e redistribuir a riqueza de Chile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como parte da homenagem ao ex-presidente e aos milhares de torturados, mortos e desaparecidos durante a ditadura, os chilenos se dispõem também amanhã a participar na marcha tradicional da cada 11 de setembro até o Cemitério Geral, peregrinação que desta vez se presume terá um alto poder de convocação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os comunistas chilenos "as palavras que há 38 anos pronunciou Salvador Allende, no meio do bombardeio ao La Moneda, atingem na atualidade plena vigência: "voltarão outros homens a abrir as largas alamedas por onde passe o homem livre do amanhã".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiam a ver à gente às ruas, ponham ouvido atento: já este Chile não é o mesmo de ontem, assegura o jornal El Siglo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas mãos e nos cantos de milhares de chilenos, e em primeiro lugar de sua juventude, sustenta a publicação, está o porvir. Graças a eles, a sua consciência e a sua capacidade de acender com sua decisão as certezas e esperanças de todo um país, Salvador Allende não terá morrido em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;( Domingo, 11 de septiembre de 2011 ) &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PressAA&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-3384728716556354029?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/3384728716556354029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=3384728716556354029&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/3384728716556354029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/3384728716556354029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/09/allende-renascido-no-chile-tributo-sua.html' title='Allende renascido no Chile, tributo a sua memória'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-s-bwy8bQtpc/TmzprUxVqtI/AAAAAAAAEZ8/Zn9j_0KZDQw/s72-c/allende.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-4417727239575199673</id><published>2011-09-10T06:06:00.000-07:00</published><updated>2011-09-10T06:51:18.320-07:00</updated><title type='text'>A pergunta que não pode calar...</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4-iCWjrAXeY/TmtomC4fo0I/AAAAAAAAEZ0/vf59lPyve5g/s1600/bushandhitlerquotes.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 305px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650725160284562242" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-4-iCWjrAXeY/TmtomC4fo0I/AAAAAAAAEZ0/vf59lPyve5g/s400/bushandhitlerquotes.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rui Martins &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-c7r303pmHPg/Tmtk4jxQuOI/AAAAAAAAEZs/YE9nA_Uz_s8/s1600/Rui%2BMartins-1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 119px; FLOAT: left; HEIGHT: 154px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650721080303728866" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-c7r303pmHPg/Tmtk4jxQuOI/AAAAAAAAEZs/YE9nA_Uz_s8/s320/Rui%2BMartins-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Quem derrubou as torres em NY?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Berna (Suiça) - No 11 de setembro de 2001, ainda na CBN, eu comentava ao vivo diante de minha televisão, aqui em Berna, na Suíça, o ataque às torres gêmeas com Heródoto Barbeiro, em São Paulo, e Sidney Rezende, no Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco antes, estava terminando de almoçar e ouvia a rádio francesa Europa 1. Nessa época, ouvir os noticiários pelo rádio fazia parte da minha rotina diária, para garantir entradas imediatas na CBN, no caso de acontecimentos políticos, acidentes, atentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que ouvi as primeiras notícias transmitidas num flash, dando conta de que um avião, ao que parecia desviado da rota, entrara num edifício de Nova Iorque. Logo depois, o correspondente nos EUA entrou ao vivo e fui correndo ligar a televisão quando ele anunciou que um outro avião entrara na segunda Torre Gêmea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era algo inacreditável, aquela fumaça de querosene em dois edifícios simbolos da força americana. Heródoto, comedido como sempre, não se aventurava a falar em atentado, queria primeiro esperar a confirmação. Eu e Sidney (não sei se a CBN guardou a gravação do programa) não tínhamos dúvida. E me lembro ter afirmado que, fazia alguns dias, um líder islamita prometera atentados nos EUA. Mas não me vinha o nome completo daquele que acabaria se tornando o pesadelo dos americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É alguma coisa como Ossuma. E Sidney Rezendo completou – é Ossuma Ben Laden. Alguns dias depois, a direção da CBN decidiu que a pronúncia certa seria Ossuma Bin Laden.&lt;br /&gt;De repente, enquanto cada um ia fazendo seus comentários, ocorreu a queda das torres como numa implosão de velhos edifícios. E, ali, pronunciei o seguinte comentário, diante do que me parecia óbvio - « mas pelo visto, além de terem entrado nas torres com os aviões, eles tinham minado antes os prédios com explosivos colocados nos andares ».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias seguintes, fiquei com a impressão de ter dado um fora, porque nenhuma autoridade americana falou na hipótese dos explosivos, e me contentei com a versão oficial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, algum tempo depois, li alguns depoimentos levantando estranhas hipóteses, pelas quais os atentados teriam de certa forma sido ajudados, dando-lhes uma dimensão ainda maior. Ignorei, mesmo porque sei da tendência dos americanos de verem em tudo um complô ou mentiras, como é a história da ida do homem à Lua e mesmo do vôo do Gagarin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, hoje, dez anos depois, tem muita gente séria levantando dúvidas, geralmente engenheiros que entendem de resistência de material ao fogo e altas temperaturas. Assim, dizem que o querosene saído dos aviões queima a uma temperatura de 850 graus centígrados, mas que o metal das torres podia suportar calor de 1.250 graus, antes de fundir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como onde tem fumaça, há certamente fogo, nessa história de complô para derrubar as Torres Gêmeas, o melhor, para evitar o risco de abuso por esquerdistas ou antiamericanos, seria esperar surgir alguém não político. Ora, justamente, existe um, suíço, professor de História na Universidade de Basiléia. Seu nome Daniele Ganser. Ele diz ter ficado com a pulga atrás da orelha, três anos depois, em 2004, ao ler o relatório oficial da Comissão de Inquérito sobre esses atentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ler o calhamaço de mais de 500 páginas, Ganser não se convenceu, achou falhas, e muitos argumentos destinados a reforçar os ataques ao Iraque, Afganistão, ao islamismo e ao Eixo do Mal apontado pelo cristão Bush. Três mil mortos de um lado, centenas de milhares do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganser ficou também impressionado pelo fato da torre 7, do World Trade Center, a WCT7, não constar do documento, embora tivesse caído como um castelo de cartas no fim da tarde do 11 de setembro, e o mais estranho, sem ter sido tocada pelos aviões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse esquecimento da WTC7 não foi só do inquérito, muitas pessoas acham terem sido só duas, as Torres Gêmeas, as que foram ao chão. Se já era estranho as gêmeas terem desmoronado, mais estranho é o fato de um prédio de 43 andares ruir, sem ter sido incendiado e sem ter sido atingido por aviões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hugo Bachman, professor de material numa universidade de Zurique acredita que, a maneira pela qual caíram de maneira imediata todos os andares dos prédios, só tem uma explicação – a queda dos prédios foi controlada por explosivos, como se costuma fazer, e se vê na televisão, com os prédios antigos implodidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o professor de economia Marc Chesney, da Universidade de Zurique, revela ter havido um jogo na bolsa de valores, um dia antes dos atentados, envolvendo as ações das companhias United Airlines e American Airlines, cujos aviões foram sequestrados, e que representaram milhões ou bilhões de dólares, coisa nunca investigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece também terem sido informados, a tempo, tanto o governo como a CIA, sobre a preparação dos atentados, por que, então, não foram inteceptados os terroristas antes de colocarem em prática o aprendido nas escolas de pilotagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta a pergunta, no caso desses indícios provarem ter havido ajuda aos terroristas para completar seus atentados, sobre quem teria tomado essas iniciativas. Se o objetivo era provocar guerras, uma coisa ficou provada – a intervenção no Afganistão e a guerra contra o Iraque beneficiaram amplamente as indústrias de armamentos, porém tiveram efeito boomerangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os EUA de hoje com crise econômica e dólares em baixa acabaram sendo também vítimas da guerra contra o "Eixo do Mal", decretada por Bush, pelas enormes despesas representadas. Serão necessários ainda alguns anos para se saber com certeza se houve um complô paralelo no 11 de setembro de 2001, cujo objetivo era criar condições junto à população dos EUA para guerras contra os islamitas, transformados em representantes do Mal, e poder se apossar do petróleo do Iraque. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rui Martins&lt;/strong&gt; *Ex-correspondente do Estadão e da CBN, após exílio na França. Autor do livro “O Dinheiro Sujo da Corrupção”, criou os Brasileirinhos Apátridas e propõe o Estado dos Emigrantes. Vive na Suíça, colabora com os jornais portugueses Público e Expresso, é colunista do site &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.diretodaredacao.com/"&gt;Direto da Redação&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;. Colabora com o &lt;a href="http://correiodobrasil.com.br/uma-decada-depois-e-o-11-9-desperta-cada-vez-mais-desconfianca-na-opiniao-publica-mundial/294742/"&gt;&lt;strong&gt;Correio do Brasil&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;e com esta nossa &lt;strong&gt;Agência Assaz Atroz.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PressAA&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-4417727239575199673?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/4417727239575199673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=4417727239575199673&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/4417727239575199673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/4417727239575199673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/09/pergunta-que-nao-pode-calar.html' title='A pergunta que não pode calar...'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-4-iCWjrAXeY/TmtomC4fo0I/AAAAAAAAEZ0/vf59lPyve5g/s72-c/bushandhitlerquotes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-4000258501787408151</id><published>2011-08-30T01:01:00.000-07:00</published><updated>2011-08-30T01:44:36.371-07:00</updated><title type='text'>Quiçá, em Alfa Centauro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_Qxl2le-DIs/TlyiT0h8jII/AAAAAAAAEZk/3I9vGRbO5ws/s1600/avatar.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646566494217997442" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-_Qxl2le-DIs/TlyiT0h8jII/AAAAAAAAEZk/3I9vGRbO5ws/s400/avatar.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fernando Campos &lt;/strong&gt;(Só ares latentes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-md_4d7l4Hxk/Tlyfg9l8WqI/AAAAAAAAEZc/21X8uA4oEmc/s1600/fernando%2Bfoto02.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 230px; FLOAT: left; HEIGHT: 172px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646563421454097058" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-md_4d7l4Hxk/Tlyfg9l8WqI/AAAAAAAAEZc/21X8uA4oEmc/s320/fernando%2Bfoto02.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Gênio! Este era praticamente o outro nome de Mellquiadhes Ollivyettho. Ele estava em voga, tornara-se o economista mais badalado dos últimos tempos. Todos abriam o jornal diretamente na sua coluna diária -&lt;em&gt;Wall ß$treet i$ here&lt;/em&gt;-, o restante era só o restante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir das listas de favoritos de muitos milhares de assinantes, ocorria uma verdadeira romaria diária ao seu sítio (pronuncia-se "site", do inglês saite). Sua presença era a garantia do sucesso de qualquer evento, fosse qual fosse o ramo do conhecimento humano em debate. Agenda lotada, nenhuma chance de contratação para os próximos anos. Para os raros felizardos que privavam de sua intimidade, ele era simplesmente Mell – apesar daquele ar bilioso, demonstrando menosprezo pelos reles mortais que o bajulavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mell tinha a mania de dizer que não tinha manias. Afirmava isso em toda entrevista, mesmo que o entrevistador não lhe perguntasse sobre seus hábitos ou possíveis vícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Superstição? "Nenhuma!", garantia ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fitinha do Bonfim, o patuá na correntinha do pescoço, a ferradura atrás da porta, a figa no chaveiro, a carranca no canto da sala, para ele, tudo isso não passava de estilo decorativo ou moda. Considerava-se despojado de qualquer sentimento machista: "Não tenho qualquer tipo de preconceito contra as mulheres. Reconheço que, hoje, com o corretor ortográfico dos computadores, a mulher está bem mais preparada para ser uma boa secretária".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semanalmente Mell recebia, em média, trinta livros de novos autores que solicitavam sua opinião, ansiosos pela aprovação e elogios do mestre. Sua secretária respondia a todos através de uma mensagem modelo. Vez ou outra encaminhava uma dessas obras ao patrão, principalmente as que se desmanchavam em elogios às suas lucubrações sobre o futuro sócio-político-econômico do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Clube dos Orquidófilos de Caraguatatuba, ninguém conhecia Dona Rosa Oliveira pelo nome, para todos ela era apenas a mãe de Mellquiadhes Ollivyettho, porém ela nunca entendeu por que tratavam seu filho Malaquias por aquele estranho apelido. Seus filhos também eram reconhecidos apenas como "os filhos do Ollivyettho". Enfim, todas as pessoas que tinham algum parentesco com "O Mago da Economia" perdiam a identidade própria e se tornavam apenas irmãos, tios, netos, primos ou cunhados de Mellquiadhes Ollivyettho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo Mell vem tentando emplacar um neologismo com a sua marca registrada. Não se cansa de repetir: "Vivemos hoje a pós-globalização, o que já faz do momento atual a Era da Pré-Planetarização Cultural" – repetiu essa expressão ene vezes no seu último livro: "Pré-planetarização cultural - a nossa música nas sondas espaciais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando foi anunciada a primeira viagem espacial de um brasileiro, Mell procurou fazer contato imediato com o astronauta escolhido. Escreveu para o cosmonauta informando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Contam que Santos Dumont, enquanto realizava seu primeiro vôo com um aparelho mais pesado que o ar, assobiava uma marchinha de carnaval. Esse foi, sem dúvida, o princípio de uma nova era. Considero que este fato marca a largada para o que ocorre nos dias de hoje: a Pré-Planetarização Cultural, cujo acontecimento mais marcante ocorreu quando o robô da sonda Sojounerum acordou-se, em solo marciano, ao som da música 'Ô coisinha tão bonitinha do pai', do cantor-compositor brasileiro Jorge Aragão. Portanto, com o propósito de ampliar a nossa vanguarda colonizadora interplanetária, solicito que V.Sa., ao participar da expedição do programa espacial russo, possa levar consigo um exemplar da minha última obra sócio-científica, 'Pré-planetarização cultural - a nossa música nas sondas espaciais', e, em se oportunizando ocasião, faça com que o exemplar seja lançado no espaço sideral em direção a distantes galáxias. Assoma-me à alma a esperança de que ele venha a ser interceptado por seres inteligentes, que logo entenderão a importância de um sistemático intercâmbio cultural entre os habitantes do Universo. Atenciosamente. Mellquiadhes Ollivyettho, PhD em Sociocultura Interplanetária."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mell não recebeu resposta do astronauta brasileiro, porém acreditou que ele estaria preparando-lhe uma surpresa, certamente viria a anunciar, lá do alto, o lançamento do seu livro. O primeiro lançamento de uma obra literário-científica humana no espaço sideral, em direção a galáxias distantes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Poderá vir a encabeçar a lista dos mais vendidos em... nem precisa ser muito distante, talvez, em Alfa Centauro... – delira Mell numa enfermaria do Pinel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pressaa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-4000258501787408151?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/4000258501787408151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=4000258501787408151&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/4000258501787408151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/4000258501787408151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/08/quica-em-alfa-centauro.html' title='Quiçá, em Alfa Centauro'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-_Qxl2le-DIs/TlyiT0h8jII/AAAAAAAAEZk/3I9vGRbO5ws/s72-c/avatar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-7267031471262333846</id><published>2011-08-29T00:00:00.000-07:00</published><updated>2011-08-28T23:55:16.841-07:00</updated><title type='text'>CACIMBINHAS</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zNCAZQv0vOY/Tls1JKzWjZI/AAAAAAAAEZU/mb8v49cTve8/s1600/a-retomada-02_baile-perfumado.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 277px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646164989473885586" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-zNCAZQv0vOY/Tls1JKzWjZI/AAAAAAAAEZU/mb8v49cTve8/s400/a-retomada-02_baile-perfumado.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-WmNZHsjOYiQ/Tlsz9peDgYI/AAAAAAAAEZM/2GAt-xUTKMo/s1600/040210122543_m.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 72px; FLOAT: left; HEIGHT: 72px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646163692035998082" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-WmNZHsjOYiQ/Tlsz9peDgYI/AAAAAAAAEZM/2GAt-xUTKMo/s400/040210122543_m.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Clerisvaldo B. Chagas - Extraído do &lt;a href="http://www.maltanet.com.br/colunas/clerisvaldobchagas/1226"&gt;Portal Maltanet&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empenhado em nossa organização de livro sobre Virgulino Ferreira da Silva, temos referências várias sobre a nossa tão querida cidade Cacimbinhas. Município alagoano localizado no meio do caminho Santana do Ipanema ─ Palmeira dos Índios, Cacimbinhas foi ponto de descanso e referência de quem transitava do alto Sertão à Maceió e vice-versa. Tempos das estradas de terra, buracos e solavancos, poeira e lama que enganchavam as viagens sertanejas à capital. Originária no sítio Choan, o atual município recebia caçadores de Pernambuco ─ com o qual faz fronteira ─ que acampavam no sítio, nas proximidades de uma cacimba onde havia um limoeiro. Com mais pessoas parando por ali para descanso, outras cacimbas foram cavadas gerando, assim, a denominação do município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem nasce em Cacimbinhas é cacimbense. E quem é cacimbense tem orgulho de sua fundação que aconteceu em 19 de setembro de 1958. Atualmente o município faz parte da Microrregião de Palmeira dos Índios e da Mesorregião do Agreste Alagoano. Possuindo uma área de 272,98 km2, com a distância de 177 km da capital, Cacimbinhas tem como sua padroeira, Nossa Senhora da Penha, celebrada em 8 de setembro. Com mais de dez mil habitantes, o município conta com atrações, além da festa da padroeira, como Festa de Santos Reis, Baile do Sábado da Aleluia. Forró Fest, emancipação política e ainda o Baile Macabro realizado em novembro. Para quem quer fazer visita turística, a recomendação é a serra do Cruzeiro com a capela de São Francisco e o castelo medieval da fazenda Alfredo Maya.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início da década de vinte, Cacimbinhas recebia um bando de cangaceiros chefiados por Pedro, um dos famigerados irmãos Porcino, cujo bando abrigou o mais célebre, Lampião. Isso gerou dor de cabeça para o governo que convocou o comissário de Palmeira dos Índios e enviou tropas para Cacimbinhas. Além da década de vinte, Lampião usou Cacimbinhas outras vezes nos anos trinta, pela sua proximidade fronteiriça com Pernambuco. Ali foi sempre a porta de saída de Virgulino que geralmente entrava em Alagoas por Água Branca ou Mata Grande, via Piranhas, saída Cacimbinhas em busca de Bom Conselho (PE), e imediações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem os historiadores que os primeiros habitantes chegaram por volta de 1830. Após os primeiros habitantes, chegou a Cacimbinhas José Gonzaga que se associou a Clarindo Amorim par a construção da linha do telégrafo, ligando Palmeira dos Índios a Santana do Ipanema. Gonzaga, além desse feito histórico sobre comunicações, criou a primeira feira, com bastante movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos tempos da estrada de terra, o que mais me chamava à atenção era a linha do telégrafo margeando a estrada, em cujo tempo de inverno, víamos passarinhos encolhidos sobre o fio. Ainda hoje quando passo entre Cacimbinhas e Palmeira dos Índios, nunca deixei de procurar com a vista os postes históricos e o fio que parece que foram retirados. Por que não estão em um museu municipal em uma das três cidades do trajeto? Aproxima-se o tempo de festa. Cacimbinhas entrou também em dois romances meus ainda inéditos: “Deuses de Mandacaru” e “Fazenda Lajeado”, com os personagens fictícios Né de Zeca e João de Brito, respectivamente. Ah! Mas isso são outras histórias. Bênçãos a CACIMBINHAS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Visite também o blog do autor: &lt;a href="http://www.blogger.com/clerisvaldobchagas.blogspot.com"&gt;Clerisvaldo Chagas&lt;ahref="clerisvaldobchagas.blogspot.com"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pressaa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-7267031471262333846?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/7267031471262333846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=7267031471262333846&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/7267031471262333846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/7267031471262333846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/08/cacimbinhas.html' title='CACIMBINHAS'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-zNCAZQv0vOY/Tls1JKzWjZI/AAAAAAAAEZU/mb8v49cTve8/s72-c/a-retomada-02_baile-perfumado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-5879928270875155349</id><published>2011-08-27T22:39:00.000-07:00</published><updated>2011-08-27T23:44:40.467-07:00</updated><title type='text'>O TAMBOR DO CABOCO SUBURUCU</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4Am5-Nnfpfk/TlniC0HGFRI/AAAAAAAAEZE/JKBTmvCUXrM/s1600/Caboclo%252520Pery.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 303px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5645792145861645586" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-4Am5-Nnfpfk/TlniC0HGFRI/AAAAAAAAEZE/JKBTmvCUXrM/s400/Caboclo%252520Pery.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-tk2yHOncOdI/TlnVbdINpjI/AAAAAAAAEY0/zI3l795qZF0/s1600/topo_newsletter.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 94px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5645778275537888818" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-tk2yHOncOdI/TlnVbdINpjI/AAAAAAAAEY0/zI3l795qZF0/s320/topo_newsletter.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;´Charapa´ é o nome que no Peru e no Equador se dá a um cágado que vive nos rios, lagos e floresta da Amazônia. Essa espécie de tartaruga, de casco negro com manchas amarelas, corresponde ao nosso tracajá. É com essa palavra que os peruanos denominam todos aqueles que nascem na região amazônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Iquitos, em 1943, o poeta Manuel Morales é um ‘charapa’, um ‘tracajá’ autêntico, do tipo ‘caboco suburucu, popa de lancha e bandeira azul’. Ele ganhou vários prêmios de poesia, entre os quais o primeiro lugar nos Juegos Florales Universitários de 1967, organizado pela Universidade Nacional de Educação, conhecida como La Cantuta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa época, publicou dois livros: Peicen Bool (1968) e Poemas de entrecasa (1969), editados por La Cantuta. Enquanto viveu no Peru, esse caboco suburucu integrou o Movimento Hora Zero, que congregava os poetas de sua geração. Mas logo depois, nos anos 1970, viajou para o Brasil, vivendo por mais de trinta anos em Porto Alegre (RS), onde morreu no dia 2 de outubro de 2007, aos 64 anos, longe dos amigos peruanos, mas cercado por tocadores de tambor, flauta, violão e cavaquinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo intrigado sem saber bem por que nós, da Amazônia brasileira, desconhecemos os nossos vizinhos de outros países amazônicos, de cujo convívio salutar estamos privados, apesar da proximidade geográfica e cultural. Lendo o poema de Manuel Morales intitulado ‘Si tienes um amigo que toca tambor´, pensei que os brasileiros gostariam de conhecê-lo. Por isso, publiquei há vinte anos uma tradução desse poema, que quero uma vez mais compartilhar com os leitores para tentar, dessa forma, derrubar alguns tijolos do muro que nos separa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se tens um amigo que toca tambor&lt;br /&gt;Cuida bem dele!&lt;br /&gt;É mais que um conselho: cuida bem dele!&lt;br /&gt;Porque hoje em dia ninguém mais toca tambor.&lt;br /&gt;Pior ainda: ninguém mais tem um amigo.&lt;br /&gt;Então, cuida bem dele,&lt;br /&gt;Que esse amigo guardará tua casa.&lt;br /&gt;Mas não o deixes sozinho com tua mulher, lembra-te&lt;br /&gt;Que ela é tua mulher e não de teu amigo.&lt;br /&gt;Se segues este conselho, viverás&lt;br /&gt;Muito tempo. E conservarás a tua mulher&lt;br /&gt;E um amigo que toca tambor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma carta de Manuel Morales enviada do Brasil ao seu amigo Tulio Mora, que também é poeta, foi publicada recentemente num periódico de Lima. Nela, ele se declarava ainda vinculado, mesmo de longe, ao movimento Hora Zero:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Te digo que escrever é viver. A poesia é, portanto, um estado de reconstrução e nominação dos elementos do mundo. Vocês dirão: Manuel Morales viveu longe e nos esqueceu. Não é verdade. Tenho orgulho de ser um militante de Hora Zero, o movimento que ajudamos a construir para que a poesia não seja uma farsa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro poema de Manuel Morales, publicado na Antologia da poesia peruana, organizada por Alberto Escobar, se intitula ‘Usos son de la guerra’, algo assim como ‘São os costumes da guerra’, e guarda o mesmo humor refinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No amor e na cama,&lt;br /&gt;Napoleão foi um fracasso.&lt;br /&gt;Não digo o mesmo&lt;br /&gt;na guerra. Seu êxito&lt;br /&gt;consistia em envolver o inimigo.&lt;br /&gt;E a França o teve&lt;br /&gt;como seu filho mais dileto;&lt;br /&gt;e lhe deu fama&lt;br /&gt;e suas mais formosas mulheres.&lt;br /&gt;Tão grande na estratégia&lt;br /&gt;e com um pênis tão pequeno, na cama&lt;br /&gt;mandavam suas mulheres. (A vitória&lt;br /&gt;se deveu a seus generais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-FfnYDXqNyxQ/TlncPIC3HNI/AAAAAAAAEY8/z72vXln7rdA/s1600/bessinha543.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 171px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5645785760301259986" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-FfnYDXqNyxQ/TlncPIC3HNI/AAAAAAAAEY8/z72vXln7rdA/s400/bessinha543.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O voo do Sarney&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia pensado em conversar hoje com os leitores sobre a presepada do presidente do Senado José Sarney, que viajou de férias de São Luís para sua ilha particular, em Curupu, num helicóptero da Polícia Militar do Maranhão, um modelo comprado por R$ 16,5 milhões, com recursos públicos do Ministério da Justiça, destinado ao uso exclusivo da segurança e saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O voo do Sarney, que deu carona a Henry Dualibe Filho, um empresário de “ficha duvidosa” segundo a Folha de São Paulo, acabou prejudicando o transporte e o socorro a um doente, um pedreiro acidentado que teve de aguardar numa maca, em outro helicóptero, até ser transportado para a ambulância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando deram um flagra nele, vestido de branco, com uma boina, cercado por funcionários da PM que carregavam suas bagagens e caixas de isopor, Sarney teve o cinismo de declarar que tem direito a transporte de representação em todo o território nacional. Foi apoiado pelo vice-líder da governadora Roseana Sarney, o deputado Magno Bacelar, do Partido Verde, que respondeu agressivamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Vocês queriam o quê? Que o presidente do Senado fosse andar em jumento? Esse helicóptero, é claro, tem que servir os doentes, mas tem que servir as autoridades, esta é a realidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Ribamar Sarney é o atraso do atraso do atraso. Só podia usar esse helicóptero, se fosse para ser conduzido à prisão. Enquanto ele exercer qualquer tipo de poder, o Brasil não deixará de ser uma República das Bananas. Decididamente, não se faz mais Ribamar como antigamente. Lula, que em campanha eleitoral havia chamado Sarney de corrupto, vai ficar devendo essa para a História do Brasil: tê-lo ressuscitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço desculpas ao leitor, mas prefiro me refugiar na poesia. O Sarney me dá nojo, talvez porque sua existência mostra que nós brasileiros, que convivemos com tanto cinismo, somos uns vermes, por permitirmos que a máquina pública do Estado seja apropriada por coronéis de barranco como Sarney, dono do Maranhão, o estado mais pobre e miserável do Brasil. Que país é esse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retorno a Manuel Morales, o nosso caboco suburucu, para concluir com outro poema dele, intitulado “No busquen una pátria”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não busque uma pátria&lt;br /&gt;Que contenha rosas. Hoje&lt;br /&gt;As rosas não existem mais. Só existe&lt;br /&gt;Uma pátria na palma do peito&lt;br /&gt;E outra no centro do olho.&lt;br /&gt;Continuem buscando rosas. Encontrarão&lt;br /&gt;Um balaço no peito&lt;br /&gt;E outro&lt;br /&gt;No centro do olho”. &lt;/p&gt;______________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Ribamar Bessa Freire &lt;/strong&gt;é professor universitário (UERJ), reside no Rio há mais de 20 anos, assina coluna no Diário do Amazonas, de Manaus, sua terra natal, e mantém o blog &lt;a href="http://www.taquiprati.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Taqui Pra Ti &lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC – Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PressAA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-5879928270875155349?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/5879928270875155349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=5879928270875155349&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/5879928270875155349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/5879928270875155349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/08/o-tambor-do-caboco-suburucu.html' title='O TAMBOR DO CABOCO SUBURUCU'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-4Am5-Nnfpfk/TlniC0HGFRI/AAAAAAAAEZE/JKBTmvCUXrM/s72-c/Caboclo%252520Pery.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-8323831831821099443</id><published>2011-08-26T23:28:00.000-07:00</published><updated>2011-08-27T00:06:38.733-07:00</updated><title type='text'>Seria cômico se não fosse cônico  - ou vice-versa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-B4yvew8Edmo/TliVRA26khI/AAAAAAAAEYk/2U4f0EuTDCo/s1600/3737363a3e_200.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5645426252429562386" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-B4yvew8Edmo/TliVRA26khI/AAAAAAAAEYk/2U4f0EuTDCo/s400/3737363a3e_200.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-0Y-CV8MG4n8/TliVg-B2YhI/AAAAAAAAEYs/dQa0UKG_kTo/s1600/fernando%2Bfoto02.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 230px; FLOAT: left; HEIGHT: 172px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5645426526548025874" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-0Y-CV8MG4n8/TliVg-B2YhI/AAAAAAAAEYs/dQa0UKG_kTo/s320/fernando%2Bfoto02.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;por Fernando Soares Campos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante muito tempo, contestei, cá com meu zíper, as posições de alguns dos meus amigos sobre a imprensa brasileira e, mais abrangente, sobre as veiculações midiáticas em suas mais diversas expressões: a publicidade, a veiculação das artes cênicas, literárias, o didatismo educacional (coisas do tipo telecurso) entre outras formas de as mídias se manifestarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu lia ou ouvia amigos meus dizerem: “Precisamos acabar com todo esse jornalismo-que-existe! Tudo! Botar tudo num incinerador e fazê-los queimar como almas no inferno!” Aí eu ria e apaziguava dizendo: “Peralá! Também não é assim... Pra que essa desconstrução sob tão radical niilismo?!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que foi por isso (por essa minha visão das coisas) que tempos atrás, depois de ler um artigo do Luis Nassif, escrevi o slogan de um dos meus blogs que formam o conjunto Assaz Atroz, o blog departamento agencia assaz atroz (pressaa) – redação, que tem como lema: “Ativismo com atavismo sem saudosismo – mas com um toque de pragmatismo”. Certamente ainda continuo pensando dessa forma, mas não deixo de dar razão aos meus amigos, principalmente agora, depois de ler a opinião dos companheiros da Vila Vudu. Opinião essa fundada em excelente análise sobre uma entrevista da BBC de Londres (conforme a gente costumava especificar antigamente, como se existisse outra BBC naquela época “não globalizada”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia continuar fazendo mil considerações sobre a opinião e análise do pessoal da Vila Vudu Coletivo de Tradutores, mas prefiro que você, leitor, acompanhe o trabalho desse incansável ajuntamento de pessoas pensantes e tire suas próprias conclusões. Adiante posso até tecer mais algumas considerações sobre essa saudável clareza súbita que o texto e o vídeo por eles indicado me proporcionaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, porém, me arrisco a dar um conselho. Você pode assistir ao vídeo antes de ler a tradução do determinante trecho da entrevista, abrangente ao todo, mas eu mesmo preferi ler primeiro a tradução e depois assistir ao vídeo. Isso me ajudou na presente luta que mantenho contra os preconceitos que trago enraizados desde os primórdios de minha formação educacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você pode seguir o caminho inverso, isso fica a seu critério. Assistir primeiro ao vídeo e depois ler a tradução, ou vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Soares Campos - Editor Assaz Atroz Chefe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Jornalismo = “Objetividade que só se encontra na mentira”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Comentário entreouvido na Vila Vudu&lt;br /&gt;Quem precisa do jornalismo-que-há?!(Além dos jornalistas empresários e profissionais empregados, claro...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não há diferença essencial entre a Rede Globo e a BBC. Os que querem “mídia” podem perder suas últimas ilusões liberalóides conservadoras. Nenhum jornalismo-que-há sempre será melhor que o jornalismo-que-há.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matéria abaixo esteve no ar. Nunca aconteceria no Brasil, porque a Rede Globo NUNCA entrevista gente que seja realmente contra a posição da “mídia” e as convicções pessoais dos jornalistas. Aliás, fazem todos muito bem, porque ouviriam o que não querem ouvir nem querem que ninguém ouça e vivem para impedir que as pessoas digam e, se alguém disser, para impedir que a opinião pública ouça. Mas o horror do jornalismo-que-há, que só existe para impor opiniões feitas, é muito parecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Prôs que pensem que só a Rede Globo faz o que faz e que algum outro tipo de jornalismo-empresa seja algum dia possível ou pensável, aí vai bom exemplo de que a Rede Globo é, só, a pior do mundo, mas faz um mesmo e idêntico “jornalismo”, feito por jornalistas autistas, fascistas sinceros, absolutamente convictos de que “sabem mais”, só porque são donos da palavra e nunca ouvem o “outro lado”, sobretudo se o outro lado quiser falar DELES e das empresas para as quais trabalham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O melhor jornalismo-que-há vive a procurar&lt;br /&gt;uma “objetividade” que só se encontra na mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O problema do mundo não é a Rede Globo (ou, pelo menos, não é mais a Rede Globo que a BBC). O problema do mundo é que o jornalismo (que é aparelho ideológico criado e mantido para uniformizar as opiniões e constituir mercados homogêneos, seja para o consumo uniforme de sabão em pó e remédio antipeido, seja para o consumo uniforme de ideias sobre ética e democracia e justiça) é o único dono da palavra social. Se se inventar mídia que não seja única dona, feudatária, da palavra social, acaba-se o jornalismo-que-há.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/embed/WoFak7MRBJw"frameborder="0"allowfullscreen&amp;gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quem ainda duvidar, veja (acima) e leia a seguir (traduzido pelo Coletivo da Vila Vudu):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Transcrição da entrevista:&lt;br /&gt;Shocking Footage: BBC Presenter Attacks Black Veteran Over London Riots – Aug, 09,2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“BBC (para a câmera): Vamos falar com Marcus Dowe, escritor e jornalista. (A câmera mostra um senhor, visivelmente perturbado.) Marcus Dowe, qual sua opinião sobre tudo isso? Você está chocado com o que viu lá a noite passada em Londres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Entrevistado: Não, não estou. Vivo em Londres há 50 anos e há “climas” e momentos diferentes. O que sei, ouvindo meu filho e meu neto, é que algo muito, muito sério estava para acontecer nesse país. Nossos líderes políticos não tinham ideia. A Polícia não tinha ideia. [Só faltou completar: “Os jornais e os jornalistas não tinham ideia”.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas se se olhasse para os jovens negros e para os jovens brancos, com atenção, se os ouvíssemos com atenção, eles estavam nos dizendo. E não ouvimos. Mas o que está acontecendo nesse país com eles...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“BBC: Posso interrompê-lo, por favor... O senhor está dizendo que não condena o que houve ontem? Que não está chocado com o que houve em nossa comunidade ontem à noite?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Entrevistado: É claro que não condeno! Por que condenaria? A coisa que mais me preocupa é que havia um jovem chamado Mark Dogan, tinha casa, família, irmãos, irmãs. E a poucos metros de sua casa, um policial rebentou sua cabeça com um tiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“BBC [interrompendo]: Sim, mas não podemos falar sobre isso. Temos de esperar o julgamento, o tribunal não se manifestou sobre isso... Não sabemos o que aconteceu. O senhor estava falando do seu filho, de jovens...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Entrevistado: Meu neto é um anjo. Me enfureço só de pensar que ele vai crescer e um policial pode colá-lo a uma parede e explodir sua cabeça com um tiro. A Polícia detém e pára e revista os jovens negros sem qualquer razão. Alguma coisa vai muito mal nesse país. Perguntei ao meu filho quantas vezes ele foi parado pela polícia. Ele me disse “Papai, não tenho conta de tantas vezes que aconteceu...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“BBC: Mas... Isso seria justificativa para sair e quebrar tudo, como vimos nos últimos dias em Londres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Entrevistado: Onde estava você em 1981 em Brixton? Não digo que estão acontecendo “tumultos”. O que está acontecendo é insurreição das massas, do povo. Está acontecendo na Síria, em Liverpool, em Port of Spain... Essa é a natureza do momento histórico que vivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“BBC: O senhor não é estranho a essas agitações. O senhor já participou de agitações como essa, como sabemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Entrevistado: Nunca participei de agitação alguma. Estive em muitas manifestações que acabaram em conflitos. Seria normal que a Polícia da Índia Ocidental me acusasse de ser agitador. Mas absolutamente não admito que você me acuse de agitador. Quis oferecer um contexto para o que está acontecendo. O que é que vocês queriam? Masmorras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“BBC: Infelizmente, o senhor não conseguiria ser objetivo. Obrigada pela entrevista. [Corta e o “jornal” passa a falar da suspensão de uma partida de futebol]”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pressaa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-8323831831821099443?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/8323831831821099443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=8323831831821099443&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/8323831831821099443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/8323831831821099443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/08/seria-comico-se-nao-fosse-conico.html' title='Seria cômico se não fosse cônico  - ou vice-versa'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-B4yvew8Edmo/TliVRA26khI/AAAAAAAAEYk/2U4f0EuTDCo/s72-c/3737363a3e_200.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-2203715738997355353</id><published>2011-08-25T22:36:00.000-07:00</published><updated>2011-08-25T23:43:54.022-07:00</updated><title type='text'>La Insignia - Flash Back</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-WXwthSoTHJ0/TldAhSv9WYI/AAAAAAAAEYU/b-qHYgV8wew/s1600/fleet-type.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 229px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5645051598645057922" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-WXwthSoTHJ0/TldAhSv9WYI/AAAAAAAAEYU/b-qHYgV8wew/s400/fleet-type.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 67px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5645034878528173890" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-NRvfudK4qSM/TlcxUDdct0I/AAAAAAAAEXs/ydFa3UfCRlM/s400/pagina.gif" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Cabo Anselmo e os neogolpistas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-sZNlfYAZ89I/TlcxsGGkUKI/AAAAAAAAEX0/VJ754gOMLOU/s1600/fernando%2Bfoto02.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 230px; FLOAT: left; HEIGHT: 172px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5645035291554369698" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-sZNlfYAZ89I/TlcxsGGkUKI/AAAAAAAAEX0/VJ754gOMLOU/s320/fernando%2Bfoto02.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Fernando Soares Campos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.lainsignia.org/2005/julio/ibe_074.htm"&gt;La Insignia. Brasil&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em janeiro de 1969, eu contava lá com os meus 19 anos de idade. Foi nesse período que me apresentei a bordo do Submarino Bahia (S12) a fim de me incorporar à tripulação como marinheiro do serviço de máquinas. Como em todas as unidades militares da época, no Bahia havia diversos "secretas" (era como o pessoal denominava os agentes do CENIMAR - Centro de Informações da Marinha). Em qualquer setor de bordo, podia-se identificar pelo menos um deles. Eram, em geral, elementos do quadro subalterno, os quais faziam questão de exibir suas relações com oficiais de alta patente que os indicavam para aquelas funções de alcagüete. Na verdade, os "secretas" não passavam de colaboradores voluntários dos serviços de informação. Em troca dos seus préstimos, invariavelmente conseguiam transferência para servir em unidades de suas preferências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época, momento em que o golpe militar havia se consolidado recentemente, através do Ato Institucional nº 5 (AI-5), um sargento meu amigo, ali, entre as fainas de manutenção dos velhos Fairbanks Morses, me contava sobre a atuação do cabo Anselmo à frente da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil (AMFNB). Cabo Anselmo transformara-se no mais famoso agente da repressão na Armada. No entanto sua atuação se dera sob o disfarce de um agitador a serviço das entidades de esquerda. Era um elemento infiltrado entre sindicalistas e estudantes, auxiliando o CENIMAR a monitorar os movimentos sindicais e estudantis. E era disso que o pessoal se lembrava. Alguns se referiam a ele imprimindo um tom de desprezo; outros falavam de seus liderados tratando-os com jocosidades, considerando-os elementos ingênuos, inocentes úteis; todos, porém, concordavam que o cabo Anselmo não passava de um oportunista, um indivíduo sem convicções ideológicas, tratando-se tão-somente de um pau-mandado a serviço das forças de repressão, um elemento sem vontade própria, movido por interesses pessoais menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabo Anselmo atuava como um agitador, agia no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, insuflando os marinheiros à indisciplina. Distribuía panfletos nas unidades militares, o que, por si mesmo, já seria suficiente para que todos desconfiassem dele. É inconcebível que um militar subalterno pudesse agir daquela forma sem o consentimento de autoridades superiores. E o líder dos "grumetes" fazia propaganda revolucionária nas dependências do maior complexo de instituições da Marinha de Guerra do Brasil (o Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro), sem ser importunado, sem sofrer represália ou qualquer tentativa de obstrução de sua panfletagem - exceto alguns poucos casos em que a "repressão" e "punição" serviram apenas para lhe conferir aspectos de agente do "comunismo ateu". As eventuais punições que sofrera com base no regulamento interno tinham como propósito disfarçar as relações de servilismo do cabo Anselmo com a oficialidade do CENIMAR. Ele sofreu duas "punições de prisão rigorosa" por 10 dias em cada aplicação da pena. De acordo com o regulamento interno da Marinha, com mais uma punição dessas, ele seria automaticamente desligado do serviço militar (praticamente uma expulsão). E isso sempre foi fácil aplicar. Qualquer tenente que tivesse interesse em demitir um marinheiro perseguia seu desafeto e, com pouca sutileza, encontrava motivos para enquadrá-lo e enviá-lo para audiência de julgamento de sua infração, arbitrada pelo comandante da unidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pouco tempo de atuação, cabo Anselmo já se movimentava com muita habilidade e conhecimentos nos meios sindicais e estudantis, transformando aquela associação de marinheiros lá do CIAW em uma instituição parceira de legítimos movimentos da esquerda militante. No dia 27 de março de 1964, a AMFNB, sob a liderança de cabo Anselmo, provocou a paralisação de parte das atividades da Marinha. Os marinheiros "amotinados" recusaram-se a reassumir seus postos de trabalho. Foram presos em um quartel do Exército, porém foram inexplicavelmente soltos, poucas horas depois, e saíram em barulhenta passeada pela cidade do Rio de Janeiro. Certamente os militares agaloados poderiam ter impedido que o movimento "insurgente" assumisse aquele vulto, pois conheciam seus movimentos desde o princípio, quando a proposta da AMFNB se limitava a proporcionar atendimento social e recreativo aos seus associados. A entidade era dirigida por disciplinados marinheiros, os quais, a exemplo do próprio cabo Anselmo, eram, em geral, elementos protegidos de certos oficiais graduados, do contrário não teriam oportunidade de criar qualquer núcleo de defesa dos próprios direitos dentro das instalações militares (a AMFNB não tinha sede própria, funcionava nas dependências do Centro de Instrução Almirante Wandenkolk - CIAW).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem acredite que cabo Anselmo mudou de lado quando voltou do exílio (Uruguai e Cuba) em 1970. Engano. Na verdade, ele era um agente infiltrado nos movimentos populares que precederam o golpe militar. Sua primeira prisão, em 64, no momento da investida dos militares contra um governo legal e democraticamente constituído, não passou de um jogo de cena dos serviços de informação. E sua fuga da cadeia não foi senão mais uma etapa desse jogo. Veja que eu cheguei a bordo do Submarino Bahia em janeiro de 1969, e, naquela ocasião, os mais antigos já o tratavam como traidor (à boca pequeníssima, claro). Também a sua prisão pela equipe do delegado Sérgio Fleury (não se sabe como ocorreu), pouco tempo depois de sua volta do "exílio", foi, sem dúvida, mais uma armação dos aparelhos repressores, a fim de legitimá-lo como membro da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e viabilizar a continuação de seu papel como delator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O golpe militar que depôs o presidente João Goulart, usando tanques de guerra, jornais, emissoras de rádio e tevê e procissões de beatas, foi articulado com muita antecedência. Os movimentos golpistas começaram mesmo antes de Goulart sentar-se na poltrona presidencial, em 7 de setembro de 1961. Os conspiradores foram assessorados por fontes altamente qualificadas. No apoio logístico, contaram com a vasta experiência da espionagem ianque: sabotagem, tortura física e psicológica, propaganda, mercado, apoio financeiro, colonialismo, imperialismo, enfim, tudo que houvesse necessidade para conter o avanço do comunismo na América, que já contava com um péssimo exemplo: Cuba. O apoio recebeu o nome de "Operação Brother Sam". Em 64, no comando da operação, estava o embaixador Lincoln Gordon. Em atividade, os agentes, que chegavam travestidos de padre, pastor, jornalista, executivo, ou mesmo de simples turista. No entanto a singela insatisfação pessoal não constitui argumento suficiente para se executar um golpe de Estado. Precisa-se de "motivos" que justifiquem uma ação dessa grandeza. Os agentes da CIA e os conspiradores daqui e de alhures sabem muito bem que os autóctones entreguistas necessitam de "agasalhos" para aquecerem as suas glaciais consciências. Em 64, a "ameaça comunista" fez o papel de psicotrópico com efeitos sedativos, calmantes, estimulantes, antidepressivos... uma verdadeira panacéia, a fim de que os militares brasileiros fizessem "revolução" (num coquetel psicotrópico desses, deve ser acrescentada vitaminas morais). Em 64, uma esquadra dos Estados Unidos fora colocada on standby para o caso de as tropas brasileiras não darem conta do recado - o socorro emergencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas estamos mesmo em 2005. Os trabalhadores não pressionam o governo como em 64, exigindo radicalizações do tipo "reforma agrária já!". O próprio MST, de certa forma, aguarda na disciplina. Sindicalistas participam do governo central. Os militares estão ocupados em eletrificar os muros dos quartéis a fim de evitar que os traficantes de droga saqueiem os seus paióis. A Igreja Católica "parece" mais preocupada em fazer proselitismo para recuperar parte do rebanho perdido para os neopentecostais nos últimos anos. Num quadro desses, aparece uma oposição que não tem costume de ficar nesta posição. Porém não dá pra conceber uma passeata de capitalistas gritando palavras de ordem, nos centro das grandes cidades. Até que já ensaiaram alguma coisa parecida: tratores agrícolas invadiram o Planalto e centenas de fazendeiros agitaram-se em frente ao Palácio do Governo, aproveitando o momento para exigir uma polpuda ajuda financeira. Contudo a História indica meios mais sofisticados para fazerem seus "protestos": os tentáculos da mídia. E saibamos nós que os atuais golpistas preferem o enfraquecimento político do governo Lula, através da difamação e da calúnia, ao golpe do impeachment. Desejam ainda menos a deposição à força com o uso de tanques de guerra, como em 64. Querem voltar de "cara limpa". Entretanto temem a reeleição do ex-metalúrgico retirante da seca do Nordeste. Um homem que às vezes se confunde e fala coisas que os adversários usam para fazer chacota. E aí, ninguém se surpreenda se eles partirem para o vale-tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente João Belchior Marques Goulart era muito mais pressionado pela classe trabalhadora do que Luiz Inácio Lula da Silva, portanto aquele esteve mais vulnerável a agitações populares que resultassem em desestabilização de seu governo do que este. Goulart é tratado por muitos historiadores (e nem tanto) como um "fraco de caráter". Chegam a dizer que o seu governo "não foi derrubado", apenas "caiu de poder". Escrevem "histórias" contando que o golpe de 64 não fora o resultado de planejamentos conspiratórios delineados com muita antecedência, mas sim um movimento improvisado, oportunista. Hoje a imprensa já está se antecipando à História: antes mesmo da possível derrubada de Lula, já lhe conferem características desse tipo. Falam dele como um "acuado". Dizem até que tomou decisões atendendo exigências de Roberto Jefferson, quando do depoimento deste na CPI dos Correios e nas suas declarações à imprensa. No artigo "É só Jefferson mandar...", revista Época, assinado por Raquel Ulhôa, a autora apresenta a matéria com a seguinte epígrafe: "Depois de Dirceu, Lula demite três diretores acusados pelo deputado [Roberto Jefferson] de desviar dinheiro de Furnas e, acuado, se prepara para mudar o ministério". No contexto, encontram-se declarações atribuídas ao senador Álvaro Dias (PSDB): "Parece que só o senhor [Roberto Jefferson] demite neste governo. Pediu a demissão de José Dirceu e ele saiu da Casa Civil. Provocou a demissão das diretorias dos Correios e do Instituto de Resseguros do Brasil. Agora, com uma frase, derrubou a direção de Furnas". Cita-se ainda um certo (não dá nome) ministro que teria dito: "O que vai acontecer se na próxima entrevista Jefferson atacar mais gente do governo? Todo mundo que ele disser que é ladrão vai ser demitido na hora? Esse poder seria maior que o do próprio Lula". Pode não ser, mas parece que estão pintando propositadamente uma imagem de Lula de tal forma que, depois de ser banido do Planalto, seria colocado na galeria dos "fracos de caráter", como fazem com João Goulart.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andei pesquisando sobre o cabo Anselmo e li alguns comentários estarrecedores. Não propriamente em relação ao alcagüete oficial da repressão, mas espantosos no que diz respeito à opinião de certas pessoas sobre a sua sórdida conduta: a delação que levou muita gente a ser sumariamente executada pelos aparelhos de repressão. Talvez um comentário desse tipo não merecesse qualquer referência., muitos preferem ignorá-lo, porém gosto de chamar a atenção para determinados sofismas que parecem meros equívocos de opinião. Apenas parecem. Tem um rapaz aí chamado Álvaro Velloso de Carvalho que escreveu isto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...a revista Época publica uma matéria gabando-se de ter encontrado "o traidor", o cabo Anselmo. Foi ele quem denunciou dezenas de membros das guerrilhas, durante a ditadura militar, praticamente desmontando o esquema da luta armada. Segundo a revista, ele foi um "traidor da pátria". Traidor da pátria coisíssima nenhuma. Traidores da pátria eram os facínoras que ele denunciou; traidores eram os jovens descerebrados e desprovidos de senso moral, prontos a matar todos os seus inimigos políticos e a seguir rigorosamente todas as ordens que viessem de seus superiores da União Soviética ou da China. Sem as denúncias de cabo Anselmo, a ditadura teria sido muito mais terrível, e teria havido muito mais derramamento de sangue: a guerrilha teria continuado, e muitas vidas teriam sido perdidas no conseqüente confronto entre Exército e guerrilheiros. A denúncia de cabo Anselmo poupou muitas vidas, tanto de guerrilheiros, quanto de militares (e já mostramos aqui* como, comparativamente, morreram mais militares do que guerrilheiros durante a ditadura).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que muito em breve vamos ler versões deste tipo justificando os arrotos de Roberto Jefferson? Quem viver lerá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu disse aí em cima que é um equívoco pensar que o cabo Anselmo virou a casaca depois de voltar do exílio no Uruguai e em Cuba, em 1970. Tentei comprovar isso contando sobre o que ouvi a seu respeito em janeiro de 1969 (ingressei na Escola de Aprendizes Marinheiros da Bahia em 1967 e, ao término do curso, embarquei no Submarino Bahia). Continuo afirmando que a AMFNB foi uma entidade utilizada "pelos próprios golpistas" para radicalizar artificialmente as lutas sociais e, assim, desestabilizar um governo que demonstrava simpatia pelos inimigos dos Estados Unidos da América (hoje está claro que o governo petista demonstra simpatia pelo governo venezuelano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1988, uns amigos meus, jornalistas pernambucanos, me indicaram como colaborador do jornal Folha de Pernambuco. Naquela ocasião (23/11/88), escrevi um artigo intitulado "As Especulações e os Golpes". Eis alguns trechos desse artigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém aí já ouviu, em qualquer época, o anúncio [oficial] de um golpe de Estado em andamento?Acredito que não. Então, por que a imprensa nativa, geralmente ao som de boatos, procura as autoridades competentes para confirmar ou desmentir os rumores de um provável golpe que estaria sendo articulado nos bastidores do poder? (...) Não se especula as possibilidades de um golpe junto a quem deseja a virada da mesa. Negar é dever de quem conspira, ignorar é inconsciência de quem não tem compromisso com a Democracia; desmentir, baseando-se em declarações oficiais, é direito de quem não quer jogar lenha na fogueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o que me causa estranheza é ver que os próprios alvos de um golpe de Estado negam a existência de um complô contra o governo Lula, incluindo aí o próprio presidente Lula, que já exteriorizou seu ceticismo em relação aos "boatos" de golpe. Muita gente alega que a política do atual governo está plenamente alinhada com os interesses das elites econômicas e financeiras daqui e de além-mar. E por isso descartam as possibilidades de um golpe contra um governo eleito com esmagadora aprovação popular (só isso já constitui motivo suficiente para os derrotados nas urnas desejarem golpear).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconheço as verdadeiras diretrizes do governo brasileiro no que diz respeito à sua política econômica. Sei apenas que sou um dos milhões de trabalhadores vítimas do arrocho salarial que o presidente Lula tanto combateu quando fazia oposição às políticas econômicas dos últimos governos. Nesse sentido, concordo que os detentores do poder econômico continuam cada vez mais poderosos, e que nós, trabalhadores, permanecemos reféns do capital (produtivo ou não). Contudo não creio que os senhores da vida e da morte se contentem em comandar à distância; que se conformem em não ter o controle direto dos órgãos da máquina administrativa. Eles não aceitam ver as luzes dos holofotes iluminando um ex-metalúrgico. Não podem aceitar que um retirante da seca nordestina tenha o poder de mandar a Polícia Federal investigar e prender poderosos corruptos; que a "incultura dos iletrados" demonstre competência nas relações internacionais; enfim, para eles, dinheiro realmente não é tudo. o Poder institucional, sim, é a melhor parte do tudo. É o orgasmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos parar de nhenhenhém e partir pros finalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E finalmente gostaria de destacar um trecho do artigo "Um novo agosto com outros fortunatos", de Frédi Vasconcelos, na revista Fórum:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da morte do PT o país será melhor. Toda a corrupção acabará e nosso servilismo à pátria mãe América voltará a ser com dantes, na terra de FHC Abrantes... Todos dormirão em paz no país mais injusto no mundo. Esse grito não terá efeito. Os donos do poder já decidiram e contaram com a ajuda de diversos idiotas e corruptos no PT e no governo. Mas mais uma vez tenta-se prender Gregório Fortunato para derrubar Getúlio, ninguém de verdade preocupado com o crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você ainda está querendo saber por onde anda cabo Anselmo? Ora! desde o princípio ele está fazendo o seu papel de "secreta". O "cabos Anselmos" da Nova Era jogam excrementos no ventilador, falam e escrevem meias-verdades e mentiras completas. Na era da informática, os tanques de guerra já podem ser apenas miragens, projeções holográficas. A moeda agora não passa de uma ilusão ótica nos terminais de computadores dos bancos; a um clique num mouse ou no teclado, entram e saem do País como num passe de mágica. Mesmo com tudo isso, os golpistas precisam de pílulas filosóficas e de apoio moral. Terá sido por isso mesmo que, em agosto do ano passado, o novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, John Danilovich, pretendendo apresentar suas credenciais ao atual governo, errou de endereço e apresentou-se primeiro a sua ex-Excelência FHC?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Taí, gostei de La Guaira - Venezuela -. Estive lá em dezembro de 1969. Será que hoje, vendido meu velho Renault, eu conseguiria comprar um chalezinho naquelas montanhas?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) &lt;a href="http://oindividuo.com/avelloso/idiotas/eladir.htm"&gt;http://oindividuo.com/avelloso/idiotas/eladir.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oindividuo.com/avelloso/idiotas/apocalipse.htm"&gt;http://oindividuo.com/avelloso/idiotas/apocalipse.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-A3L9PTbPzuc/Tlc2jGZMyVI/AAAAAAAAEX8/1XfhKzbVAZA/s1600/008b_DesertoAtacama.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 245px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5645040634571835730" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-A3L9PTbPzuc/Tlc2jGZMyVI/AAAAAAAAEX8/1XfhKzbVAZA/s320/008b_DesertoAtacama.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Leia Também: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://pressaa.blogspot.com/2009/08/projeto-fabula-no-atacama-vi.html"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Projeto Fábula no Atacama&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;______________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pressaa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. &lt;a href="http://www.lainsignia.org/2005/julio/ibe_074.htm"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-2203715738997355353?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/2203715738997355353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=2203715738997355353&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/2203715738997355353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/2203715738997355353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/08/la-insignia-flash-back.html' title='La Insignia - Flash Back'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-WXwthSoTHJ0/TldAhSv9WYI/AAAAAAAAEYU/b-qHYgV8wew/s72-c/fleet-type.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-6674825220567211291</id><published>2011-08-23T00:00:00.000-07:00</published><updated>2011-08-23T00:59:46.396-07:00</updated><title type='text'>MUITO OBRIGADA, PAPAI!</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Fl-H_fK5TXg/TlLiF3UcIXI/AAAAAAAAEW0/V5LxiOfk6rI/s1600/servic3a7o20militar.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643821873425555826" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Fl-H_fK5TXg/TlLiF3UcIXI/AAAAAAAAEW0/V5LxiOfk6rI/s400/servic3a7o20militar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-BIjFopaRoqM/TlLgGFh7qmI/AAAAAAAAEWs/7YER-Qk-GyI/s1600/lou3.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 199px; FLOAT: left; HEIGHT: 193px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643819678216989282" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-BIjFopaRoqM/TlLgGFh7qmI/AAAAAAAAEWs/7YER-Qk-GyI/s320/lou3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lou Micaldas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai, Micaldas Corrêa, foi um cara incrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Éramos cinco filhos: quatro meninas e um menino. Ele era, e ainda é motivo de comentários que me deixam felicíssima por ser filha de um homem tão admirado pelos filhos, ex-alunos e amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorte a nossa e das pessoas que tiveram a oportunidade de conviver com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai foi um menino pobre, que andava descalço, sem camisa, pelos quatro cantos do Rio. Gostava de jogar "pelada", com bola de meia, no morro do Santo Cristo com seu melhor amigo, Mariano, também menino pobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Unidos pelo esporte e pela liberdade de correr de pés descalços e braços nus, eles tinham ideais diferentes quando crescessem. Papai queria ser professor e Mariano médico. Sonhos que pareciam impossíveis pra outras crianças com dificuldade financeira, mas não para aqueles dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tinha dez anos, papai ganhou da professora como prêmio uma entrada pra brincar no parque de diversões por ter conquistado o primeiro lugar na prova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele deu o ingresso para o Mariano. Ele contou o motivo: "ver a felicidade do amigo me faria mais feliz do que se estivesse no brinquedo. Do lado de fora, pude sentir com ele toda aquela alegria."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai foi criado por um tio português rico, dono de uma padaria. Ele achava que o futuro certo para o sobrinho seria entregar o pão cedinho e depois ficar na padaria, aprendendo o ofício, até o dia em que se tornaria o dono do negócio. Ele não era mau, mas impunha sua autoridade contrariando o sonho daquele menino, que desejava seguir outro caminho em busca de sua vocação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Micaldas adorava ler e estudar, mas só conseguia fazer isso à noite, escondido no porão, à luz de vela, pra não ser descoberto cometendo tamanho deslize.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tio costumava dizer que estudar e ler livros eram coisas de preguiçoso, que "homem de verdade" tinha que pegar no pesado e ser dono de algum negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Micaldas perseguia seu ideal, protegido pela tia, que distraía o marido para que o sobrinho pudesse estudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele quase não dormia pra dar conta do trabalho da padaria e estudar durante a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou num colégio e propôs ao dono:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deixa eu estudar aqui? Limparei as salas todos os dias. Só quero uma carteira pra assistir as aulas e poder concluir o ginásio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trato feito, o menino conseguiu estudar à noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, a diretora o viu sentado na porta da escola estudando. Ela fez um carinho na cabeça dele e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Micaldas, você será um grande homem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele nunca se esqueceu das palavras daquela educadora. Elas tiveram fundamental influência na vida do menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, ele resolveu que iria seguir a carreira Militar. Era de graça e ele poderia ficar interno. Estaria solucionado o problema de moradia, alimentação e o estudo garantido. Passou na prova. No início do ano, lá estava ele como cadete da Academia Militar de Realengo. Tornou-se oficial e foi transferido pra Itu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheceu Magdalena Léa, filha do então comandante daquele Regimento. Casou-se com ela, "a moça mais bonita e interessante que ele já tinha conhecido em toda a sua vida", dizia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que arranjava um tempo, o tenente Micaldas dava aulas para os soldados analfabetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de algumas transferências, carregando louças, alguns móveis, mulher e filhos nos trens ou caminhões, ele veio transferido para o Forte de São João na Urca, Rio de Janeiro, onde continuou alfabetizando muitos soldados. Depois, foi para o Colégio Militar, também no Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou, finalmente, a oportunidade de realizar seu grande sonho: foi convidado a dar aulas de Latim e Literatura Portuguesa. Mais tarde, optou pela cadeira de professor titular de Literatura e da Língua Portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inovador, dava suas aulas a partir de textos modernos de Carlos Drumond de Andrade, Manoel Bandeira e de outros grandes autores que despertassem o interesse dos alunos pela matéria e pela leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, num exame de fim de ano, um aluno escreveu a palavra "porra" numa redação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As provas finais eram avaliadas por dois professores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto impecável e muito interessante recebeu nota zero de um dos professores, embora não apresentasse um só erro. Meu pai havia dado nota dez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O então coronel Micaldas foi chamado ao gabinete do comandante pra participar do julgamento daquela "indisciplina grave", cometida por seu aluno. E a punição consistiria em perder o ano, ser expulso do colégio e, por conseguinte, romper a carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao entrar no gabinete, o coronel Micaldas tirou o quepe. Na cabeça ficou presa uma rodela de jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Coronel, alertou o comandante, prendendo o riso, tem uma touca de jornal em cima de sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não se atrapalhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nem senti! É que o quepe estava grande. Achei mais prático recheá-lo, ao invés de providenciar um novo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegou a "touca", arrumou dentro do quepe, e ficou empertigado diante do comandante, aguardando a ordem pra se sentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou o julgamento. O professor, que dera zero na prova, alegou que o aluno, ao escrever uma palavra chula na redação, desrespeitara os professores e os princípios disciplinares daquele egrégio colégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai argumentou: - dei nota 10, porque o aluno fez uma ótima redação, sem cometer qualquer erro. E o principal para mim é conhecer o sentimento dos alunos e verificar a forma correta de escrever. E perguntou: como posso punir um aluno, por utilizar um termo que faz parte de um poema analisado em minha aula? Abriu um livro de poemas e mostrou a palavra "porra", ali editada, por um conceituado poeta brasileiro. Mantenho a minha nota 10 e não concordo com qualquer tipo de punição. A liberdade de expressão deve ser respeitada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultado do julgamento: o aluno pôde seguir a carreira militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos intervalos, os alunos o procuravam pra bater papo com aquele "cara bacana", um professor amigão, pronto pra ouvir os mais íntimos problemas, dar ensinamentos que não se restringiam unicamente ao ensino de sua matéria, falando de homem pra homem, sem escolher palavras técnicas, relacionamento entre pais e filhos, problemas escolares, dúvidas sobre sexo, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ser tão querido, foi eleito três vezes paraninfo das turmas de formandos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na quarta vez, o comandante proibiu, dizendo que não seria possível ser paraninfo quatro vezes seguidas. Então, os alunos o elegeram o "Patrono da Turma". Micaldas foi o único Patrono vivo da história do Colégio Militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na educação dos filhos, papai também era um cara compreensivo e avançado. Ele nos ensinava como conviver com os preconceitos sobre comportamento sexual. Sempre franco, sem papas na língua, dizia que a virgindade era uma burrice que se prendia a um tabu de uma pelinha, que não tinha a menor importância na dignidade de uma mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ressaltava que a sociedade exigia que casássemos virgens. Ele, como homem, sabia que aquilo seria primordial para que fôssemos respeitadas pelos nossos pretendentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aconselhava: segurem-se meninas! É difícil segurar o desejo sexual. Não permitam intimidades além do beijo. Depois de casadas, vocês terão liberdade pra gozar as delícias das relações sexuais com seus maridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com meu irmão, ele também abria o jogo e sempre mantinha uma conversa aberta sobre todos os assuntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papai e mamãe se afinavam muito bem, tanto na parte intelectual como na educação dos filhos e nas conversas com nossos amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mariano, aquele amigo de infância, formou-se médico. Mais tarde, ficou conhecido como Professor Mariano de Andrade, ganhando uma placa com o seu nome numa ala de cirurgia da Santa Casa de Misericórdia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai também foi homenageado com uma placa na entrada da Capela do Colégio Militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles dois meninos de rua escolheram seus destinos: vencedores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendemos com nosso pai que a vida é como a natureza: Precisa ser amada e respeitada desde as coisas mais simples. E que a nossa vida vale a pena, quando somos capazes de buscar fazer o melhor por nós e pelos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida de meu pai vale a pena!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito obrigada, papai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lou Micaldas&lt;/strong&gt; é professora, formada pelo Instituto de Educação, e jornalista, criada e formada no Jornal do Brasil; administra o site &lt;a href="http://www.velhosamigos.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Velhos Amigos&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;e colabora com a nossa Agência Assaz Atroz&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;_______________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons &lt;strong&gt;(cartoon copiado do blog &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://dembax.blogspot.com/2010/10/militar.html"&gt;&lt;strong&gt;"É a minha profissão"&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; )&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Pressaa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-6674825220567211291?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/6674825220567211291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=6674825220567211291&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/6674825220567211291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/6674825220567211291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/08/muito-obrigada-papai.html' title='MUITO OBRIGADA, PAPAI!'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Fl-H_fK5TXg/TlLiF3UcIXI/AAAAAAAAEW0/V5LxiOfk6rI/s72-c/servic3a7o20militar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-1009587420206366384</id><published>2011-08-22T16:58:00.000-07:00</published><updated>2011-08-22T17:09:05.975-07:00</updated><title type='text'>Guerra do Crioulo Doido</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-TsMFNe17r1U/TlLuQCbJRGI/AAAAAAAAEXE/Pr4KntwUk3M/s1600/1971_Idi_amin.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; DISPLAY: block; HEIGHT: 325px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643835242344694882" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-TsMFNe17r1U/TlLuQCbJRGI/AAAAAAAAEXE/Pr4KntwUk3M/s400/1971_Idi_amin.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-kQY8opM620o/TlLteTieArI/AAAAAAAAEW8/yf17AJYOOeM/s1600/mail.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; DISPLAY: block; HEIGHT: 151px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643834387945358002" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-kQY8opM620o/TlLteTieArI/AAAAAAAAEW8/yf17AJYOOeM/s400/mail.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Líbia: notícias do front&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;por &lt;strong&gt;Thierry Meyssan&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sábado 20 de Agosto 2011, pelas 20h, ou seja, na altura do Iftar, rompeu-se o jejum do Ramadão quando a Aliança atlântica lançou a "Operação Sereia"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Sereias são os alto-falantes das mesquitas que foram usadas pela Al-Qaeda para lançar um apelo de modo a iniciar as revoltas. Logo de seguida, células adormecidas de rebeldes entraram em ação. São pequenos grupos de extrema mobilidade que multiplicaram os ataques. Os combates durante a noite fizeram 350 mortos e 3000 feridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação estabilizou durante o dia de domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um navio da Otan acostou em Tripoli, fornecendo armas de alto calibre e desembarcando jihadistas da Al Qaeda, contratados pelos oficiais da Aliança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os combates retomaram durante a noite. Atingiram um pico de violência extrema. Os drones e os aviões da Otan bombardeiam em todas as direções. Os helicópteros metralham as pessoas nas ruas de forma a abrir caminho aos jihadistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início da noite, uma escolta de veículos oficiais transportando personalidades de primeiro plano foi atacado. Refugiaram-se no hotel Rixos onde se encontra a imprensa estrangeira. A Otan não se atreveu a bombardear por causa dos jornalistas. O hotel Rixos, onde me encontro, está sob fogo constante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 23h30, o ministério da Saúde constatou que os hospitais se encontravam saturados. Contavam-se no início da noite 1300 mortos e 5000 feridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Otan recebeu esta missão do Conselho de Segurança da ONU para proteger os civis. Na realidade, a França e o Reino-Unido recomeçaram com os massacres coloniais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1h00 Khamis Kadhafi vem em pessoa trazer armas para defender o hotel. Foi-se embora após entregar as armas. Os combates são extremamente duros nos arredores.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;--&lt;br /&gt;Publicado no site &lt;a href="http://www.terceirateoria.blogspot.com/"&gt;Terceira Teoria&lt;/a&gt;___________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pressaa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-1009587420206366384?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/1009587420206366384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=1009587420206366384&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/1009587420206366384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/1009587420206366384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/08/guerra-do-crioulo-doido.html' title='Guerra do Crioulo Doido'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-TsMFNe17r1U/TlLuQCbJRGI/AAAAAAAAEXE/Pr4KntwUk3M/s72-c/1971_Idi_amin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-6363825850856076012</id><published>2011-08-21T19:31:00.000-07:00</published><updated>2011-08-21T15:43:39.865-07:00</updated><title type='text'>The War on Tax - A Guerra do Imposto sobre a guerra</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-tx8DwRFY0wc/TlBw1BA5M0I/AAAAAAAAEWE/ryqlPY2Uh3A/s1600/2907299_f520.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 311px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643134389202793282" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-tx8DwRFY0wc/TlBw1BA5M0I/AAAAAAAAEWE/ryqlPY2Uh3A/s400/2907299_f520.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Entreouvido na Vila Vudu:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pêqmepê! De tanto os panacas &lt;strong&gt;[os panacas, bem entendido]&lt;/strong&gt; petistas falarem em “tucanos”, “tucanos”, porque os jornais e a televisão só dizem “tucanos”, “tucanos” – justamente para fazer esquecer que o PSDB é o Partido da Social Democracia Brasileira – até já tinha mesquecido! Pêqmepê! O PSDB é o partido da social democracia brasileira! Comé que eu fui mesquecê?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum partido social democrata jamais prestou, no mundo, nunca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2004 o Mangabeira Unger já ensinava em SOCIAL DEMOCRACIA: “O discurso político dominante no Brasil hoje é o da social-democracia européia. Na Europa, porém, fica cada vez mais patente a insuficiência da fórmula social-democrata para lidar com os problemas atuais. Mais razão para concluir que está errado o subtexto da política brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que definiu a formação da social-democracia no curso do século 20 foi o abandono da tentativa de reorganizar o Estado e o mercado em favor da adoção de políticas de redistribuição econômica e proteção social. Políticas que humanizariam as instituições que os social-democratas deixaram de criticar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Contra impostos? “Austeridade”? Por quê?!&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-i3D1S51fPGk/TlByPZQLRwI/AAAAAAAAEWM/uFJIMovFu1E/s1600/Corey_RobinPB.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 160px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643135941897570050" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-i3D1S51fPGk/TlByPZQLRwI/AAAAAAAAEWM/uFJIMovFu1E/s400/Corey_RobinPB.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://coreyrobin.com/about/"&gt;Corey Robin&lt;/a&gt;, London Review of Books, vol. 33, n. 16&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lrb.co.uk/v33/n16/corey-robin/the-war-on-tax"&gt;The War on Tax&lt;/a&gt; Traduzido pelo Coletivo da Vila Vudu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise da dívida pela qual passa o governo Obama é resultado da guerra e dos impostos. Não se discute que a crise vem de antes da eleição de Obama. Quando George W. Bush tomou posse em 2001, os EUA tinham excedente de $2 trilhões. Muitos acreditavam que, se o país simplesmente seguisse o rumo traçado por Bill Clinton, a dívida nacional, então de $5,7 trilhões, estaria zerada ao final da década. Bush escolheu outra via. Cortou impostos e reduziu a arrecadação em cerca de $1,8 trilhão. Declarou guerra geral ao terror e fez duas guerras específicas. Financiadas inteiramente por empréstimos – fato inédito na história dos EUA – as guerras e os gastos extras da Defesa acrescentaram $1,5 trilhão à dívida. A crise financeira e a recessão que a seguiu fizeram encolher ainda mais a arrecadação. Quando deixou o governo, Bush já havia consumido o excedente e praticamente dobrara o tamanho da dívida – foi o presidente que mais aumentou a dívida pública, em toda a história dos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa o caminho pelo qual chegamos ao ponto onde estamos: a atual crise é política, não financeira. Os EUA não estão ante a perspectiva de não mais poder tomar empréstimos por ninguém querer emprestar; as convulsões são resultado de contingências inteiramente políticas: uma lei de 1917, que exige que o Congresso autorize aumentos no teto da dívida; uma Câmara de Deputados controlada pelos Republicanos que parece sinceramente querer – também pela primeira vez na história dos EUA – impedir qualquer aumento; e um presidente Democrata que – por convicção, astúcia ou necessidade – prefere cooperar, a confrontar a oposição. Dessa convergência nasceu a ideia de que, se o Congresso não autorizasse o aumento do teto de endividamento no dia 2/8, os EUA quebrariam. Isso jamais aconteceria, em nenhum caso: os EUA tinham reservas para pagar as dívidas (e tinham arrecadação futura), e Obama antes cortaria outros gastos, e em nenhum caso o país quebraria. Mesmo assim, com a histeria e o desvario de que só Washington é capaz, fixou-se o consenso de que era preciso fazer alguma coisa, imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a política não tivesse intervindo e se Obama desse ouvidos aos economistas de centro-esquerda, eis o que deveria ter feito. Primeiro, nada fazer, coisa alguma, em relação à dívida, pelo menos por hora. A dívida pode ser significativamente reduzida, bastando, para tanto, que a economia melhore. A melhor maneira de obter isso é o governo gastar, o que aumentará a dívida no curto prazo, mas a fará diminuir no longo prazo, com a arrecadação gerada pelo crescimento. Segundo, estando a economia saudável, aumentar impostos, sobretudo para os mais ricos. Como parte do PIB, a arrecadação está no nível mais baixo desde 1950. Exceto durante um curto período no final dos anos 1980s e início dos 1990s, os principais impostos marginais chegaram ao nível mais baixo, desde 1931. Impostos cobrados a empresas nos EUA são os mais baixos dentre todos os países da OECD. A ideia de que não se poderiam aumentar impostos, não só para financiar gastos necessários e desejados, mas também para reduzir o déficit, é contraintuitiva. Finalmente, reduzir os gastos militares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o jornalista de economia Doug Henwood observou, se os EUA simplesmente voltassem aos níveis de gastos de 2000 – 3,7% do PIB, bem diferentes dos atuais 5,4% –, já poderia economizar $3,6 trilhões, na próxima década, 72% a mais que economizará nos termos do acordo sobre endividamento que Obama negociou com o Congresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disso. Obama e o Congresso tomaram o caminho inverso, pavimentado há 40 anos pela filosofia “contra impostos” da direita norte-americana. Em fevereiro de 2010, Obama nomeou uma comissão bipartidária para equilibrar o orçamento até 2015, e fazendo da redução da dívida prioridade absoluta. Depois das eleições de meio de mandato, em novembro, quando os Republicanos reconquistaram a maioria da Câmara com a ajuda do Tea Party, Obama congelou os salários dos trabalhadores federais e endossou um programa de “austeridade” ainda mais agressivo. Só cortes e nenhum aumento de impostos: não uma vez (quando, em dezembro, Obama prorrogou a validade dos cortes de impostos feitos por Bush), mas duas vezes (na primeira fase do acordo da dívida, que elimina $900 bilhões da dívida exclusivamente cortando gastos) e, agora, já quase três vezes (com a segunda fase do acordo, que eliminará mais $1,2 trilhões só em gastos... se uma comissão do Congresso não conseguir produzir pacote de aumentos de impostos e cortes de gastos até novembro). O acordo não fala de cortar gastos da Defesa – e não se sabe se os cortes são cortes ou simples taxas de crescimento mais lento, nem se e como acontecerão – mas recentes comentários de Obama e de seu secretário da Defesa sugerem que o acordo final teria sido o melhor possível, para evitar cortar benefícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por definição, o acordo a que chegaram seria politicamente viável. Por que seria viável – e outras soluções não seriam viáveis – é assunto muito discutível e ferozmente discutido. Muitos culpam os Republicanos, que quereriam encurralar o governo, para prosseguir em sua agenda de baixar impostos e minimizar gastos. Outros culpam Obama: sua sobrenatural aversão a conflitos e crença absurda na boa fé dos Republicanos e no valor do bipartidarismo. Há quem fale também das limitações que constrangem o poder do presidente nos EUA: diferente do que ocorre em sistema parlamentarista, o presidente tem de negociar com deputados da situação e da oposição cujos destinos eleitorais não estão atrelados aos do presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem diga que não se pode assumir que Obama desejasse resultado substancialmente diferente do que obteve. Pode ser verdade: Obama sempre declarou seu desejo de cortar gastos do governo; talvez porque suponha que assim melhorariam suas chances de ser reeleito, ou porque embarcou nas ortodoxias neoliberais da moda ou, simplesmente, porque conviveu por tempo demais com os friedmanistas da Universidade de Chicago, Obama não é o progressista que muitos imaginaram que fosse. Obteve o acordo que obteve simplesmente porque era o acordo que desejava obter; ou, então, porque não desejava com o indispensável empenho qualquer outro tipo de acordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos esses argumentos dão a impressão de ter algo de substancial, mas se os deixamos esfriar e voltamos a eles na manhã seguinte, vê-se que, em todos, falta uma dinâmica mais profunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Historicamente, crises de dívidas resultantes de guerras sempre catalisaram avanços políticos progressistas e, algumas, até precipitaram revoluções. Charles I e Louis XVI viram-se metidos em conflitos militares que seus sistemas tributários não podiam financiar. Acabaram, os dois envolvidos em confrontações fatais: Charles com o Parlamento em 1640; e Louis com os Estados Gerais em 1789. Além da motivação financeira, as revoluções que derrubaram esses soberanos alimentaram-se também das disputas que os reis tiveram de fazer para aumentar impostos e financiar suas guerras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Richard Tuck sugeriu, é possível que o próprio Charles tenha aberto a porta para a democracia na Inglaterra. Para reimplantar um antigo imposto sobre cidades costeiras (“ship money”) e com esse dinheiro financiar uma expedição naval contra os holandeses, a Coroa argumentou que a segurança da população seria o mais intocável fundamento da ação política – axioma de todos os republicanos de todos os tempos –, superior a qualquer lei ou constituição. Embora usado para justificar o absolutismo, a retórica de Charles sobre “interesses do povo” carregava importante implicação democrática subversiva: essas guerras não são minhas, são suas, de vocês, do povo, e vocês têm de fazer o possível e o impossível para que sejam guerras vitoriosas. Forças parlamentares poderiam ter contra-argumentado que, se o padrão ouro da política são os interesses e a segurança do povo, melhor seria que representantes eleitos do povo determinassem de que interesses e segurança se tratava e como preferiam vê-los defendidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo depois do 11/9, muitos liberais esperavam que a guerra ao terror inaugurasse novo capítulo na história da social democracia nos EUA, porque a conclamação ao sacrifício patriótico geraria uma ética da solidariedade social. O que se viu foi Bush capando impostos, endividar o país até o pescoço e converter a guerra ao terror em esporte nacional pela televisão, não em guerra do povo. Soberanos modernos tardios, parece, afastam suas políticas de qualquer democracia, criando exércitos mercenários e mergulhando no pântano dos mercados de crédito fácil. Como resultado, ninguém nos EUA precisa reclamar a propriedade de qualquer valor comum ou coletivo: nem de guerras nem de dívidas; nem o governo nem, com certeza, os cidadãos, cada dia mais empobrecidos e precários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, a atual crise foi tomada pela esquerda como oportunidade para retirada e encolhimento, não como fagulha que poderia desencadear uma revolta democrática. Nessa medida, faz lembrar crises semelhantes no Terceiro Mundo ao longo dos últimos 30 anos, sempre usadas pelas elites para justificar cortes drásticos nos gastos do governo e a reestruturação de economias social-democratas. Por exemplo, também, a crise fiscal da cidade de New York em 1975, quando Wall Street pôs-se a impor políticas de “austeridade” e disciplina à social democracia nos EUA, em movimento que, para muitos, deu origem a experimentos posteriores, sempre de crescente “austeridade”, na América Latina e pelo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O persistente discurso de Obama a clamar por “austeridade” atualiza para 2011 o que diziam os Democratas de Wall Street durante a crise de 1975. Depois daquela crise, o partido Democrata foi reconfigurado à imagem de Wall Street [no Brasil, criou-se o PSDB, Partido da Social Democracia Brasileira, à moda FMI e Wall Street. BINGO!]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há duas diferenças cruciais, hoje. Não há qualquer ameaça de os emprestadores fecharem as torneiras; emprestadores internacionais parecem perfeitamente desejosos de continuar a financiar o endividamento dos EUA. De fato, quando a Bolsa de Valores desabou depois que Standard and Poor’s rebaixou a avaliação dos EUA, dia 5 de agosto, os investidores correram a pôr seu dinheiro em bônus do Tesouro dos EUA. E onde crises anteriores provocaram resistência popular, dessa vez – por mais que a crise seja simulacro – exceto em Wisconsin e alguns outros estados, o único sinal de mobilização que se viu na esquerda, foi para rápida retirada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há texto de leitura indispensável nesse momento, é O 18 Brumário de Luis Bonaparte, de Marx [1]. Não pela super repetida frase da primeira vez como tragédia, depois como farsa, mas, isso sim, pela impressionante análise, de retrovisão e previsão, do comportamento reacionário dos camponeses franceses ao longo das monarquias Bourbon e de Julho. Embora a revolução de 1789 e Napoleão tivessem libertados os camponeses da servidão, a geração que veio em seguida foi entregue, sem qualquer atenção, à dura disputa dentro do mercado da produção agrícola, contra pequenos proprietários que não lhes podiam oferecer emprego e salário. Sim, já não tinham de pagar impostos feudais aos donos da terra, mas tinham de pagar hipotecas e impostos que nenhum benefício lhes traziam. Com Napoleão III, o estado só lhes ofereceu o espetáculo imperial. Não era pouco, como Marx observou, porque, no exército, os camponeses foram “transformados em heróis, defendendo suas novas posses contra o mundo externo, glorificando a nacionalidade recém adquirida, pilhando e revolucionando o mundo. A farda era seu manto de poder estatal; a guerra, sua poesia”. A isso Marx chamou “o império do campesinato”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na análise de Marx vê-se o baixo ventre da crise da dívida – de fato, das últimas quatro décadas da revolta da direita contra impostos, da Proposição 13 de Howard Jarvis em 1978, que destruiu as finanças da California ao impor estritos limites a qualquer aumento de impostos, ao Tea Party. Os liberais sempre têm dificuldade para entender esses movimentos – impostos não servem para nada que preste? – porque não veem como é pouco o que o estado, nos EUA, oferece diretamente aos cidadãos, em relação às circunstâncias econômicas em que vivam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o início dos anos 1970s, com curtos períodos de exceção, os salários dos trabalhadores estão estagnados. O que o estado ofereceu em resposta? Transporte público praticamente não existe. Nem com a “reforma” de Obama o estado oferece assistência médica ou seguro-saúde à maioria da população. Exceto nos bairros ricos, só muito raramente se encontra educação pública de boa qualidade. Nessas circunstâncias, não surpreende que os cidadãos queiram pagar menos impostos. Aí está um tipo de mudança na qual conseguem crer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse ponto, Democratas como Obama e os que o defendem, que tanto reclamam de o Tea Party ter sitiado a política norte-americana, são os únicos culpados. Durante décadas, os Democratas ajudaram a depauperar o estado norte-americano [no Brasil, a social democracia brasileira, o PSDB, fez o mesmo serviço sujo (NTs)] sempre na vã esperança de que o mercado operaria sua mágica. Por algum tempo, até que operou, enquanto o estado endividava-se sem parar. E os trabalhadores encontraram compensação para os salários estagnados, no crédito fácil e nas hipotecas a juros baixos. Na hora de pagar as dívidas, os salários – no caso dos felizardos que ainda tivessem emprego e salário – não era suficiente para pagar coisa alguma. Só restou aos assalariados clamar por menos impostos e ‘austeridade’. E o império do campesinato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nota dos tradutores&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;[1] MARX, Karl. [dez.1851-mar.1852] O 18 de Brumário de Louis Bonaparte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/08/contra-impostos-austeridade-por-que.html"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;redecastorphoto&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;http://goo.gl/uo6lN /twitter&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pressaa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-6363825850856076012?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/6363825850856076012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=6363825850856076012&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/6363825850856076012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/6363825850856076012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/08/war-on-tax-guerra-do-imposto-sobre.html' title='The War on Tax - A Guerra do Imposto sobre a guerra'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-tx8DwRFY0wc/TlBw1BA5M0I/AAAAAAAAEWE/ryqlPY2Uh3A/s72-c/2907299_f520.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-3295925011303791565</id><published>2011-08-19T00:00:00.000-07:00</published><updated>2011-08-19T07:31:45.869-07:00</updated><title type='text'>Jundiaí: uma cidade dominada pelo medo</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WHB39SLyuCk/Tk22e0VbFjI/AAAAAAAAEV0/CDknlIyzN-E/s1600/medo.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 293px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642366548725929522" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-WHB39SLyuCk/Tk22e0VbFjI/AAAAAAAAEV0/CDknlIyzN-E/s400/medo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-mgHk9QS_lko/Tk21wxOBVpI/AAAAAAAAEVs/lio91xzkdlQ/s1600/eu.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 119px; FLOAT: left; HEIGHT: 171px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642365757615593106" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-mgHk9QS_lko/Tk21wxOBVpI/AAAAAAAAEVs/lio91xzkdlQ/s320/eu.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;por André Lux&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente a Folha do Japi não será mais impressa e distribuída pela cidade. Durante esses quatros meses, tentamos levar até a população de Jundiaí informações, questionamentos e debates sobre temas que raramente são abordados pelo restante da mídia local. Mostramos que nossa cidade está muito longe de ser essa “Ilha da Fantasia” que o governo do PSDB, que já está há 20 anos no poder, tenta vender por meio de caríssimas peças de marketing – inclusive durante o horário nobre da rede Globo, um dos mais caros do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse período, a Folha do Japi recebeu inúmeras mensagens de apoio e carinho, bem como ofertas de ajuda inclusive na distribuição do jornal. Mas, lamentavelmente, foi no aspecto financeiro que a coisa desandou. Mantido com recursos próprios e com pequenas contribuições dos poucos anunciantes que ousaram comprar um espaço no jornal, chegamos a um ponto em que não havia mais condições de manter a publicação do jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é ai que se revela o aspecto mais triste dessa história: muita gente que prometeu ajudar o jornal comprando espaço para publicidade desistiu da ideia quando percebeu que a Folha do Japi primava por manter uma postura firme e crítica frente ao poder público local. A justificativa para a desistência? Medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, isso mesmo. Medo de sofrer represálias desse mesmo poder público. Inclusive, é preciso dizer, alguns de nossos anunciantes sofreram ameaças anônimas por terem aparecido em nossas páginas! Isso sem falar nos donos de bancas que receberam, logo no início da distribuição da Folha do Japi, uma carta com ameaças veladas feitas pelo maior distribuidor de jornais e revistas da cidade. A quem será que interessa ameaçar anunciantes e donos de bancas só porque compraram espaço publicitário e distribuíram um jornal que manteve postura independente e não alinhada com a propaganda oficial do governo tucano? Isso não podemos responder, infelizmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nem vamos aqui falar das inúmeras falsas acusações, ameaças e difamações feitas contra o jornal e seus colaboradores - proferidas inclusive por funcionários de cargo comissionado da Prefeitura de Jundiaí durante o horário de expediente de trabalho nas redes sociais. Esse descaramento e falta de respeito aos valores democráticos e republicanos já nem impressiona mais ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos esses fatos lamentáveis demonstram que, apesar de já estarmos em pleno século 21, em Jundiaí ainda vivemos num clima antidemocrático, de controle do poder na base do terror e de ataques à liberdade de expressão que remetem aos períodos mais obscuros da ditadura cívico-militar que tomou o Brasil de assalto no golpe de estado de 1964 e durou 22 amargos anos, durante os quais centenas de homens, mulheres e até crianças foram presos, torturados e mortos simplesmente por discordarem dos “coronéis” de plantão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, incapaz de continuar arcando com os custos da produção impressa do jornal, a Folha do Japi vai continuar existindo apenas virtualmente, aqui no blog, nas redes sociais e nas inúmeras listas de e-mails que os cidadãos com caráter progressista da cidade possuem. Vamos tentar, quando possível, imprimir edições especiais do jornal quando houver algum tema de grande pertinência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdemos uma batalha, é verdade. Mas não perdemos a guerra. Na verdade, quem sai perdendo mesmo é justamente a população de Jundiaí, que a partir de agora será privada de obter informações que mostram o outro lado da moeda da realidade local e também de conhecer opiniões que não se alinham com o que vende como “verdade única” a imprensa local e as milionárias peças de publicidade do governo do PSDB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, saímos com as cabeças erguidas e cientes de ter feito um bom trabalho, fato que pode ser medido facilmente pelo nível de ódio e de desespero das campanhas de difamação feitas contra o jornal por pessoas incivilizadas e de sem caráter que não aceitam ser contraditas ou sequer questionadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que o caráter de uma pessoa pode ser medido pelo tipo de amigos e inimigos que ela tem. Se for assim, a Folha do Japi e todos aqueles que ajudaram esse sonho a se tornar realidade, mesmo que por um breve período de tempo, tem um excelente caráter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vamos em frente, porque amanhã vai ser outro dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Lux&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SBY64P38i0M/Tk23YpQojvI/AAAAAAAAEV8/5ozBg8rQGxE/s1600/logo%252520Folha%252520do%252520Japi%255B2%255D.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 60px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642367542185463538" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-SBY64P38i0M/Tk23YpQojvI/AAAAAAAAEV8/5ozBg8rQGxE/s200/logo%252520Folha%252520do%252520Japi%255B2%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;André Lux&lt;/strong&gt; é jornalista, editor do blog &lt;a href="http://tudo-em-cima.blogspot.com/"&gt;TUDO EM CIMA&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz&lt;br /&gt;_____________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pressaa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-3295925011303791565?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/3295925011303791565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=3295925011303791565&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/3295925011303791565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/3295925011303791565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/08/jundiai-uma-cidade-dominada-pelo-medo.html' title='Jundiaí: uma cidade dominada pelo medo'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-WHB39SLyuCk/Tk22e0VbFjI/AAAAAAAAEV0/CDknlIyzN-E/s72-c/medo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-7809220293022379827</id><published>2011-08-18T01:01:00.001-07:00</published><updated>2011-08-18T01:32:32.903-07:00</updated><title type='text'>Pra que diabo serve a literatura?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-wn8zggHfZ3M/TkzMQ0nz0ZI/AAAAAAAAEVk/eplbP4JeU5g/s1600/A-literatura-como-toda-arte-e-uma-confissao-de-que-a-vida-nao-basta.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 327px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642109022563979666" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-wn8zggHfZ3M/TkzMQ0nz0ZI/AAAAAAAAEVk/eplbP4JeU5g/s400/A-literatura-como-toda-arte-e-uma-confissao-de-que-a-vida-nao-basta.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;por Urariano Mota&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-oN2DtFBKZwQ/TkzHH_s7zMI/AAAAAAAAEVc/AJSMa2mktbc/s1600/urariano_mota.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 194px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642103373361302722" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-oN2DtFBKZwQ/TkzHH_s7zMI/AAAAAAAAEVc/AJSMa2mktbc/s320/urariano_mota.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Recife (PE)&lt;/strong&gt; - Em um dia distante, as letras já foram chamadas de belas letras. E apesar de assim se chamarem, de belas, e para melhor belo belo terem como objeto a beleza, nem assim as belíssimas defenderam os seus cultivadores. O poeta Geraldino Brasil, que bem conhecia a educação do comum das gentes, assim viu como são recebidos os autores na boa sociedade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“CLASSE MÉDIA&lt;br /&gt;Um médico.&lt;br /&gt;Ótimo na família.&lt;br /&gt;Um executivo.&lt;br /&gt;Ótimo.&lt;br /&gt;Um engenheiro&lt;br /&gt;Um arquiteto&lt;br /&gt;Um magistrado.&lt;br /&gt;Ótimo.&lt;br /&gt;Um poeta.&lt;br /&gt;Melhor na família dos outros.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas falar nesse tom, irônico e apolíneo, infelizmente não nos serve. Bem que eu gostaria de continuar nesse diapasão, para, defendido pela paciência e método, construir um discurso sobre a serventia da literatura. E para melhor estilo, o que sempre impressiona, concluir pela sua absoluta inutilidade. Mas deixemos de lado esses maneirismos de elegância, de bocejo, tédio e falsa altura. Deixemos, porque, meus amigos e inimigos, este artigo é sobre a grande, absoluta e imprescindível utilidade da literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falarei apenas do que sei, falarei apenas do vivido. Nada do que adiante se escreve foi lido, ocorrido a outros, em outras vidas ou experiências. Falarei apenas da minha própria, miserável ou medíocre experiência, pouco importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha primeira impressão prática, material, das letras me veio na adolescência. Eu tenho um amigo, eu tenho um inimigo (e assim deveríamos nos referir sempre aos amigos, pois em circunstâncias históricas estão do nosso lado, ao nosso lado, e em outras mudam de sinal e amizade), eu tenho um amigo que um belo dia me pediu uma redação. Não lembro do tema, desconfio que era sobre a ciência e o nordeste brasileiro. Lembro do real motivo que me moveu: meu amigo, meu inimigo, se achava em dificuldade, porque a depender daquela redação ele seria aprovado ou reprovado em português no terceiro ano colegial. Movido pois de bom espírito, escrevi, na inexperiência dos meus 18 anos, e invoquei Prometeu e seu fígado para fortalecer as precárias linhas que unem, ou deveriam unir, a mais avançada ciência e o nordeste do Brasil. Só muitos anos depois eu soube, quando a minha própria necessidade material não era das mais nordestinas, que aquela redação servira para meu amigo ganhar um prêmio. A redação era para um concurso no colégio, e ele pôde andar pelas noites do bairro com uma lindíssima camisa, fruto do primeiro lugar alcançado com o fígado de Prometeu, do suor deste autor e da invocação aos deuses do Olimpo. E melhor lembro da argumentação amiga, para justificar o ato, com palavras dignas de outros gregos, os sofistas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O prêmio era somente uma camisa. Uma, uma só, e dois pobres estavam necessitados. Mas como é que eu ia dividir o prêmio? Eu podia cortar a camisa no meio com uma tesoura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era justo. A sorte e a esperteza não escolhem cara. Os que não são espertos somente possuem a seu favor a persistência, ainda que nem sempre mantenham um prudente afastamento dos caras que adoram e adotam um otário. Mas poucos anos depois, narrei uma aventura vivida com esse mesmo amigo num prostíbulo, na forma de um conto, sob o nome de Uma noite na Bahiana. O texto, publicado na revista Ficção, misturado a Millôr Fernandes e a Fernando Sabino como joio no trigo, rendeu um pagamento um pouco melhor que uma camisa, e até hoje rende uma certa alegria, e sorrisos, em quem o lê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aqui, está visto, falei do que me aconteceu, mas não uni a própria e miserável experiência ao título deste artigo. Para que diabo é mesmo que serve a literatura? De um ponto de vista estrito de grana, de moeda que compra alimento, álcool, camisa que sirva além do corpo de quem escreve, que vá além da vaidade do autor, existe alguma utilidade na literatura? Existe algo nela que diga somos todos humanos, e o reino da felicidade é a socialização da carne espírito? Existe nela algo que, sem descer dos seus objetos mais nobres, chame a atenção para outros em estado de necessidade, e por isso lhes traga um pouco mais de carinho e pão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suspensa aí em cima, isso não é uma pergunta, é uma espada de Dâmocles. Que não caia até a próxima oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Urariano Mota,&lt;/strong&gt; jornalista e escritor, autor de "Soledad no Recife" - Boitempo-2009 - é colunista do site &lt;a href="http://www.diretodaredacao.com/"&gt;Direto da Redação&lt;/a&gt;, entre outros. Colabora com esta nossa &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Agência Assaz Atroz&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pressaa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-7809220293022379827?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/7809220293022379827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=7809220293022379827&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/7809220293022379827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/7809220293022379827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/08/pra-que-diabo-serve-literatura.html' title='Pra que diabo serve a literatura?'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-wn8zggHfZ3M/TkzMQ0nz0ZI/AAAAAAAAEVk/eplbP4JeU5g/s72-c/A-literatura-como-toda-arte-e-uma-confissao-de-que-a-vida-nao-basta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-8461240891362792985</id><published>2011-08-17T04:35:00.000-07:00</published><updated>2011-08-17T04:55:58.528-07:00</updated><title type='text'>O MUSEU ARQUEOLÓGICO DE SALTA</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-npQ9bp1W-oI/TkurYuAOVoI/AAAAAAAAEVM/Vla9TDiu9BM/s1600/23_salta-01.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 286px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641791399365858946" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-npQ9bp1W-oI/TkurYuAOVoI/AAAAAAAAEVM/Vla9TDiu9BM/s400/23_salta-01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Excerto do livro "Viagem ao Umbigo do Mundo, publicado em 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Urda Alice Klueger&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-mdWAJ6sPZgM/TkuqxWONXxI/AAAAAAAAEVE/Ksi9qIxg29k/s1600/urda.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 173px; FLOAT: left; HEIGHT: 161px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641790722967166738" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-mdWAJ6sPZgM/TkuqxWONXxI/AAAAAAAAEVE/Ksi9qIxg29k/s320/urda.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Como no dia seguinte não haveria o Trem das Nuvens, decidiu-se viajar ao meio-dia, ao invés do dia de parada que estava programado. Assim, havia uma manhã inteira para tentar conhecer Salta, embora num instante eu me convencesse de que seria necessário ao menos uma quinzena para se aprender mais sobre aquela cidade maravilhosa!&lt;br /&gt;Assim que soube daquela folga, joguei-me para a rua, a tentar descobrir se havia um Museu de Arqueologia ou algo assim. A cidade era realmente magnífica, com uma catedral toda de mármore cor-de-rosa, uma Praça de Armas fascinante, uma arquitetura colonial conservada que era talvez a mais bonita que eu já vira nos países hispânicos – penso que junto a este texto serão publicadas fotos de Salta para que tenham um vislumbre do que tento falar. Num instante, eu chegava ao antigo Cabildo [1][1], onde se situava exatamente o ... Museu Histórico, com seções e seções dedicadas à longuíssima História pré-colonial local, e meu queixo foi caindo e meu coração se apaixonando cada vez mais a cada passo que eu dava dentro daquele museu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou tentar resumir o que ali estava exposto, isto é, um pouco da História da antiga Sagta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o início da sua povoação, diversos povos dominaram a região, até os de língua Aimara, antes dos Incas. No museu onde ora estava era possível ver-se dezenas, centenas dos mais variados objetos e utensílios de toda essa gente que habitou a minha América antes que o europeu cá chegasse com a cruz numa mão e uma espada na outra, a matar e destruir em nome da religião. Havia os objetos de pedra, de cerâmica, de metal, e tantas coisas que era de entontecer, além de cartazes explicativos e um vídeo que era possível se ver numa das salas. A partir de uma certa data, creio que por volta de 5.000 anos antes do presente, os antigos salteños passaram a dominar as técnicas de agricultura e a cultivar o milho e, consequentemente, a fazer o pão. Claro está que para fazer-se pão era necessário moer-se o milho para produzir-se farinha, e o método encontrado foi o de produzir-se farinha pilando o milho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí quero fazer um parêntesis para botar vocês a imaginar. Nessa área pré-Colonial do Museu Histórico de Salta[2][2] há diversas pedras que serviram para pilar milho no passado. São pedras enormes, do tamanho, digamos, de kombis, que talvez possuíssem alguma pequena reentrância, já lá no passado, onde uma primeira pessoa um dia pusera um punhado de milho e batera nele até transformá-lo em farinha. Digamos que naquele ano, ou naquela década, ou naquele século, sempre de novo alguém pilava milho naquele mesmo lugar, o que foi abrindo um buraco naquela pedra. Deve ter ficado cada vez mais fácil ir pilando o milho naquele lugar previamente preparado, e sempre deveria haver alguém lá trabalhando. É de se supor que outras pessoas gostassem de ficar ali, pilando milho e conversando com a primeira , pois a tal pedra do tamanho de uma kombi começou a ficar toda esburacada de buracos de pilão. E lá estão tais pedras hoje, perfuradas como um queijo, algumas com seus buracos-de-pilão usados por tanto tempo que furaram a pedra de fora a fora, abriram buracos até o outro lado da pedra, como se se tratasse de um pedaço de isopor, e não de uma dura rocha. (Não se esqueçam do tamanho-kombi). Então, agora vale a pergunta: quanto tempo é necessário ficar-se a pilar um cereal sobre uma rocha daquele tamanho, para perfurá-la de um lado até o outro? Um século? Um milênio? Diversos milênios? Eu não sei. Sei é que aquelas pedras enormes estão lá no Museu de Salta a atestar a pujança e o tempo da sua História, e eu tinha calafrios de prazer por estar ali, a olhar para elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Urda Alice Klueger&lt;/strong&gt; é escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR. Colabora com esta nossa &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Agência Assaz Atroz&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pressaa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-8461240891362792985?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/8461240891362792985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=8461240891362792985&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/8461240891362792985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/8461240891362792985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/08/o-museu-arqueologico-de-salta.html' title='O MUSEU ARQUEOLÓGICO DE SALTA'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-npQ9bp1W-oI/TkurYuAOVoI/AAAAAAAAEVM/Vla9TDiu9BM/s72-c/23_salta-01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-8154614597154224672</id><published>2011-08-15T12:49:00.000-07:00</published><updated>2011-08-15T13:37:09.166-07:00</updated><title type='text'>Salta um Dry Martini e um Big Mac pra tira-gosto!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-5SfTfGDV5zM/TkmBx9VxKTI/AAAAAAAAEU8/GmRsBdK25u8/s1600/Obama%2Bsalvando%2Bos%2Bbanqueiros.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 251px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641182703537695026" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-5SfTfGDV5zM/TkmBx9VxKTI/AAAAAAAAEU8/GmRsBdK25u8/s400/Obama%2Bsalvando%2Bos%2Bbanqueiros.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0xorMMzlOvs/Tkl7Ds2z9XI/AAAAAAAAEU0/miRVvVqJrnA/s1600/fernando%2Bfoto02.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 230px; FLOAT: left; HEIGHT: 172px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641175311769138546" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-0xorMMzlOvs/Tkl7Ds2z9XI/AAAAAAAAEU0/miRVvVqJrnA/s320/fernando%2Bfoto02.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;por Fernando Soares Campos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Muito boa a matéria de &lt;strong&gt;The New York Times&lt;/strong&gt; intitulada &lt;a href="http://www.nytimes.com/2011/08/13/world/americas/13brazil.html?emc=tnt&amp;amp;tntemail0=y"&gt;&lt;strong&gt;“Foreigners Follow Money to Booming Brazil, Land of $35 Martini”&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para ler traduzido, sob o título &lt;strong&gt;“Crescimento econômico vertiginoso do Brasil está atraindo americanos”,&lt;/strong&gt; somente para assinantes do UOL, &lt;a href="https://acesso.uol.com.br/login.html?dest=CONTENT&amp;amp;url=http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2011/08/13/crescimento%2deconomico%2dvertiginoso%2ddo%2dbrasil%2desta%2datraindo%2damericanos.jhtm&amp;amp;COD_PRODUTO=1"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente pensamos em republicar, na íntegra, o texto traduzido, mas achamos melhor despachá-lo através das nossas listas de correspondência; afinal, entendemos pouco dessa coisa de copyleft e outras formas de proteção dos direitos autorais. Apesar de termos criado a AIPC – Atrocious International Piracy of Cartoons –, uma pirataria saudável... respeitamos o direito autoral, só involuntariamente violamos esse princípio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, na medida do possível e de acordo com os meus parcos conhecimentos em Economia e Mercado, me atrevo a comentar algumas curiosidades que verifiquei na reportagem do NYT, assinada por &lt;strong&gt;Simon Romero&lt;/strong&gt;, com a contribuição de &lt;strong&gt;Myrna Domit&lt;/strong&gt;, esta sediada em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vista do meu monolinguismo, despachei o Goober, o cavalo alado que adquiri da Wells &amp;amp; Fargo num leilão da New York Stock U$.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Goober partiu internet adentro e recorreu a um tradutor online, a fim de que a gente pudesse entender com mais clareza o título original da matéria do NYT: “Foreigners Follow Money to Booming Brazil, Land of $35 Martini”. Transcorridos alguns segundos, ele retornou com essa tradução: “Os estrangeiros Siga dinheiro para Booming Brasil. Terra de Martini $ 35”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reclamei: – “Pô, Goober! Essa tradução aí deve ter sido feita por um índio apache!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele respondeu: – “Riliiinnnch! Brruuufff...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já aprendi a interpretar o linguajar do Goober, entendi que, com o relincho, ele confirmou minhas suspeitas e, bufando, completou: “Encontrei o Touro Sentado e Cavalo Louco numa esquina de Wall Street. Eles me falaram que também vêm pro Brasil, seguindo a bufunfa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, não tem problema, podem vir; afinal, não somos uma nação xenófoba. Muito pelo contrário, aqui ainda mantemos o multiculturalismo, e tenho certeza de que nossos companheiros da Amazônia serão hospitaleiros, vão fumar o cachimbo da paz com os nossos parceiros das matinês de domingo no Cinema Olympia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, sim, onde era que a gente tava mesmo?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Riiicht!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Obrigado, Goober.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, como eu estava dizendo, vou tentar comentar alguma coisa da matéria do NYT, que começa assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Refletindo sobre as tempestades financeiras que açoitam a Europa e os Estados Unidos, Seth Zalkin, um banqueiro americano vestido de modo casual, bebia em uma pequena xícara e parecia contente com sua decisão de se mudar para cá em março, juntamente com sua esposa e filho.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Seth Zalkin, que tem só 39 anos na carcunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guarde bem o nome desse cara, pois você pode dar de cara com ele ao cruzar a Ipiranga com a Avenida São João, e o sujeito meter a mão no teu bolso e sair correndo pra 25 de Março.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha só o que ele disse, acho que à repórter sediada em São Paulo: “Se o resto do mundo está indo para o buraco, este &lt;strong&gt;[o nosso Brasilzão]&lt;/strong&gt; é um bom lugar para se estar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Malandro, né, não?! - Por causa do “este”, fiquei em dúvida se o banqueiro estava falando dos EUA ou se já está agiotando por estas bandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E continua a matéria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Para aqueles com mesmo uma vaga lembrança da própria crise da dívida do Brasil nos anos 80, a ordem global parece ter virado de cabeça para baixo. A economia americana pode estar rastejando, mas o Brasil apresentou sua maior taxa de crescimento em mais de duas décadas no ano passado e o desemprego está em níveis baixos recordes, parte da transformação do país de uma pilha de nervos inflacionária em um dos principais credores de Washington.”&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;[Esta parte aqui deve ter sido escrita pelo Simon Romero, lá de Noviorque.]&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Juros que eu não sabia que os isteites haviam passado de credor a um dos principais devedores do Brasil. Quer dizer que esse tal de Washington tá devendo uma grana preta aqui pra nós?! Isso só pode ter sido coisa do Sapo Barbudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Com salários rivalizando os de Wall Street, tantos banqueiros, administradores de fundo hedge, executivos do petróleo, advogados e engenheiros estrangeiros se mudaram para cá que os preços dos espaços de ponta para escritórios ultrapassaram os de Nova York neste ano, tornando o Rio uma das cidades mais caras para se alugar nas Américas, segundo a imobiliária Cushman &amp;amp; Wakefield.”&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;[Considerando o “...se mudaram para cá...”, acho que essa parte da reportagem foi escrita pela Myrna Domit, de Sampa, dando pitaco sobre o mercado imobiliário do Rio.]&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“A mentalidade de corrida do ouro está a pleno vapor, com os pedidos de permissão de trabalho para estrangeiros aumentando 144% nos últimos cinco anos e os americanos liderando o grupo de profissionais com ensino superior disputando seu espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Empresários há muito são atraídos pelo Brasil, juntamente com homens com desejo de enriquecer rapidamente, sonhadores com a grandeza do Amazonas e até mesmo fora-da-lei como Ronald Biggs, o inglês que fugiu para cá após o Grande Roubo de Trem de 1963.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Mas o Ronald Biggs fugiu da cadeia na Inglaterra e acabou dando com os costados em terras tupiniquins. Chegou aqui sem um tostão furado e nem podia trabalhar, pois, apesar de asilado, tratava-se de um foragido da justiça inglesa. Mas logo arranjou um jeito de sobreviver: vendia camisetas com a estampa de sua foto, no Calçadão de Copacabana, e dava entrevistas ou fazia companhia a turistas em troca do almoço e de uma merreca. Mas voltou para a Inglaterra e, depois de cumprir uma longa cana, está em liberdade. Como “fora-da-lei”, deve ter aprendido alguma coisa com os banqueiros daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Mas agora as escolas que atendem aos americanos e outras famílias de língua inglesa apresentam longas listas de espera, os apartamentos podem custar US$ 10 mil por mês em áreas nobres do Rio e muitos dos recém-chegados possuem diplomas da elite das universidades americanas ou experiência de trabalho nos pilares da economia global.”&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;[Acho que essa é do Simon, com dica da Myrna]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Assim que chegam aqui, eles encontram um país diante de um desafio muito diferente do que os Estados Unidos e a Europa: temores de que a economia esteja aquecida demais.”&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;[Num tá não... Todo mundo sabe disso... A gente vai navegando em ventos moderados, a 4% de crescimento previsto para este ano...]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Um choque em particular para os recém-chegados é a força da moeda brasileira, o real. Isso pode ajudar muitos brasileiros a comprar apartamentos em lugares como South Beach, em Miami, onde as propriedades custam aproximadamente um terço de suas equivalentes nos bairros nobres do Rio. Mas também prejudica a indústria e os exportadores do país.”&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;[Tô grilado com esse negócio de só tomarem o Rio como parâmetro!]&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Assim, em uma tentativa de impedir uma valorização ainda maior, o Brasil atualmente é um dos maiores compradores de títulos do Tesouro americano, tornando-se um grande credor da economia americana em dificuldades. Isso representa uma grande mudança em relação ao passado, quando Washington ajudava a elaborar pacotes de resgate para as crises financeiras do Brasil.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ah, me lembrei daquela medida tomada no governo Lula, liquidando a dívida com o FMI, que amarrava o Brasil a imposições tais que nosso país não podia nem se mexer; a não ser para privatizar tudo a preço de banana. Era um atraso nas trevas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“O Brasil está indo muito bem, mas, honestamente, toda semana eu me pergunto: ‘Quando isto vai acabar?’” disse Mark Bures, um executivo americano de 42 anos que se mudou para cá em 1999, a tempo de ver uma desvalorização abrupta da moeda e outras fortes oscilações na sorte do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Esse Mark Bures falou igualzinho a certos economistas e políticos brasileiros da turma das trevas. Falou como, por mau exemplo, a Miriam Leitão, a rainha das conjunções adversativas, aquela que, quando se vê obrigada a falar bem da saúde econômica do Brasil, dá logo um jeito de dizer: mas, porém, no entanto, entretanto, contudo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, acho que vou ter que dar um salto, pois a matéria é meio longa e eu tenho mais o que fazer. Antes, porém, vamos ver mais uns dois parágrafos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Alguns economistas consideram o real brasileiro como sendo a moeda mais sobrevalorizada do mundo frente ao dólar e a inflação está subindo (como fica evidente pelos Big Macs a US$ 6,16 e martinis a US$ 35). As taxas de juros permanecem teimosamente altas e os analistas debatem se uma bolha de crédito está se formando, à medida que os consumidores continuam comprando de tudo, de casas a carros, em financiamentos de muitos anos.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;“&lt;br /&gt;Essa aí foi de lascar! Pegar o Big Mac e o Martini como exemplos de “disparada” da inflação me fez lembrar um boletim eletrônico que me mandam quase que diariamente, um tal de Peixe Urbano, que traz coisas assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ultralipo sem Cortes para um Corpinho de Violão: 92% OFF em 2 Sessões de Lipocavitação com Drenagem Local na Phisiosaúde (de R$900 por R$69). Use até 3 cupons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveite Esta Correnteza Tripla de Saúde e Bem-Estar! 86% OFF em 3 Meses de Academia na W2M (de R$990 por R$138)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mergulhe Nesta Onda Apaixonante! Ingresso para Assistir à Peça Eu te Amo de Arnaldo Jabor com 60% OFF no Teatro do Leblon (de até R$70 por R$28)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onda Espetacular de Sabor! 2 Espetáculos Burguers com Batata Frita + 2 Milk-Shakes de Morango OU Chocolate com 66% OFF no Uno Grill (de R$76 por R$26)&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Mas o que é que esse pessoal tá pensando?! Se é que ainda pensam... Ora, isso aí já não é propaganda, isso é terror! Estão tentando fazer a imagem de um Brasil hiperinflacionário... Por falta de imaginação, cruzaram o Plano Real com o Plano Cruzado do governo Sarney. Chama o Bob Fields!]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“As imensas descobertas pelo Brasil de petróleo em águas profundas também atraíram investidores e estrangeiros, incluindo milhares de filipinos que trabalham em navios e plataformas de petróleo em alto-mar. Para suas outras indústrias, o Brasil precisa de aproximadamente 60 mil novos engenheiros parte deles precisando vir do exterior, dado o atraso do sistema educacional do Brasil.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;É o Brasil a caminho do desenvolvimento pleno. A primeira-ministra alemã, Angela Merkel, falou, recentemente, que a Alemanha está precisando de 40.000 técnicos e engenheiros na área de informática, principalmente. Mas creio que o problema lá não é devido ao “atraso educacional”, claro. Esse atraso deve ser coisa só do chamado Terceiro Mundo, que tem os piores economista formados no Primeiro Mundo. Acontece... Fazer o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para encerrar, mandei o Goober traduzir uma dessas muitas mensagens spam (ou seja lá como chamam aquilo) que chegam na caixa da nossa Agência Assaz Atroz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Now is a great time to trade currencies with the world economic problems. People are cashing in by trading forex right now, the world money sistuation is a mess so why not make profit off it? Keep your money offshore where it is safe!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A good Forex broker is 1pipfix, 1pip spreads and the best top rated of forex brokers with metatrader 4&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Olha só no que deu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Agora é um grande momento para trocar moedas com os problemas da economia mundial. As pessoas estão a aproveitar-se pela negociação forex agora, o dinheiro sistuation mundo é uma bagunça então porque não fazer lucrar com isso? Mantenha o seu dinheiro offshore onde é seguro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um corretor Forex é bom 1pipfix, spreads 1pip e os melhores mais votados de corretores de forex com MetaTrader 4&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma: bem-vindos, Touro Sentado, Cavalo Louco e a Sétima Cavalaria, que se retira do Afeganistão, general Custer à frente, todo esfarrapado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yes, nós temos bacanas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pressaa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-8154614597154224672?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/8154614597154224672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=8154614597154224672&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/8154614597154224672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/8154614597154224672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/08/salta-um-dry-martini-e-um-big-mac-pra.html' title='Salta um Dry Martini e um Big Mac pra tira-gosto!'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-5SfTfGDV5zM/TkmBx9VxKTI/AAAAAAAAEU8/GmRsBdK25u8/s72-c/Obama%2Bsalvando%2Bos%2Bbanqueiros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-1838970960080161163</id><published>2011-08-14T05:23:00.000-07:00</published><updated>2011-08-14T06:09:35.926-07:00</updated><title type='text'>O império contradança</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-HOoErT5G8lk/TkfDIzvEWPI/AAAAAAAAEUs/-R-eJt_4d00/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 187px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640691614398830834" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-HOoErT5G8lk/TkfDIzvEWPI/AAAAAAAAEUs/-R-eJt_4d00/s400/untitled.bmp" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://anaispoliticos.blogspot.com/2011/08/eua-mais-um-pistoleiro-candidato.html?utm_source=feedburner&amp;amp;utm_medium=email&amp;amp;utm_campaign=Feed%3A+AnaisPolticos+%28ANAIS+POL%C3%8DTICOS%29"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;EUA: MAIS UM PISTOLEIRO CANDIDATO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro anos passam rápido quando o planeta está em perigo. Parece que foi ontem que Obama se engalfinhava nos debates contra o Johm McCain, prometendo mundos e fundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O americano e a maioria dos terrestres acreditaram. Eu também queria acreditar, mas não dava. Era meio óbvio que Obama, por mais bem intencionado que fosse, não conseguiria tirar os EUA do atoleiro, da crise e do caminho da bandidagem. E o povo que se sentiu enganado, tá com muita vontade de descontar nas urnas, agora. Talvez votando em um republicano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Economicamente os EUA começaram a ficar inviáveis em 1980 quando elegeram Reagan. Como lá o povo não tem o costume de reclamar do governo que nem aqui, foram deixando privatizar tudo, desregulamentar o mercado financeiro, fazer guerras em cima de guerras e desviar toda a grana dos impostos para financiar a indústria bélica, em detrimento dos serviços sociais. Deu no que deu. Hoje, como presidente nenhum tem cacife pra peitar a elite exploradora, a América não sairá do buraco. Nem que seja peitar contemporizando como fez Lula. Lá, ou a elite manda, ou nada feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também, como boa parte dos candidatos sequer tem vontade de peitar essa tal elite mandona, podemos esperar mais do mesmo. A indústria de base americana está quebrada. A construção civil está quebrada. A indústria automotiva está quebrada. Todas as plantas importantes de empregos foram transferidas para outros países porque os empresários não queriam arcar com sindicatos e empregados caros. O país virou uma terra de desempregados, e onde tem desemprego, não tem consumo. Coisa que nós bem sabemos aqui, quando a tucanolândia estava instalada e eles privatizaram tudo e mandavam o que podiam pra fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá o buraco é bem mais embaixo. Obama não teve colhões pra peitar, como Kennedy também não teve. Clinton fez mais ou menos. Porém, tudo o que eles levavam adiante era desregulamentação e privatização. O resto, os mandantes falam que é "socialismo" e o povo se borra de medo e não aceita. Nem um SUS Obama conseguiu implantar. O ignorante do cidadão americano prefere morrer sem saúde pública do que ser confundido com socialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o candidato republicano da foto vai propor é recuperar o orgulho americano. Mas claro, que não vai explicar bem como isso se passará. Se ganhar, vai fazer ainda mais guerras pra poder suprir a imensa demanda de divisas de seu país. Divisas essas que virão basicamente com recursos naturais roubados de algum país pobre e fraco, e muita guerra. Muita arma produzida em solo americano e que isso, sim, gerará alguns postos de trabalho. De resto, apenas enrolarão e enganarão. Nenhum presidente americano dos últimos 60 anos quis realmente melhorar a vida de seu povo. Achavam que a bonanza não ia acabar nunca. Assim, pensaram que jamais seria preciso investir em nada no longo prazo. Foram ingênuos em pensar que fazendo o que faziam, estariam no topo do mundo pra sempre. Por outro lado, os pensadores da Escola de Chicago sabiam que uma hora a teta iria secar. Sabiam mas como não iria arrebentar neles, não estavam nem aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A América como nós a conhecemos, não existe mais. Nem voltará a existir. Será em dez anos nada mais do que um Paquistão ou uma Índia. Um país absolutamente desigual, sentado em um arsenal militar fantástico e perigoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pobre, com um povo descontente e disposto a tirar riqueza de algum lugar. É aí que todos nós corremos muito perigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://anaispoliticos.blogspot.com/2011/08/eua-mais-um-pistoleiro-candidato.html?utm_source=feedburner&amp;amp;utm_medium=email&amp;amp;utm_campaign=Feed%3A+AnaisPolticos+%28ANAIS+POL%C3%8DTICOS%29"&gt;ANAIS POLÍTICOS&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebido por e-mail da &lt;strong&gt;redecastorphoto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons (Quadrinho de &lt;a href="http://www.revistaogrito.com/page/blog/2009/01/29/entrevista-marcio-baraldi/"&gt;Marcio Baraldi&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pressaa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-1838970960080161163?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/1838970960080161163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=1838970960080161163&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/1838970960080161163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/1838970960080161163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/08/o-imperio-contradanca.html' title='O império contradança'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-HOoErT5G8lk/TkfDIzvEWPI/AAAAAAAAEUs/-R-eJt_4d00/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-1586324500088484856</id><published>2011-08-13T14:07:00.000-07:00</published><updated>2011-08-13T14:29:46.587-07:00</updated><title type='text'>Índia (e Brasil) e ONU e o “controle de danos” na Síria</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--7xmNuxibsw/TkbqgobSLqI/AAAAAAAAEUc/5y9wsgkNoiM/s1600/imagesCAMN5BK8.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 269px; DISPLAY: block; HEIGHT: 187px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640453429656694434" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/--7xmNuxibsw/TkbqgobSLqI/AAAAAAAAEUc/5y9wsgkNoiM/s400/imagesCAMN5BK8.jpg" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Entreouvido na Vila Vudu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XnFvhNEkSZ0/Tkbo5x15JiI/AAAAAAAAEUM/gqYC64M86nc/s1600/KP%2BNayar.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 136px; FLOAT: left; HEIGHT: 169px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640451662657693218" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-XnFvhNEkSZ0/Tkbo5x15JiI/AAAAAAAAEUM/gqYC64M86nc/s400/KP%2BNayar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Não é IMPRESSIONANTE que se encontre muito melhor informação sobre o Brasil num jornal DA ÍNDIA... do que nos jornais, televisões, revistas e rádios do Grupo GAFE (Globo/Abril/Folha/ Estadão?!)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KP Nayar, The Telegraph India, Delhi&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.telegraphindia.com/1110812/jsp/nation/story_14370519.jsp#"&gt;India leads Syria damage control in UN&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;Traduzido pelo Coletivo da Vila Vudu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(De New York) A Índia está no centro dos esforços para evitar uma quarta guerra liderada pelos EUA no mundo muçulmano que, dessa vez, visaria a “mudar o regime” em Damasco, Síria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma delegação de três membros do grupo IBSA (Índia, Brasil e África do Sul), mais Dilip Sinha, secretário das organizações internacionais do Bloco Sul, parece ter conseguido salvar Damasco mais uma vez, depois de arrancar compromisso pessoal do presidente da Síria, Bashar al Assad, de que haverá eleições e uma nova Constituição no país, até março de 2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simultaneamente, o Conselho de Segurança da ONU reuniu-se ontem sob a presidência do representante permanente da Índia Hardeep Singh Puri, para ouvir mensagem do secretário-geral Ban Ki-moon, da qual foi portador seu encarregado especial para a Síria, Oscar Fernandez-Taranco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O atual embaixador da ONU, o britânico Philip Parham, tendo ao lado os enviados de França, Alemanha e Portugal, descreveu a mensagem como “assustadora” e “deprimente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os países ocidentais mal podem esperar para iniciar outra guerra na Ásia Ocidental, nem tanto porque seus corações sangrem de pena do povo sírio, mas, muito mais, porque seu objetivo real é romper os laços que unem a Síria, o Líbano e os militantes do Hezbollah, que são espinho cravado fundo na carne de Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também desejam isolar ainda mais o Irã na região, se Assad for substituído por alguém com tendências favoráveis ao ocidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Índia decidiu que, enquanto permanecer na presidência do Conselho de Segurança, não se deixará usar como alavanca que leve à repetição da invasão do Iraque, ou de outro ataque descabido como o que hoje está em andamento contra a Líbia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinha encontrou-se ontem com Assad e seu ministro de Relações Exteriores Walid al Moualem em Damasco. O encontro foi reminiscência do tempo em que os enviados da Índia percorriam a região oferecendo alternativas diplomáticas às políticas ocidentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de ser membro do Conselho de Segurança da ONU deu à Índia uma oportunidade para recuperar aquele passado e reviver a diplomacia, em momento em que as potências emergentes buscam deixar sua marca num mundo em crise profunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Índia está empenhada nesse esforço, com Brasil e África do Sul, parceiros no grupo IBSA e que também aspiram a um lugar de membros permanentes do Conselho de Segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para as potências ocidentais, habituadas a comandar todos os fóruns internacionais desde o fim da Guerra Fria, qualquer sinal de firmeza e assertividade, em bloco que não seja o deles, é sempre irritante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a imprensa ocidental, qualquer voz que não seja submissa e complacente aos desejos dos EUA soa como heresia, depois de duas décadas de subserviência, sem ouvir nenhuma voz discordante em nenhum sentido relevante. Puri revirou a faca na ferida, há dois dias, quando disse a jornalistas, depois de uma reunião do Conselho de Segurança, que a presidência da Índia naquele Conselho acelerou a declaração do Conselho, sobre a Síria, semana passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Conselho não tem feito o que os EUA contavam com que fizesse, há dois meses e meio, desde que a Índia assumiu a presidência, com Puri. A declaração da presidência do Conselho de Segurança motivou a a ‘mensagem’ de Ban Ki-moon, de ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana que vem, falarão ao Conselho de Segurança, apresentando relatórios, Navi Pillay, alto comissário da ONU para direitos humanos e, Valerie Amos, coordenadora de ações humanitárias da ONU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estratégia do grupo Índia-Brasil-África do Sul, IBSA, para impedir qualquer tipo de intervenção militar na Síria, é mobilizar os demais membros do Conselho de Segurança e, simultaneamente, obter compromissos consistentes de Damasco. Semana passada o vice-ministro de Relações Exteriores da Síria Faisal Mekdad visitou os três países do grupo IBSA [1].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas visitas abriram o caminho para o encontro que aconteceu ontem entre o presidente da Síria, Sinha, Paulo Cordeiro de Andrade Pinto, subsecretário geral de relações externas do Ministério de Relações Exteriores do Brasil para o Oriente Médio, e Ebrahim Ebrahim, vice-ministro de relações internacionais e cooperação da África do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Índia e outros países que partilham posições semelhantes na ONU aprenderam, da amarga experiência na Líbia, que, sem o engajamento de todos, em crises assemelhadas, os EUA conseguirão empurrar o Conselho de Segurança, sob argumentos falsos, a dar seu aval para outras empreitadas de ‘'mudança de regime'’. Se se mantivesse o mesmo processo, o resultado na Síria poderia ser outro impasse sangrento, como o que se vê hoje na Líbia, sem solução à vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota dos tradutores&lt;br /&gt;[1] IBSA – Índia, Brasil South Africa (África do Sul).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Publicado originalmente no &lt;/span&gt;&lt;a href="http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/08/india-e-brasil-e-onu-e-o-controle-de.html"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;blog da redecastorphoto&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://goo.gl/BQKBt /twitter&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pressaa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-1586324500088484856?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/1586324500088484856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=1586324500088484856&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/1586324500088484856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/1586324500088484856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/08/india-e-brasil-e-onu-e-o-controle-de.html' title='Índia (e Brasil) e ONU e o “controle de danos” na Síria'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/--7xmNuxibsw/TkbqgobSLqI/AAAAAAAAEUc/5y9wsgkNoiM/s72-c/imagesCAMN5BK8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-741272532523283215</id><published>2011-08-13T04:47:00.000-07:00</published><updated>2011-08-13T05:26:07.068-07:00</updated><title type='text'>Uma praça brasileira em Locarno</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-0VeNi5KxIzI/TkZsKaY1mdI/AAAAAAAAEUE/uGnC2-tZZH4/s1600/get.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 254px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640314509466114514" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-0VeNi5KxIzI/TkZsKaY1mdI/AAAAAAAAEUE/uGnC2-tZZH4/s400/get.jpg" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Rui Martins&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-plXblncs6_0/TkZo2LnWoQI/AAAAAAAAET8/ukbhRf3RRUE/s1600/Rui%2BMartins-1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 119px; FLOAT: left; HEIGHT: 154px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640310863368200450" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-plXblncs6_0/TkZo2LnWoQI/AAAAAAAAET8/ukbhRf3RRUE/s320/Rui%2BMartins-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Uma pequena praça brasileira, escondida na sombra de grandes edifícios, no Recife, se transformou no curta-metragem, Praça Walt Disney, que o casal de cineastas Sérgio Oliveira e Renata Pinheiro trouxeram ao Festival de Locarno, com duração de 21 minutos, na competição da mostra paralela Leopardos do Amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;« Esse filme começou, explica Sérgio Oliveira, quando nos mudamos para o bairro de Boa Viagem, no Recife, e notamos que uma praça vizinha, onde nada acontecia, nos chamou a atenção a ponto de fazermos um filme para mostrarmos a verticalização do nosso mundo. Não é só a praça, mas o bairro, a cidade, o país, no nosso filme, mas se trata da valorização do ser humanos, desprezado e esquecido ».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renata Pinheiro lembra que seu primeiro filme, Super Barroco, premiado em Brasília e mostrado na Europa, ao ser apresentado no Festival de Tiradentes foi visto pelo diretor da Quinzena de Realizadores, de Cannes, « Agora, ele, Olivier Père, é o diretor do Festival de Locarno e tão logo viu Praça Walt Disney, nos convidou para trazê-la ».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos, Sérgio e Renata estão concluindo um longa-metragem chamado Estradeiros, baseado numa viagem pelo Brasil, Argentina, Bolívia e Peru, e têm um projeto de fição musical com o nome de Brega Night a ser rodado em Recife. Sérgio tem formação de psicólogo e Renata em artes plásticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rui Martins, de Locarno, convidado pelo Festival de Filmes de Locarno, Suíça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Ex-correspondente do Estadão e da CBN, após exílio na França. Autor do livro “O Dinheiro Sujo da Corrupção”, criou os Brasileirinhos Apátridas e propõe o Estado dos Emigrantes. Vive na Suíça, colabora com os jornais portugueses Público e Expresso, é colunista do site &lt;a href="http://www.diretodaredacao.com/"&gt;Direto da Redação&lt;/a&gt;. Colabora com o &lt;a href="http://correiodobrasil.com.br/uma-praca-brasileira-em-locarno/281779/"&gt;Correio do Brasil &lt;/a&gt;e com esta nossa &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Agência Assaz Atroz&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PressAA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-741272532523283215?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/741272532523283215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=741272532523283215&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/741272532523283215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/741272532523283215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/08/uma-praca-brasileira-em-locarno.html' title='Uma praça brasileira em Locarno'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-0VeNi5KxIzI/TkZsKaY1mdI/AAAAAAAAEUE/uGnC2-tZZH4/s72-c/get.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-2454631184035993705</id><published>2011-08-11T16:44:00.000-07:00</published><updated>2011-08-11T18:25:21.884-07:00</updated><title type='text'>Deus e o Universo Holográfico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--SNLFa_rJbY/TkRwu6x3WGI/AAAAAAAAETU/9Tw4o5S_mm4/s1600/Universo-Holografico.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 336px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639756584729401442" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/--SNLFa_rJbY/TkRwu6x3WGI/AAAAAAAAETU/9Tw4o5S_mm4/s400/Universo-Holografico.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-O2eQDWFHNBM/TkRrRA-qgtI/AAAAAAAAETM/FzNXuHhzryE/s1600/fernando%2Bfoto02.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 230px; FLOAT: left; HEIGHT: 172px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639750573439484626" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-O2eQDWFHNBM/TkRrRA-qgtI/AAAAAAAAETM/FzNXuHhzryE/s320/fernando%2Bfoto02.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;por Fernando Soares Campos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Aos ateus, agnósticos, religiosos e deístas: a renovação permanente do conceito de Deus é preciso&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa é a gente acreditar em um fato, outra coisa é acreditar que acredita. Ou ainda: uma coisa é acreditar na realidade que somos obrigados a acreditar, outra coisa é acreditar que acredita nessa realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda continuo acreditando que um dos principais motivos para que alguém assuma seu ateísmo é a diversidade de interpretações que as religiões dão para conceitos de céu, inferno e, principalmente, de Deus. Apesar de os ateus em geral garantirem que suas posições ateístas estão baseadas apenas no fato de que não se pode (ou não se consegue) provar a existência de Deus, a meu ver, ateus contestam a existência de Deus não pela aparente impossibilidade de se provar a existência de um criador de todas as coisas visíveis, tangíveis ou imagináveis. A maior parte dos ateus simplesmente se nega, com fundamentada razão, a fazer parte de um “rebanho”, que viria a ser um conjunto de pessoas alienadas, os fanáticos de qualquer ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As provas da existência de Deus, que ateus e deístas exigem, precisariam, naturalmente, estar corroboradas pela Ciência. Somente aos fanáticos de qualquer orientação doutrinária, aqueles que se acomodam a uma ditadura dogmática, creem naquilo que não se deve contestar a sua existência, nem mesmo através de uma proposta de representação imaginária. O problema é que a Ciência nem sempre comprova a existência do que ela própria diz existir (ou ter existido). Daí que muitos homens de ciência também se tornam dogmáticos, ou impõem dogmas. E isso ocorre, provavelmente, por mero orgulho próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos, por exemplo, o caso da Teoria do Big Bang, que, por sinal, se desdobra em duas matrizes: a do Big Bang quente e a do frio – ambas permeadas de adendos que tentam corrigir ou complementar as idéias iniciais sobre a origem do universo e a evolução deste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a Teoria do Big Bang, naquilo que diz respeito à origem do universo – não, à simples evolução – fosse um fato realmente comprovado, não teria mais um caráter especulativo, não seria mais simples teoria hipotética; mas, sim, um tratado científico incontestável, verdade absoluta que ninguém poderia chamar de absurda. Trata-se, porém, ao focar a origem do universo, de uma teoria probabilística; isso olhada e analisada com muita imaginação, para não dizer “boa vontade”; porque, analisando o conjunto dessa teoria, podemos observar que ela aborda com relativa precisão apenas os aspectos da evolução do universo, mas não encontra resposta plausível para as questões referentes à origem desse universo observável. O capítulo dedicado a explicar a origem do universo é curto e essencialmente metafísico, não é propriamente científico. E não poderia ser de outra forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando-se essa parte inicial da Teoria do Big Bang, na qual se pretende explicar a origem do universo, podemos perceber que os “métodos científicos” supostamente utilizados não se enquadram nas determinações de uma “metodologia científica”, mas são simplesmente explicáveis por “terminologias científicas”. Porém, nem mesmo a terminologia empregada pode ser considerada eminentemente científica, pois começam falando de um “ponto” (Matemática, geometria), no “nada” (que não pode ser explicado por ciência ou disciplina alguma), ou no “espaço-atemporal” (um possível absurdo geométrico-metafísico, ou mera representação artística); enchem o “ponto no nada” ou no “espaço-atemporal” de partículas subatômicas que teriam vindo do “nada” e explicam suas reações (sem explicar a ação inicial) e combinações aleatórias; sempre usando apenas uma suposta terminologia científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo visto, estando nós na bifurcação entre criacionismo e evolucionismo, para tomar um desses caminhos, precisamos inevitavelmente criar, metafisicamente, o “elemento” que originou o processo evolutivo. E acredite nele quem tiver imaginação. Creio que foi por isso que Einstein falou: “A imaginação é mais importante que o conhecimento”. Claro que um não prescinde do outro. É compreensível que quanto mais conhecimento, mais possibilidades de imaginação lógica, racional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que o universo conhecido não é único nem existe em número limitado. Os universos são infinitos... Multiuniverso, ao infinito. Isso é o que imagino (o universo holográfico de que falaremos mais adiante). O problema é que nós, seres humanos, apesar de desejarmos ou acreditarmos na sobrevivência da alma por toda a eternidade, não gostamos muito das ideias de infinito e eternidade... Pensar em infinito e eternidade nos leva, em consequência, a pensar no “nada”. E pensar no “nada” pode nos induzir o pensamento de que nem nós mesmos existimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a gente pensa em espaço infinito, pensa a partir do nosso Eu-objeto, ou seja, sempre concebendo um começo-sem-fim, de nós para o infinito, de forma unidirecional ou mesmo multidirecional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo de nós, tendemos a pensar sob uma visão de macroinfinito, sem conseguirmos assimilar, simultaneamente, a posição simétrica do segmento que parte de nós para o microinfinito (o infinitesimal), pois tudo parte de Nós para o universo conhecido, visível e tangível. Colocamo-nos, por assim dizer, como sendo o centro do universo. E – por que não dizer? – na condição de um deus, ou mesmo, de Deus, o que não é de todo errado (na parte conclusiva deste texto, abordaremos essa questão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginemos, por exemplo, uma estrela (ponto de luz) irradiando em todas as direções. Seus raios percorrendo o espaço, a partir dela para o macroinfinito (macrouniverso). Tentemos imaginar o movimento oposto desses raios, em sentido ao microinfinito (microuniverso, o infinitesimal). Provavelmente, ao imaginar esse movimento retrocedente, a gente para no ponto de luz (a estrela). Eu não estou falando simplesmente de raios simétricos e externos em relação ao ponto de luz, no caso, a estrela. Refiro-me ao sentido interno do ponto de luz, quero dizer que precisamos projetar mentalmente (ou graficamente, talvez numericamente) o sentido do raio indo ao infinito pela via macroinfinita e sua volta ao microinfinito. Ou seja: imaginar que a luz da lâmpada que desligamos “nunca se apagaria”, em nenhum sentido: nem do ponto de iluminação para o macrouniverso, nem desse mesmo ponto para o microuniverso (o infinitesimal). Os raios simétricos levam a luz de sua fonte geradora para o infinito externo, mas aí temos o ponto de partida, o começo, portanto ainda não estamos falando propriamente de infinito (infinito não tem começo nem fim). Estaríamos tratando de um ponto num segmento de reta em direção ao macroinfinito, com suas partes simétricas no mesmo sentido. O que estou querendo é imaginar, por exemplo, a matéria (o universo material) expandindo-se eternamente, ao macroinfinito (macrouniverso), e comprimindo-se eternamente ao microinfinito (microuniverso). Em nenhuma dessas duas hipóteses ela alcançaria o tamanho máximo nem mínimo, ao ponto de se tornar o “tudo” ou o “nada”. Disso podemos deduzir que o “tudo” e o “nada” venham a ser equivalentes; se não, iguais; visto que a representação mental de um ou do outro implica conceituar o infinito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meu ver, o maior engano do pensamento metafísico dos cientistas que tentam explicar a origem do universo através da Teoria do Big Bang consiste em falar de um suposto “espaço sem tempo”, “espaço-atemporal” equivalente ao “nada”. Creio que o “espaço sem o tempo” só pode ser concebido matematicamente, em geometria, considerando-o apenas uma especulação puramente artística, que não caberia dentro de si a presença, nem ao menos, de um ser imaginário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a gente identifica que a Teoria do Big Bang considera o “espaço sem o tempo” antes da explosão do “átomo primordial”, e somente a partir desse fenômeno teria sido iniciado ao espaço-temporal, e ela solicita do leitor-estudante que tente colocar-se do lado de fora do universo para observar, através da imaginação, o momento da “explosão” e expansão do universo, solicita aí uma posição praticamente impossível até de se imaginar. Porque o “espaço sem tempo” e o “nada” têm, basicamente, a mesma “não-essência”, deles não se encontra qualquer parâmetro possível a uma lógica mesmo que imaginária, exceto a possibilidade de uma visão artística, planificada, como concebemos a imediata tridimensionalidade (altura, largura e profundidade) a que estamos acostumados a “tangenciar” com a alma. Porém, esse “tangenciar” é indissociável de uma intuição mais completa, pois implica sentir, o mais profundamente possível, a quadrimensionalidade einsteiniana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos nos colocar em posição de observador dos aspectos interiores do universo conhecido. A observação exterior desse universo só seria possível através da imaginação caso se considere o espaço e o consequente tempo. (Precisa-se de muita imaginação para colocar-se no “nada”, simplesmente porque não podemos conceber o “nada”.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não temos como conceber, de forma ao menos metafísica, o infinito espacial e a eternidade em separados, não podemos assim estabelecer a origem do universo, a partir de qualquer teoria, fazendo malabarismos mentais para idealizar um “espaço sem tempo”, coisa impossível, pois todo espaço pressupõe o desenvolvimento de suas dimensões e consequente tempo para percorrê-las. Mesmo um segmento de reta (espaço unidimensional) evoca o tempo que se necessita para percorrê-la. Daí, podemos ter uma noção conceitual de infinito: Infinito é o espaço que necessita da Eternidade para ser totalmente percorrido. E Eternidade é o tempo necessário para se percorrer o Infinito. São inseparáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é infinito, qualquer ponto-espacial do Infinito é o seu começo e o seu fim ao mesmo tempo. Se é eterno, qualquer ponto-temporal (ou fração de segundo) da Eternidade é o seu começo e fim simultaneamente. Por isso conseguimos falar em perpetuidade como sendo aquilo que tem começo mas não tem fim, simplesmente porque estabelecemos um começo da infinitude, que é ao mesmo tempo começo e fim. (Perpétuo é aquilo que foi eternizado.) Portanto, se dividirmos o infinito-eterno ao meio, teremos dois infinitos-eternos, visto que, se imaginarmos um ponto, uma reta ou um plano e colocarmos qualquer um deles como representação da imaginária fronteira (espaço-cisão) do infinito-eterno, seria ele começo e fim concomitantemente. Basta que recapitulemos a questão dos raios simétricos que vão simultaneamente em direção ao macroinfinito (ou macrouniverso) e ao microinfinito (ou microuniverso), tendo como ponto de partida essa fronteira imaginária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Talvez possamos, assim, sentir ou intuir, com maior profundeza, a dimensão espaço-temporal, de acordo com a quadrimensionalidade einsteiniana, mas sem qualquer implicação relativista submetida a conceitos da Mecânica clássica ou probabilística quântica. Apenas captando esta visão e sentimento imediatos de tridimensionalidade (altura, largura e profundidade) indissociada da transcursão do tempo.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O Universo Holográfico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-231_WT9ocfc/TkRw6kljFUI/AAAAAAAAETc/uAfjWL-fVgs/s1600/blue_brain_4_2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 258px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639756784930592066" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-231_WT9ocfc/TkRw6kljFUI/AAAAAAAAETc/uAfjWL-fVgs/s400/blue_brain_4_2.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que cientistas do mundo inteiro andam pasmados com a idéia de que viveríamos num universo holográfico – o universo seria um infinito holograma –. Isso realmente tem fundamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do exemplo da imaginária divisão do infinito-eterno, teorizando que, ao dividir o infinito-eterno, obtemos dois infinitos-eternos, podemos verificar que, se continuarmos dividindo esses infinitos-eternos, em progressão geométrica, obteremos um infinito número de infinitos-eternos. Esta é a característica fundamental do holograma: cada parte contém o todo. O mistério persiste apenas em determinar a fronteira imaginária entre as partes. O que foi feito neste texto: “Portanto, se dividirmos o infinito-eterno ao meio, teremos dois infinitos-eternos, visto que, se imaginarmos um ponto, uma reta ou um plano e colocarmos qualquer um deles como representação da imaginária fronteira (espaço-cisão) do infinito-eterno, seria ele começo e fim concomitantemente. Basta que recapitulemos a questão dos raios simétricos que vão simultaneamente em direção ao macroinfinito (ou macrouniverso) e ao microinfinito (ou microuniverso), tendo como ponto de partida essa fronteira imaginária.” [16º parágrafo]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, ao analisarmos a representação gráfica de um holograma, precisamos pensar nele com o sentimento, intuição, de um espaço quadrimensional (sentimento espacial-temporal). Quero dizer: imaginando o movimento a partir de uma das infinitas partes para outra de forma quadrimensional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos, então, como imaginar a passagem de uma dimensão cósmica para outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Até aqui, minhas explanações e conceitos só se enquadrariam numa visão e sentimento de cunho artístico-geométrico, entretanto os formulei com o propósito que estou de teologar daqui em diante.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-X99HjnuQ3Wo/TkRxsCZuUlI/AAAAAAAAETk/5uGvus8YudQ/s1600/deus-programador.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 272px; FLOAT: left; HEIGHT: 312px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639757634747650642" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-X99HjnuQ3Wo/TkRxsCZuUlI/AAAAAAAAETk/5uGvus8YudQ/s320/deus-programador.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O homem à semelhança de Deus&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Deus não é apenas essencialmente bom, ou o Bem, conforme entendemos essas palavras, ou de acordo com os significados que lhes atribuímos a nosso bel-prazer. Deus está acima do Bem e do Mal. Acontece que, entre nós, quando dizemos que alguém está acima do bem e do mal, queremos dizer que esse alguém é a personificação da arbitrariedade, com as inevitáveis associações ao que é violentamente despótico, atendente a interesses de caprichos pessoais. Porém, em se referindo a Deus como um ser acima do Bem e do Mal, quero dizer que Deus é perfeitamente justo, que a Justiça Divina não se limita a conceitos de bem ou mal, bom ou mau, certo ou errado, de acordo com os nossos interesses imediatos. Deus – não personificado – é a essência da própria Justiça Divina, e esta responde por todas as demais qualificações de Deus: onipresença, onisciência e onipotência. A nossa própria consciência é, por natureza, o repositório da Justiça Divina, entretanto ela é apenas uma entre todas as faculdades humanas em fase evolutiva, tanto que a Psicanálise identifica subsistemas, ou departamentos, da nossa consciência. Porém, mesmo embotada por falsos juízos alicerçados em preconceitos – estes, por sua vez, frutos do nosso desejo individual, coisa muito natural –, essa consciência em evolução pode assimilar que aquilo que para a nossa individualidade é bom ou mau, é o bem ou o mal, o certo ou o errado, pode apresentar-se com sentidos invertidos em outros indivíduos, ou seja, em outras consciências. Isso me parece tão evidente que acredito ser desnecessário expressar qualquer tipo de exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos a semelhança de Deus; não, iguais a Ele; apenas semelhantes porque caminhamos para a perfeição. E, graças à perfeição da Justiça Divina, nunca chegaremos lá, jamais seremos iguais a Deus. Ser igual a Deus seria descortinar o infinito (impossível), tendo, por assim dizer, vencido a eternidade (igualmente impossível). Seria o fim, seria a inércia total do processo evolutivo. Ponto final. A morte, no seu mais amplo sentido. Precisamos compreender que o melhor da luta não é a vitória, o melhor de qualquer luta que empreendemos é ela própria, a luta em si. Vida é luta constante, ininterrupta. A vitória representa apenas a dilatação momentânea do prazer, um prêmio fugaz, um orgasmo. Os passos de uma caminhada deveriam ser moderada e continuamente prazerosos. Inclusive os passos aparentemente dados à ré; aparente porque, em todos os sentidos, o movimento nos conduz ao infinito. Se pararmos com intenção de “meditar”, não estaremos propriamente estacionados, o ponto de parada, nesse caso, representa uma caminhada em direção ao microinfinito, ao infinitesimal. Paramos de contemplar o mundo exterior e nos voltamos para dentro de nós mesmos. Mas acho que não devemos, ainda muito jovem, nos enclausurar num mosteiro, numa caverna, ou reclusos no deserto ou no meio da mata, com o propósito de nos tornar ermitões, achando que assim seremos capazes de nos transformar em “sábios” gurus; mesmo que o faça com um computador interligado à internet e mantendo-se em interação ideológica com toda a Humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já disseram que o homem inteligente aprende com os próprios erros, e o sábio aprende com os erros dos outros. Acontece que ninguém nasce sapiente, mas apenas inteligente, com a inteligência, a faculdade de conhecer, compreender e aprender. Portanto a verdadeira sapiência só pode vir com a vivência, a experiência própria do indivíduo. Sábio, entendo aí um indivíduo com a postura de mero observador, seria apenas aquele que não repete, ou repete o mínimo de vezes, seus próprios erros e, com a consciência de tê-los cometido, consegue identificar, através de processo analógico, os erros que os outros cometeram em áreas distintas às de suas experiências diretas, pessoais; e assim evitá-los, se necessário e possível for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus personificado e Deus impessoal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pai, aquele de quem Jesus falou, é Deus personificado, um ser que já encarnou sob todas as condições em que nós existimos – mesmo que tenha isso ocorrido em outro universo, que não seja este que conhecemos pelas vias dos básicos sentidos humanos –. O Pai e o próprio Jesus têm origem determinada, início, são perpétuos, eternizados. Vivem nos “universos holográficos” de acordo com os seus graus de evolução: a parte do holograma universal em que o Pai se encontra abrange a parte holográfica do Filho, o universo deste envolve os hologramas dos “santos”, dos espíritos relativamente muito evoluídos, até o holograma em que vivemos sob envoltório material denso. O encaixe dos “hologramas universais” é infinito, assim como os deuses personificados também o são; por isso mesmo (por ser infinita), essa personificação de Deus faz de cada parte o Todo, pois o Todo está unificado pelo Deus Impessoal: Causa primária de todas as coisas (realmente infinito e eterno), que emana da fronteira imaginária das infinitas partes holográficas e habita em toda a parte sob o conceito de Espírito Santo.&lt;br /&gt;Quando Jesus disse “Vós sois deuses”, não estava usando figura de linguagem, fazia referência ao grau de evolução de cada um de nós (hologramas autoconscientes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transcrevo a seguir trecho do artigo de minha autoria intitulado “Deus crê em Deus que crê em Deus que crê em Deus...”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Também o Pai a quem Jesus tantas vezes se referiu não é ‘a causa primária de todas as coisas’, mas, sim, a personificação de Deus, uma entidade em altíssimo grau de evolução, da qual Jesus é assessor direto para as questões referentes à humanidade terrena. ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém pode ir ao Pai senão por mim.’ João, 14 - 6.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Jesus afirmou ‘Eu e o Pai somos Um’, ele fazia referência à união entre as criaturas através do Espírito Santo (‘inteligência suprema, causa primária de todas as coisas’), o Deus eterno e infinito [a Justiça Divina], aquilo de que jamais desvendaremos o mistério de sua natureza íntima em toda extensão; do contrário, não seria eterno, infinito.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onipresença, Onisciência e Onipotência dos deuses em evolução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chave da onisciência e da onipotência está na consciência da nossa relativa onipresença. Relativa inclusive para o Deus personificado Pai, para Deus-Jesus, para todos os deuses-“santos”, deuses-espíritos relativamente bem evoluídos, etc. Os supra-humanos, vivendo sob roupagem de matéria quintessenciada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser onipresente, na condição de ser humano, não é poder estar de corpo presente em todos os lugares, também não é a simples ação do fenômeno da ubiqüidade (isso também vale para um deus personificado, em qualquer grau evolutivo, até mesmo o Pai). Ser onipresente, para nós aqui na Terra, é respeitar o nosso semelhante (ou igual), é ter consciência de que não somos apenas indivíduos, mas que fazemos parte da Humanidade. Ser onipresente é ter consciência de que aquilo que faço aqui e agora repercute em todo lugar, sem limite preestabelecido, em todo o universo. É, por assim dizer, o “efeito borboleta” que não pode ser facilmente detectado, mas somente intuído. E as nossas ações, quando praticadas sob essa consciência de onipresença, podem nos imbuir de uma sensação de o quanto somos, igualmente de forma relativa, oniscientes, e, daí, aflorar a sensação de onipotência. Basta agora nos impregnar do sentimento de humildade, concluindo que nossa onipresença, tanto quanto a onisciência e onipotência, é relativa ao estado evolutivo de nossa consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conscientes de onipresença são os africanos, que dizem: “Eu existo porque nós existimos”. E os “civilizados” foram lá ensinar religião a eles. E a nossa filosofia científica também foi lhes dizer: “Penso, logo existo”. Ora, as pedras não pensam, mas elas também existem. Talvez fosse mais racional pensar e dizer: “Penso, logo sei formular conceito de tudo que existe”, mesmo duvidando desses conceitos, ou, de preferência, sempre duvidando mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso, logo sei formular conceito de tudo que existe ou provavelmente deve existir, inclusive sobre a existência de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já foi dito que se a Teoria do Big Bang, naquilo que diz respeito à origem do universo – não, à simples evolução – fosse um fato realmente comprovado, não teria mais um caráter especulativo, não seria mais simples teoria hipotética; mas, sim, um tratado científico incontestável, verdade absoluta que ninguém poderia chamar de absurda. Entretanto, com a “verdade absoluta”, estaríamos hoje trabalhando mecanicamente, apenas para observar os efeitos do Big Bang e preparar a “lavoura” contra ou a favor de tais efeitos. Não precisaríamos de cosmólogos estudando a origem (causa) do universo, mas apenas preocupados com a evolução, os efeitos. Seria um trabalho mecânico, tanto quanto trabalhar como operário numa linha de montagem industrial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que o homem de ciência precisa ter fé na Ciência? Porque aquilo que a Ciência ainda não revelou é o que faz ela própria se mover. Não é o que temos cientificamente provado que move a ciência. Os louros das vitórias vão ficando pra trás, e os cheques de Prêmio Nobel muitas vezes são empregados para dar continuidade à luta. Aquilo que a Ciência ainda não conseguiu provar ou alcançar é o que realmente a estimula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que precisamos ter fé na existência de Deus? Porque a verdade absoluta (a certeza: conhecimento perfeito e indiscutível) sobre a sua origem e existência faria de nós “deuses perfeitos”, completos, seria o fim, A fé, portanto, não impõe dogmas; pelo contrário, a fé nos conduz à busca da compreensão do que seja Deus, e isso se traduz apenas em atividade intelectual, não em heresia ou ateísmo. E só temos como assimilar, de forma um pouco mais evidente, aquilo que venha a ser Deus Personificado, que se manifesta na nossa consciência em evolução. E devemos simplesmente referenciá-lo com devido respeito, sem necessidade de adoração fanática, respeito que devemos ter uns com os outros, imbuídos da consciência de que “Eu existo porque nós existimos”, Essa é a mesma reverência que devemos a Deus Impessoal, a Justiça Divina, Inteligência Suprema, Causa primária de todas as coisas (Átomo Primordial), o Infinito e o Eterno (infinito-eterno), pois Este também não exige de nós qualquer postura de adoração, mas tão-somente de compreensão intuitiva de sua existêcia, para que nos sintamos, cada vez mais, à sua semelhança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: O filme Matrix só me surpreendeu com uma frase. Foi quando um personagem, observando outro em outra dimensão, falou preocupado: “Ele está começando a acreditar” (mais ou menos isso). Quase caí da cadeira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.......................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC – Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pressaa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-2454631184035993705?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/2454631184035993705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=2454631184035993705&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/2454631184035993705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/2454631184035993705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/08/deus-e-o-universo-holografico.html' title='Deus e o Universo Holográfico'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/--SNLFa_rJbY/TkRwu6x3WGI/AAAAAAAAETU/9Tw4o5S_mm4/s72-c/Universo-Holografico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-5980541420078405428</id><published>2011-02-26T13:52:00.000-08:00</published><updated>2011-02-26T14:03:59.717-08:00</updated><title type='text'>O BERLUSCONI DA FLORESTA: "ESSA COISA"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-B72tGzM_p1U/TWl4rm1jOdI/AAAAAAAAES4/Ko30Gm5wGiI/s1600/topo_newsletter.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 94px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578122304029931986" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-B72tGzM_p1U/TWl4rm1jOdI/AAAAAAAAES4/Ko30Gm5wGiI/s320/topo_newsletter.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Eles são dois irmãos siameses, embora nascidos com três anos de diferença a quase dez mil quilômetros de distância. Olhando os dois, de perto, um ao lado do outro, podemos afirmar o que disse dona Rhea Silvia vendo seus dois filhos gêmeos Rômulo e Remo mamando na loba, antes da fundação de Roma: Facies Uni, Culus Alteri. O que significa, em bom português, na tradução simultânea feita pelo professor Agenorum: a cara de um é o fiofó do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos siameses nasceu às margens do rio Pó, em Milão (Itália), em 29 de setembro de 1936, é libriano. O outro, do signo de Escorpião, nasceu à beira do Juruá, em Eirunepé (AM), em 16 de novembro de 1939. Um, cujo hobby é o xadrez, não perde jogo do Milan, no Estádio San Siro. O outro, viciado em dominó, quando pode assiste as peladas do seu time – Tufão do Juruá - no Estádio Municipal João Conrado, conhecido como Dissicão. Um adora panetone. O outro não dispensa um xis-caboquinho, com pão francês, queixo coalho e tucumã descascado pelo Cabo Pereira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Irmãos siameses&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As diferenças, no entanto, param aqui. Se um se olhar no espelho, vê a imagem do outro. Os dois se formaram em direito, são advogados, mas jamais exerceram a profissão. O negócio de cada um deles começou com a construção civil. Ambos mamaram na loba, enriquecendo como empreiteiros. Silvio Berlusconi, aos 23 anos, fundou sua construtora, a Cantieri Riuniti Milanese, edificou dois grandes conjuntos residenciais na zona leste de Milão, passou a perna no seu sócio e embolsou o lucro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amazonino Mendes criou a construtora Arca e, aos 33 anos, quando seu empregado analfabeto, o pedreiro Antonio Alves do Carmo, tirou a sorte grande na Loteria Esportiva, convenceu-o a se tornar seu sócio, construindo o conjunto Ayapuá, na zona oeste de Manaus. Uma mudança contratual deixou o pedreiro na pindaíba, sem dinheiro sequer para comprar um caixão de terceira classe, adquirido numa “vaquinha” feita pelos amigos, quando morreu de câncer em 25 de março de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O italiano foi identificado pela revista Forbes como o homem mais rico da Itália, uma fortuna calculada em 9,4 bilhões de euros. Construiu para si, na Costa Esmeralda, Sardenha, uma mansão suntuosa denominada Villa Certosa, onde promove “festas dignas das Mil e Uma Noites”, nas quais as meninas convidadas recebem tratamento de “princesa”, segundo a revista L’Espresso. O palacete tem jardim botânico, lagos cheios de tartarugas, uma gruta natural em forma de baleia e um vulcão artificial que entra em erupção derramando cascatas de luz sobre uma lagoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amazonense foi identificado pela revista Veja, em 1997, como um homem podre de rico, com uma fortuna estimada na época em 200 milhões de reais, quantia superior às riquezas somadas de todos os cabocos de Eirunepé. Dono de um jatinho learjet e de dois iates, ele construiu para si, às margens do igarapé Tarumã, mansão espetacular de quatro andares, torre com elevador panorâmico, salões de jogos e de festas, heliporto, quatro piscinas climatizadas, dois lagos artificiais, cascatas, jardins, quadra de esporte e pista de Cooper.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gêmeo de Milão é filho político de Betino Craxi, o premiê italiano processado por corrupção na ‘Operação Mãos Limpas’. Depois de ter sido derrotado duas vezes, uma nas eleições regionais em 2005 e outra nas eleições gerais de 2006 por Romano Prodi, Berlusconi foi eleito, em 2008, pela terceira vez, primeiro ministro da Itália, aos 71 anos de idade, pelo PDL (sporco, sporco!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu irmão gêmeo de Eirunepé foi afilhado político do governador Gilberto Mestrinho, cassado em 1964, acusado de corrupção. Depois de ser derrotado duas vezes, uma por Serafim Correa nas eleições para prefeito de Manaus, em 2004, e outra para governador, em 2006, Amazonino assumiu, pela terceira vez, o cargo de prefeito de Manaus, em 2009, aos 70 anos de idade, eleito pelo PTB (vixe, vixe!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois conseguiram se reeleger prometendo aos eleitores mundos e fundos. Berlusconi acenou com “um milhão de liras ao mês para todos”, enganando os aposentados, que acreditaram nele, além de um milhão de empregos para os italianos sem trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amazonino jurou que criaria mil creches, instalaria carretas para distribuição de internet gratuita à população carente da Zona Leste e governaria dentro de um ônibus que ficaria zanzando na periferia de Manaus. Os eleitores “babacones” caíram no conto eleitoral dos dois. É muita coincidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;La facha brutta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você está equivocado se pensa que as semelhanças entre os irmãos siameses terminam aqui. Berlusconi foi processado por associação mafiosa, lavagem de dinheiro, evasão fiscal, participação em homicídio, corrupção, abuso de poder e incitação à prostituição de menores. Foi condenado duas vezes: a primeira por financiamento ilegal de partidos e a segunda por suborno de inspetores fiscais. Nos dois casos, recorreu e conseguiu ser absolvido. Em quatro casos, os crimes prescreveram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu irmão gêmeo da floresta foi acusado de ser o principal articulador da compra de votos para a emenda da reeleição de FHC, com pagamento de 200 mil reais em troca do voto de cada deputado federal. Sua candidatura à prefeitura foi criticada pela OAB e pelo Ministério Público, já que ele respondia a processos de crimes da lei de licitações, crimes contra o sistema financeiro e contra a ordem tributária. Foi cassado pela juíza Maria Eunice Nascimento e recorreu ao TRE que concedeu uma liminar para sua posse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois se declaram injustiçados e caluniados por adversários invejosos. Berlusconi usa sua verborreia contra as instituições do Estado, desrespeitando a magistratura. Amazonino, em campanha eleitoral, afirmou em entrevista à Rádio Nova Olinda: “Compra-se a consciência de políticos, compra-se juiz, desembargador, compra-se tribunais de um modo geral: tribunal de contas, ministério público”. Esse é o respeito que ele tem pelo Judiciário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Berlusconi, que tem feito declarações contra os imigrantes da Tunísia, da Argélia e dos países árabes, deve comparecer a julgamento por fraude fiscal, nessa segunda-feira, 28 de fevereiro, num processo que estava paralisado. Já o início do julgamento por prostituição de menores e extorsão está previsto para 8 de abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a Amazonino Mendes, o vereador Joaquim Lucena (PSB) protocolou nesta sexta-feira um pedido de impeachment, porque o prefeito de Manaus agrediu uma moradora de área de risco onde morreram uma mulher e duas crianças soterradas por um barranco. Em conversa com o prefeito, ela argumentou não ser uma escolha sua residir ali. “Minha filha, então morra, morra, morra” – disse-lhe Amazonino, com raiva, matando-a três vezes seguidas. Aí, informado de que a moradora era paraense, afirmou: “Então está explicado”. Essa deixou o próprio Berlusconi no chinelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Lucena, o prefeito de Manaus ofendeu não apenas os paraenses – os árabes do Berlusconi da floresta, mas toda a população, agindo de forma incompatível com a dignidade e o decoro do cargo, conforme fica evidenciado em vídeo divulgado no You tube (http://www.youtube.com/watch?v=z3oTFiic5VU).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silvio Berlusconi e Amazonino Mendes: o mesmo combate. Na Itália, as mulheres saem às ruas para protestar. E em Manaus? O escritor Saramago chamava Berlusconi de “Essa Coisa”. Já que Amazonino compartilha com Berlusconi a elegância, a fineza no trato, a sensibilidade e a mesma “facha brutta”, podemos emprestar a imagem de Saramago e dizer que Amazonino é “Essa Coisa” da floresta?&lt;br /&gt;____________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;José Ribamar Bessa Freire&lt;/strong&gt; é professor universitário (Uerj), reside no Rio há mais de 20 anos, assina coluna no Diário do Amazonas, de Manaus, sua terra natal, e mantém o blog&lt;/em&gt; &lt;a href="http://www.taquiprati.com.br/home/index.php"&gt;Taqui Pra Ti &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ilustração&lt;/strong&gt;: AIPC – Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PressAA&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-5980541420078405428?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/5980541420078405428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=5980541420078405428&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/5980541420078405428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/5980541420078405428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/02/o-berlusconi-da-floresta-essa-coisa.html' title='O BERLUSCONI DA FLORESTA: &quot;ESSA COISA&quot;'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-B72tGzM_p1U/TWl4rm1jOdI/AAAAAAAAES4/Ko30Gm5wGiI/s72-c/topo_newsletter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-5661703296772192136</id><published>2011-02-12T13:56:00.000-08:00</published><updated>2011-02-12T14:03:17.782-08:00</updated><title type='text'>CONFISSÃO NA ERA DIGITAL</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xBcC1__ntss/TVcDiM9ITaI/AAAAAAAAESw/xs-aV1_27fo/s1600/topo_newsletter.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 94px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572926950022335906" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-xBcC1__ntss/TVcDiM9ITaI/AAAAAAAAESw/xs-aV1_27fo/s320/topo_newsletter.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todos nós, agora, podemos ser perdoados, inclusive os senadores do PMDB (vixe, vixe). Estão absolvidos José Sarney - com um maranhão de pecados mortais, e Eduardo Braga - com um solimões de peso superfaturado na consciência. Até o prefeito de Manaus Amazonino Mendes (PTB vixe-vixe), que se confessou pela última vez em 1947, vai ser absolvido da pororoca de pecados cabeludos cometidos de lá pra cá, sem necessidade de encarar no confessionário o mau hálito do vigário de Eirunepé. Basta clicar na tecla enter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse clique mágico, depois de um ato de contrição digital, é suficiente para que qualquer pecado, venial ou mortal, municipal ou federal, seja perdoado, mesmo os da presidente Dilma e do ex-governador José Serra, que na campanha eleitoral demonstraram fervorosa devoção a Nossa Senhora Aparecida e uma fé inabalável nos dogmas da igreja. Basta, para tanto, comprar por dois dólares o novo aplicativo da Apple para iPhone, iPad e iPod Touch.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já pedi a Maria Luiza da Matta – minha assessora para assuntos digitais - que me oriente no uso do aplicativo Confession. Aproveitei para confessar três pecados cabeludos que estavam engasgados – aqui oh! – e atormentavam minha consciência. O primeiro deles: nunca terminei a leitura sequer do primeiro tomo de O Capital. O segundo: não li Derrida, Lacan e Deleuze. O terceiro: citei-os aqui e ali, dando a entender que conheço suas respectivas obras. Felizmente a descolada Malu descobriu um atalho para diminuir o tamanho da penitência. Que o velho Marx me perdoe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Perdão digital&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho Marx e o aplicativo da Apple que substitui a cabine do confessionário! Como foi possível inventar o perdão digital? Tudo começou em maio de 2010, no Dia Mundial da Comunicação, quando o Papa Bento XVI deu uma de moderninho e recomendou aos fiéis o uso das novas tecnologias, em sua mensagem “O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos media ao serviço da Palavra”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Apple, empresa multinacional que atua no ramo da informática, entendeu a mensagem como um sinal verde e investiu na fabricação de um novo aplicativo - o "Confession: a Roman Catholic App" - que torna obsoleto o confessionário. A geringonça, aprovada oficialmente por um bispo nos Estados Unidos, foi criada com a consultoria de dois padres especialistas no tema e com a legitimidade de quem já produziu o macintosh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aplicativo começa com um exame de consciência personalizado para cada usuário e traz uma lista de possíveis pecados. Seu uso no Brasil é problemático, porque o programador não suspeitou que pudessem existir faltas tão cabeludas e inusitadas – das quais até o diabo duvida - como as cometidas por Sarney, Eduardo Braga e Amazonino. Por isso, tais faltas não constam explicitamente na lista, obrigando os pecadores a entrarem na janela com a denominação genérica de “pecados que bradam aos céus e pedem a Deus vingança”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aplicativo apresenta todos os passos do processo: exame de consciência, arrependimento, firme propósito de emenda, confissão, absolvição e até a penitência. O pecador internauta também pode contar os seus pecados, digitando-os um a um, usando uma senha protetora para evitar a quebra do segredo inviolável da confissão. Esse é o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última quarta-feira, os jornais noticiaram que o aplicativojá está à venda na loja virtual da Apple. A notícia causou um rebucetê no mundo religioso e, no dia seguinte, um porta-voz do Vaticano, o padre Frederico Lombardi, divulgou comunicado esclarecendo que o programa de smartphone não foi criado para substituir confissões presenciais, mas para ajudar católicos no exame de consciência, que o sacramento continua exigindo a presença do padre e que o segredo da confissão é inviolável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idêntica reação teve o Vaticano no século XVI, com as inovações criadas no Brasil pelos jesuítas na confissão dos índios e, no século XX, nos Estados Unidos, com a missa drive-in, celebrada pela primeira vez, em 1953, na praia Daytona, na Flórida. Foi um escândalo. Mas depois as coisas se acomodaram. Hoje milhares de fiéis assistem missa dominical, instalados dentro de seus carros, sintonizando o rádio do veículo para ouvir o padre. Na hora da comunhão, os celebrantes levam a hóstia consagrada de carro em carro. A confissão no iPhone certamente também vai ser liberada. O problema é o segredo inviolável do sacramento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Wikileaks manauara &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Malu, minha assessora, adverte que qualquer hacker vagabundo ou ciberpirata pode invadir um computador, se apropriar da senha e revelar os podres do pecador-internauta, como fez meu primo Caio com sua própria mãe, a tia Ernestina, usando para isso o telefone. Ele imitava a forma de falar do vigário da Paróquia de Aparecida, um redentorista americano - o padre Tomé - que parecia até o Mangabeira Unger falando português. Um dia, o ‘canalha’ telefonou pra sua mãe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Óh, dona Arnastina, aqui é padre Thóme, da Piroca de Aprrrecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imitação foi tão perfeita, mas tão perfeita, que a titia sentiu até o bafo de alho que o Thomé tinha no confessionário. Ela caiu como um patinho. Contou ao telefone seus pecados, que felizmente não bradavam aos céus. Titia se livrou, porque anos depois Thomé largou a batina pra se casar, levando com ele para a vida laica todos os pecados do bairro e deixando os paroquianos em pânico. Felizmente, sua esposa, dona Edna, era mulher virtuosa e nunca revelou os podres de ninguém, o que seria um verdadeiro wikileaks manauara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Violar o segredo da confissão já criou a maior celeuma no século XVI, quando os primeiros jesuítas, que desconheciam a língua dos índios, começaram a usar um intérprete nas confissões realizadas em aldeias do Rio de Janeiro e da Bahia. Os intérpretes eram, em geral, “meninos da terra”, ou seja, filhos de índias com portugueses, que dominavam as línguas tanto do pai quanto da mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tive grande consolação – diz o padre Fernão Cardim – em confessar muitos índios e índias por intérprete: são candidíssimos e vivem com muito menos pecados que os portugueses. Dava-lhes uma penitência leve, porque não são capazes de mais, e depois da absolvição lhes dizia, na língua ‘xe rair tupã toco de hirumano’, que quer dizer ‘Vai com Deus, meu filho’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O padre Serafim Leite, em sua obra magistral – História da Companhia de Jesus no Brasil (essa eu juro que li de cabo a rabo, quero ver a Aurelinha mortinha no inferno se estou mentindo) – comenta que usar um intermediário para contar os pecados criava o perigo das inconfidências e até do escândalo. Por isso, o bispo D. Pedro Sardinha proibiu o uso de intérpretes no confessionário, “mui perigoso, pernicioso e prejudicial à majestade deste santo sacramento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jesuítas recorreram ao Vaticano, que lhes deu razão e derrubou a proibição do bispo Sardinha, que seria depois jantado pelos índios. A prática dos jesuítas foi legalizada e sancionada pela igreja, sendo legitimada pelo Direito Canônico, no Canon 903, tanto para a confissão de mulheres na igreja, como para a confissão dos homens na portaria dos Colégios – que eram os dois lugares onde o intérprete atuava.&lt;br /&gt;Do ponto de vista do direito canônico, a penitência é a reconciliação com Cristo, a oportunidade que o católico tem de reconhecer as suas faltas e de se arrepender de seus pecados. Mas no Brasil colonial, quando se tratava de índios, nem sempre a penitência era leve como generalizou o padre Cardim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes – narra o padre João Daniel, outro jesuíta que viveu na Amazônia – a porrada comia solta e a penitência podia ser dada ANTES mesmo do pecado ser cometido. Foi o caso de um índio no Pará, que transgrediu o primeiro mandamento da Igreja: “ouvir a missa inteira aos domingos e festas de guarda”. Na hora da missa, ele foi pescar, quando voltou foi açoitado publicamente. Pediu, então, ao confessor: “padre, já que estou ferido, pode me açoitar mais, por conta do próximo pecado, porque domingo que vem vou pescar outra vez. Assim, já fico perdoado antecipadamente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem era castigado dessa forma, que importância tinha violar o segredo da confissão? Afinal, eram apenas pecados de índios e não sigilo bancário dos Sarney da época.&lt;br /&gt;____________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;José Ribamar Bessa Freire&lt;/strong&gt; é professor universitário (Uerj), reside no Rio há mais de 20 anos, assina coluna no Diário do Amazonas, de Manaus, sua terra natal, e mantém o blog&lt;/em&gt; &lt;a href="http://www.taquiprati.com.br/home/index.php"&gt;Taqui Pra Ti &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ilustração&lt;/strong&gt;: AIPC – Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PressAA&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/660948116012404517-5661703296772192136?l=assazatroz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assazatroz.blogspot.com/feeds/5661703296772192136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=660948116012404517&amp;postID=5661703296772192136&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/5661703296772192136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/660948116012404517/posts/default/5661703296772192136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assazatroz.blogspot.com/2011/02/confissao-na-era-digital.html' title='CONFISSÃO NA ERA DIGITAL'/><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-xBcC1__ntss/TVcDiM9ITaI/AAAAAAAAESw/xs-aV1_27fo/s72-c/topo_newsletter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-660948116012404517.post-5798259199832719811</id><published>2011-02-06T06:53:00.000-08:00</published><updated>2011-02-06T06:58:22.644-08:00</updated><title type='text'>LÁ SE FOI NOSSO JARDIM</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/TU628J2bPiI/AAAAAAAAESo/I5tv0JlFnIU/s1600/topo_newsletter.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 94px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570590933656485410" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/TU628J2bPiI/AAAAAAAAESo/I5tv0JlFnIU/s320/topo_newsletter.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Lá se foi nosso Jardim, levando pra outra galáxia um pouco da poesia e do sonho que nos acalentou. Poeta e jornalista, 84 anos, Reynaldo Jardim decolou na madrugada da terça-feira do Hospital do Coração, em Brasília. No dia anterior, pediu à sua mulher Elaina Daher:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Não quero choro nem vela, só samba”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No velório, no Teatro Nacional, parentes e amigos se despediram, tristes, mas cantando. Houve só “choro de flauta, violão e cavaquinho”. Se dependesse do Reynaldo, a mulata da fita amarela, do samba de Noel Rosa, sapatearia sobre seu caixão, desmoralizando a morte. É a cara dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia circulou nos principais jornais do país. O Globo, com chamadinha discreta, remeteu o leitor para o Obituário. A Folha de S. Paulo, estranhamente, deu no Caderno Poder, além da homenagem de Jânio de Freitas em sua coluna. O Estadão, sisudo e pedante, informou que “Silveira escreveu livros de poesia”, que “Silveira criou o Caderno B do Jornal do Brasil”. O “jornalismo investigativo” descobriu que o poeta carregava, além de flores, um sobrenome que nunca usou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperamos as colunas dos amigos de Reynaldo, Zuenir Ventura e Ruy Castro, no sábado, mas eles abordaram outros temas. Zuenir escreveu sobre seu cálculo renal, e Ruy Castro sobre a morte da atriz Maria Schneider do filme “O último tango em Paris”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os critérios usados pela mídia para hierarquizar a notícia não são os mesmos que cada um usa quando faz seu próprio jornal, íntimo e pessoal. Quem conviveu com Reynaldo Jardim, mesmo por pouco tempo, abriu dentro do peito uma foto dele sorridente com manchete em oito colunas, anunciando sua partida em letras garrafais. Ela nos afetou mais que o “sacrifício” do Sarney, a vitória do Flamengo, o apagão no Nordeste, a morte de Maria Schneider ou a crise do Egito. E não apenas por razões afetivas, mas pelo lugar dele na poesia, no jornalismo e na cultura brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rey, o jornalista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jardim, o multimídia, tocou vários instrumentos: jornal, revista, rádio e TV. Liderou a reforma gráfica do Jornal do Brasil e ali criou o Caderno B e o Suplemento Dominical que se tornou um ninho de poetas e escritores e um modelo para outros jornais. Bolou o sistema “música e informação” da Rádio JB, atuou em outras rádios e marcou toda a radiofonia brasileira, como destaca Jânio de Freitas. Dirigiu o telejornalismo da TV Globo, recém-inaugurada, obtendo o primeiro lugar na audiência ao colocar câmeras no telhado e no terraço da emissora para transmitir as cenas da enchente de 1966.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele dirigiu Senhor e Panorama, foi redator das revistas O Cruzeiro, Manchete e Bundas e fez romaria por todo Brasil, do Oiapoque ao Chuí, revolucionando a roupagem de velhos jornalões. Reformou três jornais no Paraná, dois em Brasília, o Diário da Manhã, de Goiás, O Liberal no Pará e tantos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por onde passava, deixava as redações contaminadas com sua alegria e seu jeito de tratar a notícia. Foi assim n'A Crítica, de Manaus, onde tomou banho de igarapé, pescou, namorou, modernizou a linguagem e a diagramação, fez poesia e amigos, arejou pessoas e deixou saudades. Umberto Calderaro, responsável por sua contratação, nunca esqueceu a revolução em seu jornal, conforme me confidenciou várias vezes, depois que soube das aventuras que compartilhei - que privilégio! - com Reynaldo Jardim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira delas foi no jornal-escola O Sol, um diário do Rio de Janeiro, que começou, em 1967, como suplemento do Jornal dos Sports, um projeto gráfico inovador elaborado por Reynaldo e Ana Arruda Callado. Revoltou-se contra a embalagem da notícia, sempre a mesma fórmula em todos os jornais: lead, sub-lead... Ele nos fez redescobrir o prazer do texto, da ousadia, da inovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá, n’O SOL, um dia, quando a redação, dividida, discutia acaloradamente sobre a melhor manchete, sem chegar a um acordo, Reynaldo chamou o porteiro que decidiu o que era melhor para o leitor. Essa é uma lição de jornalismo que poucos cursos são capazes de dar. Depois disso, me parece evidente que o porteiro, como leitor, é que deve ser o árbitro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando O SOL entrou em ocaso, dezembro de 1967, Reynaldo, Ana Callado e seus 50 repórteres criaram uma cooperativa jornalística que editou durante alguns meses o semanário Poder Jovem, vendido nas ruas por nós mesmos. Um dia, fui flagrado por meu primo Sebastião Mendonça, na Praça Mauá: - Você é jornalista ou jornaleiro? – me perguntou ele, surpreso. É que, com Reynaldo, os limites dessas coisas ficavam difusos, a gente fazia tudo e qualquer coisa, até televisão, se fosse preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi preciso. A TV Continental, com Fernando Barbosa Lima, convidou Reynaldo, em 1968, para o Jornal de Vanguarda e ele levou pra lá a minha juventude e inexperiência. Era a época das grandes passeatas estudantis. Saí para cobrir uma delas. O centro do Rio era uma praça de guerra com a adesão dos offices boys que jogavam pedras na polícia. Do alto de um edifício na Rua México, alguém atirou uma máquina de escrever que caiu sobre o ombro de um policial, obrigando-o a soltar um manifestante preso. Podia ter acertado o jovem, que teve sorte e se escafedeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deus é estudante – eu disse, depois de relatar o fato. Reynaldo ouviu atentamente. No Jornal de Vanguarda, ele fazia um poema por dia, comentando em versos o acontecimento mais importante. Nessa noite, cada estrofe do poema que ele escreveu terminava com o verso: “Como disse Riba, Deus é estudante”. Reynaldo Jardim, o Pitangui dos jornais, foi uma usina de versos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando O Sol estava nas bancas de revista, Reynaldo assistiu a um show da Maria Bethânia, entrou em transe e escreveu de uma só golfada Maria Bethânia, Guerreira, Guerrilha, onde nos contava que “o fogo do sonho / não é fogo de palha / tem o corte seco / da seca navalha / no capim mimoso / o fogo se espalha”. Foram dez livros de poesia, o último Sangradas Escrituras, com todos seus poemas em mais de 800 páginas, foi lançado há um ano. Vale a pena uma pequena amostra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No poema Pórtico dos Fundos, ele define sua relação com a poesia, com a arte e com a vida: “Afinal de contas / nem gosto tanto assim de poesia. / Gosto mais de música. Só música / sem palavras nem aplausos. / De pintura. Só pintura / Sem teoria ou mensagem / De cinema. Só cinema/ sem mesa redonda / nem voto popular./ E da vida / sem título / sem vínculo /sem legendas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se eu
