
Fernando Soares Campos

Serra acusou a pré-candidata do PT, sua adversária Dilma Rousseff, de ter montado um dossiê contendo denúncias que o atingiriam.
O testa-de-ferro da organização criminosa, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), fingiu estar indignado, deu chilique, exigiu que a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, explique "por que montou uma equipe de espiões e arapongas para fabricar dossiês contra adversários". Guerra deu uma de João-sem-Braço, fez de conta que desconhecia que qualquer informação a respeito do envolvimento da filha de Serra com o banqueiro Daniel Dantas está disponível na internet, com fácil acesso para qualquer usuário. Não se trata de coisa sigilosa que possa vir a ser considerada elemento de um dossiê, que normalmente é composto de documentos importantes e que não estariam à disposição de qualquer mortal.
Entretanto o senador pernambucano de certa forma acertou quando disse que aquela ação teria sido “vergonhosa, indecente e coisa de gente safada”. Todo o País hoje concorda que aquilo é realmente coisa de gente safada, pois gente safada é que age assim: mergulha na lama e acusa os outros de o terem empurrado. Gente safada é capaz de atirar no próprio pé para incriminar um inimigo. Gente safada é chegada a uma chantagem. Político safado, por exemplo, é capaz de ameaçar um dos seus companheiros com um “dossiê do pó”, caso ele se recuse a compor uma chapa de vice-qualquer-coisa. Portanto, Guerra olhou para o espelho e disparou: “Isso é coisa de gente safada!”

Reunidos no bunker de FHC, os cabeças das diversas facções mancomunadas decidiram “contra-atacar” quem não atacou. É mais ou menos como na história do lobo e do cordeiro bebendo água no riacho. Acontece que, dessa vez, o lobo, com a vista cansada e a mente atrofiada pelo ódio, implicou com uma onça, pensando que estava diante de mais uma refeição. E a onça vai levar o caso à Justiça, para que o lobo, quer dizer, Serra e seus comparsas se expliquem.
Mas quem estaria interessado em amarrar a corda no pescoço de Serra neste momento em que as pesquisas de intenção de voto indicam que ele está desabando em profundo precipício, que é o lugar para onde os fichas-sujas devem ir?
O tal dossiê, na verdade, é um livro que será lançado ainda este ano e que revela detalhes sobre as falcatruas da organização criminosa PSDB-DEM, que conta com os serviços sujos do PPS, que por sua vez está fazendo propaganda do tal “Ministério da Segurança Pública” apregoado por Serra.
O livro é de autoria do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que durante alguns anos investigou os escândalos da roubalheira em que se transformou o processo de privatizações no governo FHC.

"O livro descreve com minúcias o que seria a participação de Serra e aliados tucanos nos bastidores das privatizações durante os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso. É um arrazoado cujo conteúdo seria particularmente constrangedor para o pré-candidato e outros tantos tucanos poderosos dos anos FHC. Entre os investigados por Ribeiro Jr. estão também três parentes de Serra: a filha Verônica, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório Marin Preciado. Está sendo produzido há cerca de dois anos e nada tem a ver com a suposta intenção petista de fabricar acusações contra o adversário." (Leandro Fortes, Carta Capital)
Quando Serra teve a certeza de que o livro seria lançado antes das eleições (se viesse depois, ele não se incomodaria, pois aposta na impunidade e no apoio do PIG para encobrir suas mutretas) , tratou de encontrar um bode expiatório, pois já sabia que o incentivo para a publicação vem de Minas. Serra sabe que o livro vai ser servido como um prato de mingau quente, mas tão quente que não dá nem pra comer pelas beiras. Serra sabe que o livro vai lavar a alma de muita gente, inclusive de alguns dos seus comparsas na organização criminosa.
Amaury Ribeiro JR., o autor, é um jornalista muito bem relacionado com Aécio, a quem Serra ameaça indiretamente com “dossiês”, a fim de que o governador de Minas se renda e aceite ser o seu candidato a vice-presidente da República. Como disse Guerra, isso é coisa de gente safada.
Para compreender melhor a história mal contada pela gangue demotucana, leia o artigo “O dossiê do dossiê do dossiê...”, por Leandro Fortes, na revista Carta Capital.
Antes, leia...
GLOBO – A CENTRAL DE MENTIRAS

Laerte Braga

Num dado momento da edição, com o ar de sério, seriedade que não tem, o jornalista Alexandre Garcia, começou a falar do dossiê “supostamente” atribuído a setores da campanha de Dilma Rousseff e contra o candidato tucano José Arruda Serra.
Para não enfiar a emissora no bolo e aparentar inocência na história, repercutiu a matéria de capa da revista VEJA sobre o assunto. VEJA é aquela que pegou mais de 400 milhões de reais em contratos com o governo de São Paulo – José Arruda Serra – sem licitação e num favorecimento escandaloso, com, lógico, um percentual para o caixa de campanha do tucano.
É aquela também que quando não conseguiu culpar o governo Lula pela queda do avião da TAM (os defeitos eram no reverso e numa das turbinas por falta de manutenção da empresa), estampou numa capa que “a culpa foi do piloto”. O plano para privatização de aeroportos começou a dar com os burros n’água por ali. Que acha que a flotilha que foi levar ajuda humanitária a palestinos sitiados em Gaza pelo governo terrorista de Israel foi provocação. Posição também da GLOBO.
Quando Alexandre Garcia, ex-funcionário do Banco do Brasil, do antigo SNI e do Gabinete Militar da presidência da República, demitido por assédio sexual, governo Figueiredo, mostrou os “fatos” relacionados ao dossiê, esqueceu-se de dizer que o jornalista do ESTADO DE MINAS é ligado ao ex-governador Aécio Neves e que a imensa e esmagadora maioria da mídia já havia ligado o dossiê a Aécio.
Toda a trajetória totalitária, corrupta e venal de José Arruda Serra foi levantada a pedido do governador de Minas, então disputando a indicação presidencial com o tucano paulista, quando tomou conhecimento que Arruda Serra havia preparado um dossiê contra ele.
Uma espécie de legítima defesa, digamos assim, num ambiente fétido, o tucanato. Disputa pela chefia da quadrilha.
Para não perder a viagem, envolveram um delegado corrupto e aposentado da Polícia Federal, que fala qualquer coisa por dinheiro, atribuindo a responsabilidade a Dilma Rousseff e ao seu partido.
É prática corriqueira da GLOBO vem desde os tempos de Collor de Mello quando editaram o último debate entre o alagoano e Lula. Ou ainda, nos tempos da ditadura, quando omitiu a campanha para as diretas já, quando encobriu a tortura e foi parte dela na cumplicidade ativa de vender um Brasil maravilhoso quando o País estava à matroca em mãos de militares irresponsáveis e criminosos.
Ou quando foi fundada, há 45 anos, como braço de Washington com o propósito de vender a ideologia disneylândia que hoje, se sabe, chega até a prostituição (Operação Harém da Polícia Federal), seja no BBB, seja nas “moças” contratadas por laranjas para dançarem literalmente, em todos os sentidos, com direito a cachê/michê de 20 mil reais, depende da estatura dentro da emissora e do cliente.

A GLOBO ignorou, deliberadamente, todos os fatos.
Um pouco antes de dar um trato mentiroso no tal dossiê, foi divulgada uma pesquisa do antigo IBOPE (hoje GLOBOPE), onde Dilma e Serra aparecem empatados na magia de fabricar números, sabe-se que a realidade é diferente, Arruda Serra está em queda e Dilma em ascensão e nem tocaram no fato que dentre os candidatos o tucano é o mais rejeitado pelos eleitores ouvidos. Mostraram na telinha, mas não comentaram.
Quando pegos na mentira e na farsa, práticas comuns e corriqueiras ali, sacam da pasta de canalhice a tal liberdade de expressão. Deve ter outro sentido para eles. Liberdade de mentir, de falsear, de enganar, de ludibriar e de contratar dançarinas para “ajudar” nos “negócios” com clientes promissores.
Tipo sabão OMO, lavou está pronto para outra.
Canalhice pura.
A legislação brasileira propicia a esse tipo de imprensa marrom, venal, que o direito de resposta seja um fato raro, por conta da lentidão do poder Judiciário, sem falar que a GLOBO tem em mãos muitos dos ministros de tribunais regionais e superiores e nada contra ela anda.
Praticam o crime, a rigor, de forma impune.
A GLOBO é isso e até as eleições de outubro fatos assim serão comuns, todos revestidos de preocupação democrática da rede em todos os seus tentáculos. Jornais, rádios e tevês.
Existe para isso e por isso. Daí porque abriga gente tipo Alexandre Garcia, William Bonner, Lúcia Hipólito, Miriam Leitão, paladinos da sem-vergonhice jornalística.
E traveste-se de defensora da democracia e dos valores cristãos e ocidentais, desde que as faturas sejam pagas em dia e os favores e ilicitudes permaneçam encobertos e protegidos às vezes, muitas vezes, pelos encarregados de zelar pela lei.
A edição de sábado foi um primor de mentira, de desrespeito ao telespectador, por isso o rotulam de idiota, apostam nessa característica e contam que enquanto a turma está ali para esperar a novela das oito, de quebra, levam a informação mentirosa.
A GLOBO é outro câncer, como VEJA, não há nada de liberdade de expressão em seu caminho.
Só mentira e empulhação.
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Laerte Braga é jornalista. Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz
Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons
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PressAA
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