terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Terror, terrorista, terrorismo não saem da moda. Muito pelo contrário!

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Fernando Soares Campos - Editor-Assaz-Atroz-Chefe

Recebemos mensagem especial de Komila Nakova, nossa correspondente russa, atualmente sediada em Foz do Iguaçu. Especial e estranha. Komila pegou a extravagante mania PressAA de intitular textos, por isso não nos surpreendemos com esta enigmática expressão:

“Terror, terrorista, terrorismo não saem da moda. Muito pelo contrário!”

Até aí, para nós, nenhuma novidade, pois sabemos que a nossa correspondente também trabalha, nas horas vagas, para diversas agências de boato do mundo inteiro, por isso acreditamos que se trata de mais uma de suas mensagens codificadas.

Mas o texto complicou. Komila nos informava:

O tal aquecimento global deve sair da pauta das grandes empresas detentoras de poderosos complexos multimidiáticos. Ano novo, vida nova! Em se tratando de questões relacionadas ao meio ambiente, tudo indica que a balela do efeito estufa atribuído ao acúmulo de CO2 na atmosfera vai ser substituída pelo velho e consagrado estilo Greenpeace: salvem as baleias, o urso polar, o mico-leão-dourado e as nossas contas bancárias!

Aí é só enfocar, de vez em quando, lixos tóxicos, transgênicos, energia nuclear, garrafa pet, sacola plástica, reciclagens e sacanagens afins nos telejornais do tipo "de Bonner para Homer". Nesse embalo, as agências de propaganda vão faturar em "criativas" campanhas publicitárias para vender aparelho celular biodegradável.

Muito em breve, os "fiscais da natureza" (ecologistas, ambientalistas, ativistas..) vão se sentir como os "fiscais do Sarney" no final do Plano Cruzado, tudo com cara de trouxa.

Em 2010, o terrorismo informal, esse que usa bombas caseiras na cueca, pode ganhar mais umas duas ou três edições. Talvez o Brasil seja contemplado com um episódio desses na região da Tríplice Fronteira. Mas o grosso do terrorismo internacional vai ser mesmo a definitiva substituição do neocolonialismo da grana virtual pelo velho e eficiente assalto da pirataria imperial invadindo países ou promovendo golpes de estado. Tudo à moda antiga. "Como nos velhos tempos!"

Com a crise financeira, não dá para realizar grandes produções como o 11 de Setembro. Também o caso Jean Charles serviu de experiência, portanto só resta produzir pequenas obras, de preferência sem destruir patrimônios nem causar vítimas.

A nova fase da guerra de “combate ao terrorismo” começou meses atrás, com os preparativos da palhaçada do cara que "tentou" detonar um avião da Northwest Airlines . E só não foi um sucesso total porque tem gente abelhuda querendo saber por que deixaram um sujeito fichado na lista negra do terror embarcar com o "traque molhado".

Embananou. Resolvemos pedir maiores informações e esclarecimentos:

“Komila, querida, peça licença ao seu namorado palestino, dê um tempinho pra gente e nos conte, com detalhes, o que você quis dizer com isso. Câmbio.”

Em seguida enviamos o nosso foca para o posto da Wells & Fargo, à espera do malote da primeira diligência do dia. Ainda pela madrugada, o foca pegou a encomenda e disparou aqui para a redação.

Agora podemos contar ao mundo o que realmente aconteceu no voo 253 da Northwest Airlines.

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Relatório KN para Editor-Assaz-Atroz-Chefe

Muito pelo contrário! Terrorismo, terrorista, terror da moda não sai.

Primeiro apertaram Alhaji Umaru Mutallab, do First Bank of Nigeria. Ameaçaram quebrar a casa de agiotagem do simpático sujeito. Ele se desesperou com as ameaças. Cópias de dossiês chegavam todos os dias sob a forma de “relatório” com carimbo “confidential”.

Finalmente o velho Mutallab recebeu a visita de Steve, consultor da London Bankruptcy Lawyers & Attorneys.

Papo vai, papo vem, contas na mesa, insinuações, vagas referências a propinas, fraudes, roubo e até assassinatos. Lembranças dos amigos italianos mexeram com colônias de bactérias no sistema gastrointestinal do negão, metabolizando gases e provocando-lhe dores abdominais.

O cobrador se desculpava: "Nothing personal, mister Mutallab, it's only business. Sorry!

O banqueiro já pensava em suicídio. Não aguentaria aquela vida que noventa e nove por cento do seu povo levava. Foi aí que o fleugmático advogado londrino lhe informou que tinha uma idéia brilhante:

- Mister Mutallab, o senhor tem um filho na Inglaterra, não é mesmo?

- Sim, mas o que o meu pequeno Farouk tem a ver com isso? Ele não tem dinheiro, quem sustenta seus estudos e a boa vida que leva em Londres sou eu.

- Bom, nós sabemos disso, mister Mutallab. Acontece que, se ele fizer um favorzinho pra gente, o senhor vai poder salvar seu banco e toda a grana que tem acumulada nos paraísos fiscais.



- Favorzinho?!

- Isso mesmo, um favorzinho de nada.

- E o que ele tem que fazer?!

- Bom, vamos começar pelo senhor mesmo fazendo a sua parte.

- Eu?! Do que você está falando?!

- O senhor só precisa recomendar seu filho à CIA.

- Vocês querem que ele se torne agente da CIA?

- Não... quer dizer... de certa forma, sim... Digamos, um trabalho como free-lancer, sem carteira assinada. Entende?

- Acho que sim. Mas que tipo de recomendação devo fazer do meu pequeno Farouk? Posso dizer que ele é um bom rapaz, filho obediente...

- Ótimo! Pra começar, tá de bom tamanho.

- Então, pode anotar...

- Está anotado!

O agente Steve levantou-se, circulou pela sala, olhando para cada detalhe da decoração, como se procurasse alguma coisa. Parou em frente à janela e ficou apreciando o movimento nas ruas de Lagos.


Voltou para a poltrona em frente à mesa do banqueiro.

- Mister Mutallab, vou detalhar o plano, mas precisa me garantir que não vai contar nada a ninguém. Menos ainda àquela agente russa que trabalha para a PressAA! Nós sabemos que o senhor tem uma queda pela loira...

- Juro que serei um túmulo!

Quando Steve terminou de expor as linhas gerais do plano, o velho Mutallab falou:

- Então eu tenho que dizer que o meu pequeno farouk está se relacionando com meu amigo Osama bin Laden?! Mas, mesmo que o meu pequeno Farouk não sofra qualquer ferimento, como você mesmo garante que vai ser tudo de brincadeira, ele vai ser enquadrado como terrorista da Al Qaeda, aí pode pegar prisão perpétua!

- Não se preocupe, mister Mutallab, o seu little Farouk tem bons antecedentes. Nós, da London Bankruptcy Lawyers & Attorneys, já temos pronta a defesa do menino. Não fica mais que um ano na cadeia... Tratamento vip! Nada de Guantânamo. Garanto!

- Tudo bem, confio em vocês. Ainda hoje vou mandar buscar meu pequeno Farouk para conversarmos.

Steve se despediu e foi direto para o aeroporto.

O velho Mutallab ligou para Jamil, em Johanesburgo, este repassou a mensagem para Mousav, em Teerã, que por sua vez telefonou para Ramirez em Acapulco, e finalmente recebi a mensagem através de um muambeiro em Ciudad del Este: “Komila, o babalorixá da grana d’Oeste d’África quer falar com você”.

Peguei carona na garupa da moto de um argentino aventureiro até La Paz. De lá fui para Caracas num avião de carga da Força Aérea Venezuelana. Engajei-me no movimento de intercâmbio cultural de uma ONG francesa e fui parar numa favela carioca. No Rio, retirei as passagens reservadas e voei pela TAAG para Luanda. Daí para Lagos foram só quatro dias de ônibus.

O velho Mutallab me pediu conselhos. Aprovei o plano. Ele me pagou em dólar canadense. Gastei quase tudo em Lisboa.

Bjs

KN


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Valeu, Komila, graças a você, agora o mundo pode conhecer a verdadeira história da cueca explosiva que virou pomba da paz.

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PressAA

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Um comentário:

###a.l.#### disse...

Washington DC – Orácio Felipe
O mundo nunca mais foi o mesmo após 11 de setembro de 2001. A grande potencia mundial mostrou-se inútil frente a ataques pontuais. Os terroristas sentem-se prontos a realizar tantos ataques quantos forem necessários para fi ssurar as colunas da maior potencia da terra, mas evoluem tecnologicamente. Conhecendo as grandes pesquisas e as grandes Universidades e atuando frente a cientistas inescrupulosos descobrem um invento científi co recém concluído que pode ser útil em diversos tipos de operações. Contando com um inescrupuloso e ganancioso professor roubam o invento e colocam-no à disposição de uma atrocidade sem precedentes, o envenenamento da água da capital americana, centro político do mundo. Nem mesmo o aparato preventivo e repressivo anti-terror será capaz de evitar o desastre. Ninguém está seguro, até que todos estejam seguros.
www.gizeditorial.com.br