sábado, 7 de novembro de 2009

Lula, o espetacular engolidor de sapo!


O inimigo do meu inimigo não é necessariamente meu amigo; assim como o amigo do meu inimigo pode não ser meu inimigo. Também, nada impede que o inimigo do meu amigo possa ser um dos meus melhores amigos. Entretanto o pseudo-inimigo do meu inimigo é, invariavelmente, muito mais hostil aos meus propósitos e pode me causar muito mais prejuízos que o meu próprio inimigo declarado.

Não sei exatamente em que proposição, entre as relacionadas acima, se enquadra o João Miramar, editor-redator-chefe de Brasilianas, título que dá aos textos que ele produz e distribui por e-mail, com o propósito de combater a “ditadura lulodilmista”. Arrisco classificá-lo como "pseudo-inimigo do meu inimigo", pois o João Miramar às vezes critica meus inimigos (inimigos do povo), mas observo que o faz na condição de revisor de texto, tentando aparar arestas de prismáticas e difusas argumentações.

Já me disseram que o Miramar é um “oportunista”, não apenas um indivíduo que tira vantagens pessoais de certas situações, mas especialmente por ser elemento a serviço do Grupo Opportunity, do famigerado banqueiro Daniel Dantas. Porém, sobre isso, não tenho informações concretas. Sei apenas que posso compará-lo a um microrganismo oportunista, capaz de infectar o hospedeiro quando as resistências deste estiverem bastante debilitadas pelas suas insistentes investidas. Ou seja, se o indivíduo não tiver uma base imunológica fortalecida pelas verdades dos fatos, as Brasilianas do Miramar miram bem no núcleo das células cancerosas, associam-se a estas e provocam metástase.

Faz cerca de quatro anos que recebo os textos Brasilianas. Vou à forra enviando ao Miramar o que publicamos aqui na nossa Agência Assaz Atroz. Sempre ficamos no zero a zero, com alguns bate-bocas inócuos na beira do teclado. Mas nunca passou disso.

Hoje, finalmente, recebi um texto do João Miramar, cujos argumentos se alinham com aquilo que imaginei em relação ao tal prêmio de “Estadista do Ano” concedido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ontem, quando vi pela televisão as imagens da cerimônia, Lula discursando, entendi que o nosso presidente não estava à vontade, até os ares de descontração pareciam forçados. Pensei, Lula é versado na arte de engolir sapo, pressuposto indispensável para o exercício de relações diplomáticas.

Ao descreverem as personalidades que concorreram com Lula, não tive dúvida: “Isso não é prêmio! É afronta!”.

Enfim, não foi a tal “honraria” que determinou que Lula é o “Estadista do Ano”, mas o fato de consentir em receber aquele trambolho revela que ele é o “Estadista do Século”, desde já.

Alguém aí confia em imperialistas e colonialistas honestos? Não, essa gente, além da fleugma glacial, é de uma sutileza que extrapola as enganações convencionais.

Aquele “prêmio” está mais para Cavalo de Tróia que para a cobiçada coroa de Laurus nobilis que enfeitavam as cabeças de atletas e guerreiros dos impérios Grego e Romano.

Lula pode negar de pés juntos, mas dá pra notar que ele aceitou a premiação apenas para não fazer desfeita. Perfeita postura de um estadista.

Certamente João Miramar e toda a direita brasileira jamais argumentarão sob esse aspecto, o de que Lula é realmente um estadista porque conhece a arte de engolir sapo. Que não deve ser confundida com subserviência, mas sim com a inteligente capacidade de lidar com os sentimentos e emoções conflitantes entre si.

Aí está o texto que o João Miramar me enviou. Eu escreveria sobre o prêmio basicamente nos mesmos termos; mas sem empregar expressões tais como “países deploráveis em comparação ao Brasil”. Deplorável é o preconceito do Miramar, ou do autor do texto. No meu conceito, não existe “país deplorável”, mas governos abomináveis, como, por exemplo, os que se arvoram a donos do mundo. Este é um dos motivos pelos quais eu não assinaria o texto que o Miramar me enviou; o outro diz respeito às razões que nos levam a criticar o prêmio, elas são distintas e antagônicas.

Fernando Soares Campos
Editor-Assaz-Atroz-Chefe

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Em homenagem à sua sanidade e honestidade intelectual, reconhecendo que pode ser mentira pode ser verdade... e

...para contribuir com temas de tamanha relevância e pureza de alma - aliás essenciais para a correção de rumos da pátria potência que nos embala, enviamos a seguinte notícia. Claro, o senhor e todo o oficialismo naturalmente nem tomaram conhecimento, mas já que se trata de relevância, entendemos que sim... lá vai...

JM



LULA VENCE LIBÉRIA E ARÁBIA SAUDITA E SE TORNA "ESTADISTA DO ANO"

Deu n'O Globo, em reportagem de hoje: Lula recebe prêmio de "Estadista do Ano" na Inglaterra. Bom né? Aliás, poxa vida, é ótimo. Ah, não sejamos modestos, é magnificamente excelente!

Quando Obama fez aquela brincadeira de "o cara", muitos foram contra, dizendo que não era bem assim. Achei errado porque REALMENTE ele falou - independentemente do significado ou isso e aquilo.

Mas agora, quanto ao prêmio, sejamos honestos. Vale a pena saber que raio de coisa é essa. Vamos por partes (trechos da reportagem):

"O prêmio anual foi concedido pela prestigiosa instituição Chatham House (Instituto Real de Assuntos Internacionais), para a qual o presidente brasileiro é "um dos principais facilitadores da estabilidade e da integração na América Latina". Lula concorreu ao prêmio ao lado do ministro saudita de Relações Exteriores, príncipe Saud Al-Faisal bin Abdulaziz al-Saud, e da presidente da Libéria, Elle Johsnson-Sirleaf." (grifos nossos)

Notem a lista tríplice de "estadistas" e países da qual Lula e o Brasil fazem parte. Além de nós, havia ARÁBIA SAUDITA e LIBÉRIA, duas ditaduras dessas que pegam pessoas no meio da rua, por qualquer motivo torpe, e os matam a pedradas. Só não espero que tenha sido uma votação muito difícil.

Bom, podem dizer que foi um lapso apenas deste ano, não é mesmo? A tal "prestigiosa" instituição teve um surto meio maluco. Vamos a outros vencedores:

"Nos anos anteriores, o prêmio foi concedido ao presidente de Gana, John Kufuor, em 2008, a Sheikha Mozah, uma das três primeiras-damas do Catar, em 2007, e ao ex-presidente moçambicano Joaquim Chissano, em 2006." (grifos nossos)

Percebam, portanto, que a idéia não é premiar "estadistas" ou países proeminentes, mas talvez distribuir medalhinhas utilizando critérios pra lá de heterodoxos. Aliás, Lula está no poder desde 2003, e tomou surra de Gana, Catar e Moçambique nos três últimos anos (obviamente, uma galhofa, pois são três países deploráveis em comparação ao Brasil).

Vamos ao futebol, um clássico das analogias quando se trata do "estadista" ora premiado. Suponhamos um campeonato "mundial" com Palau, Vaticano, Formosa e Argentina. Nossos hermanos ganham e dizem: SOMOS CAMPEÕES DO MUNDO. Isso seria admissível? É mais ou menos por aí.

E, na comparação futebolística, coloquei países talvez melhores no esporte bretão que nossos concorrentes, da lista tríplice, quanto a qualquer critério correspondente à atuação dos Chefes de Estado. Arábia Saudita e Libéria? Países que espancam mulheres por andar na rua sem companhia? Chega a ser vergonhoso participar da cerimônia, sejamos honestos.

Atualização: O PRÊMIO É PATROCINADO POR, ENTRE OUTROS, BANCO DO BRASIL, BNDES E PETROBRAS.

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PressAA

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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Desculpe, foi engano... Quer dizer, enganadores!



Caso de falsa entrevista de Lula a rádio será apurado por Gabinete de Segurança

Da Redação



O caso de uma entrevista concedida por um homem que se passou pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à rádio australiana SBS será investigado pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, o GSI, informou uma fonte do governo.

O fato, segundo o Blog do Boleiro, aconteceu na última segunda-feira (02/11), quando a SBS e uma rádio estatal do Timor Leste receberam um e-mail em que um suposto assessor de Lula oferecia uma entrevista com o presidente, que falaria dos esforços para garantir a segurança no Rio de Janeiro na Olimpíada de 2016. O assessor se identificou como Caio Martins e justificou o contato por e-mail pela diferença de fuso-horário.

Após garantir uma entrevista com o presidente, Martins disse que ligaria para o estúdio direto do Palácio do Planalto. Mesmo desconfiada, a jornalista Beatriz Wagner, produtora executiva do programa de língua portuguesa da SBS, iniciou a entrevista com um homem com voz idêntica ao de Lula, nesta sexta-feira (06/11). A conversa durou 23 minutos, nela o suposto presidente falou dos Jogos Olímpicos, de Barack Obama, a quem chamou de “meu amigo escurinho” e se atrapalhou em outros temas.

A entrevista estava programada para ir ao ar neste sábado (07/11). A conversa foi editada e a SBS também preparou a divulgação da entrevista por e-mail. Diante da farsa, a transmissão da conversa foi cancelada.

Ainda desconfiada, Beatriz conversou com o cônsul geral Kywai de Oliveira, que estranhou o conteúdo da entrevista e pediu que a jornalista consultasse correspondentes no Brasil. Após a consulta, a jornalista chegou a conclusão de que o caso era uma farsa. No momento da entrevista Lula estava em viagem, além disso, a mesma entrevista havia sido oferecida para a Rádio Canadá, em Montreal.

http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D54116%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D119409640249%26fnt%3Dfntnl

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PressAA

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ambos podem ser igualmente falsos: a notícia e o desmentido (!)

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Sonia Montenegro

Na minha opinião, pairam muitas dúvidas na notícia e no desmentido da agressão do Aécio, à namorada.

Claro é que o Serra é capaz dos golpes mais vis, e são inúmeros os casos já conhecidos. Por outro lado, não me admira que o Aécio seja capaz de agredir fisicamente uma mulher, principalmente a ser verdade, como se diz, que ele é um apreciador de cocaína. Todo mundo sabe que a cocaína deixa as pessoas mais agressivas, e misturada ao álcool, então, é um prato cheio, embora jamais afirmaria que todas as pessoas que bebem e cheiram fiquem agressivas.

O Aécio é um cara estranho. Tenta de todas as formas passar a impressão de que é um 'bom moço', mas eu tenho sempre uma enorme desconfiança de pessoas que fazem esse gênero. Não sei se ele é espancador de mulher, mas sei que ele é um babaca, porque vi na TV um comentário seu sobre a festa de casamento do Ronaldinho no castelo francês, quando o repórter dizia que ele (Aécio) também estava muito bem acompanhado, e ele deu um largo sorriso e disse que todo mundo estava comentando que era a mulher mais bonita da festa.

A nota foi dada no dia seguinte da festa, pela Joyce Pascowitch, que contou o milagre mas não nominou o "santo", o que me faz acreditar que algo possa ter acontecido de fato. Estranho é o Juca Kfouri ter levado uma semana para dar nome aos bois, e aí, pode muito bem ter havido o dedo de Serra, embora ele negue, como também reitera a nota, mesmo depois de desmentida pela Assessoria de Imprensa do governador.

O desmentido da assessoria do governador, da namorada dele e do Noblat não querem dizer absolutamente nada, porque não se esperaria nada diferente.

Desta forma, tendo a acreditar que o fato tenha ocorrido mesmo, e que o Serra tenha mandado divulgar.

Sonia Montenegro colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz

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PressAA
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Sugestão dilmalulista: FHC presidente, Serra vice - é pegar ou largar!


PSDB É BRIGA DE FOICE NO ESCURO – E TAPAS

Laerte Braga

A quase totalidade dos fundadores do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) – os tucanos – saiu do PMDB em 1988. Dois anos antes do fim do mandato do último ditador, o general Figueiredo (terminou em 1984), foram realizadas as primeiras eleições diretas para governos estaduais desde 1965.

Franco Montoro, Leonel Brizola e Tancredo Neves foram eleitos governadores dos três maiores estados da Federação de mentirinha. São Paulo, Rio e Minas Gerais. O vice-governador de Montoro era Orestes Quércia.

Em 1986 o grupo do governador Franco Montoro (um homem decente), ao qual pertenciam José Serra (seu secretário de governo) e Fernando Henrique Cardoso (senador e derrotado por Jânio Quadros nas eleições municipais de 1985), tentou de todas as formas evitar a candidatura de Quércia ao governo do estado. Covas, Mário Covas, que já havia sido prefeito nomeado de São Paulo, era o preferido do grupo.

Quércia venceu-os na convenção do PMDB e FHC foi indicado candidato ao Senado. Não era propriamente uma candidatura à reeleição já que em 1978 perdeu para Montoro. Virou suplente já que a legislação à época assim o determinava em decorrência do expediente casuístico da sublegenda.

As eleições para o governo do estado de São Paulo em 1986 foram disputadas por Orestes Quércia (PMDB), Antônio Ermírio de Moraes (PTB) e Paulo Maluf (PDS). FHC, mesmo candidato a senador pelo PMDB, apoiou a candidatura de Ermírio de Moraes, até...

...Até que as pesquisas divulgadas três dias antes das eleições apontavam a vitória de Orestes Quércia. Quem tiver boa memória vai se lembrar que Ermírio e Maluf quase se atracaram num debate transmitido por uma rede de tevê e isso acabou beneficiando Quércia, já que, naquele momento, não existia a figura do segundo turno.

À véspera da eleição o candidato do PMDB Orestes Quércia fazia panfletagem numa montadora no ABCD paulista em companhia do então deputado Fernando Moraes (hoje autor consagrado de várias biografias). Num dado momento Fernando Moraes notou que o “fusca” de FHC estava chegando e o candidato ao Senado, sem nenhum constrangimento, típico dos amorais, achegou-se e juntou-se ao candidato favorito.

Ao perceber a chegada de FHC, Fernando Moraes virou-se para Quércia e disse-lhe o seguinte: “Agora não tenho dúvidas que você venceu, olha quem chegou”, definição perfeita para o caráter oportunista do então senador e candidato.

O fato foi publicado na coluna PAINEL do jornal FOLHA DE SÃO PAULO.

José Serra naquele ano foi eleito deputado federal.

Em 1988, depois de tentar de todas as formas o comando do PMDB paulista e se insurgindo contra Ulisses Guimarães, o grupo de FHC e Serra saiu do partido e resolveu fundar o PSDB. Uma das explicações dadas de público é que o partido havia sido dominado em São Paulo por “corruptos”, no caso o governador Quércia e estava se desviando de seu caminho de partido popular, à esquerda. O PSDB, segundo seus fundadores, resgatava o extinto MDB, na linha de frente da luta por um Congresso Nacional Constituinte que não cedesse às pressões de grupos conservadores (PFL e outros) e o PMDB que, nos dois principais estados da Federação de mentirinha, São Paulo e Minas, estava em mãos de políticos “corruptos”, no caso Quércia e Newton Cardoso.

Mário Covas foi o relator da principal comissão do Congresso Nacional Constituinte, ainda no PMDB, e FHC, também no PMDB, foi o autor da emenda que dispunha sobre tributação de heranças (quando foi presidente mandou esquecer desse negócio).

Em 1989 Covas foi indicado candidato do partido, já o PSDB, à presidência da República. No segundo turno, disputado entre Lula e Collor, foi dos primeiros a se postar ao lado de Lula, assim como Leonel Brizola e Ulisses Guimarães.

Covas veio a ser eleito governador de São Paulo em 1994, depois de derrotado em 1990 por Luís Antônio Fleury, candidato de Quércia. Havia sido eleito senador em São Paulo em 1986 e arrastara FHC na segunda vaga, estavam no PMDB. Naquela eleição Covas assombrou os especialistas com a votação que teve, mais de sete milhões de votos.

Em 1992, quando Collor começou a enfrentar dificuldades em seu governo e era visível que o desfecho não lhe seria favorável, o presidente convidou FHC para exercer funções semelhantes às de um primeiro ministro, e de pronto o senador aceitou. Sem consultar partido, sem ouvir ninguém, aceitou. A ordem viera de Washington, da Fundação Ford, o projeto de Collor viria a ser aplicado por FHC com o mesmo nível de corrupção a partir de 1994. Não virou ministro por conta da oposição de Covas, e nasceu aí mal disfarçada rivalidade entre os dois dentro do PSDB.

Serra sempre ao lado de FHC, sempre trabalhando seu projeto pessoal.

Pouco antes de virar ministro das Relações Exteriores o então senador FHC disse a alguns jornalistas que seria candidato a deputado federal, temia não ser reeleito para o senado nas eleições de 1994. Ministro das Relações Exteriores do governo Itamar Franco, em seguida ministro da Fazenda, construiu sua candidatura presidencial nos bastidores, iludindo e mentindo (o que sempre fez), à custa de intrigas, beneficiou-se do Plano Real e dos altos índices de aprovação do governo Itamar.

Eleito, entre outros, derrotou o candidato do PMDB, exatamente Orestes Quércia. José Serra foi nomeado Ministro do Planejamento. Em pouco mais de três meses bateu de frente (tem um temperamento do cão, além de ser traiçoeiro e mau-caráter) com Pedro Malan, ministro da Fazenda. FHC chamou Serra, e o ministro pediu demissão. Foi franca a confissão de FHC – “Não posso demitir Malan” –.

Por quê? Malan não era e nem é tucano. Malan não era amigo de FHC. Por quê? Malan não fora indicado por FHC, mas pelos condutores externos e internos do processo neoliberal que resultou no desastre absoluto do governo tucano, nas privatizações, e FHC era e é empregado desses condutores, digamos assim.

Serra voltou no Ministério da Saúde, quando se aproximavam as eleições de 2002 e os tucanos precisavam de um candidato. Aí, a essa altura do campeonato, já absorvido e na folha de pagamento dos mesmos grupos que pagaram e pagam a FHC.

Foi Serra quem armou a operação contra Roseana Sarney, em cima de um esquema para beneficiar a si e favorecer a GLOBO. No exato momento em que Roseana subiu nas pesquisas e ameaçou a candidatura do tucano, a Polícia Federal sob controle tucano trepou nas tamancas e armou todo aquele fuzuê contra Roseana.

O jornalista Luís Antônio Magalhães, de credibilidade acima de qualquer suspeita, revela hoje que foi Serra quem mandou que Regina Duarte fizesse a declaração “tenho medo da eleição de Lula”.

O que acontece dentro do PSDB hoje é uma espécie de briga de foice no escuro entre José Serra e Aécio Neves pela indicação presidencial para as eleições de 2010. Tanto um como outro obedecem aos mesmos patrões. A disputa é só de poder. Se Aécio é um tresloucado controlado pela irmã, pelo vice-governador Anastasia, Serra é um ditadorzinho sem caráter algum, sem nenhum escrúpulo, cheio de ódio, que não admite qualquer tipo de contestação, paranóico e obcecado com o poder.

E ambos estão liquidando com seus estados, São Paulo e Minas. Os próximos governadores desses dois estados pagarão as contas dos absurdos cometidos com dinheiro público.

Quer dizer, o povo pagará a conta.

A notícia divulgada pelo jornalista Juca Kfhoury sobre o tapa dado pelo governador de Minas na namorada numa festa no Rio foi passada a jornalistas do País inteiro, a partir de jornalistas aliados de Serra. Joyce Pascowitch (tem ligações e caso com o governador de São Paulo). Se Aécio deu ou não deu o tapa é outra história. Serra e Aécio são dois perigos para o País. Dois políticos corruptos, sem escrúpulos. E Aécio vai carregar uma carga da qual nunca se livrará. Tancredo Neves, seu avô, tinha aversão a FHC e a Serra, considerando-os exatamente como são: canalhas aproveitadores, oportunistas e doentios, no caso de Serra.

Orestes Quércia, hoje, é o principal aliado de Serra dentro do PMDB, principalmente o paulista, já que Michel Temer, presidente da Câmara, deve ser o vice na chapa de Dilma Rousseff.

Como serão duas as vagas em disputa para o Senado (renovação de dois terços) em 2010, uma delas é de Quércia, isso no acordo com Serra, resta saber se o povo vai embarcar na canoa furada.

De Quércia, ex-corrupto para Serra, sobre tucanos, logo após sua vitória em 1986: “Se um tucano estiver apertado para fazer xixi, entrar no banheiro e encontrar dois vasos, faz nas calças, não vai conseguir decidir-se a tempo”.

Um e outro se merecem. Os corruptos se encontram muito antes do infinito. Não são paralelos, são congruentes.

Vem mais chumbo grosso contra Aécio, e ele que se cuide. É que o mineiro resolveu entrar na briga pela indicação partidária. Uma coisa é certa, Aécio saber também dar o troco. Já avisou a Serra que, se o indicado for ele, apóia outro candidato; Serra, nunca.
Tucano tem esse negócio de raivinha, de ódio, de descabelar quando em jogo está o poder e o que o poder representa.

Não existe um que preste. Não é partido político, é quadrilha.

A meta agora é acabar de vender o Brasil e passar a escritura.


O jornalista Laerte Braga é colaborador desta nossa Agência Assaz Atroz

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PressAA

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O homem que enganou Roberto Marinho, o homem que enganou a Nação

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GLOBOGATE tupiniquim: Roberto Marinho, acima da lei e da ordem


O documentário “O homem que enganou Roberto Marinho” revela como ele usou sua influência na ditadura para se apossar da TV Paulista. A questão está no STJ, tendo como relator o ministro João Otávio de Noronha (REsp 1046497-RJ), vem sendo investigada pelo Ministério Público Federal e deverá ser levada a organismos internacionais voltados para proteção dos direitos humanos e das minorias.

Dirigido pelo jornalista Carlos Newton, o documentário mostra que Roberto Marinho na verdade NUNCA FOI DONO DA TV PAULISTA (hoje, TV Globo de São Paulo, responsável por mais de 50% do faturamento da maior rede de televisão do País), porque todos os documentos por ele apresentados ao governo federal eram falsificados ou nulos de pleno direito.

“Durante o regime militar, o então presidente da Organização Globo se tornou a personalidade mais importante do País e tinha trânsito livre em Brasília. Se fosse outro empresário qualquer, jamais teria conseguido a concessão, originalmente concedida à TV Paulista em 1952”, disse o cineasta, ao me mostrar as primeiras filmagens.

Para ter direito à concessão, Marinho precisava de autorização prévia do então Ministério da Viação e Obras Públicas, nos termos do Decreto 52.797, de 31 de outubro de 1963: “Nenhuma transferência direta ou indireta de concessão ou permissão poderá se efetivar sem prévia autorização do governo federal, sendo nula, de pleno direito, qualquer transferência efetivada sem observância desses requisitos”.

Portanto, somente depois do aval do governo é que Marinho poderia ter comprado a emissora, que era uma sociedade anônima, com mais de 650 acionistas. Mas isso não aconteceu. MARINHO DESPREZOU A LEI, NÃO PEDIU AUTORIZAÇÃO AO GOVERNO E FOI LOGO ASSUMINDO A TV PAULISTA, sem se importar com os verdadeiros acionistas controladores.

Marinho nem fez contrato de gaveta

O documentário “O homem que enganou Roberto Marinho” traz um importante depoimento da engenheira Regina Maria da Cruz Cabral, que foi diretora da Divisão de Radiodifusão do Departamento Nacional de Telecomunicações (Dentel) na década de 70. “Para burlar o Decreto 52.797, os empresários costumam fazer contratos de gaveta, que só passam a vigorar depois que o Dentel autoriza a venda da emissora”, revela a especialista.

No caso da TV Paulista, Marinho nem se importou em celebrar um contrato de gaveta e sequer procurou os verdadeiros donos da emissora (os acionistas majoritários), preferindo fechar negócio em 1964 com o jovem empresário Victor Costa Jr., que havia assumido o controle da emissora com base num antigo contrato celebrado por seu pai, Victor Costa.

Acontece que o contrato entre Victor Costa (pai) e os sócios majoritários da TV já não tinha validade, porque ele morrera em dezembro de 1959 sem cumprir a principal cláusula: conseguir junto ao governo a transferência das ações para seu nome, nos termos do decreto 52.957.

Os documentos exibidos nas filmagens são impressionantes, inquestionáveis e irrespondíveis. Mostram que, em agosto de 1960, o próprio Victor Costa Jr. enviou requerimento ao Ministério, pedindo que fosse sustado qualquer expediente para transferir a seu falecido pai a concessão. No mesmo ato, se comprometeu a apresentar sentença final homologatória ou alvará da 9ª Vara Cível e Comercial de São Paulo, passando para seu nome as ações da TV Paulista que pertenceriam ao pai, para que então pudesse se habilitar à concessão.

Victor Costa Jr., porém, nunca conseguiu apresentar ao governo a sentença ou o alvará da 9ª Vara Cível e Comercial de São Paulo, onde corria o inventário do pai. Motivo: as ações da TV Paulista não constavam dos autos do inventário de Victor Costa (pai), PORQUE ELE LEGALMENTE JAMAIS FOI DONO DELAS.

Um jovem de 25 anos deu um golpe em Marinho?

Mesmo sem ser dono de uma só ação da TV Paulista, quatro anos depois, em 9 de novembro de 1964, Victor Costa Jr. assinou contrato com Roberto Marinho, transferindo as ações que “constituem objeto do inventário de seu pai Victor Costa Petraglia Geraldine, ao qual se reporta, em curso perante o Juízo da 9ª Vara Cível e Comercial de São Paulo, sendo ele, Victor Costa Petraglia Geraldine Júnior o único herdeiro, comprometendo-se a apresentar certidão da correspondente adjudicação de todas essas ações e cotas e direitos delas decorrentes”.

Victor Costa Jr. nunca o fez, repita-se, porque AS AÇÕES JAMAIS CONSTARAM DO INVENTÁRIO DO PAI E A ELE NÃO FORAM TRANSFERIDAS, o que significa dizer que esse contrato com Roberto Marinho não tinha a menor validade. Portanto, o todo-poderoso presidente da Organização Globo, que ficara ilegalmente com 52% das ações, na verdade teria sido vítima de um surpreendente golpe, praticado por um jovem de apenas 25 anos?

QUANDO MARINHO DESCOBRIU A TRAMA, ERA TARDE DEMAIS. E agora? Como fazer para legalizar a transferência da concessão junto ao governo federal? Foi assim que Roberto Marinho e seus principais assessores passaram a usar todas as manobras possíveis, fossem legais ou ilegais, para tentar reverter a situação”.

As filmagens do documentário demonstram que o drama de Marinho durou 12 anos. Durante todo esse tempo, o negócio celebrado com Victor Costa Jr. não foi levado a registro nem comunicado à Junta Comercial de São Paulo, enquanto em Brasília os assessores da TV Globo (tendo à frente o diretor Luiz Eduardo Borghert) buscavam uma saída para transferir a concessão da emissora, que continuou sendo chamada de TV Paulista até 1973.

Até mortos compareciam à Assembléia-Geral

Além do contrato entre Victor Costa Jr. e Marinho ser nulo de pleno direito, outro grande problema era a questão dos mais de 650 acionistas. Assim, o primeiro passo foi convocar para 10 de fevereiro de 1965 uma Assembléia Geral Extraordinária com objetivo de elevar o capital. Uma farsa completa, porque consta da ata que dela teriam participado Hernani Junqueira Ortiz Monteiro, o segundo maior acionista, Manoel Bento da Costa, que era desconhecido na sociedade, e outros. Todos, convenientemente, representados por Armando Piovesan, assessor de Roberto Marinho e que não exibiu procuração alguma. HERNANI, MORTO TRÊS ANOS ANTES, NÃO PODERIA TER COMPARECIDO NEM NOMEADO PROCURADOR, ASSIM COMO OUTRO GRANDE ACIONISTA, MANOEL VICENTE DA COSTA, FALECIDO EM 1964.

Esse irregular aumento de capital foi então submetido ao Conselho Nacional de Telecomunicações (Contel), omitindo-se a suposta e não-autorizada transferência anterior das ações (52%), do não-acionista Victor Costa Junior, o que caracterizava UMA TENTATIVA DE USURPAÇÃO INDIRETA DA CONCESSÃO, uma possibilidade totalmente ilegal.

Mas o Ministério da Viação, que à época regulava o setor de telecomunicações, não engoliu a versão de Marinho. A Portaria 163, de 27 de maio de 1965, determinou que o aumento do capital e a subscrição de ações por Roberto Marinho somente fossem aceitos se NO PRAZO DE SEIS MESES a emissora regularizasse o quadro societário, mediante a apresentação de certidões de idade e de casamento de todos os acionistas, “sob pena de ficar sem qualquer efeito jurídico a aprovação condicional do quadro na forma sugerida”, conforme a Portaria assinada pelo Tenente-Coronel Helio Gomes do Amaral, presidente em exercício do Contel.

Com os superpoderes de que dispunha no governo militar, Roberto Marinho simplesmente desconheceu a Portaria e nem ligou para o prazo de seis meses. Os anos então foram passando. A impunidade era tamanha que, mesmo sem ter ainda transferido a concessão, Marinho decidiu trocar o nome da emissora para TV Globo de São Paulo S/A, passando a se dirigir ao Ministério sob tal denominação.

Mas a situação piorou em 1972, quando o Dentel fez uma vistoria na antiga TV Paulista e constatou uma série de irregularidades. – ou melhor, as mesmas irregularidades identificadas em 1965, acrescidas de outras. O parecer jurídico da relatora Niza Almada Cruz exigiu que a TV Globo comprovasse as transferências das ações pertencentes a sócios já falecidos e determinou que esclarecesse “a participação do Sr. Victor Costa (pai) na sociedade com vistas a regularizar o seu quadro social”. Como se sabe, Victor Costa havia morrido em 1959, mas, para efeitos legais, ainda estaria administrando a TV Paulista em 1972.

Mais uma Assembléia-Geral é “montada”

Mais três anos se passaram, sem que Roberto Marinho tomasse qualquer providência, até que, em 17 de junho de 1975, um parecer assinado por Domingo Poty Chabalcoity, responsável pela Seção do Regime Legal das Empresas, reafirmou as “irregularidades quanto à composição de seu quadro societário” e solicitou mais uma vez “os documentos necessários”.

Diante da insistência do Ministério (que já era das Comunicações), os diretores da TV Globo então “montaram” a realização de uma nova Assembléia-Geral Extraordinária, DE FORMA A PASSAR PARA O NOME DE MARINHO AS MESMAS AÇÕES QUE JÁ SERIAM DELE DESDE 1965. Outra farsa completa, porque teriam participado da assembléia ou sido representados os acionistas Hernani Ortiz Monteiro e Manoel Vicente da Costa, ambos falecidos há muitos anos. E pior: as transferências das ações dos antigos controladores foram assinadas pela mesma pessoa (o diretor da Globo Luiz Eduardo Borghert), como se houvesse um procurador comum.

COM BASE NA ATA DESSA AGE FRAUDULENTA é que Roberto Marinho então fez novo requerimento ao Ministério das Comunicações, e em janeiro de 1977 enfim conseguiu passar para seu nome o controle da TV Paulista, 12 anos depois de estar gerindo ilegalmente a emissora.

No depoimento à equipe do documentário “O homem que enganou Roberto Marinho”, a engenheira Regina Maria da Cruz Braga, então diretora do Dentel, que assinou a autorização beneficiando Marinho, disse que jamais pensou ter sido iludida pela direção da TV Globo.

“À época, não notei nenhuma irregularidade”, comentou, acrescentando que os documentos anexados por Roberto Marinho transferindo para seu nome as ações pareciam estar corretos, sobretudo porque OS TÉCNICOS DO MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES REALMENTE NÃO TINHAM COMO SABER SE OS ACIONISTAS CONTROLADORES DA TV PAULISTA JÁ TINHAM MORRIDO.

Advogados complicam Marinho no processo

A questão agora está sendo examinada no Superior Tribunal de Justiça, numa ação movida contra Roberto Marinho pelos herdeiros dos principais acionistas da TV Paulista. Apesar de sua grande importância, o processo tramita praticamente sob sigilo, devido à influência que a família Marinho tem na imprensa e nos meios de comunicação em geral.

Um dos detalhes mais curiosos é o comportamento dos advogados da própria TV Globo, que entraram em graves contradições nos autos, ao anexarem documentos que depois viriam A COMPROMETER MARINHO NO PROCESSO, conforme publiquei na Tribuna da Imprensa, sempre com total exclusividade.

Primeiro, eles alegaram que Marinho teria assumido o controle da emissora por uma série de procurações e substabelecimentos a ele concedidos pelos acionistas majoritários. COMO ESSES DOCUMENTOS FORAM LEVADOS À PERÍCIA E TIDOS COMO GROTESCAMENTE FALSIFICADOS, os advogados passaram a dizer que Marinho comprara a TV Paulista através de um contrato com Victor Costa Jr, que teria passado adiante as ações que recebera como herança.

Acontece, porém, que no inventário de Victor Costa (pai) não constava a propriedade de nenhuma ação da TV Paulista, porque ele nunca assumira legalmente o controle da emissora. Quando este fato ficou bem claro nos autos, os advogados de Marinho mudaram novamente de versão, passando a afirmar que a transferência das ações se deu em duas Assembléias-Gerais Extraordinárias.

O mais curioso é que os advogados de Marinho argumentaram nos autos que, mesmo tendo havido erro, dolo, fraude ou simulação nessas assembléias, os crimes estariam prescritos, como se fosse possível que alguém pudesse MANTER UMA CONCESSÃO FEDERAL OBTIDA MEDIANTE FRAUDE. E o mais surpreendente ainda foi terem alegado que Marinho merecia manter a concessão POR SIMPLES USUCAPIÃO. Parece brincadeira, mas é verdade.

Com a maior naturalidade, impunidade e ilegalidade, Marinho usurpou também as ações dos 675 acionistas minoritários, titulares de 14.285 ações (48% do capital social inicial), depositando em conta bancária, simbolicamente, em agosto de 1976, irrisórios Cr$ 14.285,00 (um cruzeiro por ação), quando 12 anos antes já pagara Cr$ 3.750.000.000,00 por apenas 15.100 ações, correspondentes a 52% do capital majoritário. Ou seja, APOSSOU-SE DAS VALORIZADÍSSIMAS AÇÕES DE 675 ACIONISTAS NO PERFEITO GOZO DE SEUS DIREITOS SOCIETÁRIOS. Simplesmente, desapropriou-os.

Com base nos sucessivos golpes aplicados por Marinho e seus assessores, em 21 de janeiro de 1977 o governo militar, pela Portaria 430, então deu por regular a transferência do controle acionário da ex-Rádio Televisão Paulista S/A, hoje, TV Globo de São Paulo, sediada no mais importante estado da Federação.

Foi um negócio originalmente irregular, viciado e condenado à permanente ilegalidade, apesar da reputação (?) e do indiscutível poderio de seus beneficiários, pois qualquer advogado sabe que ato nulo não se convalida nem com o passar do tempo.

***

PS1 – No caso, nem se trata de ato nulo, porque a compra da TV Paulista foi UM NEGÓCIO INEXISTENTE, como mostra o documentário e como provam os processos administrativos existentes no Ministério das Comunicações, guardados a sete chaves pelo senador-ministro Hélio Costa, por coincidência, ex-funcionário da Organização Globo.

PS2 – Respeitadas as proporções do famoso e desvendado Watergate norte-americano, o caso da usurpação do controle acionário da TV Paulista, com base em documentação anacrônica e falsificada, mereceria a denominação de GLOBOGATE

Artigo extraído do site do jornal Tribuna da Imprensa, publicado em 28 de outubro de 2009.

http://www.tribunadaimprensa.com.br/?page_id=4458


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domingo, 1 de novembro de 2009

Os motivos de Nanda Tardin


Os Guerrilheiros Virtuais perguntaram a Fernanda Tardin em quem ela pretende votar para presidente da República em 2010. Fernanda é nossa estimada amiga, correspondente e colaboradora desta Agência Assaz Atroz. Fernanda, ativista de direitos humanos, tem se destacado na lula pela redemocratização de Honduras, ao mesmo tempo em que milita em favor da eleição de Dilma Rousseff e pela consolidação de nossa democracia.

Vejamos os motivos pelos quais Nanda Tardin apoia Dilma presidente.

GUERRILHEIROS VIRTU@IS: Amiga NANDA TARDIM, em quem votas em 2010 e por quê?

Nanda Tardin

Vou votar em Dilma por um punhado de motivos. O primeiro deles é que, independente ou não de ser petista – sou –, entendo que se vota na idéia, no princípio, na convicção. E Dilma representa a diferença entre Lula e Serra, na exata medida em que Lula e Serra enxergam a política como um todo de maneiras diversas. Serra ou Aécio, seja lá que praga tucana for, pensam o mundo e agem a partir da visão norte-americana. Aceitam o papel secundário que a ordem neoliberal confere ao Brasil. Um País produtor de matérias primas, base de operações de grupos econômicos norte-americanos, europeus e sionistas nessa parte do mundo, América Latina, sobretudo América do Sul. E Lula pensa o Brasil em termos de “capitalismo brasileiro”.

Um País que se mantém soberano, uno, buscando emergir e está conseguindo, como potência a médio e longo prazos.

Dilma continua. É uma realidade. Nada de privatizar PETROBRÁS, BANCO DO BRASIL, CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, fundamentais ao processo de construção dessa soberania.

Serra anula e aniquila essa soberania, seja lá o nome que tiver, Aécio, ou qualquer outro.

Avanços? O ex-deputado, ex-senador, ex-comunista, ex-honesto, Roberto Freire, no cretinismo que permeia gente como ele, criticou hoje a política econômica de FHC e chamou-a de “catastrófica”.

Não o fez nos oito anos de governo de FHC. Por que? Bebeu a água neoliberal naqueles oito anos. Chafurdou-se na lama neoliberal naqueles oito anos.

Como as pesquisas indicam que as dificuldades são grandes para Jânio Quadros, quer dizer, José Serra, pula do bote FHC já que esse não tem perspectiva alguma, nem de virar múmia como RAMSÉS (bem que gostaria, para ser adorado e idolatrado como grande homem da História).

Ancora seu barco de nome oportunismo no Jânio, quer dizer Serra.

De um lado Dilma, que nos permite avançar no processo de organização popular, não fecha a cerca, não vende o País com porteira fechada, o que significa perspectiva de alternativas mais à esquerda, isso à frente, de outro Serra, que representa a chamada nova ordem política e econômica que a gente enxerga no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão, na Colômbia, no golpe em Honduras e vai por aí afora.

O mundo configurado à feição do IV Reich, Washington/Wall Street e, por via das dúvidas, para qualquer emergência, o Pentágono.

Por trás disso? Banqueiros, grandes empresários, latifundiários, etc, etc, os de sempre.

Avanços com Lula? Claro, o cidadão que recebe o “bolsa família” come. Ou seja, mata a fome. Assistencialismo? As elites brasileiras, aves de rapina como qualquer elite em qualquer lugar do mundo, devem somas imensas de exploração ao povo. O programa começa a corrigir essas injustiças e principalmente, liberta o cidadão do protecionismo dos coronéis da política em regiões como o Nordeste, o Norte e o Centro-oeste.

Em linhas gerais, citei exemplos, nessa diferente visão do processo político e econômico, capitalismo na essência, Lula/Dilma representam perspectivas para o movimento popular de organização e mudança e os outros tão somente um garrote nesse processo.

Por isso voto Dilma.

Ideal? Não, o caminho para avançarmos e chegarmos ao ideal. A História não marcha como carro de fórmula I, mas avança em forma de processo, ciclos e é por aí que devemos ir.

O meu estado (ES) é um estado extinto desde a chegada do tal "progresso" com máfias como a VALE, a CST, a ARACRUZ e hoje é apenas um latifúndio administrado por um tucano corrupto, Paulo Hartung - hoje alojado no PMDB. Ações constantes da Policia Federal através de operações, apontam a máfia estadual comandada pelo governador, mas a impunidade no estado segue sem arranhões. Anchieta, uma cidade balneária, rota turística, hoje sofre com o "progresso" desestruturado, desprogramado. Tornou-se favela. Uma população local com a economia voltada para a pesca, com a ida da Arcelor ( Aracruz) , deixou a população local desassistidas, o índice de criminalidade triplicou. Foi assim com o início do "progresso" que há 30 anos atrás chegou com nome de Aracruz, Vale e CST. Hoje, uma ilha chamada anteriormente ilha do MEL, Vitória, é a capital mais violenta do mundo. E essa é uma prova que um governo Federal sozinho não muda uma realidade. É preciso mais. Preciso formar e informar a população , para que mesmo modificando o quadro gestor, atue cobrando dos eleitos, fiscalizando e assim inibindo o desmonte de um estado que um dia fou um ESPIRITO SANTO, com sua capital chamada VITORIA. Vitória de quem?

Um dos mais belos estados brasileiros transformado nisso.Por isso também, Dilmar, para que possamos continuar, à medida do possível, continuar a organizar os movimentos populares, romper a barreira da mídia podre, a chamada grande mídia, e mostrar às pessoas que os caminhos não passam por essa ordem de verdade absoluta.

Hasta la vitória, JUNTOS SOMOS FORTES. Somos a base da piramide, 180 milhoes de brasileiro, só falta fazermos uso dessa força e assim evitar que o topo nos manipule.

Bjs

Nanda Tardin

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