domingo, 6 de dezembro de 2009

Os "constrangidos" sem-pudor

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OS “CONSTRANGIMENTOS” DA MÍDIA

Laerte Braga

Os responsáveis pelo jornal FOLHA DE SÃO PAULO notificaram judicialmente um blogueiro que vinha fazendo campanha na rede mundial de computadores pelo cancelamento de assinaturas do jornal.

Quem vai notificar a FOLHA por ter emprestado os carros/camionetes/caminhões para o transporte de presos políticos à época da ditadura? Eram transportados para sessões de tortura, para “atropelamentos” (eliminação sumária) ou, na melhor das hipóteses – dentre essas anteriores evidente – de uma prisão para outra.

Ou pela falsa ficha policial da ministra Dilma Roussef, já que engajados na campanha de uma dos mais perigosos políticos da máfia tucana, o governador José Jânio Serra? O ombudsman da FOLHA, uma espécie de juiz das matérias publicadas pelo jornal, numa tentativa aparentemente democrática de corrigir erros, ou informações equivocadas, advertiu a redação que a ficha era falsa, e ficou por isso mesmo, punido foi o ombudsman, pois “democracia” ali é de brincadeira, fachada.

A FOLHA na edição de sábado, dia 5 de dezembro, afirmou que o presidente boliviano Evo Morales deve vencer as eleições de hoje, domingo, 6 de dezembro, por maioria, mas deixou no ar aparentes dificuldades sem explicitá-las, só mostrando que há reações em alguns setores do país ao governo de Evo Morales. Não explicou claramente os setores. Os grandes empresários, banqueiros e latifundiários.

Esse tipo de gente não é setor, formam quadrilhas que nem a de Ermírio de Moraes no Brasil, por exemplo. Ou a de Eike Batista. Ou a de Daniel Dantas.

Na edição de hoje, domingo, a FOLHA afirma que Evo deve ter uma votação surpreendente por conta dos índices favoráveis de seu governo. Melhorias acentuadas na saúde, principalmente universalização. Fim do analfabetismo, dados favoráveis na economia, mas afirma que a Bolívia está mais dependente do Brasil.

A participação do jornal FOLHA DE SÃO PAULO na ditadura militar, engajada no processo que levou empresários, banqueiros e latifundiários a buscar apoio nos EUA para o golpe de 1964, foi denunciada em A DITADURA ESCANCARADA, do jornalista Élio Gaspari, que hoje é colunista do jornal.

Pouco antes do fracassado golpe militar que derrubou o presidente da Venezuela numa quinta-feira, em abril de 2002, e terminou com sua volta ao poder no domingo, debaixo de intensa pressão popular, a rede GLOBO, em comum acordo com o Departamento de Estado, CIA, empresários de comunicação e outras áreas da Venezuela, enviou a jornalista Miriam Leitão àquele país para uma série de reportagens sobre o governo Chávez.

Miriam voltou e já preparando o espírito do abóbora que William Bonner (“quem quer um bom dia diga eu”) chama de Homer Simpson, para a derrubada de Chávez, com os chavões de sempre. Democracia, insatisfação popular, economia devastada, tudo resumido em “anseio popular”. As reportagens foram mostradas de segunda-feira a sexta-feira no JORNAL NACIONAL e na última fala de Miriam Leitão lá estava – “os venezuelanos não agüentam mais Chávez .

Na semana seguinte o golpe e no domingo milhões de venezuelanos se concentraram em frente ao palácio presidencial, à suprema corte e ao congresso para exigir a volta de Chávez. Setores militares leais ao presidente prenderam os golpistas, e o golpe que ficou conhecido como o primeiro golpe midiático da história (montado pela mídia em notícias forjadas como se viu no documentário “A REVOLUÇÃO NÃO SERÁ TELEVISIONADA), terminou com a volta do presidente Chávez que, em agosto, para desgosto de Dona Miriam e dos patrocinadores do golpe, venceu um referendo sobre sua permanência ou não no poder.

Quem vai intimar a GLOBO por mentir deliberadamente, dentro de um processo golpista montado por toda essa estrutura que no Brasil tem a chancela FIESP/DASLU, com braços como PSDB/DEM?

Um dos momentos mais desumanos por jornalismo brasileiro foi protagonizado pela REDE GLOBO, na manhã do dia 12 de julho de 1973. Um avião da extinta VARIG caiu nas cabeceiras do aeroporto de Orly, e a bordo estava o extraordinário cantor brasileiro Agostinho dos Santos. A notícia chegou às redações de jornais, revistas, rádios e redes de tevê do Brasil por volta das cinco horas da manhã e o jornal GLOBO/SP enviou uma jornalista à casa do cantor, depois de montar uma operação repugnante.

A moça usaria como pretexto sua presença ali para entrevistar a família sobre a viagem, apresentações na Europa, até que, de repente, assim do nada, chegaria a notícia da morte e a rede transmitiria ao vivo a reação dos familiares de Agostinho dos Santos. Dito e feito.

Como a repercussão ao curso do dia tenha sido a pior possível, à noite, no JORNAL NACIONAL, a emissora desculpou-se e anunciou que a jornalista havia sido demitida. De uma forma solerte parte das imagens exibidas no GLOBO/SP foram mostradas com requintes de um pudor típico de cínicos, de serviçais de um jornalismo mentiroso e colonizado, lógico, para não perder a audiência. O problema não foi o “feito da moça”, que cumpriu ordens do editor, mas a reação.

A REDE GLOBO omitiu a campanha das diretas o quanto pode; o processo de cassação de Collor de Mello, até não ter jeito mais e Sarney levar Itamar Franco a Roberto Marinho para tranqüilizá-lo quanto aos interesses do grupo. Tentou fraudar os resultados das eleições de 1982 no Rio, em associação direta com a PROCONSULT, uma empresa formada por espertalhões e militares da ditadura (totalizava os votos), enfim, toda a sorte de trapaças nesses anos todos, até porque é uma empresa formada por capitais estrangeiros desde o seu começo e controlada por Washington, pautada pela CNN e FOX duas redes fascistas dos EUA.

Aquelas que acham que Bush devia jogar uma bomba atômica no Irã e acabar de vez com a “ameaça”.

O jornal ESTADO DE MINAS, sobrevivente da organização SPECTRE, quer dizer DIÁRIOS E EMISSORAS ASSOCIADOS (extorsão, chantagem, assassinatos, etc), é hoje um veículo oficial da candidatura Aécio Pirlimpimpim Neves, tudo regado a polpudas verbas, e vários jornalistas já foram demitidos por contrariarem interesses do governador que mora no Rio e pretende ser presidente do Brasil.

O que é a revista VEJA? Pura imprensa marrom a serviço dos banqueiros, empresários, latifundiários, é só olhar a nota de empenho do governador de Brasília José Roberto Arruda “comprando” uma entrevista nas páginas amarelas e o número de assinaturas de revistas da editora, ABRIL, feitas pelo político mais asqueroso do País, José Jãnio Serra, especialista em chantagens contra adversários, armações e com colaboração de muitos jornalistas, inclusive o “intocável” Juca Kfhouri, seu parceiro nos jogos de domingo na sala de tevê do palácio do governo.
VEJA foi desmoralizada anos atrás, quando jornalistas criaram um fato, a vaca que dá leite com sabor direto de suas tetas e, na semana seguinte, desmentiram explicando que assim o fizeram para mostrar que a revista publica qualquer bobagem ou mentira, dentro de uma lógica pautada nos interesses que representa. Devia estar de olho nos anúncios futuros da NESTLÉ, sobre o iogurte que sai direto das tetas da vaca com sabor morango, baunilha, chocolate, o escambau.

Assinar a FOLHA para que? Ler mentiras, notícias distorcidas com aparente tentativa de parecer verdade? Aquela mania de infográfico – que ninguém lê, ou tenta entender – para dar a impressão que está matando a cobra e mostrando o pau?

Outro dia, o extinto JORNAL DO BRASIL publicou um pequeno caderno sobre a Rússia hoje e falava do fim do mito Stalin. Era o título, o que afirmava o título. Quem fosse ler a matéria, lá estava uma pesquisa dizendo que mais da metade dos cidadãos russos aprovavam, ainda hoje, a idéia que Stalin transformou a antiga União Soviética numa potência mundial. Mais, que aprovavam, concordavam com a idéia.

Sabe que a maior parte dos leitores – é cada vez menor o número de leitores de jornais no Brasil – faz o tal “passar os olhos nas manchetes” e vende as mentiras nas manchetes. E nem estou julgando ou deixando de julgar Stalin, apenas citando o fato. Foi semana passada, edição de quarta ou quinta.

O jornal FOLHA DE SÃO PAULO recebeu as gravações das conversas de FHC, quando presidente, com o pessoal do Ministério das Comunicações, Mendonça de Barros e Lara Resende, sobre as privatizações do setor de telefonia, principalmente a concorrência onde entrava a extinta TELEMAR, da família Jereissati, entre outros sócios, e ficou na moita. Publicou parte do que não comprometia o presidente de então, FHC (está precisando urgentemente de tratamento psiquiátrico, do contrário morre de inveja/neurose, ou começa a andar nu pelas ruas) e disse, na primeira página que o resto das gravações não seria divulgado, pois eram fatos pessoais e isso não interessava.

Que fatos pessoais? A mãe de Paola Pimenta da Veiga, mulher de Pimenta da Veiga, ex-glamour girl do Pampulha Iate Clube, em Belo Horizonte, fechando com FHC na cama no palácio das Mangabeiras em BH, a vitória da TELEMAR na concorrência (representava a Andrade Gutierrez, uma das sócias da família Jereissati), a doação para o ínclito presidente, além lógico, da nomeação de Pimenta para o Ministério no lugar de Mendonça de Barros, tudo na disputa de poder com Pedro Malan, um assassino frio, sem emoções, que comandava a outra e a mais forte quadrilha do governo de então.

E tem quem ache a revista PIAUÍ um exemplo de jornalismo maior, ou perda completa da razão ao compará-la com a antiga revista SENHOR. Trem de doido, sô, os caras não têm a menor noção nem de jornalismo e nem de História. PIAUÍ é lavagem de dinheiro de filhos de banqueiros num projeto gráfico bem montado destinado a enganar trouxas com linguagem de burguesia consciente. Não existe isso. Mesmo que seja excelente diretor de cinema, um dos da turma.

A mídia, a grande mídia, no Brasil é um exercício lastimável de “quem quer um bom dia diga eu”, na figura medíocre e “pastelizada” de Willian Bonner, uma espécie de escravo modelo que representa seu papel com privilégios, vantagens e excelente remuneração. Nada além disso.

E a FOLHA DE SÃO PAULO é só um jornal que se espremer sai sangue também. O sangue dos torturados, assassinados, estuprados nas prisões da ditadura militar e transportados nos carros da empresa.

Não há porque não cancelar as assinaturas, é um exercício de dignidade pessoal, é respeitar-se a si em primeiro lugar.

Está certo o blogueiro que pede que isso seja feito. E a reação do jornal mostra que esse tipo de denúncia funciona.

Mande a FOLHA DE SÃO PAULO para o espaço. Só não é PASQUIM porque o conceito da palavra mudou depois do célebre e decisivo O PASQUIM, instrumento fundamental na ridicularização dos nossos generais durante a ditadura militar.



E sobre a GLOBO nem falei da covardia cometida contra TIM LOPES, toda ela contada num livro do notável jornalista, exemplo de integridade, Mário Augusto Jakobskind.

Anos atrás, na segunda metade da década de 50, um grupo de jornalistas padrão William Bonner, Miriam Leitão, Alexandre Garcia, William Hack, Eliane Catanhede, Juca Kfhouri, etc, resolveu editar uma revista chamada ESCÂNDALO. Era simples. Em nome da moral, dos bons costumes, da pátria, da democracia, da liberdade, iam aos locais freqüentados por grandes empresários, latifundiários, banqueiros, políticos, locais de lazer, digamos assim, tiravam fotografias e na semana seguinte um “corretor” do setor de publicidade ia à empresa, no banco, no latifúndio, atrás do político, mostrava as fotos e pedia um anúncio grande, do contrário publicaria o ESCÂNDALO.

Hoje é mais sofisticado. Àquela época fecharam a revista, prenderam os jornalistas. Hoje compraram e pronto, eles falam o script que vem junto com o envelope do dinheiro. Quando acontece algum acidente de percurso tipo José Roberto Arruda, José Jânio Serra, ou Aécio Pirlimpim Neves, Eduardo Azeredo (terceiro time), ou FHC dando sinais de demência, senilidade, viram a cara para o outro lado ou executam o “aliado”, uma parte do “negócio” para salvar o todo.

Tem Gilmare Mendes no STF DANTAS INCORPORATION LTD para dar habeas corpus. A propósito, os italianos estão nas ruas pedindo a saída de Berlusconi por suas ligações com a máfia e em atentados desse grupo criminoso. Não seria o caso de pedir “extradição”? Cezar Peluzzo, italiano em cortes brasileiras dá o parecer.

Laerte Braga, jornalista, colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz

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sábado, 5 de dezembro de 2009

LULA – O FILHO DO BRASIL - Oscar e patrocinadores

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LULA - O FILHO DO BRASIL

NÃO VI E NÃO GOSTEI


Raul Longo

Amiga minha assistiu ao aguardado filme Lula – O Filho do Brasil e, maravilhada, elogiou tudo: atores, música, cenários, roteiro, montagem, fotografia. Tudo! Mas, estupefata, disse não entender a tamanha “poeira” levantada pela mídia e pela oposição ao acusar a obra de eleitoreira, garantindo que “... pasmem, não tem sequer uma estrelinha do PT. Aliás, o filme acaba antes da formação do PT”.

Como assim? Que história é essa? Não paguei, mas já quero o dinheiro de meu ingresso de volta!

Então, por que raios fizeram esse filme?

Não Sr. Barreto! Não é só isso, não! Não é só mostrar o Brasil de fundo! Tem de mostrar também a sobra. O que transborda! O que sempre esteve demais, o desnecessário, o que tem de ser banido da vida política do país!

Parabéns ao Barreto por mostrar a força, a inteligência, a superação de preconceitos e dificuldades de Luís Ignácio Lula da Silva. Parabéns por demonstrar, de forma brilhante segundo a abalizada opinião da amiga, a determinação deste sertanejo que confirma Euclides da Cunha, sendo antes de tudo um forte, e não apenas mais um letrado covarde.

Doutores covardes temos demais na história, e só serviram para acumular pó em bordas de molduras e pros pombos terem onde defecar. Mas jamais dariam roteiro que prestasse sequer pra comercial de 30 segundos. E o Fábio, com experiência herdada de família de cineastas, teve o bom senso e a perspicácia de escolher um personagem grandioso, de projeção internacional. Um temperamento que bem reflete a fibra de todo um povo que, apesar de desprestigiado por aqueles que se diziam seus representantes políticos, construiu o gigantismo desse país com uma obstinação impressionante.

Por tudo isso, devo cumprimentá-lo e concordar com todos os comentários e elogios à sua obra. Li e ouvi muitos desses elogios, inclusive de oposicionistas políticos do Lula, e não tenho dúvidas de que tenha produzido um excelente filme. Mas não se anime, pois, assim mesmo e ainda que não o tenha visto, não gostei.

Como é que o sujeito me faz um filme desses e não aproveita para fazer propaganda política? Não digo que devia demonstrar que precisamos da continuidade do atual governo através da Dilma Rousseff. Isso não é necessário, pois se trata mesmo de conclusão lógica, própria ao raciocínio e à inteligência humana. Mas parar a história quando ainda éramos uma das maiores vergonhas mundiais em dependência econômica, em concentração de renda, em subserviência às potências estrangeiras, sem contar que foi o Filho do Brasil que reverteu isso tudo é, no mínimo, um desperdício da atenção do público!

De que serve esse filme então? Como Fábio Barreto não aproveitou a oportunidade de conscientizar a platéia para de forma alguma permitir que nossa história volte atrás? Em nenhuma circunstância! Sequer em uma única cadeira da Câmara e do Senado! Em nenhum governo de Estado!

Como o senhor me deixa de demonstrar isso no filme, Seu Fábio? Apenas para a mídia não lhe acusar, ainda mais, de ter composto uma peça eleitoreira?

Pois o senhor devia ter mostrado também, que essa mesma mídia apoiou abertamente as torturas e assassinatos da ditadura, enquanto aprofundavam nossa dependência econômica e promoviam nossa degradação cultural.

Tinha de ter mostrado no seu filme, Senhor Fábio, que na época, essa mídia se referia ao Lula da Silva, então líder trabalhista, como a um marginal. Porque pra eles, até hoje, trabalhadores, filhos do Brasil, são marginais. Sub-raça!

O Senhor tinha de ter mostrado que essa mídia nos fez acreditar e eleger Collor de Mello e apoiou, como ainda apóia, as privatizações dos potenciais brasileiros, promovidas por Fernando Henrique Cardoso, que sucateou o país inteiro e nos transformou em uma das nações economicamente menos recomendáveis do planeta.

Tinha de ter demonstrado em seu filme, Senhor Fábio, que por três eleições essa mídia nos ludibriou com mentiras sobre Luís Ignácio Lula da Silva, fazendo-nos acreditar que seus oponentes é que eram honestos e capazes. Assim nos impediram de eleger Lula há muito mais tempo, para há mais tempo estarmos livres de crises, desvalorização de moeda, aumento de juros, inflação, constantes aumentos de combustível, desemprego, e todos os apertos que vivenciamos até 2003.

E em seu filme o senhor só conta até o Lula sindicalista?! E o Lula que nos resgata de uma das maiores dívidas externas do mundo? E o Lula que promove a maior aceleração de distribuição de renda da história, resgatando milhões de filhos do Brasil da miséria e da pobreza?

E o Lula que transforma nossa vergonha em orgulho perante o mundo? O Lula que nos devolveu o orgulho de sermos filhos do Brasil.

Esse o senhor não conta, Seu Fábio? Mas que decepção!

Claro que irei ver seu filme. Não há quem deixará de ver seu filme! Mas, imitando o Glauber Rocha, já vou avisando que, mesmo não o tendo visto, não gostei.

Raul Longo
pousopoesia@gmail.com
www.sambaqui.com.br/pousodapoesia
Ponta do Sambaqui, 2886
Floripa/SC

Raul Longo, jornalista, escritor e pousadeiro, colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

NovaE - uma revista digital que acredita na transformação do Ser



Memorias NovaE

A NovaE nunca pensou com o fígado

Em 10 anos de NovaE, centenas de colunistas e milhares de artigos, não foram poucas vezes que impedi ofensas de cunho pessoal de alguns artigos mais descontrolados, como este de Cesinha, na Folha de São Paulo.

A NovaE nunca pensou com o fígado, mesmo em momentos radicalizados. É por isto que está aí todo este tempo.

Editor que se preze, a direita ou a esquerda, não permite que o debate caia na lama comum que o ser humano admira. O da desmoralização do interlocutor.

Ficar analisando Cesinha é perda tempo. Seu ato foi político, os sensatos já perceberam. Movido por rancor e preconceito. Sim, um estado doentio da alma. É triste os próximos capítulos de sua consciência.

A Folha sim, e seus editores, perderam as estribeiras. Só não vê quem não quer. Um jornal podre, em um beco sem saída. É questão de tempo.

Tic, tac, tic, tac…

(Manoel Fernandes Neto)

http://novae.inf.br/blog/?p=110
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Fernando Soares Campos

Para quem não conhece a revista digital NovaE (na internet “desde 1999, um devir”), aqui vai um pequeno trecho copiado de sua própria apresentação, na seção que trata do seu histórico:

Uma revista digital que acredita na transformação do Ser

Uma das contempladas, neste 2009, com o Prêmio Ponto de Mídia Livre do Ministério da Cultura, a revista Novae.inf.br nasceu em 5 de outubro de 1999 e não tem aporte de nenhum grupo financeiro. É um ponto de debate sobre temas hiperlinkados com a sociedade do conhecimento, cibercultura, inclusão digital, comportamento, ativismo de transformação, nova economia, política, cultura, literatura, mídia, filosofia, vida sustentável, ciência, religação, metafísica e cidadania.

Alguém pode dizer que se trata de autopromoção. Pois que o diga, e ninguém há de censurá-lo; afinal, estamos cansados de ver slogans como, por exemplo, “Um jornal a serviço do Brasil”, quando a palavra “brasil”, nesse caso, poderia ser substituída por qualquer outra mais ou menos dignificante, sem alterar o mero sentido propagandístico da frase usada pelo jornal Folha de S. Paulo.

Mas quem conhece a NovaE sabe que, mesmo lendo o que seus próprios editores e mantenedores falam sobre os seus objetivos, ali existe uma espécie de aura de sinceridade e verdade expressas. É como se estivéssemos olhando nos olhos de quem está falando e não identificássemos qualquer tique nervoso, como acontece com os muito inseguros (nem me refiro aos mentirosos). É como se estivéssemos ouvindo a firmeza de quem está se comunicando de viva voz, com espontaneidade, e não captássemos qualquer vacilo, próprio dos que, às vezes, falam com o fígado (não estou me referindo nem mesmo aos que “pensam com o fígado”, mas aos que de vez em quando exteriorizam suas instabilidades emocionais).

Claro que, se você acessar a NovaE, vai encontrar uma relação de títulos de artigos, crônicas e contos de minha autoria. E eu não negaria sua razão se dissesse: “Agora entendi porque ele elogiou tanto a NovaE”. Mas eu lhe garanto que não foi esse o motivo que me estimulou a declarar o respeito e a admiração que sinto pelos que fazem aquela revista digital.

O Manoel Fernandes Neto, jornalista (MTB 19.916) responsável pela editoria da NovaE, afirma que não foram poucas vezes em que ele precisou segurar os ânimos de colunistas e colaboradores em geral, quando estava evidente que estes elaboraram seus textos sob incontrolável influência dos seus estados emotivos.

Já tive dois ou três textos que os editores, com quem ao colaborava há muito tempo, decidiram não publicá-los, em vista das agressões que veiculavam. No primeiro momento, senti raiva deles. Passado algum tempo, suficiente para arrefecer meus exaltados ânimos, me senti grato por eles terem me negado o espaço, até porque os alvos de minhas agressões verbais não valiam a energia desprendida. Um dos casos ocorreu exatamente na NovaE.

O Observatório da Imprensa já enxugou um texto meu antes da publicação. O que foi retirado não alterou em nada o sentido do que eu estava dizendo. Foram duas ou três palavras que, se mantidas no texto, apenas revelariam certo desequilíbrio emocional do autor. E aquilo transformaria meus argumentos em simples questão pessoal, coisa de quem simplesmente não simpatiza com o personagem alvo de suas críticas.

Discordo apenas de determinado editor que, depois de eu ter colaborado durante mais de três anos com o portal que ele administrava, suspendeu minhas colaborações porque meus escritos não se alinhavam com a sua visão político-ideológica em relação ao governo Chávez, que defendo por convicção de que, no geral, ele está no caminho certo.

Em se tratando de temas voltados especificamente para política e governo, na NovaE o leitor vai encontrar autores que apóiam o governo Lula e outros que a ele se opõem, criticando sua administração, mas não encontra quem difame gratuitamente nem Lula nem qualquer elemento da oposição.

Isso muita gente chama de "imparcialidade". Prefiro dizer que se trata de exercício do senso de justiça.

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PressAA

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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Alagoas: petista assassinado, radialista abatido a tiros e o enterro de "Franz Kafka"

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Fernando Soares Campos

Foi assassinado o presidente do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores em Campo Alegre (AL), Genildo Correia Soares, no domingo (29/11). As características do assassinato apontam para mais um dos rotineiros crimes de mando que acontecem em Alagoas. O assassino que abateu Renildo com tiros de pistola ponto 40 chegou à cidade num Palio, identificou a vítima, aproximou-se desta, disparou vários tiros à queima roupa e fugiu do local do crime no veículo de placa fria.

Genildo do PT, como era conhecido, havia denunciado dois vereadores que, nas eleições do ano passado, haviam utilizado a ambulância do município para transportar cimento, que provavelmente seria utilizado como moeda de compra de voto.

O ex-superintendente da Polícia Federal em Alagoas, delegado Pinto de Lula, pré-candidato ao Senado pelo PT, está empenhado na apuração do crime.

Em dezembro de 2007, Pinto de Luna comandou a Operação Taturana. Esta operação conjunta da PF com a Receita Federal foi deflagrada com o cumprimento de 85 mandados de busca e apreensão e 40 mandados de prisão. Entre os detidos e levados para a carceragem da PF estava um ex-governador. A Operação Taturana, que visou desbaratar uma quadrilha de deputados estaduais envolvidos no roubo de R$ 300 milhões dos cofres públicos, culminou com o afastamento de deputados estaduais de seus cargos, os quais o STF mandou de volta à Assembleia, onde se encontram acomodados em suas confortáveis poltronas e entocados nos gabinetes refrigerados, cuidando para que não venham a ser condenados pelo que ainda são acusados.

Os deputados e seus cúmplices foram denunciados por estelionato, formação de quadrilha, crime contra o sistema financeiro, peculato e lavagem de dinheiro.



Modus Operandi da quadrilha:


1º - Os deputados se apropriavam da verba de pessoal do gabinete, mediante o depósito dos valores em conta corrente de "laranjas".

2º - Contraiam, pelos bancos conveniados, empréstimos consignados em nome de falsos servidores, ou servidores sem condição financeira, sendo os valores destinados aos deputados por meio de "laranjas".

3º - Obtenção de empréstimos em consignação pelos próprios deputados, de valores muito elevados, com as parcelas descontadas diretamente da verba de gabinete, nada a ver com as suas remunerações do cargo; o pagamento das prestações eram feitos com as verbas de gabinete, os empréstimos eram muito altos, não havia como levantá-los utilizando a remuneração do deputado.

4º - Comprovação da verba de custeio dos gabinetes com utilização de notas fiscais frias.

5º - Restituições do Imposto de Renda fraudulentas, mediante a inclusão de falsos servidores e a inserção de dados manipulados na declaração de imposto retido na fonte.

Veja essa nota no G1, em 13/07/09:

STF devolve mandato a sete deputados em Alagoas

Parlamentares foram afastados por suspeita de desvios na assembleia.

Ao menos 15 dos 27 deputados da atual legislatura foram indiciados.

Sete deputados estaduais alagoanos afastados do mandato por suspeita de corrupção e investigados pela Operação Taturana devem reassumir nesta terça-feira (14) seus cargos na Assembleia Legislativa de Alagoas. Eles foram beneficiados por uma decisão do ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), publicada nesta segunda (13) no Diário Oficial da União.

Antes de viajar para Rússia, Mendes deixou assinada, com data de 6 de julho, a SL-297 (suspensão de liminar), que suspendeu a segunda liminar do juiz Gustavo Souza Lima e devolveu os mandatos aos deputados afastados.

Com isso, serão reconduzidos aos cargos os deputados afastados: Antonio Albuquerque (sem partido), Cícero Ferro (PMN), Marcos Ferreira (PMN), João Beltrão (PMN) Nelito Gomes de Barros (PMN), Dudu Albuquerque (PSB) e Isnaldo Bulhões Junior (PMN). [Grifos meus, mais adiante você verá porque grifei esses dois].

Leia completo:

http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1228304-5601,00.html
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Terça feira passada (01/12) no plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas, os dois deputados petistas Judson Cabral e Paulão cobraram agilidade do governo do Estado nas investigações que possam levar aos responsáveis por mais um crime de mando. O caso do Genildo do PT, assassinado em Campos Alegre.

E o deputado Antonio Albuquerque (PTdoB), um dos que foram presos e imediatamente libertados, quando da Operação Taturana (na ocasião ele era presidente da Assembleia), ironizou, falando de outro assassinato em Alagoas: “Naquela oportunidade, o rapaz assassinado em Limoeiro foi vítima de tiros de pistola 40 e os ocupantes estavam em um veículo Pálio de cor verde, da mesma forma como aconteceu em Campo Alegre. É muito estranho. Eu gostaria que os deputados do PT pedissem ao governo um estudo de balística para confirmar essa suspeita de coincidência das características dos crimes”.

Quer dizer, o sujeito não está preocupado em apurar o crime do Genildo, ocorrido no domingo passado, mas de tumultuar. Ri das acusações dos deputados petistas, debocha.

Em Alagoas se mata com muita facilidade. Os pistoleiros usam tabela de preço. Deputados como Albuquerque, acusado, na Justiça (veja, não é à base de boca a boca não, acusado formalmente), de mandar assassinar, assim, ó, na base do “vai lá e derruba esse sujeito”, agora ri. Acho que ele tentou dar a entender que esse caso de que ele fala foi coisa de petista. É o que entendo.

Afastado junto com ele, no caso da Operação Taturana, o deputado Isnaldo Bulhões Junior (PMN) voltou a ocupar o cargo de deputado. Este “Isnaldinho”, acusado de meter a mão-grande em R$ 13 milhões, é filho do casal Renilde Bulhões e Isnaldo Bulhões; ela, atual prefeita de Santana do Ipanema, reeleita para o cargo, e ele, irmão do ex-governador Geraldo Bulhões, é o atual presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), reeleito para o cargo.

Ano passado fui a Alagoas participar da candidatura de meu irmão, Sérgio Campos (PCB), para prefeito de Santana do Ipanema. Esse deputado, o Isnaldinho, teve a petulância de se aproximar de nós, numa mesa de bar, e nos encarrar, fazendo gestos ameaçadores, olhar de "mau", de quem deixa o recado; enquanto seus capangas se divertiam nas proximidades. Mas isso é fichinha. Ameaçar com os olhos não mata.

Vejamos o caso do jovem radialista Jorge Santos, assassinado em frente à sua residência, lá mesmo em Santana do Ipanema.

Jorge era um camarada afobado, desses que soltam palavrões e até agridem fisicamente, como um dia o fez com o meu próprio irmão, o Sérgio Campos, porque este, na condição de chefe de gabinete do ex-prefeito Marcos Davi, não lhe atendeu com a presteza que ele exigia. Mas Jorge, toda a população da cidade sabe, não passava de um brigão.

Acontece que Jorge Santos passou a atacar Renilde Bulhões, mãe desse deputado envolvido na Operação Taturana, o Isnaldinho.

Certo dia, pistoleiros abateram Jorge em frente à sua casa.

Muita gente foi chamada a depor no inquérito; entre esses, meu irmão, que um capacho dos Bulhões se encarregou de denunciar como principal suspeito de ter mandado matar Jorge Santos. Nem o filho de Jorge nem qualquer santanense de bom senso acreditou nisso, pois meu irmão é tido como uma pessoa de paz, de bem.

Estava eu lá em Alagoas, dando palpites na campanha do meu irmão, uma mistura de marqueteiro de botequim e coordenador de campanha.

O vereador Afonso Gaia, um dos raros a fazer oposição aos Bulhões (pagou caro por isso) veio até a casa do meu irmão e nos contou a verdadeira história do assassinato de Jorge Santos. Ele nos disse que o Isnaldinho Bulhões cobrou um favor que havia feito ao deputado Cícero Ferro (acusado de assassinato), e este mandou matar Jorge Santos, em pagamento do favor.

Mas a maior parte dos sujeitos está de volta à Assembléia, ocupando seus cargos e se protegendo contra a Justiça.

Veja essa última notícia que tenho sobre os sujeitos em questão:

Deputado Cícero Ferro volta a ser afastado da ALE

O desembargador Orlando Manso determinou o afastamento do deputado estadual Cícero Ferro (PMN) do cargo na Assembleia Legislativa do Estado. As primeiras informações dão conta que o afastamento atende a um pedido do Ministério Público Estadual em função da acusação de participação no assassinato do vereador por Delmiro Gouveia, Fernando Aldo.

Ferro, que havia retomado seu mandato após mais de um ano afastado por decisão da Justiça devido ao seu indiciamento na operação Taturana da Polícia Federal, deverá ser afastado em 24 horas, conforme determinação do TJ.

O deputado Cícero Ferro recebeu uma intimação de um oficial de justiça com a decisão do TJ, momentos após o encerramento da sessão que não foi realizada por falta de quórum. Ainda surpreso com a decisão, Ferro e outros parlamentares presentes reuniram-se a portas fechadas para discutir o assunto.

O advogado do deputado Cícero Ferro, Welton Roberto, que até então não havia sido informado sobre a decisão, afirmou que logo que se inteirar da decisão ingressará com uma reclamação no Superior Tribunal Federal para garantir seu retorno à ALE.

"O ministro Gilmar Mendes já havia deixado claro que ninguém (juiz, desembargador), pode afastar um parlamentar de seu mandato", disse Roberto.

No dia 04 de agosto o procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares participou de uma reunião com técnicos para estudar o possível afastamento dos quatro deputados, que além da acusação de desvio de R$ 300 milhões da ALE, são acusados de assassinato: Antônio Albuquerque (sem partido), Cícero Ferro (PMN), Marcos Barbosa (PPS) e João Beltrão (PMN).

Informações de bastidores dão conta que os deputados temem que o afastamento de Ferro abra precedentes para o afastamento dos demais.

Ao final da reunião os parlamentares anunciaram uma sessão especial, às 20h, para discutir o assunto.

Alagoas24horas

http://www.correiodopovo-al.com.br/v2/article/Politica/5813/

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Eles são valentes, gostam de matar, estão viciados em matar. Nem são chegados a processar alguém. Sabem que, se, por exemplo, me processassem por ter publicado isso, ficariam apenas de saco cheio; sabem que as minhas acusações não dariam em nada e, em caso de levar à Justiça, apenas tumultuariam um pouco suas infames existências. Preferem mandar matar.

Enquanto estive em Santana do Ipanema, fui ameaçado por telefone e perseguido por uma caminhonete à noite, nas estradas do sertão. Apenas ameaçavam, era período eleitoral, a PF estava na cidade, eles descobriram o QG dos federais.

Depois das eleições, quando eu já havia retornado ao Rio, escrevi essas denúncias e tentei publicá-las no site do PRAVDA, do qual sou colaborador. O editor me pediu desculpas, disse que precisava consultar Moscou (ele trabalha em Lisboa, na edição para a CPLP), pois eu estava acusando sem provas. Eu dei razão a ele, afinal, eu não estava publicando em um jornal irresponsável qualquer. Mesmo assumindo a responsabilidade, mas o jornal não pode se comprometer.

Nessa época este blog estava praticamente desativado, há mais de um ano eu não postava nada. Reativei o blog, troquei o nome de outro blog para Agência Assaz Atroz, criei mais um, o agência assaz atroz (pressa) – redação, e aqui estou. Bom, sem provas, mas disposto a responder a processo e preparado para receber bala, publico isso aí, para o esclarecimento do público.

Mas aviso: eles, se já não possuem, mas podem obter meu endereço com muita facilidade. Afinal, tenho uma filha e um outro irmão (não o Sérgio, que ele não se passa pra isso) nas mãos deles, trabalhando pra eles, a troco de ninharia, por cargos de “confiança” e contratação com o objetivo de lhes servir de cabos eleitorais. Fazer o quê? Isso é problemas deles, de suas consciências.

Essa outra matéria aí embaixo vai a título de ilustração, para que o leitor tenha uma visão mais ampla do que é Alagoas hoje.

Para mim, o título ideal deveria ser: O enterro de Kafka em Alagoas


Sofrimento em vida e na morte. Essa é a triste sina de um jovem alagoano.

Sua culpa?

Ser pobre.

Burocracia: A incrível saga da família que levou quatro dias para enterrar um filho

Jovem, Abrãao Santos de 21 anos foi morto a tiros no sábado em Coruripe

por Angelo Farias


Uma história absurda que mostra desrespeito total ao ser humano foi presenciada pela equipe do Cadaminuto que acompanha a saga da família do jovem Abraão Santos, 21 anos, morto a tiros no sábado em Coruripe.

A família do jovem que passava pela dor de perder um ente presenciou a falta de rabecões no Estado e ao ver terminado o trabalho do Instituto de Criminalística (Que também demorou bastante para chegar deixando o corpo do jovem exposto no local por várias horas) decidiu pagar o transporte do corpo por uma funerária.

Sem ser informado sobre quais procedimentos deveriam fazer, os familiares de Abraão levaram o corpo para Sergipe, onde a maioria da família reside e local de nascimento do rapaz, mas depois do velório o Cemitério não aceitou enterrar o rapaz por conta da falta do documento necessário do IML, já que se tratava de uma vítima de arma de fogo.

Não restou outra alternativa para a família que não fosse retornar no domingo para o IML de Arapiraca para que o procedimento correto fosse adotado,mas ao chegar a instituição a família descobriu que a guia não é liberada no domingo.

A família esperou até a segunda-feira com o corpo do rapaz, mas tiveram outra triste surpresa quando o funcionário do IML disse que não poderia fazer a necropsia, pois a morte do jovem tinha acontecido em Coruripe e a jurisdição seria do IML em Maceió.

Desesperada a família decidiu apelar para a imprensa, o caso ganhou repercussão em Arapiraca e após muita negociação um médico do IML decidiu enfim fazer o procedimento e liberar na noite de ontem o corpo do rapaz, que só deve ser enterrado hoje, se não houver mais problemas.

http://www.cadaminuto.com.br/noticia/2009/12/01/burocracia-a-incrivel-saga-da-familia-que-levou-quatro-dias-para-enterrar-um-filho

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Morte e vida sertaneja

por Sérgio Campos, colaborando com esta Agência Assaz Atroz

Essa triste história acontecida na zona da mata, me fez recordar duas acontecidas no aqui em Santana do Ipanema, sertão alagoano.

Na primeira, um morador teria ido a residência de um desses políticos abutres, que ficam esperando a pobre vítima da miséria, a fim de abatê-lo na hora do voto, na intenção de pedir uma ajuda para poder enterrar seu pai. Não era período eleitoral; como se costuma dizer por aqui, “não era tempo de política”. Já começou pelo mau atendimento na pomposa residência do político, ao mandar dizer que não podia atender naquele momento, mesmo tendo sido avisado que era urgente. Depois de longa espera, veio atender o humilhado eleitor, que informou, cabisbaixo, o acontecido. O pobre coitado esperou pacientemente um tempão para ouvir do cara-de-pau que não tinha dinheiro naquele momento e que só poderia ajudar outro dia.

Daí, mesmo diante do triste momento, o sertanejo ainda encontrou um espaço para o deboche, e pediu um real, o que deixou sujeito curioso, daí ele perguntou: “Para que o senhor quer um real?”. O matuto já de pé, com o chapéu sobre a barriga, disse olhando nos olhos do canalha: “É para salgar o corpo doutor, enquanto eu espero a ajuda”.

O segundo caso é, talvez, ainda mais bizarro e humilhante.

Uma mãe desesperada vai à Câmara de Vereadores, à prefeitura e, por último, depois de ser jogada de um lado para o outro, vai à residência de um vereador que também era secretário do então prefeito. Já sem lágrimas a mãe relata o caso: tinha perdido, por desnutrição, dois filhos gêmeos, e não tinha um centavo para realizar os sepultamentos. O traste, mostrando-se “benevolente”, não se fez de rogado, pra se ver livre daquele problema, assinou a nota e enviou a pobre genitora enlutada para a funerária. Sem saber ler, e ainda traumatizada com o ocorrido, a mãe saiu às pressas em busca dos caixões dos filhos menores, não sem antes agradecer pela "caridade".

A surpresa foi na hora de receber do dono da funerária os pequenos caixões que ela esperava para sepultar os filhos. A nota autorizava apenas um caixão, e recomendava que fosse do tamanho que desse pra enterrar os dois juntos. Depois, procurado para explicar o porquê daquela atitude, o vereador-secretário explicou que era contenção de despesas.
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Sempre que vou a Alagoas, visitar minha mãe, meus irmãos, meus parentes e desfrutar a companhia de amigos, costumam me perguntar: "Fernando, como é que você se arranja com toda aquela violência no Rio?!"

Geralmente respondo: "Bom, eu já informei à turma do crime organizado que sou alagoano".

"Gente da gente!"

Há quem acredite, por isso volto... vivo!

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PressAA

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Síndrome de Estocolmo ou colaboracionismo?

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"Na entrevista à Folha, que durou cerca de 40 minutos, Santos, 60 anos, mudou a versão e afirmou que era o único integrante do MEP entre os homens presos na cela do Dops em que também estava Lula. Disse que continua filiado ao PT, mas abandonou a militância após se mudar para o litoral." [João Batista dos Santos, ex-militante do MEP (Movimento pela Emancipação do Proletariado, indicado por César Benjamin como o jovem que Lula teria tentado subjugar]

Como alguém que tivesse sido vítima de um tarado, numa cela onde ambos estivessem presos por motivos políticos, tempos depois, no momento em que o país inicia seu processo de redemocratização, esse alguém se filiaria ao partido em que seu agressor era presidente?

Só se o sujeito fosse doente.

César Benjamin foi colocado em celas de presos comuns, os seus carcereiros sabiam o que estavam fazendo, sabiam que ele não seria molestado. Quando carcereiros colocam jovens em celas de bandidos para serem "estuprados", eles mesmos estimulam os estupradores. E estes obedecem. César Benjamin era querido dos carcereiros. César Benjamin era colaborador. César Benjamin não sofreu tortura física, foi tratado como colaborador. A própria repressão afirma isso. Veja no texto abaixo.

Fernando Soares Campos

O principal objetivo do infamante texto encomendado ao César "Anselmo" Benjamin, acusando o presidente Lula de ter tentado "subjugar" um jovem companheiro de cela, quando ambos estavam presos e coagidos nos porões da ditadura, foi exatamente esse: exigir que o presidente da República "processasse" o autor das "denúncias", com isso o caso ganharia as telas de TV, teria grandes desdobramentos, entrevistas e entrevistados a postos, editoração das falas, e a manada "homer-simpsoniana" "estarrecida" dizendo que não votaria em quem Lula indicasse, principalmente numa "guerrilheira".

Nunca antes neste país a direita exigiu tanto que um adversário seu processasse um dos seus próprios aliados. (Ou alguém aí ainda tem dúvida e, por isso, imagina que "talvez" César Benjamin seja um homem de esquerda? A sua fala até pode ser, e isso é fácil de exteriorizar; mas claro mesmo está que ele é um sujeito a serviço da direita golpista.)

Eles estão gritando a pleno pulmões: "PROCESSEM O CESÁR BENJAMIN e a FOLHA (tão petista), CASO CONTRÁRIO, O CASO É VERDADEIRO!!!" [Para este, a Folha é "petista", putz!]

Tenho recebido alguns textos com esse tipo de cobrança. Um grupelho bombardeia minha caixa de correspondência eletrônica, repete a postagem, insiste no mesmo "argumento": "Se não processar, então é verdade".

Mas o que recebo mesmo são muitas matérias em defesa do presidente que um dia disse que, se o governo dele não desse certo, aí dificilmente outro trabalhador teria chance de ser eleito presidente da República.

Erundina foi queimada com esse propósito, o de evitar que outra nordestina(o), ou um "baiano" qualquer, voltasse a ocupar a prefeitura da capital paulista. Foi massacrada. Qual a nordestina que, mesmo apresentando elevado nível de instrução formal, vai ser eleita prefeita de São Paulo tão cedo?

Celso Pitta podia até ser corrupto (é o que dizem, e a Justiça o pegou pelo pé), mas, além de corrupto, ele tinha a "agravante" de ser negro. Claro! Pois tantos outros foram pegos com a mão na cumbuca e nada ocorreu, nunca passaram das ondas de "escândalo". Maluf foi preso e voltou "nos braços do povo". Pitta ainda tentou.

Veja o caso do Roberto Arruda. Renunciou em meio a um escãndalo, mas rapidinho voltou a ocupar um importante cargo político. E, se hoje for condenado, a esperança dele é que seus amigos voltem ao Planalto, reassumam o verdadeiro poder: o institucional associado ao poder maior, o da grana, das grandes fortunas. Estaria salvo. Tudo fariam para apagar a mancha do sujeito.

ACABAR COM LULA A QUALQUER PREÇO


Pesquisadora inglesa revela: o Coisa Ruim sempre foi um entreguista de carteirinha

Vocês conhecem o livro da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders? Ela desmascara de uma vez por todas FHC, o Coisa Ruim! O sujeito, como cabo Anselmo, sempre foi um entreguista de carteirinha. O tio dele, general Felicíssimo Cardoso, costumava alertar: “Esse meu sobrinho não é de confiança”.

http://assazatroz.blogspot.com/2009/09/pesquisadora-inglesa-revela-o-coisa.html

Essa cambada de golpista está pouco se importando que suas empresas "jornalísticas" percam a credibilidade. O importante é resgatar o poder institucional e, com ele, as chaves dos cofres da União; de lambuja, desfrutar o glamour que para eles é estar com o rabo sentado no trono, promovendo as orgias da corte.

Idealismo? Humanismo? Pra essa gente, isso é coisa de pobre; no máximo, válvula de escape da classe média "autopunitiva", "autofágica", como eles a consideram.

Vejamos um pouco do que já se falou sobre o caso da sujeira do Benjamin:

“Nem todos os prisioneiros eram deveras "políticos" (os militares e policiais torturadores, mal-instruídos pelas cartilhas franco-argelinas e estadunidenses - não entendiam lá muito de idiomas estrangeiros -, revelavam ignorância abissal). Cobro sempre aos pesquisadores, por outro lado, pesquisa sobre os infiltrados nos movimentos da luta armada [grifo nosso], sem resultado, mas aí o departamento é outro. Não há "Esquerda sem Povo", porque a ESQUERDA ESTÁ NA MULTIDÃO, o resto é conversa fiada. Numa "Faca só lâmina", João Cabral poetou o significado e significante elíptico de "afiada", viu, Seu PHA? Já houve gente que pensava fundo nesse País, como um Antonio Candido ou um Alfredo Bosi podem testemunhá-lo, por escrito e oralmente” (embaixador Arnaldo Carrilho, comentando, por e-mail, o artigo “A patética esquerda sem povo”, do Vi o Mundo.

http://www.viomundo.com.br/opiniao/a-patetica-esquerda-sem-povo/
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“Agora, só vejo um César: aquele que adorna sua prosa e monta um discurso eloqüente para cair como um raio na cabeça do leitor. Mas é justamente aqui que mora o perigo: pois a eloqüência, destituída de um fundo de verdade, virá um panfleto ruim, e a história pessoal, sincera ou não, de luta e sacrifício, em breve se transformará em farsa.” - César Benjamin e o rei do Senegal, Por Antonio Pereira, do Portal Luis Nassif

http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1412

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“O eletricista João Batista dos Santos, ex-militante do MEP (Movimento pela Emancipação do Proletariado) e um dos homens que estiveram presos com o então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva em 1980, durante a ditadura militar (1964-1985), chamou de "um horror" o artigo do colunista César Benjamin, publicado pela Folha na semana passada. (...) “Santos escreveu ainda no e-mail que não tinha nada a dizer sobre o episódio narrado por Benjamin e que estava "convertido em uma religião que não me permite mentir". Finalizou o texto dizendo que ficou "muito emocionado" com os relatos de Benjamin sobre o tempo em que ficou preso na ditadura, "sendo que aqueles mais ferozes da prisão foram amigáveis para com ele”. - FÁBIO AMATO DA AGÊNCIA FOLHA, EM CARAGUATATUBA

http://tudo-em-cima.blogspot.com/2009/12/mentira-tem-perna-curta-ex-preso-do-mep.html

[João Batista foi claro, diz que os mais ferozes torturadores foram “amigáveis” para com César Benjamin, “...para com ele”, declaração aspeada no texto jornalístico, fala do entrevistado, apesar de o repórter tentar passar como se os torturadores tivessem sido amigáveis com o próprio João Batista. O leitor menos atento lê e entende isso. ]
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“Cesar Benjamin é uma mente doentia. Alguém que inventa histórias e constrói tramas para desqualificar aqueles com os quais por muitas vezes teve longo relacionamento.
Para quem não se lembra, esse é o sujeito que “denunciou” Emir Sader quando a editora dele não foi escolhida para fazer um trabalho que o sociólogo coordenava.

Era amigo de Sader por muito tempo, mas como seus interesses comerciais não foram atendidos, decidiu acusá-lo publicamente de corrupto.[Ficou comprovado que Benjamin distorceu a história]

Este Cesar Benjamin também é o mesmo que trabalhou no programa de governo de Garotinho quando imaginava que aquele poderia ser o candidato do PMDB à presidência da República.

Era um dos “cérebros” do ex-governador na construção de um programa nacionalista.
Mas como a candidatura do ex-governador não emplacou pelo PMDB, este mesmo Cesar Benjamin se filiou ao PSol e saiu candidato à vice-presidência da República na chapa de Heloísa Helena.

Provavelmente porque passou a achar que Garotinho não era mais o caminho a verdade e a vida. Mas sim HH.

Não foi só do PT, partido ao qual foi filiado, que saiu atirando. Também tretou com Garotinho e com o PSol. Benjamin não é só craque em produzir inimigos. É especialista em delação pública sem provas.” –

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“Na tarde de 06 de agosto, encontraram-se, no centro de Salvador, César de Queiroz Benjamin ("Menininho") e José Carlos de Souza. Como assunto principal, estabeleceram que Iara seguiria para Feira de Santana, onde havia melhores condições de segurança, e ele, José Carlos, incorporar-se-ia ao trabalho de campo, em Brotas. Há algum tempo na vigilância, policiais deram voz de prisão aos dois militantes. O "Menininho" atracou-se com os agentes, chegou a atirar e conseguiu fugir (pela 2ª vez) ao cerco, dirigindo-se para a então Guanabara. Menos feliz, José Carlos foi preso e começou a denunciar diversos companheiros. [Ele escapou, mas o companheiro ficou grampeado]

(...)

“No dia seguinte, um sábado, às 1900 horas, logo depois de passar um telegrama do Rio de Janeiro para Iara (sem saber que ela já estava morta), o "Menininho", num Volks com Ney Roitman, Alberto Jak Schprejer ("Souza", "Beto") e sua amante Teresa Cristina de Moura Peixoto ("Tetê"), é detido por uma "Operação Pára-Pedro", na Avenida Vieira Souto, na altura do Jardim de Alá. Ao serem solicitados os documentos, o "Menininho" saiu rapidamente do carro, fugindo correndo entre os transeuntes. Pela 3ª vez, conseguia escapar de um cerco policial. No veículo, ficaram o diário de Lamarca e cartas para Iara, escritas de 29 de junho a 16 de agosto, que forneceram, aos órgãos de segurança, a certeza de onde deveriam procurar e concentrar esforços a fim de capturá-lo. [Ele escapou, mas os companheiros ficaram grampeados, além do farto material que caiu nas mãos da repressão]

Sem saber do acontecido e sentindo-se "queimado" no Rio de Janeiro, César de Queiroz Benjamin retornou a Salvador, sendo preso em 30 de agosto, num "ponto" delatado por Jaileno, no Rio Vermelho. Após longa série de assaltos e ter escapado de três choques com a polícia, o "terrível Menininho", com apenas 17 anos, mostrou-se extremamente dócil nos interrogatórios. Suas extensas declarações, todas de próprio punho, desvendaram a linha política e as ações do MR-8. Muitos militantes foram, então, identificados. Chegou, inclusive, a fazer uma análise dos métodos de interrogatório aplicados, declarando-se surpreso com o bom tratamento recebido e com o nível de seus interlocutores.

Com essa nova e importante fonte, os órgãos de segurança, que já haviam retirado boa parte de seus efetivos da região de Brotas de Macaúbas, retornaram ao local, iniciando-se nova caçada a Lamarca e a Zequinha.

No meio da tarde de 17 de setembro de 1971, uma equipe de agentes, integrantes da Operação Pajussara, localizou os dois militantes, que descansavam à sombra de uma árvore, perto do arruado de Pintada, município de Oliveira dos Brejinhos. À voz de prisão, tentaram sacar de suas armas. Uma série de tiros pôs fim ao ex-Capitão comunista - que deixara um rastro de sangue atrás de si - e a José Campos Barreto.” –

Site Ternuma (algozes do César Benjamin) 07. A MORTE NO SERTÃO DA BAHIA

http://www.ternuma.com.br/lamarca.htm

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Autor de polêmica sobre Lula é diretor da TVE [no Paraná] e vive no Rio

Publicado em 01/12/2009 Euclides Lucas Garcia e Marcos Gouvea, do Jornal de Londrina

O cientista político e editor carioca César Benjamin, envolvido em recente polêmica com o presidente Lula, é funcionário comissionado do governo do Paraná. Apesar de viver na cidade no Rio de Janeiro, Benjamin ocupa o cargo de diretor-presidente da Rádio e Televisão Paraná Educativa (RTVE), com salário de cerca de R$ 5 mil, de acordo com lista dos servidores estaduais divulgada no site da Secretaria Estadual da Administração. Já Marcos Batista, que é quem responde formalmente pela direção da emissora, figura como secretário de Estado.

Benjamin ganhou destaque no noticiário nacional depois da publicação, na última sexta-feira, de um artigo no jornal Folha de S.Paulo no qual afirmou que, em uma co nversa durante os preparativos para a eleição presidencial de 1994, Lula teria revelado que tentou “subjugar” sexualmente um colega de cela quando esteve preso em 1980. O presidente classificou o artigo como “loucura”. Pessoas que estiveram presas junto com Lula ne­­­garam a veracidade das de­­­clarações de Benjamin.

O atual diretor-presidente da RTVE ajudou a fundar o PT, mas se afastou do partido em 1995. Na última eleição presidencial, Benjamin foi candidato a vice na chapa de Heloísa Helena (PSol).

Antes da nomeação para a direção da RTVE, Benjamin já havia sido contratado, de acordo com o Diário Oficial de 8 de dezembro de 2005, para prestar “serviços profissionais especializados” ao governo estadual. Ele foi contratado para a produção de dez documentários de “caráter histórico-cultural e educativo sobre o Brasil”. Pro­­curado pela reportagem durante toda a tarde de ontem, ele não retornou as ligações.

Em Londrina, o governador Roberto Requião (PMDB) disse que Benjamin é funcionário da RTVE. “Ele é funcionário, um comentarista político da emissora”, disse.

Marcos Batista confirmou as declarações de Requião. Segundo ele, Benjamin trabalha como comentarista de política, economia e história na RTVE, e atua em projetos de programas especiais. Em relação ao cargo ocupado por Benjamin, Batista alegou que a única vaga disponível era a de diretor-presidente, já que o próprio (Batista) exerce a presidência da emissora, mas está nomeado como secretário.

Repúdio

Apesar das explicações sobre o cargo de Benjamin, o governo do estado, por meio de sua assessoria de imprensa, declarou o “total repúdio e indignação

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César Benjamin publicou hoje na Folha um cínico pedido de desculpas, quase invisível no texto, e voltou a atacar um suposto endeusamento do presidente Lula, além de se fazer de vítima, como se tivesse feito uma auto-imolação. Patético, pois se prestou a um serviço sujo e faz de conta que não. (sergio ribeiro , são paulo-SP – bancário, comentário postado na coluna de Carlos Brickmann, no Observatório da Imprensa, em 2/12/2009)
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Leia, nesta Agência Assaz Atroz, o comentário de Celso Lungaretti, ex-preso político, torturado nos porões da ditadura, nenhum vínculo com o governo Lula, até bate em sua administração de vez em quando, argumentando decentemente, como cidadão respeitável que é.

BENJAMIN AGORA INSINUA QUE LULA CONDUZ O BRASIL AO FASCISMO

http://santanadoipanema.blogspot.com/2009/12/benjamin-agora-insinua-que-lula-conduz.html
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Hoje César Benjamin é colunista de um jornal que participou ativamente do golpe de estado de 1964, uma empresa que emprestou seus veículos para transportar jovens idealistas até os porões da ditadura, onde foram torturados e assassinados.

Masmorras onde, eventualmente, César Benjamin esteve. Na verdade ele ficou a maior parte do tempo em celas especiais, nos quartéis e em instituição para menores, nesta, isolado dos demais reeducandos. Quando foi colocado, por curto período, entre outros presos (políticos ou não), foi com que objetivo? Colher informações e repassá-las?

Quem é esse cara: César "Anselmo" ou cabo "Benjamin?

O que está ocorrendo com ele: Síndrome de Estocolmo ou apenas um descarado colaboracionismo?

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PressAA

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Nosso Editor-Assaz-Atroz-Chefe na Nova Coletânea

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Nova Coletânea traz as OBRAS de Fernando Soares Campos às páginas de sua 5ª Antologia Literária

Você já leu um novo autor esse ano? Acredita que a literatura brasileira não precisa renovar? Tudo o que tinha de ser dito os clássicos já disseram?

Bem, eu posso convencê-lo do contrário.

Nas vias virtuais há um autor que está se antecipando à mídia e aos informes institucionais publicitários para dizer qual é a notícia mais relevante, onde o vento anda fazendo a curva, quem tem protagonizado as mazelas sociais deste país...

Não se deixe enganar... Literatura com interdisciplinaridade, enfoque objetivo, sátira e bom humor você encontra nos ensaios narrativos de Fernando Soares Campos. Através da estilísitca muito peculiar que adota em suas composições traça uma caricatura da vida política, elegendo personagens bem próximos da nossa realidade atual.

Fernando estará na 5ª antologia do Projeto Nova Coletânea junto a um grupo seleto de escritores. "Livre Pensar Literário", o título já diz tudo... E você o que tem a dizer? Venha para a Nova Coletânea, seja como autor ou como leitor, porque nossas páginas querem abrir um mundo diverso para você. Confira!

Uma grande aventura literária se inicia agora em nosso país e, por que não dizer, pelo mundo. Um grupo descolado de autores que acreditam no seu potencial resolveu vir à tona e ocupar o espaço que lhe é devido.

De diversas regiões do país, incluindo países da Europa, Asia, África, América Latina e América do Norte, escritores de contos, crônicas e poemas mostram a que vieram, publicando em conjunto um livro que vai dar o que falar:

Já pensou por um momento em ser livre para falar e mostrar o que pensa sobre a vida ao mundo, por meio da palavra impressa e eternizar esse pensamento para que futuras gerações saibam a sua versão da história.

Pois bem, como o jovem escritor Kesso (Auricélio) de Fortaleza bem explica em seu poema "Palavras" se soubéssemos a importância dela, pensaríamos bem, muito bem antes de falar algo.

A antologia é um marco nas ações do Projeto Nova Coletânea e produzirá sua 5ª edição, ultrapassando o número anterior de 118 autores e 170 OBRAS publicadas, além de chegar a mais três continentes.

Nesta antologia chegaremos através de nossas páginas a:

América do Sul - América Latina - América do Norte (novo) - Europa - Ásia (novo) - África (novo)

Em vários países:

Argentina - Brasil - Espanha - Japão - México - Moçambique

Alcançaremos novos Estados brasileiros:

Paraná - Paraíba - Ceará - Santa Catarina

Homenagearemos uma brilhante autora mineira:

CIRENE FERREIRA ALVES
(Academia de Letras de Viçosa)

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Fernando Soares Campos
Representante do Estado Rio de Janeiro

Sua OBRA na antologia é:

"A Lógica da Plataforma Eleitoral"

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Os autores selecionados para a antologia:

01 Crepe da China – Cirene Ferreira Alves
02 Poderosos Palradores – Constança Chaves
03 Avesso – Rozimar Gomes
04 O Poder de Ouvir – Flávia Simplicio
05 Alma em Vitral - Maria Geilza
06 Pensamento à toa - Júlio de Castro Paixão
07 Tereza - Cirene Ferreira Alves
08 Cidade de Pedras - Íris Maikon
09 Verso Calado - Soninha Porto
10 A Lógica da Plataforma Eleitoral - Fernando Soares Campos
11 A Geografia da Língua Portuguesa - Neri França
12 Desde os Idos da Torre de Babel - J. Levy
13 A Lenda do Olho D'água - Júnior Fonseca
14 Tristeza & Borboleta - Marla Rebel
15 Abandonada - Suely Ribella Lima
16 Procuras - Soninha Porto
17 Minicontos à beira-mar - Wilson Gorj
18 Se Eu Fosse e Pudesse - Rozimar Gomes
19 Cuida-te de Ti - Íris Maikon
20 A Gaveta Assassina – Aristides Ferreira Filho
21 Misteriosa Arte - Ângelo José de Carvalho
22 Crucificado - Dora Dimolitsas
23 A Prostituta - Cilla Adriana Alves
24 Visitinhas de Dona Zefa - Maria Angélica
25 Palavras - Auricélio Silvestre dos Santos
26 Tau - Júnior Fonseca
27 Arte de Viver - Flávia Simplicio
28 Celebração - Suely Ribella Lima
29 Sabrina Tentando Sobreviver - Mariano P. Sousa
30 Purpurina - Carla Ivana
31 Mentiras - Suely Ribella Lima
32 Dor de Amor - Renata Ragagnin
33 Para um Mundo Melhor - Flávia Simplicio
34 Filha da Lua - Ivaneti Nogueira
35 Espelho de Riacho - Júnior Fonseca
36 O Baú das Canções Celestinas - Edir Resende
37 Um Dia na Roça - Ângela Togueiro
38 Velho Jornal de Amanhã - Herbert Sena Silva
39 Lembranças dos Solitários Sonhos Póstumos - Íris Maikon
40 Minicontos à beira-rio - Wilson Gorj
41 Saudades de Minha Casa - Íris Maikon
42 Razão - Flávia Simplicio
43 Menino Aquário - Juan Guinot
44 Tempo - Maria Geilza
45 O Catador - Roberto Siuves
46 O Boi, a Estrada e o Berrante Bravo - José Mauro
47 Quando Você se Foi - Íris Maikon
48 A Caminho do Martírio - Samuel C. Costa
49 A Natureza - Júlia de Freitas
50 Amor Sincero - Osvaldo Lima da Silva
51 Enquanto a Luz se Vai Acesa... - Iasmine Zaidan
52 Saudades do Pai Amado - José Mauro
53 Beco sem Saída - Adérito Mazive
54 O Menino do Futuro - Dhiego José Caetano
55 Seja como for - Flávia Simplicio
56 O Encontro - Heraldo Jannotti
57 A Química em Minha Vida – Josimar Santos
58 O Dono da Clepsidra - Juan Guinot
59 Contrato do Relacionamento Perfeito – Marla Rebel
60 Niñez Mancillada - (Zeltia Gaias) Sandra Rey Mosteiro
61 A Caminhada Interrompida - Mariano P. Sousa
62 Estella - Diana Rios
63 Mktlove - Juan Guinot
64 Eu, Navegante - Valdeck Almeida de Jesus
65 Senhora - Carlos Conrado
66 Introduction of Maya's Universe - Maya Murofushi
67 Eu Vi – Bruno Resende Ramos
68 Sustentabilidade - Bruno Resende Ramos

http://alikaparvaneh.multiply.com/journal/item/84/84

Texto Produzido pelos organizadores do Projeto Nova Coletânea

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PressAA

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Bem-vindo ao eixo Luladinejad

Texto recebido por e-mail da Rede Castorphoto

Traduzido e comentado por Caia Fittipaldi (*)

Achei esse artigo, no Asia Times Online. Traduzi, porque acho que aí está perfeita peça para produzir o tal "efeito-demonstração":

-- ISSO que aí vai é o que o mundo diz sobre Lula, sobre nossa diplomacia etc. ISSO, exatamente, é o que o DES-jornalismo brasileiro omite, des-noticia, des-informa e coisa e tal.

Seria muuuuuuito pedagógico ler isso aí e, depois, reler as 'colunas' indecentes dos Augustos Nunes (na revista NÃO-Veja) ou dos Fernandos Barros e Silva (na FSP), da D. Danuza Kramer ou da Dona Dora Leão e coisa-e-tal, dessa gentinha.

É ler tudo e ver: Augustos Nunes e Fernandos Barros e Silvas e as Danuzas e Doras são a vergonha do jornalismo universal. Merecem cadeia, xilindró, cana-dura. Ou, então, merecem, mesmo, que a gente ria deles, na cara deles. Eita gentinha, sô!

Leiam aí.

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Bate-bola política a sério

Bem vindo ao eixo Luladinejad

27/11/2009, Pepe Escobar, Asia Times Online

Pepe Escobar é autor de Globalism: How the Globalized World is Dissolving into Liquid War (Nimble Books, 2007) e Red Zone Blues: a snapshot of Baghdad during the surge. Acaba de lançar Obama does Globalistan (Nimble Books, 2009).
Recebe e-mails em
pepeasia@yahoo.com .

Os presidentes são Luiz Inácio Lula da Silva do Brasil e Mahmud Ahmadinejad do Irã. O que é isso? Será algum neo-eixo do mal? Claro que não: Luladinejad é um novo eixo de negócios planetários.

Ahmadinejad estava para chegar, em visita ao Parlamento brasileiro, na 2ª-feira; à sua espera, praticamente sozinho, só o presidente Lula. O abraço de Lula foi inesperado, espontâneo, caloroso; bem se pode supor que Ahmadinejad não esperasse aquele tipo de manifestação. Para quem assistiu ao abraço, a coisa foi clara como sinal gráfico.

Ahmadinejad viajou a negócios; levou comitiva de 200 empresários iranianos. No longo prazo, o Brasil deseja exportar para o Irã, não só carne e grãos e açúcar, mas também caminhões e ônibus. E o Irã quer investir pesadamente na indústria do petróleo, petroquímica, agro-business, minério e construções. Em março ou abril de 2010, o presidente Lula visitará o Irã, levando também sua importante caravana de empresários.

Lula e Ahmadinejad assinaram tratados de energia, comércio e pesquisa agrícola, no mais recente desdobramento do que se está convertendo em cálido abraço entre a América Latina e o Oriente Médio.

O xis da questão, é claro, foi a energia nuclear. O presidente Barack Obama dos EUA admitiu, na reunião do G20 em Londres, este ano, que Lula “é o homem” –, opinião que as pesquisas de opinião confirmam. O presidente do Brasil é hoje o líder político mais popular entre os seus eleitores, com índices de aprovação de 79%; Obama já caiu para menos de 50%. Portanto... O que “o homem” pensa e diz? “O homem” já disse que o Brasil apóia “o direito do Irã de pleno acesso à energia nuclear para fins pacíficos.”

Hoje, quando Lula fala, os líderes mundiais ouvem atentamente; e o presidente brasileiro não economizou palavras: “aconselhou” claramente quem o ouvissem, sobre como agir em relação ao Irã.

“Eu disse a Obama, disse a Sarkozy, disse à Angela Merkel que nada ganharemos com empurrar o Irã para as cordas. É preciso abrir espaços de conversação.” Aí, não fala só o presidente do Brasil. Nessas palavras falam os BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China). Sempre medindo cuidadosamente cada passo, Lula, em seguida, defendeu o direito “de Israel, que precisa viver com segurança, em Estado estável”.

A fórmula-chave do discurso de Lula sobre o dossiê nuclear iraniano é “a não-proliferação nuclear e o desarmamento nuclear devem andar lado a lado”. Para o Brasil e para os demais BRICs – cabe à Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) avaliar e decidir sobre a questão nuclear iraniana; não ao Conselho de Segurança da ONU.

O Brasil, que possui a sétima maior reserva de urânio do mundo, enriquece seu próprio urânio para seu próprio programa nuclear; e ninguém acusa o Brasil de estar construindo bombas atômicas. A política externa brasileira sempre foi ativamente contra a ideia de imporem-se sanções unilaterais contra o Irã. Nas palavras de Lula: “É simples: os direitos que defendemos para nós, defendemos para todos.”

Ahmadinejad, que várias vezes referiu-se a Lula como “meu amigo”, adotou o mesmo tom. Admitiu, em programa de televisão, que Irã e Brasil “podem formar parcerias para construir usinas nucleares.” Ou, como estampava manchete de jornal iraniano, dia seguinte: “Possível cooperação nuclear com o Brasil”.

O jogo continua

O rápido tour de Ahmadinejad por cinco países de África e América do Sul – com a Venezuela de Hugo Chávez e a Bolívia de Evo Morales incluídas no circuito – significa que Teerã está vendo a América Latina como importante via comercial e de negócios, que poderá servir como importante linha de fuga, no caso de mais sanções comerciais ocidentais. Para a liderança política iraniana – o Guia Supremo, o Corpo dos Guardas Revolucionários e o partido político de Ahmadinejad –, o Brasil passou a ser visto como parceiro comercial e parceiro estratégico.

Aí se vê em ação o diálogo sul-sul, ao estilo do mundo multipolar. Do ponto de vista do Irã, o Brasil é mediador possível e aceitável, nas duras negociações de vários problemas intratáveis com os EUA e Europa. O Brasil, por sua vez, aspira a ter assento permanente no Conselho de Segurança (aspiração que conta com o apoio do Irã); quanto maior a influência do “soft Power” no Oriente Médio, melhor, também, para o Brasil.

O Irã absolutamente não está ‘isolado’ – como a propaganda ocidental vive a repetir. Por exemplo, o Irã está ativamente empenhado em preservar seus direitos no Mar Cáspio, tem negócios de compra e venda de energia com a China e, já há algum tempo, está trocando seus dólares por euros.

No centro de incansável campanha para demonizar Ahmadinejad como “o novo Hitler” – depois de os EUA terem demitido Saddam Hussein –, seria ingenuidade esperar que a mídia ocidental empresarial-corporativa prestasse atenção ao que Ahmadinejad realmente disse no Brasil: que o Irã está realmente interessado em comprar no exterior o urânio enriquecido de que necessita; mas que o Irã não admitirá que o fornecedor imponha qualquer tipo de restrição ou determine os termos do negócio. Comentando o mais recente ‘plano’ da IAEA, segundo o qual o Irã enviaria seu urânio para ser enriquecido na Rússia e França, para que, depois, o mesmo urânio possa ser usado num reator para finalidades médico-terapêuticas, em Teerã, o que Ahmadinejad realmente disse foi “nenhum país independente jamais aceitaria tal proposta”.

Contudo, a questão-chave a ser debatida nos termos do acordo pensado pelo diretor-geral da IAEA, Mohamed ElBaradei e os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança plus Alemanha, e o Iran, ainda é o volume do urânio enriquecido que seria mandado à Rússia, depois à França e afinal seria devolvido ao Irã, para ser usado como combustível nuclear. O Irã não aceitou esses termos e suspeita de que esse não seja, nem negócio equitativo para todos os envolvidos, nem negócio seguro para o Irã.

No Brasil, Ahmadinejad falou muito claramente, na conferência de imprensa. Disse ele: “Temos meios para enriquecer urânio a 20% e temos o direito legal de fazê-lo. Mas, para criar uma atmosfera de cooperação, estamos dispostos a discutir a possibilidade de comprar combustível nuclear.”

Ainda antes de o eixo Luladinejad ser fotografado, a mídia empresarial corporativa norte-americana já operava em modo “histeria máxima”. O Los Angeles Times ‘advertiu’ o presidente Lula de que bastaria conversar com Ahmadinejad, e o Brasil correria o risco de “perder prestígio na arena global”. O New York Times ‘noticiou’ que o encontro “esfriaria as relações entre Brasil e EUA, e comprometeria a reputação do Brasil como potência global.” Esse pessoal não entende o espírito da coisa.

Obama, por sua vez, escreveu carta a Lula lembrando-o da profunda desconfiança que o Irã inspira a Washington. Lula anunciou que telefonará a Obama Lula receber lições de moral de Washington seria completo absurdo, se se sabe que, no início do ano passado, os EUA reativaram a 4ª Frota (a marinha de guerra dos EUA que cobre as águas do Caribe, da América Central e da América do Sul), que planejam erguer novas bases na Colômbia e que não condenaram com a ênfase que se deveria esperar o golpe militar de junho em Honduras.

Fato é que todo o Oriente Médio está buscando a mediação do Brasil. O ex-corretor moldoviano, Avigdor Lieberman, atual ministro dos Negócios Exteriores de Israel, esteve há quatro meses no Brasil e na Argentina. Semana passada, foi o presidente de Israel, Shimon Peres. E Abbas, da Autoridade Palestina, também lá esteve. Tradução: o Brasil, como um dos atores-chave que emergem hoje no sul global ao lado de outros BRICs, está sendo visto como país que tem a oferecer diplomacia global muito mais equilibrada do que a velha diplomacia dos velhos pesos-pesados EUA e Europa.

Trabalhar à maneira eficiente do Brasil exige competência e swing. Por exemplo, em sua fala semanal pelo rádio, semana passada, o presidente Lula propôs que se organize um jogo de futebol entre a equipe do Brasil (favorita para vencer a próxima Copa do Mundo) e um combinado de jogadores israelenses e palestinos. Boa ideia. E se a ONU aproveitasse a ideia do presidente do Brasil e patrocinasse um torneio de futebol entre os cinco da ONU (EUA, Rússia, China, França e Inglaterra)... plus Alemanha, plus Brasil e plus Iran?

Lembram-se da Guerra Fria, quando se promoviam torneios de ping-pong para começar a quebrar o gelo entre EUA e China? Em outras palavras: o presidente Lula acertou outra vez: parece que, sim, é chegada a hora de batermos bola política realmente a sério.

O artigo original, em inglês, pode ser lido em:

http://www.atimes.com/atimes/Middle_East/KK26Ak02.html

(*) Caia Fittipaldi reside em São Paulo, é formada em Linguística, pela USP, e trabalha como tradutora e editora de texto.

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