quarta-feira, 7 de julho de 2010

Lavou, tá nova...

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Quando a limpeza não cheira bem

A Itália, depois de promover uma perseguição política através da chamada operação “Mãos Limpas”, elegeu Silvio Berlusconi. Já uma lei do tipo na África do Sul não teria permitido a eleição de Nelson Mandela, cuja “ficha suja” envolvia condenação por “terrorismo”.

Ana Helena Tavares

Como se sabe, a esquerda, embora progressista, não é toda democrática. Exultado pelos dois pólos da política, stalinista e fascista são alguns dos nomes que se aproximam perigosamente do chamado “Ficha Limpa”. O que é essa nova lei? Uma limpeza moral à força? Você? Se fosse um político arrependido de seus crimes não gostaria do direito à segunda chance?

De onde vem a idéia

Peço a quem puder que me cite uma ditadura que não tenha sido instaurada em nome do “combate à corrupção”. Um dos vídeos, criados ainda ano passado em defesa do projeto, é um primor de moralismo hipócrita. Apresenta a proposta de uma varredura que “faria com que os que os eleitores pudessem confiar (?) em quem votar e mudaria o país”. Em política, cruzadas desse tipo invariavelmente acabam em vitória da direita - e mais corrupção. A última que vingou por aqui (travestida de “Marcha pela família com Deus pela Liberdade”) eu ainda nem era nascida, mas sei bem que resultou em 20 anos de ditadura. O jornalista e ex-deputado federal Marcos Rolim lembra: “Foi a ditadura militar que, com a Emenda Constitucional nº 1 e a Lei Complementar nº 5, estabeleceu a cassação dos direitos políticos e a inegibilidade por 'vida pregressa' ”, disse Rolim em seu artigo “Boa intenção, má solução”, em que acusa ainda o projeto de legalizar a “presunção de culpa”.

Afinal, quem pode ser condenado por “vida pregressa” sem, ao menos, ter direito à sentença condenatória com trânsito em julgado, como quer a nova lei? Quem é “ficha limpa” no mundo e na política de hoje?

O Maluf que conseguiu provar inocência em todos os inquéritos nos quais foi processado e, por isso, não entra na roda? Ele votou a favor do projeto e está aí agora posando de justiceiro.

Taí um papel renegado pelo ministro Marco Aurélio Melo, único do TSE a votar contra a nova lei: “Eu não sou um justiceiro. Eu sou juiz. Aprendi desde cedo que no sistema brasileiro o direito posto visa a evitar que o cidadão tenha sobre a sua cabeça uma verdadeira espada de Dâmocles. Aprendi que a lei não apanha fatos passados.” Isso é o que reza o artigo 5º da nossa Constituição, ao afirmar que a “lei não pode retroagir em detrimento do acusado”.

No final das contas, uma lei desnecessária

Aprendi recentemente com o consagrado jurista Dr. Hélio Pereira Bicudo, que esse artigo é quebrável por crimes imprescritíveis, como a tortura e o seqüestro contínuo. Crimes de lesa-humanidade. Só. E, segundo o mesmo Dr. Hélio, para o caso específico de eleições, é quebrável também pelo “princípio da inelegibilidade”, apresentado no artigo 14, parágrafo 9, da Constituição de 88, que reza que: “Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato considerada a vida pregressa do candidato (...)”.

É esse o artigo usado em defesa da lei pelo “Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral”, responsável pela organização do projeto na sociedade civil e que o chama de “democrático radical”. E é esse o artigo que faz Dr. Hélio chamar a lei de “obsoleta”.

O respeitável jornalista Jânio de Freitas resumiu, em seu artigo “Ficha Limpa” (Folha de S. Paulo, 13 de Maio de 2010): “Trata-se de um projeto de iniciativa popular, cuja aprovação vale como uma advertência para a presença desse direito na Constituição.” Ou seja, já existia. Mas será mesmo válida essa “advertência”?

Pesando os prós e contras

Apesar de assumi-la como dispensável e muito provavelmente inútil, e, mesmo admitindo que “O candidato pode não ter sido condenado criminalmente, mas ter sua vida partilhada de circunstâncias que comprometem uma probidade imprescindível para o exercício de um mandato público.”, em artigos recentes, Dr. Hélio tem se mostrado simpático à nova lei, porque considera legítima e bem intencionada a iniciativa popular. Legítima, sem dúvida, é. O problema é que o diabo mora nos detalhes e é inegável que lá também mora com ele um sem número de pessoas “bens intencionadas”.

Jânio de Freitas também acha que a lei tem pontos a serem considerados como vitória. “É um caso raro de aprovação contra o interesse de grande número de parlamentares.”, garante. Será mesmo? A quem serve a desmoralização da classe política senão aos próprios políticos que se vêem beneficiados pelo desinteresse de um povo que vota por mera obrigação?

Compreendo e integro a indignação popular diante do fato de políticos usarem o mandato para escapar da punição por seus crimes. Indignação que levou à atitude extrema da criação de tal lei. Não há, no entanto, nada que me convença de que este seja o caminho.

Tal como o Dr. Hélio Bicudo, o advogado Erick Wilson Pereira também considera a lei desnecessária, alegando, porém, outros motivos: "O Brasil é a única democracia no mundo que precisa de uma lei para dizer que os políticos precisam ter ficha limpa. Ter vida pregressa idônea é uma obrigação do agente público. Porém não se pode inverter os valores democráticos. Afinal o grau de civilidade de uma nação se mede pelo princípio da presunção de inocência."


A presunção de inocência e a condenação sumária

O professor de Direito Penal, Túlio Viana, em seu desabafo “Sobre o projeto Ficha Limpa”, vai mais longe: “Se o 'ficha-limpa' não fere a presunção de inocência (defendida pelo art.5º LVII da nossa Constituição), é pior ainda, pois vão tolher a exigibilidade do cidadão mesmo sendo inocente. Êh argumento jurídico bão: nós continuamos te considerando inocente, mas não vamos te deixar candidatar mesmo assim! Que beleza! Ou o cara é presumido inocente ou é presumido culpado. Não tem meio termo. Muitos dos corruptos brasileiros possuem 'ficha limpa' – especialmente os mais espertos, que não deixam rastros. Por outro lado, várias lideranças sindicais brasileiras possuem condenações em segunda instância por 'crimes' que envolveram participação em greves ou em lutas populares; devemos impedir que se candidatem?”, indagou Viana.

Como se vê, a polêmica idéia trata-se de uma aberração, que, pelo mundo, tem apresentado resultados com efeito contrário. A Itália, por exemplo, depois de promover uma perseguição política através da chamada operação “Mãos Limpas”, elegeu Silvio Berlusconi. Tão limpo quanto Maluf. Já uma lei do tipo na África do Sul não teria permitido a eleição de Nelson Mandela, cuja “ficha suja” envolvia condenação por “terrorismo”.

No vídeo citado no início deste texto, o jurista Aristides Junqueira alega que “diferentemente do que em direito penal, no direito eleitoral impera a precaução sobre a presunção”. Por que essa diferença? Não seria a “precaução” uma forma de condenação sumária?

“Ordem e precaução”

Muito se fala em “pôr ordem na casa”. E eu pergunto: a que tem se prestado a palavra “ordem” em nossa história? O que é o “choque de ordem”, de Eduardo Paes, atual prefeito do Rio de Janeiro, senão a criminalização da pobreza? O que foi o Departamento de Ordem Pública e Social (vulgo DOPS), instaurado por nossa ditadura militar, senão uma caçada a “terroristas”, como Mandela? Pode-se citar ainda episódios desconhecidos de nossa história, mas que, certamente, não foram os únicos. O que foi a “Operação mata-mendigo” (bem contada no filme “Topografia de um desnudo”), que, na década de 60, objetivou “pôr ordem” na cidade do Rio para visita da Rainha Elizabeth? Os mendigos foram brutalmente torturados e jogados no rio Guandu. Policiais e funcionários do então Governo da Guanabara foram indiciados. Porém, com o Golpe de 64, os inquéritos foram todos arquivados e o episódio quase apagado da história do Brasil.

Será incontável o número de artifícios malabaríticos que, já tão usados pelos políticos, surgirão ainda com mais freqüência, como drible para a “mão pesada” da nova lei. Já se tem notícia, por exemplo, de um que candidatou a esposa. É o incentivo a esse tipo de “precaução laranja”, à sujeira encoberta por debaixo do pano para melhor ludibriar o eleitor, que buscamos para nossa sociedade e política?

Por que (e para que) será?

Será que os pequenos delitos diários, não condenáveis pela justiça, não corrompem muito mais nossa política? É muito fácil demonizar os políticos. E nossa “grande mídia” é a primeira a atirar todas as pedras. Por que será? Imaginem se Lula vetasse a lei. Seria massacrado nas capas dos jornalões, ainda mais do que já é. E se fosse proposto um projeto “Ficha Limpa” para a profissão de jornalista, quantos sobrariam? Haja hipocrisia!

Tamanha foi a pressão popular, convenientemente apoiada pela mídia, que todos os deputados votaram pela aprovação do projeto. Ops... Menos um, que, com medo da reação da opinião pública, se apressou em alegar “ter trocado os botões no painel de votação por cansaço”. Os eleitores se enganam, porém, quando imaginam que a nova lei impedirá a reeleição de figuras como Renan Calheiros, José Sarney ou Fernando Collor. Todos estão em dia com a Justiça, a começar por Collor, que se elegeu senador depois de ficar inelegível por oito anos, situação em que se encontram os ex-deputados José Dirceu e Roberto Jefferson.

“E os casos de compra de voto e abuso do poder econômico?”, é o que indaga o ex-deputado José Dirceu em seu artigo “A mídia em mais uma de suas jogadas”. De fato, estes casos raramente levam a condenações. Por que não se tem coragem de falar em reforma política? Uma reforma que proporcionasse reais mudanças na legislação sobre as eleições, no sistema de financiamento das campanhas, nos guetos que ainda permitem que votos sejam trocados por dentadura? Será que alguém já parou para pensar que a aprovação do projeto significou dar poder de veto de candidaturas às oligarquias regionais, que controlam a maioria dos Tribunais de Justiça e os Tribunais Regionais Eleitorais? Por que não se discute a sério uma reforma no Judiciário que proporcionasse maior rapidez nos julgamentos, não apenas impedindo a candidatura dos corruptos, mas fazendo com que eles de fato fossem condenados e presos?

Por que não pensarmos antes em educar a população, desde as classes mais básicas do ensino, levando-lhe ao entendimento de que o eleitor é o agente responsável pelas mudanças de uma nação, que é ele que detém nas mãos o verdadeiro poder e mostrando-lhe o caminho para saber escolher melhor seus representantes? Se houver a conscientização de que voto é direito e não dever, para que mesmo uma lei que impõe ao povo o que é ou não condenável?

Hitler tinha a ficha limpa?

Numa atitude desesperada e destemperada, em grande parte repleta de boas intenções, foi o próprio povo que a avalizou. Faltou lembrar que Hitler, o senhor da “mobilização popular”, tão pregada pelo movimento (“radical democrático”) que deu origem ao projeto, era um exemplo de “moral e bons costumes”: para aproximar sua figura a de Gandhi, Goebbles, ministro da Propaganda de Hitler, o “vendia” como vegetariano, enquanto, alertam historiadores, “ele comia macarrão recheado com carne picante e coberto com molho de tomate”. Na busca por “pureza”, não bebia, não fumava.
Estão claras as diferenças contextuais: o Fürer alemão foi um ditador. Mas que, em nome da busca por uma “raça pura” – ou “limpa”, não faz muita diferença – gozou de grande popularidade em sua terra.

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Ana Helena Tavares é escritora e poeta. Jornalista por paixão e futura jornalista com diploma, é colunista da “Revista Médio Paraíba” e editora/administradora do blog “Quem tem medo do Lula?” Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz.

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terça-feira, 6 de julho de 2010

É como se nada tivesse acontecido

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“O importante foi preservar a aliança”, diz Alckmin sobre vice de Serra

"Essa discussão do vice está superada, a pesquisa mostra que não teve efeito", sustenta o candidato a governador de São Paulo em rápida entrevista à Fórum.

Por Glauco Faria [05 de julho de 2010]

O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, falou rapidamente à Fórum sobre sucessão presidencial, durante almoço de bolsistas que participam do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. Para ele, o imbróglio para a escolha do vice não afetou a candidatura Serra e avalia que a internet pode ser um diferencial na campanha deste ano. Confira abaixo:

Fórum – Estamos a dois dias do início oficial da campanha eleitoral e o senhor já falou sobre a importância do horário eleitoral gratuito. A diferença de tempo entre Dilma e Serra pode ser decisiva para a petista?

Geraldo Alckmin – Acho que não e no caso do segundo turno o tempo será igual, independentemente do número de partidos. O Serra conseguiu um tempo que eu diria ser suficiente com a coligação de PSDB, DEM, PPS, PTB, PMN e PHS. E no segundo turno o tempo é igual.

Fórum – Mas pela polarização entre os dois principais candidatos é possível que não haja segundo turno...

Alckmin – É difícil hoje achar que não haverá segundo turno, o Serra tem boas possibilidades e essa última pesquisa mostrou um crescimento da candidatura dele. Estamos otimistas.

Fórum – A demora para a escolha do vice e também o fato do deputado Índio da Costa não ser tão expressivo politicamente prejudicou a candidatura Serra?

Alckmin – Isso está superado e o importante foi preservar a aliança, a presença dos democratas que, além de trazer força política, garante um bom tempo de televisão. O fato de ser do Rio de Janeiro é bom, porque estamos falando de um dos maiores colégios eleitorais do Brasil. Essa discussão do vice está superada, a pesquisa mostra que não teve efeito.

Fórum – O deputado Índio da Costa tem se manifestado bastante pelo Twitter, o senhor acha que as redes sociais e a internet podem ser um diferencial dessa eleição?

Alckmin – Eu já estou no Twitter, tenho quase 19 mil seguidores e vejo nessa eleição que a questão da informática, do Twitter, da comunicação via internet, vai ter muito mais força porque até a última eleição tudo era praticamente proibido e agora tudo é praticamente permitido. Teremos uma nova mídia, muito forte e com efeito no eleitorado, principalmente o eleitorado jovem.


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segunda-feira, 5 de julho de 2010

DEU ZEBRA NO MUNDIAL

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Toda vez que vou ao Brasil me impressiono com o excesso e importância do futebol, dos jogos, das transmissões, dos comentários, com os torcedores fanáticos, os debates de cronistas incapazes de correr 100 metros, mas especialistas na arte de explicar por que deu 17 preto e não 13 vermelho.

Rui Martins*

E aconteceu o que todos temiam e alguns, mais entendidos, tinham previsto. De alegria do povo, virou tristeza, felizmente logo depois partilhada, porque para consolo da torcida, tomaram também o avião de volta os argentinos com Maradona e equipe.

Torcedor de quatro em quatro anos, me fica deste Mundial a impressão de que futebol tem sua dose de técnica, porém não deixa de ser um jogo, com pano verde de grama e os golpes de chance ou de azar nas cobradas de pênalti.

Muito se tem falado da solidão do goleiro na hora do pênalti, porém pouco dos traumas e sequelas psicológicas dos jogadores depois de perderem seu pênalti. Como os infelizes chutadores do Gana e do Paraguai, incapazes de explicar aos seus compatriotas a sua falha, o seu erro e sua falta de sorte.

Futebol é um jogo e aí sua força mobilizadora, seu sucesso mundial e a paixão geradora de tanta adrenalina. Quando nossa seleção está ganhando queremos que o tempo passe ligeiro, quando está perdendo esperamos a repetição do milagre de Josué, capaz de parar o tempo, contado no livro bíblico das mil e uma maravilhas.

Sendo jogo, tudo pode acontecer, como ganhar na loteca, e a Suíça derrotar a Espanha. Cadê a lógica? A bola bate na trave, passa por cima, raspa o lado, mas não vale. Só vale bola na rede e tem dias em que ninguém consegue enfiar a danada da bola na rede.

Potência do chute do pé, resistência do ar provocando ligeiros mas fatais desvios do curso da bola, provavelmente possíveis de se reconstituir em leis de física, numa fórmula complicada, porém impossível de se prever na corrida do jogador, sob a pressão do adversário. Na cobrança de uma falta faltam os marcadores matemáticos calculados pelos soldados de artilharia ao disparar seu tiro.

E esse jogo, que em certos momentos não difere muito da roleta, pode provocar crises dentro do governo, reforçar uma ditadura, criar um clima de alegria coletiva, ajudar na coesão nacional e unir etnias sob a mesma bandeira. Como todo jogo, pode viciar, obcecar, desviar os torcedores de outros interesses dominados pela sequência de alegrias intensas e derrotas imensas.

Toda vez que vou ao Brasil me impressiono com o excesso e importância do futebol, dos jogos, das transmissões, dos comentários, com os torcedores fanáticos, os debates de cronistas incapazes de correr 100 metros, mas especialistas na arte de explicar por que deu 17 preto e não 13 vermelho. Quantas imagens, quanta falação, quantas transmissões e ilusões transitórias como sedativos em populações que se empolgam e se esquecem de seus problemas cotidianos, envolvidas em ilusões transitórias e vitórias efêmeras.

A dose é visivelmente excessiva, próxima da dopagem, muito além da média européia, valendo mesmo como compensação para frustrações diárias. Uma extraordinária energia dissipada num pretenso esporte, em que os espectadores só veem e ouvem, sem poder tomar qualquer iniciativa, obrigados a aceitar a derrota se não for obtida a esperada vitória. Exercício frustrante, escola ideal para se chegar ao conformismo e à aceitação do status quo, da inoperância e do desestímulo à ação transformadora da sociedade.

A derrota da seleção brasileira nesse jogo do futebol poderia ser a chance para a população iniciar uma desintoxicação e se curar dessa dependência e dopagem futebolística, que faz tantos ficarem milionários com venda de ilusões virtuais competitivas.
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Para Rui Martins, o governo brasileiro deveria criar uma nova política de emigração a exemplo de Portugal, França, Itália e mesmo México e Equador.

Leia mais em...

http://www.francophones-de-berne.ch/

http://www.estadodoemigrante.org/

*Ex-correspondente do Estadão e da CBN, após exílio na França. Autor do livro “O Dinheiro Sujo da Corrupção”, criou os Brasileirinhos Apátridas e propõe o Estado dos Emigrantes. Vive na Suíça, colabora com os jornais portugueses Público e Expresso, é colunista do site Direto da Redação. Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz

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Serra aprova comportamento dom-juanesco do Índio que montou em suas costas rumo ao Planalto

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Mesmo assim...

Serra deixa Indio da Costa constrangido

Em sabatina ontem na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo, Serra deixou o seu candidato a vice, Indio da Costa, constrangido ao lembrar sua fama de namorador.

“Mas agora (você) só tem uma namorada, né?”, perguntou o tucano ao deputado, que estava sentado na primeira fila do auditório. Serra lembrou a primeira conversa que tiveram pelo telefone. “O Indio me disse: ‘Eu não tenho amantes’. Eu até disse: ‘Também não precisa exagerar, o que tem que ser é uma coisa discreta”, disse Serra, para depois ponderar: “Não estou aqui pregando pular a cerca no casamento. Mas também não precisa exagerar”, disse o tucano.

O DIA

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domingo, 4 de julho de 2010

Precisa-se de jornalista que saiba fazer cabelo, barba e bigode

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Fernando Soares Campos - Editor-Assaz-Atroz-Chefe

O Departamento de Achados & Perdidos da nossa Agência Assaz Atroz – PressAA –, por encomenda de grande empresa jornalística atuante em todo o território nacional e com sucursais em todos os continentes, está recebendo currículos para criteriosa análise de perfil e possível admissão de jornalista que se disponha a preencher vaga de auxiliar de serviços gerais em sua matriz. O candidato deve ler fluentemente os idiomas inglês, francês e alemão, a fim de que possa operar com segurança o aspirador de pó, a cafeteira elétrica e, quando escalado para fazer pequenas compras no supermercado, saber identificar o melhor chucrute importado, sempre através das instruções e informações originais.

Considerando a desobrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício das funções inerentes ao desempenho da profissão, nosso próprio cliente formulou teste a ser aplicado em candidatos que não tenham qualquer experiência profissional, mas que expressem uma acentuada inclinação para o jornalismo.

Este teste tem como objetivo identificar e classificar a performance inclinante do candidato. Pretende-se com ele medir o possível grau máximo de inclinação a que o elemento pode se submeter. Somente será classificado para a segunda etapa dos exames (o temível "teste da goma", a ser aplicado depois da Copa) o candidato que revelar aptidão para dobrar a sua própria coluna vertebral, realizando uma curvatura de no mínimo 90 graus.

Aí está o teste.

Boa sorte!

1) Quem é o autor da frase: “A imprensa de um país não pode se sentir mais frustrada do que quando as equipes político-jornalísticas de seus órgãos midipartidários já não acreditam na dita cuja – ou já não mais conseguem fingir que acreditam”?

a) Sicrano
b) Beltrano
c) Alguém
d) Ninguém
e) Outrem (bão ou ruim)

2) Qual o personagem do universo humorístico brasileiro que, ao tomar conhecimento das pesquisas de intenção de voto do Datafolha, nas quais Serra aparece tecnicamente empatado com Dilma, disse: “Implensa, que dá!”?


a) O Amigo da Onça
b) Fradim, do Henfil
c) Jeremias, o bom
d) Mônica
e) Outro: ____________________

3) Qual dessas opções de manchete anunciaria de forma mais realista a diferença entre Serra e Dilma nas pesquisas de intenção de voto?

a) “Serra continua oscilando entre mais e menos intenções de voto em seu favor”
b) “Soma dos percentuais de intenção de voto dos candidatos da oposição supera percentual da candidata governista”
c) “Leitura simétrica dos percentuais de intenção de voto coloca Serra na frente de Dilma”
d) “Devido ao Mundial de Futebol, Serra cresce que nem crina equina”
e) “Serra se mantém como candidato preferido de parte da militância do PSDB”

4) Qual dessas frases você escreveria em matéria que tratasse de certo dossiê fajuto?

a) “Suposta declaração de suposto petista revela que são eles próprios os autores de dossiê fajuto contra Serra”
b) “Dossiê fajuto contra Serra teria novos elementos sobre o mensalão do PT”
c) “Baixaria: Dossiê fajuto expõe vida íntima da recatada jovem Verônica, filha de Serra, provável vencedor da eleição para presidente da República”
d) “Isso é uma vergonha: Polícia Federal do governo Lula se envolve no caso do dossiê contra Serra!”
e) “Nem sob tortura Dilma confessaria que mandou fazer dossiê contra Serra”

5) Sobre o vice de Serra, o que você diria?

a) “Assim como a Bolívia, Brasil poderá ter Índio na Presidência, caso Serra seja eleito e morra” - ou “...caso Serra morra depois de eleito”
b) “Índio brasileiro não incentiva o narcotráfico como faz o índio boliviano”
c) “Capitalismo selvagem, índio na vassalagem”
d) “A diferença fundamental entre o índio brasileiro e o boliviano é que este é narcotraficante, enquanto aquele é vítima imediata do narcotráfico”
e) “Índio nas costas pesa mais que índio no colo”

6) Como você interpreta a frase “O DEM é uma merda”, postada no Twitter pelo excrementoso ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB paraguaio?

a) O DEM é uma bosta.
b) O DEM exala um cheiro forte, capaz de manter os adversários à distância.
c) O DEM está dentro de cada um de nós.
d) O DEM é uma espécie de adubo, portanto vai fertilizar a campanha do PSDB.
e) Jefferson não entende de DEM nenhum(a)!

7) “Rei morto, rainha posta”. Se Lula tivesse pronunciado essa frase, qual a sentença que melhor definiria as intenções do presidente ou a ilegalidade da declaração presidencial?

a) “Lula e Dilma estão tramando golpe para restauração da monarquia no Brasil”
b) “Lula, ignorando as regras de concordância nominal, quis dizer: ‘Rei morto, rainha poste’”
c) “Para Lula, a sua posse em 2007 marca o momento em que ele assumiu sua porção feminina”
d) “Lula faz campanha antecipada a favor de Dilma e deve ser multado”
e) Qualquer outra sacanagem que você queira dizer: _________________________________

8) Baseado na última pesquisa Datafolha, Uirá Machado escreveu na Folha.com:

Eleitor de Dilma se declara mais decidido que o de Serra

“O eleitor de Dilma Rousseff (PT) está mais decidido que o de José Serra (PSDB) e o de Marina Silva (PV).

Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, 78% dos eleitores da petista afirmam que estão totalmente decididos com relação ao seu voto no primeiro turno, contra 20% que declaram poder mudar de ideia.

Entre os eleitores de Serra, os decididos são 70%, e os que dizem poder mudar de voto representam 28%.

Os eleitores de Marina são os menos convictos: 39% dizem que podem mudar de voto, contra 58% que afirmam estar totalmente decididos.

No levantamento, Serra apareceu com 39% das intenções de voto, Dilma teve 38%, e Marina, 10% no cenário com apenas os três.”

Para amenizar ainda mais o impacto da pesquisa Datafolha que coloca Serra empatado tecnicamente com Dilma, qual dos parágrafos você alteraria de acordo com as alternativas abaixo?

a) “O eleitor de Dilma Rousseff (PT) é um sujeito empedernido, o mais fanático dos eleitores, enquanto o de José Serra (PSDB) e o de Marina Silva (PV) são pessoas sérias, sensatas, equilibradas, ponderadas...”

b) “Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, 78% dos eleitores da petista estão totalmente obstinados, aloprados, desatinados, com relação ao seu voto no primeiro turno (só no primeiro turno!), contra 20% daqueles que entre eles ainda exteriorizam algum equilíbrio, os quais declaram que podem (creio que devem) mudar de ideia.”

c) “Entre os eleitores de Serra, os decididos, inesitantes, resolutos, são 70%, e os que dizem poder mudar de voto (provavelmente para Marina) representam 28% de pessoas que estão sendo vítimas de aliciamento com uma bolsa-qualquer, ou ameaçados de perder cargo na administração pública, caso declarem, em definitivo, que votarão em Serra.”

d) “Os eleitores de Marina são os menos convictos: 39%, ou seja, os mais esclarecidos, intelectualizados, comprometidos com o povo e a justiça social, dizem que podem mudar de voto (supomos que seja para Serra), contra 58% que afirmam estar totalmente decididos (talvez a reavaliar suas posições).”

e) “No levantamento, Serra apareceu na liderança absoluta com 39% das intenções de voto, Dilma teve apenas minguados 38%, e Marina mantém a reserva de 10% que infelizmente ameaça levar Dilma para o segundo turno, no cenário com apenas os três.”

* * *

Atenção: O leitor interessado na vaga de jornalista-auxiliar-de-serviços-gerais que se sinta capaz de fazer cabelo, barba e bigode (não necessariamente nessa ordem), envie as suas respostas à nossa redação e continue procurando emprego, pois isso aí não tem futuro, não!

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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

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SERRA E A DERROTA DO BRASIL

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O candidato a presidente da República, José Serra, pode ser culpado pela derrota da seleção brasileira? Há controvérsias. De qualquer forma, revelo aqui os bastidores do dia em que Serra deu uma de Dunga e levou o nosso futebol a um clamoroso fracasso. Mas não quero influenciar ninguém. Conto o caso como o caso foi. Que os leitores e leitoras tirem suas próprias conclusões dessa história edificante, comparando-a com o recente discurso feito por Serra na Confederação Nacional da Agricultura.

Comecemos pelo começo, desenhando o cenário e apresentando os personagens. Foi assim... Tudo começou há mais de quarenta anos, com o golpe militar que levou ao exílio milhares de brasileiros. O Chile acolheu um sem-número deles que, evitando a prisão e a tortura, fizeram o caminho de Santiago em duas ondas de exilados: uma em 1964, a outra em 1969.

Da primeira faziam parte ministros, deputados, jornalistas, professores como Fernando Henrique Cardoso, Almino Afonso, Plínio Arruda Sampaio, Paulo Freire, e tantos outros, entre os quais José Serra, ex-presidente da UNE, que se qualificou no exílio cursando mestrado em Economia na Escolatina da Universidade do Chile. Com boa formação acadêmica, ocuparam cargos bem remunerados no Governo chileno e em organismos internacionais, da OEA e da ONU, sediados naquele país.

A segunda onda era composta, em sua maioria, por peixe pequeno: militantes, estudantes, profissionais jovens em começo de carreira, gente que atravessou a fronteira do Uruguai, a pé, sem dinheiro, sem passaporte e de lá foi de ônibus ou avião para o Chile. Entre eles estava o ator Euclides Coelho de Souza, o repórter Tarcisio Lage e esse que digita essas mal traçadas linhas. Quando em outubro de 1969, com a diferença de alguns dias, chegamos à capital chilena, nenhum de nós três tinha onde cair morto. Quem matou nossa fome foi a Caixinha. Bendita Caixinha!

A Caixinha

Caixinha foi o nome que os exilados deram a uma instituição criada no Chile por brasileiros, destinada a ajudar os compatriotas enquanto não encontravam trabalho. Aqueles que tinham altos cargos em organismos internacionais, com salário em dólares, contribuíam mensalmente e pagavam, assim, a hospedagem dos desempregados. Desta forma, tínhamos casa e comida. Roupa lavada? Cada um cuidava pessoalmente da sua.

A primeira pensão que nos hospedou, de propriedade da dona Adriana, ficava na Calle Michimalongo, onde a comida servida pela Juanita era muito boa: sopa de aspargos, alcachofra, porotos granados, empanadas, caudillo de congrio. Mas a repressão no Brasil se acirrou e com ela cresceu a enxurrada de exilados que chegavam aos potes, desequilibrando as finanças da Caixinha. Fomos, então, transferidos para uma pensão muito mais barata na Calle Grajales. Lá, um dia sim e o outro também, nos serviam rim cortado em cubinhos com cheiro de carne mijada.

Foi lá, na pensão da Grajales, que a ‘seleção brasileira’, formada pelo pessoal da Caixinha, se concentrou antes da partida decisiva contra a ‘seleção chilena’, no campeonato de pelada que rolava todos os sábados num campinho de um colégio jesuíta. O nosso half direito Euclides, o Dadá, era uma peça ofensiva fundamental. Rápido e habilidoso, tinha forte arrancada, bom drible, realizava cruzamentos mortais e ainda por cima recuava para defender.

Acontece que Dadá não podia jogar por uma razão prosaica: não tinha calção, nem dinheiro para comprá-lo. Procuramos a Caixinha que, como todo banco, era controlado por um mineiro: o escritor Edmur Fonseca. Embora generoso, ele alegou inexistência de fundos para aquisição de supérfluos. Acionamos outros mineiros: o advogado Antônio Romanelli e os jornalistas Guy de Almeida e José Maria Rabelo. Tudo em vão.

Foi aí que Teodoro Buarque de Holanda, primo do Chico, doou à ‘seleção brasileira’ um jeans velho, mas de marca, comprado em boutique. A Adair Therezinha Chevonika, mulher do Dadá, pegou uma tesoura, cortou as pernas e transformou o jeans num bermudão. Quando o Dadá entrou em campo, vocês podem não acreditar, mas José Serra, que dava uma de técnico improvisado, gritou:

– Quem estraga uma calça cara só para jogar futebol é porque tem dinheiro, deve ser muito rico, não precisa da Caixinha. Você não deve mais receber ajuda.

Índios en la costa

Meninos, eu vi, e ouvi. Se fosse nos Estados Unidos, o Dadá processava o Serra por danos morais e ganhava uma grana preta. Mas naquelas condições, no Chile, ele ficou arrasado, sem condições psicológicas. A ‘seleção brasileira’, com seu half direito moralmente contundido, perdeu de 4 x 0. Dadá fez até gol contra. Serra organizou essa derrota do Brasil? Só Deus sabe.

No dia seguinte – meninos, essa eu não vi, mas circulou entre os exilados – Tarcisio Lage chamou Serra de “reacionário” nos corredores da Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais (FLACSO), onde ambos trabalhavam. Serra reagiu:

– Você é um maoísta sectário e fanático, Tarcísio. Você faz parte da esquerda pueril!

– Vai-te pra pqp – respondeu Tarcisio, que é bom de rima. Os dois se engalfinharam, verbalmente, e quem desapartou a briga foi Fernando Henrique Cardoso, ajudado pelo professor Deodato Rivera, que sonhava em fazer o maior fichário de ciências sociais do mundo. Meu amigo Tarcísio, que hoje vive na Holanda e mantém um blog (http://www.anarco.net/) pode confirmar a história, que talvez nos ajude a entender a contradição do Serra.

Um lado do Serra é generoso; o outro é pão-duro e sovina. Na quinta-feira, em debate na Confederação Nacional de Agricultura, o lado mesquinho emergiu. Para puxar o saco da senadora Kátia Motoserra Abreu, Serra se manifestou contra a distribuição de cesta básica para o MST: “Não quero que o governo gaste dinheiro com isso”. A cesta do MST é o bermudão do Dadá.

Serra, Dilma, Marina e Plínio – qualquer um deles tem competência e biografia para exercer a presidência da República. O diabo é que os dois mais cotados nas pesquisas não podem renunciar ou morrer no cargo. Imaginem o Brasil governado pelo mordomo de vampiro, o Michel Temer, o rei do fisiologismo, ou por essa caricatura, esse paspalhão sub-collorido – o Índio da Costa, envolvido com desvio da merenda escolar no Rio de Janeiro!

Dizem que nessa sexta-feira, depois do primeiro tempo Brasil x Holanda, comunicaram ao Felipe Mello que Índio da Costa foi escolhido para ser o vice de Serra. O jogador ficou tão baratinado como o Dadá. Deu no que deu. Essas alianças vergonhosas com o DEM e a parte podre do PMDB representam grande risco para o país. Como dizem os espanhóis para advertir uma situação de perigo: Atenção, Brasil, hay moros en la costa.
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José Ribamar Bessa Freire é professor universitário (Uerj), reside no Rio há mais de 20 anos, assina coluna no Diário do Amazonas, de Manaus, sua terra natal, e mantém o blog Taqui Pra Ti

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Ilustração: AIPC – Atrocious International Piracy of Cartoons

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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Folha antecipou anúncio da derrota do Brasil no Mundial da África, enquanto o DataFolha se encarrega de agourar a derrota de Dilma nas eleições

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Quem tenta antecipar a derrota da Seleção Canarinho no Mundial da África, certamente está se esforçando também para derrotar Dilma com a aplicação do mesmo expediente: Fraude.

Tá tudo muito bom. Bom! Tá tudo muito bem. Bem explicado! Mas, realmente, essa coisa revelou que, por detrás de qualquer surto de torcida favorável à Seleção brasileira por parte da Folha de S. Paulo, existe um bando de hipócrita e golpista.

Folha lamenta erro por anúncio publicitário que “eliminou” Brasil da Copa

Comunique-se - da Redação

A Folha de S. Paulo publicou errata e lamentou [Assaz Atroz: lágrimas de crocodilo] a publicação de um anúncio que sugeria a eliminação da seleção brasileira da Copa. A peça publicitária da rede de supermercados Extra, do Grupo Pão de Açúcar, foi publicada por engano[adores] no lugar de um anúncio sobre a vitória brasileira contra o Chile. A peça foi veiculada ontem (29/06).

O jornal admitiu que o erro foi do departamento de publicidade. "A Folha esclarece que, no Caderno Copa 2010, pág. D11, foi publicado equivocadamente anúncio do Hipermercado Extra, devido a problema ocorrido na área de inserção de anúncios. Lamentamos o erro."

O anúncio se “despedia” da seleção. "A I qembu le sizwe [significa seleção, em zulu] sai do Mundial. Não do coração da gente... Valeu, Brasil. Nos vemos [nas eleições...] em 2014".

O presidente do Grupo Pão de Açúcar se manifestou no Twitter, pedindo desculpas aos clientes e jogadores, e disse que os culpados pelo erro serão responsabilizados. “Não compartilhamos com a impunidade e tomaremos as providências, que não eliminarão o erro, mas irá responsabilizar os culpados”. Abílio Diniz também disse estar “indignado” com o caso, que classificou como “inadmissível”.

A ombudsman da Folha, Suzana Singer, afirmou que o erro foi uma “tremenda mancada”, mas enfatizou que o engano foi apenas do comercial da empresa. “Saiu anúncio errado do Extra hj por problema da inserção da Folha, sairá uma errata amanhã. Tremenda mancada”. E completou hoje: “O erro do anúncio do Extra é culpa do comercial da Folha, não tem nada a ver com Redação, que tb comete erros, claro”.

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Ilustração: AIPC - Atrocious Internacional Piracy of Cartoons

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