sábado, 29 de junho de 2013

Vacas de presépio comem no Kotscho

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Só um em cada 3 brasileiros aprova governo Dilma


Quem poderia prever isso?

Ao bater o recorde de aprovação do seu governo, surfando com 65% de ótimo e bom em março, na pesquisa Datafolha, Dilma Rousseff parecia caminhar para uma tranquila reeleição no próximo ano, vencendo já no primeiro turno, segundo a quase unanimidade dos analistas políticos. Sem opositores fortes à vista, seria um passeio.
Há apenas três semanas, quando começaram os primeiros protestos nas ruas contra o aumento das passagens de ônibus, a aprovação do governo caiu para 57%, ainda um patamar alto para quem estava completando dois anos e meio de mandato tendo que enfrentar uma séria crise econômica, mas já se colocava em dúvida se haveria ou não um segundo turno.
Agora, com a divulgação de novo Datafolha neste sábado de final de junho, mostrando uma violenta queda de 27 pontos na aprovação do governo, Dilma cai a menos da metade do que tinha em março: apenas 30% de ótimo e bom, o mais baixo índice desde a sua posse.
Em outras palavras, Dilma tem agora o apoio de apenas um em cada três brasileiros. Além disso, as expectativas da população em relação ao futuro são todas pessimistas, segundo os números da mesma pesquisa, indicando que os índices de aprovação do governo podem cair ainda mais. Apenas 27% dos 4.717 eleitores ouvidos em 196 municípios avaliam como positiva a gestão econômica do governo.
Quedas tão grandes na avaliação de governos só foram registradas anteriormente em duas ocasiões: em 1990, quando Fernando Collor caiu de 71 para 36%, e em 2005, com Lula despencou para 28% de aprovação.
Nos dois casos, porém, havia fortes razões para justificar as mudanças abruptas: no caso de Collor, foi o confisco das cadernetas de poupança e, no de Lula, o escândalo do mensalão.
O que mais me intriga, desta vez, é que não há uma única causa grave que explique tanto a multiplicação dos protestos, agora diários espalhados por todo o país, quanto esta virada radical nas pesquisas, jogando o governo Dilma no fundo do poço, a 18 meses do final do seu mandato.
As dificuldades que o governo enfrenta na política e na economia desde o início do ano não se agravaram dramaticamente de uma hora para outra, assim como não tivemos um tsunami de deterioração dos serviços públicos ou de novos casos de corrupção envolvendo diretamente o governo.
Antes do início das manifestações, porém, eu já vinha notando um clima de mal estar e de mau humor em diferentes áreas sociais aqui em São Paulo. Cheguei a comentar isso com um importante ministro de Dilma, achando que a presidente estava muito isolada e precisando conversar mais com a chamada sociedade civil, para saber o que estava se passando no país fora dos gabinetes e da propaganda triunfalista do governo na televisão.
Dilma confiou demais nas pesquisas, nos comerciais e nos pronunciamentos produzidos por seu marqueteiro João Santana, sem dar a devida atenção para o que acontecia no mundo político do outro lado do Palácio do Planalto, no meio empresarial e na vida real dos trabalhadores e estudantes.
A comunicação do governo limitava-se à propaganda paga no rádio e na televisão. Enquanto os números mostravam índices favoráveis para a presidente, tudo bem, o marqueteiro tinha razão. Só que o governo não percebeu que os outros canais de comunicação com a sociedade estavam todos entupidos, sem funcionar em duas vias. O governo só falava, não ouvia. Quando o copo da insatisfação transbordou, o que movia as pessoas a sair às ruas não era um motivo só, mas o que minha mulher chama de "o conjunto da obra", a tal desatenção que pode ser a gota d´água, como na música do Chico.
Mais preocupada em montar uma cada vez maior base aliada para disputar a reeleição, me parece que Dilma perdeu o timing das mudanças necessárias em seu ministério, que é muito fraco, na virada do ano, quando se limitou a trocar seis por meia dúzia, trazendo de volta partidos varridos na faxina do primeiro ano de governo.
De uma hora para outra, depois de tentar retomar o controle da iniciativa política com a proposta do plebiscito, Dilma abriu as portas do Planalto para ouvir todo mundo de uma vez, na semana passada, e já marcou novas reuniões para a próxima. Temo que seja tarde demais. E, ainda por cima, no atropelo para virar o jogo, Dilma acabou magoando seus dois principais aliados, o ex-presidente Lula e o vice Michel Temer, ao mandar um emissário consultar Fernando Henrique Cardoso sobre a sua proposta de reforma política, antes de apresenta-la aos líderes dos partidos que ainda a apoiam no Congresso Nacional.
Pois, após esta pesquisa, o grande perigo imediato é a tal base aliada ficar ainda menos fiel e iniciar uma debandada em busca de outra expectativa de poder.
Que fase...
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Facebookadas

Alguma coisa está fora de ordem.
Ricardo Kotscho diz que Dilma foi se aconselhar com FHC sobre Reforma Política e a reação é zero zero bolinha ó?

  • Flavia Leitão e Nilva de Souza curtiram isso.

  • Rita Machado Como?!

  • Paulo Roberto Cequinel Ricardo Kotscho, porra, não é um dos pistoleiros do PIG. Não diria isso sem ter certeza, sem ter conferido tudo.

  • Nilva de Souza O Kotscho é cheio de ser amiguinho do Serra e do Lula, faz análises políticas absollutamente furadas, sempre que pode desqualifica o PT. Jamais se filiou a nenhum partido e diz ter orgulho de se dar bem com patrões e nunca foi demitido. Nas eleições ela dá pitaco e depois some pra fazendinha dele e nem vota. É um tucano enrustido.

  • Eugênio Issamu É José, esta vida é um barato, agora, o gato e o rato estão comendo no mesmo prato. 

    O gato dá queijo pro rato e o rato dá peixe pro gato. Antigamente, o gato com o rato não se dava, onde estava o gato o rato nunca ficava. Hoje os dois vivem juntos, afanam de parceria, a dupla está formada, um rouba e o outro vigia. É por isto que a nossa despensa anda vazia. 
    Sempre tivemos ratos pra fazer a gente de gato e sapato. Roiam, roubavam, fugiam. 

    Com medo do pulo do gato, não entravam no balaio, se escondiam num buraco. Mas, agora, balaio de gato, é balaio de gato e rato. 

    https://www.youtube.com/watch?v=JvaE5QjPa18
    Conheça a nossa rádiowww.sambadosgemeos.com só samba e pagode das dec. de 80 e 90 só pra quem gosta 24 horas de samba.

  • Fernando Soares Campos Alguma acontece nos corações Kotschos e Beija-mins Cesarianos, entre outros. Abraços...

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Ler vale as penas...




Gafanhoto Maroto



Um amigo me enviou um artigo assinado por César Benjamin (PSTU), candidato a vice-presidente na chapa da senadora Heloísa Helena (PSOL), editor e autor de “A opção brasileira” (Contraponto, 1998, nona edição) e “Bom combate” (Contraponto, 2004). O texto trata de um encontro que Benjamin teve com o presidente Lula, em 1989, naquele momento derrotado nas urnas por Collor de Mello.

O ex-petista César Benjamin nos conta:

“...fui para a porta da Rede Globo de Televisão, no Rio de Janeiro, protestar contra a edição do último debate entre Lula e Collor, a exibição de seqüestradores do empresário Abílio Diniz com camisetas do PT e a manipulação de uma mulher pobre e ressentida, que havia recebido dinheiro para macular a vida pessoal do nosso candidato. Viajei em seguida a São Paulo, onde encontrei Lula. Tivemos um diálogo curto, que nunca esqueci. Lula me disse: ‘Cesinha, sabe quem me ligou nesses dias? O Alberico, da Globo. Jantei com eles anteontem. Derrubamos quatro litros de uísque. Eu pedi que não se preocupassem, que estava tudo bem entre nós. Não vou brigar com a Globo, não é, Cesinha?’"
Muitos de nós apontamos o pecado capital de Brizola: quebra de braço inútil com a Rede Globo de Televisão.

Já disse um guru ao seu discípulo: “Gafanhoto, nunca esqueça: a diferença entre uma pessoa inteligente e um sábio é que o primeiro aprende com os próprios erros”. No entanto só o tempo vai nos revelar quando acertamos ou erramos nos nossos relacionamentos interpessoais.

Os eleitores, cansados de viver a derrota política do PT, muitas vezes apontaram como um dos erros mais grave do PT a insistente determinação de não firmar acordos políticos com outras correntes ideológicas. Numa conversa que tive com certo político de “centro”, em Recife, no final dos anos 80, ouvi o camarada chamar de “purismo inútil” a atitude petista de não querer formar alianças “um pouco menos à esquerda”. Todos afirmavam num tom de cobrança: para se chegar ao poder, é necessário alianças, mesmo com a direita (claro que isso não queria dizer com “corruptos”, seria apenas no sentido ideológico). O PT sempre foi pressionado a isso: não cometer a “infantilidade” de Brizola, chamando a Rede Globo para o ringue; nem se isolar no “purismo dos ingênuos”, evitando alianças com partidos de centro.

Finalmente ficou comprovado que, no nosso sistema de castas, só se pode chegar ao poder através de alianças politicamente bem trabalhadas. Aliás, sem isso, nem mesmo o processo revolucionário cubano através das armas teria tido êxito. Não acredito que, em nenhum processo democrático, possa existir governabilidade sem os acordos e alianças políticas. Somente nas ferrenhas ditaduras é que se governa unilateralmente.

Foi o próprio Lula, quando era deputado federal, quem disse que o Congresso Nacional está “assim de picareta”, uns 300, na sua avaliação da época. A verdade é que 300 ou 3, sejam quantos forem, sempre haverá picareta nas casas legislativas de qualquer democracia. Quem os colocou lá? Nós, os eleitores, claro. Se o fizemos iludidos pelos seus discursos ou comprados pelas suas moedas, isso é outra discussão. A questão aqui é: o que fazer com os picaretas? Colocá-los no paredão e rrraaatatata...?! Então vamos dar o golpe e começar a faxina ditatorial. Mas, peralá!, quem são os picaretas? Isso, além de relativo, tem um fator angustiante: muitas vezes a gente sabe que o cara é 171, o sujeito chega ao requinte de assumir publicamente a franciscana filosofia do “é dando que se recebe”; às vezes vai além: assume a autoria de atos ilícitos incapazes de serem provados, como, por exemplo, dizer que alguém o subornou, mas não passou recibo da propina, portanto nem ele próprio pode provar ao mundo que foi corrompido. Picareta que se preza comete o crime perfeito. Picareta que se preza corrompe-se e prova que as vítimas são os verdadeiros culpados.

O PT errou quando não quis enfrentar a Rede Globo na queda de braço? Errou quando fez alianças com a esquerda de quem vem? Errou quando se desentendeu com a extrema esquerda, essa que costuma dar uma volta de 359 graus e andar de mãos dadas com o ponto seguinte da circunferência? Erros existem para que aprendamos. Cabe ao “gafanhoto” escolher a maneira de aprender com eles.

Gosto de escrever ficção, por isso fiz de conta que estive no encontro de “Cesinha” com Lula. Aí, a meu ver, o papo entre os dois se deu assim:
(Clique no título e leia a conclusão. Ou AQUI e navegue pelo sítio)

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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

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PressAA

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Lula contra Dilma - ou vai ou racha, ou vice-versa, ou muito pelo contrário

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Raul Longo



PT - O ALTER EGO DA DIREITA NA SALA DOS ESPELHOS PARTIDOS

Comentando minha postagem, uma correspondente escreveu:

Eu também ando muito incomodada com isso tudo. Ainda estou tentando entender de onde veio tudo isso. Mais engraçado é ver os cientistas políticos perdidos nos programas em que aparecem.

Ando lendo todo tipo de informação (canais pró e contra). Não creio que a oposição tenha sido tão esperta como você quer fazer crer. Anda morta já faz tempo.  Nem com tudo isso conseguiu aproveitar e ganhar espaço.

Será que é uma parte do PT insatisfeita com Dilma, querendo que Lula volte no ano que vem? Se o desempenho dela nas pesquisas não for bom, não poderá pleitear reeleição.

Acho que o país está sem lideranças brilhantes, capazes de conduzir o país e fazer as mudanças que nós merecemos.

Sei lá, vamos ver como isso tudo vai ficar.

Respondi e repasso:

Se o PT tivesse todo o poder que tentam conferir ao partido, certamente muitas coisas seriam bem diferentes nesse país.

Apenas um exemplo: o projeto que torna a corrupção um crime hediondo foi apresentado à Câmara há mais de dois anos atrás, e a oposição simplesmente sentou em cima.

Agora surge essa mirabolante inventiva de que setores petistas insatisfeitos com Dilma teriam a capacidade de mobilizar a classe média. Exatamente a classe média que historicamente sempre foi antipetista. E quais setores do PT haveriam de estar insatisfeitos com a Presidenta correligionária que em 2 anos se igualou à aprovação popular que consagrou o governo Lula?

Estupido, sem dúvida, mas há de se concordar que são muito criativos. Seus líderes também. Ontem mesmo afirmaram que através de imensa maioria no Congresso o PT poderia promulgar a reforma política sem consultar a população. Ou seja, a oposição tem mais medo da população do que da tal “imensa” maioria do PT no Congresso.

Que imensa maioria é essa que para evitar as manobras jurídicas que sem provas condenam os políticos do PT enquanto se engaveta investigações abundantemente documentadas, como a da Operação Satiagraha, precisa apresentar a Proposta de Emenda à Constituição?

Se o PT detêm tão amplos poderes no Congresso ou de mobilização da classe média por todo o país, não precisaria apresentar PEC alguma! Metia na cadeia o casal formado pelo Procurador Geral e sua esposa Subprocuradora, já acusados no Senado, na Câmara e na Polícia Federal por crime hediondo e pronto! PT saudações!

Se fizer uma enquete em qualquer casa de detenção do país, 99% da população carcerária vai se declarar tão inocente quanto se insisti aquele casal, apesar de também insistir em não entregar os documentos e o processo contra Daniel Dantas ao STF.

Entre outras tantas irregularidades e desvios, o processo gerado pelas investigações da Satiagraha referem-se aos benefícios obtidos com as privatizações da telefonia no governo FHC. Daniel Dantas é um empresário baiano promovido a megaempresário brasileiro no decorrer daquele governo sob o apadrinhamento de seu conterrâneo ACM. Até aí são realidades que ninguém desconhece, mas isso de que petistas descontentes com a Presidenta eleita pelo próprio partido estejam tentando derrubá-la nas pesquisas através da classe média, é uma novidade de conto de bruxas que não vai conseguir iludir nem a mais inocente das fadinhas.

De qualquer forma conseguem ser hilários. Além de comprovarem que essa nova tentativa de promover o desgaste do governo ou até mesmo um golpe, também deu xabu e saiu pela culatra. Se houvesse dado certo não estariam procurando uma desculpa que de tão esfarrapada mais revela do que esconde.

Agora, em parte tem razão no que se refere às lideranças desse país. Ao longo dos tempos, entre as da esquerda muitos se tornaram internacionalmente notáveis nas mais diversas especialidades. Seja nas diretamente políticas como Luís Carlos Prestes e Luís Ignácio Lula da Silva; seja nas artes como Oscar Niemayer, Portinari ou Chico Buarque; seja na educação como Paulo Freire e Darcy Ribeiro; nas sociológicas como Florestan Fernandes; ou nas científicas como Josué de Castro e Milton Santos.

Já a direita brasileira nunca teve líder que brilhasse em lugar algum. O único assim considerado aqui no Brasil foi Carlos Lacerda que, apesar de desconhecido no resto do mundo, aqui era admirado por sua capacidade de improvisador de frases de efeitos.

Lacerda, também famoso por afogar mendigos no Rio de Janeiro e como o maior entreguista brasileiro antes de FHC, ainda hoje embasbaca alguns que se admiram com improvisos frasistas. Isso pode parecer de pouca monta para outros, mas se há de reconhecer que O Corvo foi mesmo bem mais inteligente do que estes que inventam as tantas desculpas da direita por seus próprios erros e sucessivos tiros no pé.

Não é a toa que o FHC ainda evoca a triste memória de Carlos Lacerda, mas também aí FHC, como liderança da direita, tropeça feio. Deveria lembrar que Lacerda foi cassado pelo golpe militar que ele próprio promoveu.

Cassado pela mesma ditadura que o cotara como sucessor de Castelo Branco, de toda forma Lacerda foi o último, senão único, líder da história da direita brasileira que conseguiu promover um sistema de governo que se estabilizou, já que apenas 2 ou 3 presidentes da velha república conseguiram cumprir seus mandados. Todos da direita, mas além de manterem o país no feudalismo se golpeavam entre si como nas disputas de poder pelos condados medievais.

No entanto, impossível aceitar como brilhante a promoção de um regime que só se estabilizou às custas de armas, torturas, mortes e desaparecimentos. Sem essa estratégia, na história do Brasil nenhum governo de direita se manteve ou foi eleito por reais brilhantismos. Nem Jânio Quadros bem menos pra gênio do que pra estroina genioso.

O brilho que elegeu Collor de Melo foi o dos holofotes da mídia, assim como o que elegeu FHC foi o da esperança popular no controle da inflação pelo Plano Real criado pela equipe econômica do governo Itamar Franco.

Inflação da qual responsabilizam JK como se ao longo da ditadura o aumento da dívida externa brasileira não houvesse extrapolado o custo de muitas Brasílias, tornando a evolução inflacionária tão trevosa que tíbio reflexo permitiu a reeleição de FHC. Só que justo quando se o imaginava a luz no final do longo túnel da obscura direita brasileira, o próprio jogou o país num literal apagão e explosão inflacionária ao custo de outras tantas Brasílias supervalorizadas na compra e vendidas na bacia das almas das privatizações satiagrahais. Até hoje ninguém faz ideia aonde foi parar o arrematado. Não se pergunta tampouco se responde, mas para empurrar a culpa do fracasso rapidinho arrumaram uma costa larga inventando o medo do mercado internacional de que Lula se elegesse.

Lula se elegeu como liderança de esquerda e nunca nenhum presidente de qualquer lado ou posição política e ideológica,por mais subservientes foi tão laureado e condecorado pela direita internacional, ofuscando as lamparinas da direita nacional que dali pra frente passou a piscar pedidos de socorro tateando pelas beiras os ânimos das Armas.

Timoratas, as Forças Armadas ainda não aparentam disposição de servir de cão guia novamente. Afinal, os mais beneficiados por seus serviços foram os primeiros a culpá-las pelo osso roído, como fez Roberto Marinho em editorial do O Globo ao perceber que a sistemática omissão ao Movimento das Diretas Já não impediria a queda da ditadura. Ao Marinho seguiram todas as demais oligarquias que graças à ditadura monopolizaram a mídia brasileira, e junto foram os de Sarney a Bornhausen ou de ACM a Maluf. Pularam de cama como viúvas alegres, embora de maridos ainda vivos, mesmo que de pijamas.

Entre Rafales e Sukhois por que as Forças Armadas haveriam de querer voltar aos tempos em que FHC (1999) reduziu-lhes os efetivos e até a alimentação das tropas?

Sem o apoio das Armas, sem projeto algum, sem nenhuma proposta e muito menos brilhantismo, tudo o que a direita brasileira pode fazer é inventar acusações sem provas ou convencer a classe média a trocar os shoppings pelas ruas. Mas fica naquele lusco-fusco de bateria descarregada: num primeiro momento todo mundo diz “Óóóó...”, mas sempre acaba num “epá!”

É mesmo uma lasqueira! Por duas vezes encheram de carbureto a lamparina do Mensalão, mas com toda a boa vontade do STF ainda não conseguiram iluminar nenhuma comprovação de procedência às delações do Bob Jeff. Este sim, réu confesso.

O pior é que no facho do arranque só o que deu pra enxergar de verdade foi o Mensalão Tucano do Eduardo Azeredo!

É de dar dó! Quando tentaram colar na Dilma a peja de aborteira, descobriu-se que aborto quem fez foi a que acusou. Quando tentaram incriminar o PT por invasão de privacidade, acabaram devassando privatarias que se tornaram públicas pelo maior best-seller da história editorial brasileira.

Agora, ao tentar culpar a PEC 37 de estímulo à corrupção com a intenção de manter investigações fraudulentas para produzir golpes judiciários, enfiam no pescoço do casal Gurgel a forca do crime hediondo. Trocaram o paliativo pelo efetivo proposto pelo governo há dois anos e, como Demóstenes Torres, revelam por baixo do discurso da falsa moralidade a quem estendeu o véu da impunidade.

É só consultar o ranking aferido pelo TSE para verificar que os maiores interessados na suspensão da PEC 37, são exatamente os que transformaram o Movimento do Passe Livre em movimento pela liberdade do Ministério Público esconder investigações entre os campeões da corrupção. No pódio: o reduzido e imbatível DEM, seguido por uma ala do maior partido político do país, o PMDB. E, logo depois, o desonroso terceiro lugar ocupado pelo indefectível PSDB.   

Se maiores evidências se fazem desnecessárias, falta ainda conferir à direita brasileira o brilhantismo de se livrar da fervura da PEC para cair na frigideira do crime hediondo!

Vá lá que suas lideranças e seguidores mantenham a tradição de nunca serem brilhantes, mas também não precisavam desmentir a tradição do antigo axioma universal do “é errando que se aprende”. Para a direita brasileira e seus líderes é errando que continuam repetindo os mesmos erros indefinidamente. E sempre usando a mesma estratégia do moleque que flagrado pela professora aponta a coleguinha do outro lado da sala.

Mas que essa mescla de burrice com cara de pau consegue fazer rir, sem dúvida consegue! Essa do próprio PT tentar dar golpe no PT é de rachar! O que a direita perde em brilhantismo ganha em hilaridade. Tô aqui que me embolo! Não ria tanto desde que assisti a uma reprise de filmes do O Gordo e o Magro.

Obrigado pela diversão.

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Raul Longo é jornalista, escritor e pousadeiro. Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz.

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 Convocação

Carlos Lungarzo



Queridos amigos

Esta mensagem é para o círculo de pessoas comprometidas com a defesa de Cesare Battisti.

Por causa do tamanho de minha lista de contatos, não tenho tempo de separar uns de outros, uma vez que tenho urgência.

Portanto, os que usualmente recebem meus e-mails mas não necessariamente estão no círculo pró-Battisti, desconsiderem esta mensagem e desculpem o Incómodo.

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Nestes dias, o TSJ condenou Battisti pelo antigo caso de ter entrado no país sem documentos legais. Como é bem sabido, as leis internacionais garantem a incolumidade de qualquer perseguido, seja ou não formalmente refugiado, quando entra em outro país, já que, obviamente, ninguém vai dá-lhe, em seu país de origem, o documento certo.
Seria absurdo pensar que alguém vai a Polícia de um país qualquer e disse: "Quero um passaporte para fugir de vocês"

Este é mais um dos cenários ocultos. Não sabemos como estão sendo movidas as coisas, como a máfia política Italiana está "convencendo" a dignitários do poder público, mas não é prudente, nem possível, esperar a que os fatos se precipitem.

Deve ficar claro que:

1) O poder judiciário não executa expulsão.Após sentenciar, fica, como aconteceu em 31/12/2010, a decisão para o poder executivo.

2) O acórdão estará publicado e em poder do MJ em alguns dias (talvez, segunda).

Peço aos amigos que se comuniquem comigo. Todos meus meios de comunicação estão monitorados. Então, sejam discretos. Simplesmente, precisamos esclarecer sobre como é possível fazer pressão e reativar todos os setores que nos apoiaram em 2008-2011.

Obrigado
Carlos
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Carlos Alberto Lungarzo foi professor titular da UNICAMP até aposentadoria e milita em Anistia Internacional (AI) desde há muitos anos. Fez parte de AI do México, da Argentina e do Brasil, até que esta seção foi desativada. Atualmente é membro da seção dos Estados Unidos (AIUSA). Sua nova matrícula na Organização é de número 2152711. Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz 

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Leia também...


Sacco e Vanzetti: Trailer do Caso Battisti


Vários observadores sociais e comunicadores compararam o processo sofrido por Cesare Battisti, especialmente durante 2009, quando foi oficialmente julgado, com o caso dos anarquistas italianos Sacco e Vanzetti, que, durante a década de 1920 foram acusados pelo assassinato, sem provas concretas e com testemunhas duvidosas. Hoje, todos aceitam que ambos foram vítimas de uma vingança da justiça e das elites norte-americanas, que queriam destruir o anarquismo e o comunismo, e propagar o terror entre os trabalhadores.

(Clique no título e leia artigo completo. Navegue pelo sítio clicando AQUI )
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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Manifestações! Do eixo Rio-São Paulo a Quixeramobim - desde 1900 e antigamente

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Fernando Soares Campos


Bem que o Jesús Gómez Gutiérrez, nosso antigo editor no diário espanhol La Insignia, em certa oportunidade me aconselhou: "Ten cuidado con lo que dices, porque vamos a terminar nuestras publicaciones, pero todo esto se queda en el Internet para los que quieren buscar". 

Foi mais ou menos assim, ou melhor, foi exatamente isso, considerando apenas as devidas falhas de minha memória em relação à integra da mensagem. Mas foi nesses termos. Só sei que bons conselhos a memória não esquece, pode até tentar...

Hoje, considerando que no próximo domingo o Brasil enfrentará os espanhóis no Maraca, decidimos postar um repeteco de artigo publicado pela editoria madrilena, num momento em que os telejornais brasileiros não conseguiam fazer um replay de Caras Pintadas.

Brasil: Meus combativos amigos

Durante todo este período em que a crise política brasileira se arrasta, arrastando consigo a esperança, li e ouvi muito desespero e inconformismo, acusações e até jocosidades. Alguns me abalaram, mexeram com meu ego, meus brios, minha paciência, enfim, encheram meu saco. No entanto, quando ouvia ou lia opiniões provenientes de setores reacionários, declarações de históricos inimigos do PT, neste caso, evidentemente nada me surpreendia. Eu as respondi com os argumentos que estão ao meu alcance. São argumentos que, de certa forma, os formamos com base na prática política verificada através da nossa história republicana. Também a extrema esquerda não me confundiu com as suas considerações, mesmo porque confusos são os seus argumentos, que, em geral, parecem ter chegado ao novo milênio sem terem passado pelo século XX.


Na verdade, para mim as mais incômodas farpas foram os aparentes mea-culpa. Abertas as primeiras malas e arriada a primeira cueca, logo apareceram alguns supostos militantes petistas confessando-se arrependidos de terem "outorgado" ao PT o direito de decidir e até de pensar por eles. Sentiam-se culpados de terem votado no PT nos últimos 500 anos. Muitos se diziam petistas desde criancinha, ou petistas de carteirinha. Um noticiário de televisão chegou a mostrar um deles (?) rasgando o cartão de filiação partidária. Mas é com imenso prazer que observo alguns dos meus combativos amigos, os quais já apresentavam sinais de esmorecimento, crendo que perderam a luta contra o desmonte do PT, retomando fôlego e retornando às trincheiras. Miguel do Rosário, brilhante articulista, que me forneceu muito material para me manter na posição de defesa de um governo democrático e transparente, sob o qual estamos vivendo, chegou a escrever um artigo intitulado "Perdemos", onde parecia entregar as armas e afastar-se da militância. Felizmente, diante dos novos fatos que revelam a disposição dos brasileiros em manter a governabilidade e a Democracia brasileiras, meu amigo retomou os ânimos e já está a postos contra os golpistas (ontem, milhares de pessoas aplaudiam Lula, e, dentre as dezenas de faixas e cartazes que lhe transmitiam recados, destacava-se uma dizendo: "Lula é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo").

A mídia cabocla vem se empenhando em pintar o presidente Lula com as cores de Collor de Mello. Os empedernidos inimigos do atual governo, políticos da safra FHC e ACM, propõem o impedimento de Lula, sob as mais esdrúxulas acusações. Tentam inclusive cancelar o registro do PT, conforme ação impetrada pelo senador César Borges (PFL-BA) no Tribunal Superior Eleitoral. Isso ocorre bem antes das conclusões das CPIs que apuram os depoimentos de Roberto Jefferson, Valdemar Costa Neto e "Toninho da Barcelona" (apelido de Antonio Oliveira Claramunt, condenado a 25 anos de cadeia por evasão de divisas), os quais misturam denúncias baseadas no óbvio (o caixa 2 como prática eleitoral consolidada há anos) com irresponsáveis declarações do tipo "acuso mas não provo", mas que são tratadas pela imprensa como incontestáveis verdades. O mais curioso nisso tudo é que se aceita a palavra de criminosos exatamente por serem criminosos natos, experts em roubalheira. Tempos se foram em que um condenado pela Justiça era ouvido com reservas. Hoje, quando Toninho da Barcelona declarou que um deputado petista o havia procurado em 1989 para tratar do envio de dólares para o exterior, o Globo Online (14/08/2005), em tempo real, mandou a chamada: "Doleiro diz que PT envia dinheiro para o exterior desde 1989", a declaração do condenado "transformou" o partido numa das maiores quadrilhas de desvio de divisas do país, alguma coisa equivalente ao caso do Banestado.

Mas a prudência não é virtude exclusiva de pessoas reconhecidamente sérias. Dentre os que querem a queda de Lula também existem os cautelosos. Contam que nesta semana o senador Tasso Jereissat (PSDB-CE) aconselhou o senador Artur Virgílio a maneirar sua posição em favor do impeachment do presidente, pois, segundo o cearense, "Lula não é Collor, nem o PT é o PRN" (descobriram a vacina anti-rábica). Em seguida, diante das câmeras de televisão, os golpistas desfilaram informando à população: "Pedir o impeachment não é uma decisão simplesmente jurídica, baseada em evidentes provas de corrupção, como as que já temos. Para torná-lo legítimo, faz-se necessário o clamor popular, as pessoas nas ruas, como no caso do Collor" (vários falaram nesses termos). Assim foi convocada a população a sair às ruas gritando "Fora Lula!", no próximo 7 de Setembro. Digo isso baseado nos inúmeros e-mails que tenho recebido fazendo-me esse convite: "Todos de preto, de luto contra a corrupção".

Acredito que tudo isso corrobora a declaração de Miterrand, em entrevista à tevê, em 1994:

"Um processo de corrupção num governo de esquerda tem conseqüências muito mais graves que em outro de direita, pois abala a confiança daqueles que, como professores, professoras e servidores públicos de base, sempre usaram a moral e a ética em suas aulas e conversas, e têm a esquerda como referência e padrão. As conseqüências, num caso desses, são avassaladoras".

Assistindo, pela primeira vez em meu país, um processo de corrupção contra um governo de esquerda, descobri que tal processo também tem o objetivo de homogeneizar a classe política, fazendo a população crer que "todos são iguais", no pior sentido que se possa entender essa afirmação.

Quando votei no Lula, nas quatro últimas eleições para a Presidência da República, almejei um Brasil mais soberano, com uma justiça social digna do nosso povo, com os trabalhadores percebendo salários condignos de suas necessidades básicas. Também com o meu voto, pretendi contribuir para fazer chegar ao cargo de supremo mandatário da Nação alguém que se dispusesse a por termo à bandalheira endêmica que se verifica em nossas instituições públicas há muitos anos, ou, pelo menos, refrear os abusos nesse âmbito. Sonhei com a reforma agrária, com escolas públicas de boa qualidade. Vi na figura de Lula e na combatividade histórica do PT um raio de esperança vislumbrando no horizonte político, esperança de concretizar meus anseios de construir um Brasil mais justo.

Nos primeiros meses do governo Lula me posicionei como um dos muitos imediatistas que exigiam medidas radicais do governo, sem considerar as conseqüências que elas pudessem originar. Fiz coro com a equivocada opinião de pretensos analistas políticos que, ainda hoje, consideram a administração de Luiz Inácio Lula da Silva uma continuidade do seu antecessor Fernando Henrique Cardoso. No entanto o quadro que ora se apresenta como resultado dos dois anos e meio da gestão Lula não revela o continuísmo pregado pelos seus opositores. 

Senão vejamos essa exposição de "motivos" para defenestrar Lula do Planalto, a qual me foi enviada por Cláudio Campos, gerente de uma agência do Banco do Brasil, lá no Nordeste:

Onze motivos para defenestrar Lula!

1 - Criou em 2 anos e meio mais de 3 milhões e 135 mil novos empregos de carteira profissional assinada no país. (Entre 1994 a 2002, foram criados 737 mil.)
2 - Recorde absoluto nas exportações. Jamais se exportou tanto nesse país. Estamos conquistando novos mercados com produtos de maior qualidade.
3 - Pagou antecipado a parcela da dívida, ou seja, o Governo finalmente tem um caixa equilibrado.
4 - Descartou a possibilidade de novos empréstimos ao FMI. O Brasil faz empréstimos lá fora desde que foi "descoberto". Isso desagradou muito as instituições financeiras internacionais.
5 - Enfrentou o monopólio da indústria farmacêutica, que detinha aos preços abusivos de remédios para tratamento da AIDS, barateando os produtos em aproximadamente 50%.
6 - Está implementando um projeto de irrigação no Nordeste, com poços artesianos, como nunca se fez neste país, auxiliando na verdadeira reforma agrária de áreas que não despertam interesse de investidores do "agrobusines", mas são estratégicas no combate à fome e no soerguimento moral de populações abandonadas há muitas décadas
7 - Está construindo três novas universidades federais: uma na região de Dourados (MS), uma no ABC Paulista e mais uma no Recôncavo Baiano, além de estar levando uma extensão da Universidade Federal de Minas Gerais para o Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais pobres e abandonadas de Minas Gerais.
8 - Foi à África pedir perdão aos irmãos de lá pelos séculos de exploração dos negros escravizados e até hoje marginalizados no Brasil.
9- Realizou um encontro histórico entre o mundo árabe e o mundo sul-americano, abrindo novos horizontes de comércio, não restrito apenas aos EUA e União Européia.
10 - Nunca a Polícia Federal teve tanta liberdade para atuar e efetuar prisões de figuras do alto escalão da política, do empresariado sonegador, do contrabando, do narcotráfico, enfim, de criminosos em qualquer âmbito.
11 - O Brasil está prestes a atingir a auto-suficiência em petróleo até o final de 2005, ou seja, não ficaremos à mercê do petróleo importado, com preços oscilantes e perigosos. (Vejamos, por exemplo, a loucura dos EUA para se apoderar do petróleo iraquiano.)

Matilde Eugenia Schnitman, jornalista, professora em cursos de Comunicação - Jornalismo nas Faculdades Integradas Ipitanga / Unibahia, em Lauro de Freitas, e Produção Editorial na Faculdade Hélio Rocha, em Salvador -, colaboradora da revista eletrônica NOVAE, muito a propósito, nos pergunta: "Dizem por aí que o governo Lula está fazendo o mesmo que o de FCH, mas, se é assim, por que agora estamos andando para frente e antes andávamos para trás nos indicadores sociais e econômicos?"

A despeito de tudo isso, leio o artigo "Nuestras deudas", do senador Cristovam Buarque, aqui em La Insignia, originalmente publicado no jornal espanhol El País, em 17/08/2005, onde ele declara:

"Brasil es un país dividido, dueño de la mayor concentración de renta del mundo y de un modelo deapartaçao, o apartheid social brasileño. El Gobierno de Lula no ha presentado, en 30 meses, un programa para abolir la exclusión social y hacer de Brasil una nación integrada".

Não me sinto suficientemente competente para discordar do respeitabilíssimo senador Cristovam Buarque, mas não posso deixar de evocar a sabedoria popular que, fundamentada nos registros bíblicos, está sempre a nos lembrar que "Para tudo há um tempo certo, para cada coisa há um momento debaixo dos Céus" (Eclesiastes, cap 3, vers 1). E assim me pergunto: 30 meses seriam o tempo suficiente para apresentar aos vorazes donos do mundo um projeto fechado e determinado a "...abolir la exclusión social y hacer de Brasil una nación integrada"? O que tem sido feito não seria parte de um projeto maior que se anuncia?

Mas contraditórias mesmo são declarações de elementos como Roberto Jefferson "acusando" Lula de ter dado continuidade às maracutais próprias de gente como ele. Contraditório mesmo é a oposição peessedebista e pefelista "acusando" Lula de copiar seus modelos. Pelo visto, vão acabar cobrando royalties de direitos autorais, em quase todas as áreas de atuação do governo. Exceto no que diz respeito a abafar CPIs.

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Fernando Soares Campos
La Insignia. Brasil, agosto de 2005

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Vale "a pena" ler também...





(Charge extraída de "Mensalão": o grotesco midiático se anuncia - por Gilson Caroni Filho - aqui ligeiramente atualizada)


“O mensalão da Globo!”


O Cafezinho acaba de ter acesso a uma investigação da Receita Federal sobre uma sonegação milionária da Rede Globo. Trata-se de um processo concluído em 2006, que resultou num auto de infração assinado pela Delegacia da Receita Federal referente à sonegação de R$ 183,14 milhões, em valores não atualizados. Somando juros e multa, já definidos pelo fisco, o valor que a Globo devia ao contribuinte brasileiro em 2006 sobe a R$ 615 milhões. Alguém calcule o quanto isso dá hoje.
A fraude da Globo se deu durante o governo Fernando Henrique Cardoso, numa operação tipicamente tucana, com uso de paraíso fiscal. A emissora disfarçou a compra dos direitos de transmissão dos jogos da Copa do Mundo de 2002 como investimentos em participação societária no exterior. O réu do processo é o cidadão José Roberto Marinho, CPF número 374.224.487-68, proprietário da empresa acusada de sonegação.
Esconder dólares na cueca é coisa de petista aloprado. Se não há provas para o mensalão petista, ou antes, se há provas que o dinheiro da Visanet foi licitamente usado em publicidade, o mensalão da Globo é generoso em documentos que provam sua existência. Mais especificamente, 12 documentos, todos mostrados ao fim do post. Uso o termo mensalão porque a Globo também cultiva seu lobby no congresso. Também usa dinheiro e influência para aprovar ou bloquear leis. O processo correu até o momento em segredo de justiça, já que, no Brasil, apenas documentos relativos a petistas são alvo de vazamento. Tudo que se relaciona à Globo, à Dantas, ao PSDB, permanece quase sempre sob sete chaves. Mesmo quando vem à tôna, a operação para abafar as investigações sempre é bem sucedida. Vide a inércia da Procuradoria em investigar a privataria tucana, e do STF em levar adiante o julgamento do mensalão “mineiro”.

Miguel do Rosário – O Cafezinho

(Para ler completo, clique no título)

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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Estamos de luto: O embaixador Arnaldo Carrilho partiu

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Estamos de luto, nosso amigo Arnaldo Carrilho partiu, foi chamado por Deus para assumir uma importante embaixada numa das mais  belas moradas do Pai. 

Aguarde-nos, Arca d'Itam, breve chegaremos aí para auxiliá-lo nessa empreitada divina. Aspiramos ao cargo de Mensageiro da Luz, portanto, assim como você, um dia também chegaremos lá.

Embaixador progressista Arnaldo Carrilho faleceu nesta quarta


Faleceu nesta quarta-feira (26), em Brasília, o embaixador Arnaldo Carrilho. Progressista, amigo das causas justas e revolucionárias em todo o mundo, aliado da causa anti-imperialista, Carrilho foi embaixador do Brasil na Palestina, na República Popular Democrática da Coreia (RPDC), Vietnã, e muitos outros países, durante 47 anos de carreira no Ministério de Relações Exteriores do Brasil.


Fepal
Embaixador Arnaldo Carrilho
Ebaixador Arnaldo Carrilho faleceu nesta quarta (26), em Brasília, após 47 anos de carreira do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), com atuações progressistas.

O carioca Arnaldo Carrilho morreu aos 76 anos, em decorrência de uma insuficiência renal aguda e complicações decorrentes de problemas cardíacos. 


Provavelmente em função do seu empenho anti-imperialista e solidariedade à luta dos povos, Carrilho foi o primeiro embaixador do Brasil em Ramallah (sede administrativa da Autoridade Palestina, na Cisjordânia) e em Pyongyang, Coreia Popular.

A Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal) afirmou: “Externamos nosso profundo pesar pelo falecimento do embaixador Arnaldo Carrilho. Nossos sentimentos aos familiares e amigos desse homem que lutou com diplomacia e entusiasmo contra as injustiças e pela autodeterminação dos povos”.

Carrilho participou de uma conferência no Fórum Social Mundial Palestina Livre, em novembro de 2013, em Porto Alegre, e em sua página, a Fepal reproduziu uma mensagem do embaixador pela ocasião do falecimento do famoso poeta palestino Mahmoud Darwish, em 2008: Máhmude Deruíche vive! Para sempre! É próprio do destino dos que sofrem da doença esperança. Vamos herdá-la, com vigor fortalecido.”

Socorro Gomes, presidenta do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) e do Conselho Mundial da Paz, disse que o embaixador contribuiu para a “consolidação da cultura brasileira com outros povos, foi fundamental no relacionamento com a Palestina e teve sempre muito respeito, apoio, simpatia e consciência da importância do apoio à luta pelo Estado palestino".

Sobre o seu papel na política externa brasileira, Socorro também disse que Carrilho "foi muito importante na consolidação dessa política de amizade e defesa da autodeterminação dos povos no Brasil. Pessoa muito séria, humanista, de valores nobres, amigo do Cebrapaz; estive com ele em alguns momentos, como quando interveio no FSM pela Palestina, em uma mesa em que participei, e deu uma grande contribuição”.

Teve 47 anos de carreira no Ministério de Relações Exteriores (Itamaraty), dos quais 37 passou no exterior, incluindo 12 no mundo islâmico e 10 na Ásia, enquanto abriu cinco estabelecimentos diplomáticos: Jeddah, na Arábia Saudita, Berlim Oriental, Bissau, Praia, e Pyongyang. 

No período em que esteve no exterior, serviu em quatro países socialistas: Polônia, Alemanha Oriental, Laos e Coreia do Norte. 

Antes de chegar a Pyongyang, Carrilho foi designado embaixador extraordinário junto à cúpula América do Sul – Países Árabes, uma iniciativa emblemática na lógica da cooperação Sul-Sul da diplomacia brasileira e latino-americana. 

Carrilho também defendeu ativamente o cinema brasileiro no exterior e ficou bastante reconhecido no âmbito nacional por esse ativismo.

Por Moara Crivelente, da redação do Vermelho


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Na última madrugada, eu ainda sem saber do falecimento do embaixador Arnaldo Carrilho e sem ter entendido bem a mensagem do Eugênio, postei nossa atualização no tópico que ele abriu: 



Todo sertanejo traz no peito o cheiro e a cor de sua terra. A marca de sangue dos seus mortos e a certeza de luta de seus vivos.
Camarada, a Palestina nunca mais será a mesma, siga em paz.


Desculpa, Eugênio, às vezes o diabo nos distrai com suas maldades.

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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

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