segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Matinê Assaz Atroz... Booooo!!!!

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Cine Tério
Apresenta
Fantasma do Piratini

Estrelando
Crusdolfa Hytleda





Patrocínio da Embaixada do Rio Grande em Brasília


O Goober e a Komila Nakova levam você para assistir a uma sessão gratuita...



Fantasma do Piratini


http://www.youtube.com/watch?v=TPpEFi1lGAA

André Lux, do blog TUDO EM CIMA, nos enviou artigo da Agência Carta Maior.

A nossa equipe agradece, André.


Governadora do RS, do PSDB, acusada de integrar quadrilha criminosa

Um terremoto político atingiu o Rio Grande do Sul com a ação do Ministério Público Federal contra a governadora tucana Yeda Crusius, o marido desta, Carlos Crusius, quatro ex-presidentes da Assembléia Legislativa, o atual presidente do Tribunal de Contas do Estado, o vice-presidente do Banrisul e uma assessora direta da governadora. Segundo o MPF, acusados integram "verdadeira quadrilha criminosa, que lesou os cofres públicos entre os anos de 2003 e 2007". Gravações revelam prática de caixa-dois e reforçam suspeitas sobre compra da casa de Yeda Crusius.

Redação - Carta Maior

O Rio Grande do Sul vive o maior escândalo político da sua história. A governadora Yeda Crusius (PSDB) foi acusada pelo Ministério Público Federal de integrar uma quadrilha criminosa instalada no aparelho de Estado. Além da governadora, a ação civil pública de improbidade administrativa denunciou outras oito pessoas: Carlos Crusius (marido de Yeda Crusius), José Otávio Germano (deputado federal do PP que foi secretário estadual de Segurança no governo Germano Rigotto; segundo a Operação Rodin, que apurou o desvio de R$ 44 milhões no Detran gaúcho, a fraude teria iniciado em 2003 durante o governo Rigotto, do PMDB); Luiz Fernando Zachia (deputado estadual do PMDB); Frederico Antunes (deputado estadual do PP), João Luiz Vargas (presidente do Tribunal de Contas do Estado); Rubens Bordini (vice-presidente do Banrisul e ex-tesoureiro da campanha de Yeda) e Walna Villaris Meneses (assessora de Yeda Crusius).

Leia completo...
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16111

Nota da PressAA: Imaginemos que esse escândalo fosse coisa de governo petista, em qualquer Estado da Federação.

Aí o PIG multimidiático estaria...

Mais escandaloso que relincho de burro chorro

Mais assanhado que lambari de sanga

Mais ligado que rádio de preso


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PressAA
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Você confia nas traduções que o Goober e a Komila Nakova fazem? Nós temos muitas dúvidas!

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Folha Online - Um grupo de cerca de cem refugiados palestinos em fuga da violência no Oriente Médio será recebido no Brasil, anunciou nesta quarta-feira o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) no país. Os palestinos, que viviam no Iraque, estão atualmente num campo de refugiados na Jordânia, para onde escaparam devido à escalada de violência sectária no país árabe. O anúncio da Acnur foi feito no Dia Mundial do Refugiado, comemorado hoje. Segundo a organização, a decisão foi tomada por unanimidade no último dia 25 de maio pelo Conare (Comitê Nacional para Refugiados). "Foi uma decisão de caráter humanitário por parte do governo brasileiro", afirmou a coordenadora-geral do comitê, Nara Conceição da Silva. (Sábado, 30 de Junho de 2007)
http://blogdobonitao.blogspot.com/ (Atualizado)


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O Editor-Assaz-Atroz-Subchefe estava visivelmente preocupado, caminhava em círculos enquanto parecia ler um documento que acabara de receber pelo velho telex.


Subchefe: – Alguém aí sabe dizer quando é que o Fernando vai voltar de Buenos Aires?

Foca: – Pensei que ele tinha ido ao Nordeste.

Subchefe: – E foi. Estou falando de Buenos Aires, uma cidadezinha no interior de Pernambuco, perto do Recife.

Foca: – Ah, sim! Agora tá explicado, pois estranhei que ele não tivesse levado nenhum agasalho, nem mesmo a velha jaqueta.

Severino: – Quando ele passou lá na portaria disse que só volta na semana que vem.

Komila Nakova: – Algum problema, Subchefe?

Goober: – Brrruuufff... (Tradução: “Só pode ser alguma coisa pra traduzir”).

Subchefe: – Isso mesmo. Acabo de receber um texto do PRC, mas é tudo em inglês.

Goober: – Deixa com a gente, né, Komila? Num clique lá e outro cá, a gente traduz isso aí, mole, mole, fácil, fácil!

Foca: – Esse é que é o problema. Vocês pegam o primeiro tradutor online que encontram, traduzem e depois a gente tem que traduzir a tradução...

Severino: – Complicou tudo!

Subchefe: – Aqui nessa redação, só quem entende um pouco de inglês é o nosso Editor-Assaz-Atroz-Chefe.

Foca: – É verdade! Outro dia ele apontou para um livro sobre a mesa e disse: “The book is on the table”. O home saca tudo do idioma de Shakespeare!

Goober: – Relinchiiii... (Tradução: “Você não tem outra opção. Eu e a Komila podemos resolver isso. É pegar ou largar”).

Subchefe: – Não tenho outra saída. Toma lá, vê se dessa vez traz uma tradução decente.

O Subchefe entregou o documento ao Goober, o cavalo alado que Fernando adquiriu da Wells & Fargo num leilão da New York Stock U$ e que navega livre pelo universo googleriano.


Komila Nakova, a correspondente russa da AAA- PressAA, montou no bicho e partiram. Dez minutos depois estavam de volta. Mais cinco horas tentando traduzir a tradução do tradutor online, o grupo chegou ao seguinte texto:


De: The Palestinian Return Centre (PRC)
Para: Fernando Soares Campos
Data: 7 de agosto de 2009 14:28
Assunto: PRC - Reunião com o Comité das Nações Unidas sobre Direitos Palestinos

Comunicado à Imprensa, 07/08/2009

O Palestinian Return Centre (PRC) participou, no Reino Unido, de Reunião Internacional sobre a Questão da Palestina, que foi organizada pela Comissão sobre o exercício dos direitos inalienáveis do povo palestino, que abordam a responsabilidade de governos e organizações intergovernamentais na defesa direito internacional.

“Esta foi uma grande oportunidade de testemunhar as maquinações da política mundial e desempenhar um papel ativo, numa grande comissão no âmbito da ONU e ter as nossas vozes ouvidas quanto aos nossos receios sobre os constantes fracassos da comunidade internacional em fazer justiça, a termos que suportar Israel. Há demasiado tempo Israel demonstrou as características de um Estado pária, sem respeito pelos princípios fundamentais, à democracia e ao direito internacional. A língua da comunidade internacional às vezes tende a apagar a linha entre o opressor e o oprimido neste conflito, e esta conferência, removidas todas as dúvidas, definimos quem é o agressor e quem é a vítima ", disse Ahmed Nasim o representante do The Palestinian Return Centre (PRC) para a conferência.

A comissão que promove o apoio internacional e assistência para ao povo palestino é dotada de consciência internacional sobre a questão da Palestina desde o seu início em 1975, desde um fórum de embaixadores dos países participantes e as ONGs, para ouvir especialistas de diversas áreas destacando inúmeras transgressões de direito internacional por Israel, sobretudo na sequência da recente guerra em Gaza. É dever de cada Estado fazer Israel tomar consciência de seus crimes.

“Na reunião das ONGs com as Nações Unidas, representante da República Popular da China informou sobre as suas diversas campanhas políticas, atividades humanitárias e do trabalho global da República Popular da China para destacar a situação política e os direitos legais dos refugiados palestinos no direito internacional”, afirmou Majed Al - Zeer, diretor geral do RPC.

Representantes do RPC foram designados para pesquisar questões sobre a comissão, observou-se notáveis ausências na reunião, como o Reino Unido, E.U. e outros membros do Quarteto.

Ele também apontou o equívoco da ONU, especialmente na conclusão do nº 9, que, sempre que trata do conflito Israel-Palestina, com moderação da língua, faz crer que se trata de uma “solução negociada” e "exorta as partes”, dando a impressão de neutralidade e falando de igualdade de responsabilidade entre Israel e a Palestina. Isso posto no quadro da conferência, era espúrio, uma falácia, para dizer o menos.

A contribuição de personalidades notáveis, como John Dugard, que fez sua apresentação sobre os resultados das investigações sobre a conduta israelita durante a guerra na Faixa de Gaza, e de diversas outras proeminentes contribuições, como, por exemplo, a Human Rights Watch, um destacado jornalista israelita e escritor de Haaretz; os israelitas Gideon Levy e a organização de direitos humanos Btselem, deram uma idéia a respeito da sombria reflexão sobre a inadequação da comunidade internacional para responder às violações do crime e do direito internacional.

A apresentação do Dr. Phyllis Starkey, membro do Parlamento do Reino Unido, refletiram sobre as formas de governo que podem exercer pressão sobre Israel para que respeite o direito internacional. Ele destacou o exemplo do Reino Unido, que determinou várias ofertas de armas para Israel após a operação "Caste Chumbo", que bombardearam a população de Gaza há mais de três semanas. Uma resposta mais contundente foi a de David Hammerstein, membro do Parlamento Europeu, apelando aos governos para que cessem, dando ajuda aos palestinos, pois esta foi subsidiar a ilegal ocupação do território palestino. Seus comentários porém não refletem uma consenso geral de que Israel está obrigado a pagar pela sua ocupação e violações do status quo. Assim, nada irá mudar.

Mesmo com todas as suas fraquezas, a comissão desempenha um enorme papel, destacando a criminalização das últimas remanescentes empresas coloniais.

Valeu o apoio da República Popular da China, juntamente com outros organismos internacionais (ONGs), com uma carta à Assembléia Geral, apontando para o seu trabalho inestimável, mas sublinhando que os palestinos não suportam mais os ataques. A Comissão continua suportando as imposições de Israel e dos seus apoiadores.

Fim

The Palestinian Return Centre (PRC)
http://www.prc.org.uk/
info@prc.org.uk

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PressAA
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Até em São Paulo tudo são festas, quando se está feliz

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SOLEDAD NO RECIFE


Editora: BOITEMPO EDITORIAL
Assunto: LITERATURA BRASILEIRA - ROMANCE

Sinopse

"O livro ‘Soledad no Recife’ percorre as veredas dos testemunhos e das confissões ao reviver a passagem da militante paraguaia Soledad Barret pelo Recife, em 1973, e a traição que culminou em sua tortura e assassinato pela ditadura militar. Delatada pelo próprio companheiro Daniel, conhecido depois como Cabo Anselmo, Soledad morre com um grupo de candidatos a guerrilheiros, na capital pernambucana, pelas mãos da equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury. O episódio ficou conhecido como 'O massacre da chácara São Bento' e revelou-se mais um extermínio do que um confronto armado. Nesta obra, Urariano Mota resgata os vestígios da traição arquitetada contra Soledad e contra o país naqueles tempos."

SÃO PAULO É UMA FESTA

Urariano Mota


Recife (PE) - No dia 29 de julho, parti com destino a São Paulo, para o lançamento do livro “Soledad no Recife”. Enquanto esperava o avião, anotei em um caderninho da largura de um polegar: estou tenso às 10 em ponto da manhã. Aqui começa uma nova vida. (E não anotei, para não dar agouro, para não atrair desgraça, mas pensei sem que anotasse: aqui começa uma nova vida, porque aqui pode ser o fim: desastre de avião.)

Então fui para uma lanchonete de preços absurdos para a renda média do Recife, e, depois de mastigar pacientes e infindáveis pedaços de um folhado ruim, me dei conta de que o tempo, todo o tempo havia parado. Sem qualquer metáfora, desconfiei que jamais chegaria a hora de partir, porque o folhado caro, acompanhado pelos goles do uísque pior, mas de magnífico preço, desciam na garganta em câmera lenta e lenta, enquanto os minutos não se moviam.

Anotei, para passar o tempo: eu tenho pra mim que meu relógio parou. 11 e 30. Uma voz impessoal anuncia no aeroporto o embarque para outros voos. Olhei para o meu relógio e me perguntei se eu não estava enganado, se o relógio não havia me pregado uma peça, porque seriam já 12 e 30, mas ele continuava a marcar 11 e 30. Então me expus ao ridículo de uma vez por todas: com um relógio no pulso, perguntei a um velhinho que horas eram. Ele me respondeu, adivinhando: o seu relógio quebrou? Sorri e procurei me esconder na poeira do teto. O fato é que chegou a minha hora e parti, na esperança de que chegaria a São Paulo ou morreria, de uma forma ou de outra bêbado. Santa e vã esperança.

No avião, depois de ensinarem como deveria pôr a máscara, que cairia sobre nós quando a pressão desabasse; depois de nos lembrarem que nossos assentos seriam transformados em boias, se acaso flutuássemos doce a morrer no mar, depois de tais mímicas e avisos, pedi algo para beber. Resposta, “água, suco ou pepsi, senhor”. E a nave foi. Foi, fui, desci e mergulhei numa São Paulo que eu não esperava.


A primeira coisa a dizer é que São Paulo hoje é uma cidade menos agressiva, humanizada pela cara nordestina. Cearenses, baianos, alagoanos, pernambucanos, todos os estados do Nordeste deram à cidade uma feição que antes ela não possuía, quando mais parecia uma réplica de Chicago. Desta vez, ninguém se espantou do meu sotaque, como antes, em 1977, quando uma estudante da USP me pediu para falar mais, porque a minha fala era muito engraçada. Nos botecos, se come agora o queijo coalho, que antes era uma raridade. No Conjunto Nacional há lanchonetes com o nome Rei da Tapioca. Na Liberdade, japoneses comem rabada e lambem os beiços, indiferentes a todo e qualquer sushi.

Em segundo lugar, desta vez tive a companhia de nordestinos aclimatados à cidade, que me fizeram conhecer restaurantes tão agradáveis quanto saborosos. Os erros que cometi, ao entrar nesses novos lugares, foram fruto de minha experiência, que somente conhece os mercados públicos do Recife. De fato, o escritor Alípio Freire nos levou a um passeio pela Vila Madalena, onde nos fez desembarcar em um restaurante italiano. Ali, este selvagem (espero que bom selvagem) confundiu carta de vinhos com carta de massas. E culminou, para melhor educação, a comer um pasto de cogumelos misturados a parafusos em forma de macarrão. Parafuso bom, sem dúvida. Enquanto eu me atrapalhava com o sabor de massas avermelhadas pelo tomate, Alípio nos brindou com Carpentier e O século das Luzes. Eu, por minha vez, para mostrar meus dotes em literatura da américa latina, citei Vargas Llosa, pero olvidei o título do romance "A cidade e os cachorros". Salvo agora pelo google.

Que fazer? Tinha que ir aos italianos, porque a jornalista Rose Nogueira, inflamada e direta, ficou possessa ao saber que eu buscava em São Paulo restaurantes nordestinos. "Você tem que procurar em São Paulo a cozinha diferente de sua terra!!!". Por isso comi cogumelos e azeitonas (que eu não sabia se era de bom tom engolir o caroço ou depositá-los, com ar gentil, à margem do prato.) Por isso visitei o Bar da Brahma, na Avenida São João, de música com banda de jazz dos anos 30. Os bons músicos, para melhor espalhar a sua graça, vinham com instrumentos de sopro e metais até a mesa de todos, generosos e ensurdecedores. Mas era São Paulo, era a Avenida São João, era o recebimento a um bom selvagem em um novo tempo.

E o lançamento do livro, que me fez voar acima do mar e do pavor de avião? Está aqui, http://urarianoms.blog.uol.com.br/ Em resumo, amigos, São Paulo foi grande e pude ver que nela cabem os nordestinos do mundo todo.

Urariano Mota é jornalista, escritor e colabora com a AAA - PressAA

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PressAA
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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Nós quem?! Taí uma oportunidade para você provar que apoia o MST

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Estimados companheiros e companheiras,

Estamos nos aproximando de um momento importante de luta da classe trabalhadora, que ocorrerá no mês de agosto – a Mobilização Nacional contra a Crise. Em São Paulo, iniciaremos no dia 5 de agosto com a Marcha Estadual de Campinas a São Paulo, chegando à capital no dia 10 – onde permaneceremos mobilizados até o dia 14.

O êxito da mobilização depende de nossa capacidade de construir unidade entre os organismos da classe trabalhadora, porém, também necessitamos da solidariedade de classe para garantir as condições materiais de realização da Marcha e demais atividades.

No intuito de compartilhar os objetivos de nossa Marcha e também apresentar nossas principais demandas, elaboramos o documento que segue abaixo:


POR QUE MARCHAMOS?

Somos trabalhadores e trabalhadoras rurais organizados no Movimento Sem Terra / Via Campesina, que lutamos pelo direito a um pedaço de terra onde possamos plantar, colher e garantir uma vida digna às nossas famílias.

Oriundos de várias partes do Estado de São Paulo, de diferentes comunidades, assentamentos e acampamentos para dialogar com a sociedade e os poderes constituídos com o objetivo de denunciar a condução das políticas em nosso país, as quais favorecem apenas os ricos que, por meio da apropriação capitalista, aumentam a cada dia mais a exploração e a miséria da classe trabalhadora. É por isso que marchamos:

Marchamos para reafirmar a necessidade da realização da Reforma Agrária como uma política de distribuição de terra, renda e riqueza para milhões de brasileiros que de forma direta ou indireta serão beneficiados. Dizem que São Paulo não tem terra para os SEM TERRA, entretanto, é um dos estados com uma das agroindústrias mais concentradoras a qual convive com os maiores índices de êxodo rural e miséria em suas pequenas e médias cidades do interior, além do terrível cenário atual nas periferias das grandes metrópoles, onde se concentram milhões de pessoas sem alternativa de vida digna. O povo brasileiro precisa recolocar a Reforma Agrária na pauta do país e dizer que somente através dela é que vamos conseguir produzir alimentos de boa qualidade, a baixo custo e empregar milhares de pessoas que foram expulsas do campo pelo Agronegócio.

Marchamos porque somos contra a concentração da propriedade da terra, das florestas, da água e dos minérios, pois, além de causar a destruição da natureza, expulsa os camponeses, os pequenos produtores, os povos indígenas, os ribeirinhos, os quilombolas. Condenamos a política agrícola e ambiental dos sucessivos Governos Tucanos em São Paulo e do Governo Lula, pois só têm beneficiado o agronegócio, seus interesses econômicos e incentivado a destruição ambiental.

Marchamos para reafirmar a necessidade de unificar toda a classe trabalhadora, do campo e da cidade, para juntos consolidar um processo de emancipação pelo qual possamos ter de fato emprego decente, moradia digna, saúde e educação gratuita e de qualidade, alimentos saudáveis para todo povo brasileiro.



Marchamos para denunciar a exploração da classe trabalhadora por seus patrões e fazer com que o nosso apelo seja ouvido e que soluções sejam tomadas: a cada dia aumenta o número de pessoas desempregadas, e agora com a crise dos ricos, sobra para nós, os empobrecidos, pagarmos a conta. Precisamos nos fortalecer enquanto classe trabalhadora para garantir que se cumpram os direitos trabalhistas e previdenciários; a maioria dos empregadores sequer assina a carteira de seus funcionários. É inadmissível e indignante vivermos ainda hoje com a existência de trabalho escravo em nosso país, e assistirmos passivos os aumentos sucessivos de incentivos para aquelas agroindústrias que o promovem.

Marchamos também para repudiar a crescente criminalização da luta social e da pobreza em todo o país. Não é possível admitir que num país dito democrático, cada vez mais seja considerado crime o exercício legítimo de organização política e reivindicação de nossos direitos assegurados formalmente até pela Constituição Federal. Muito menos admitir que pessoas, sobretudo jovens e negros das periferias urbanas, sejam a cada dia mais consideradas “suspeitas” simplesmente por viver na pobreza ou na miséria material, tornando-se vítimas prioritárias das políticas de criminalização, encarceramento e execuções sumárias em massa que se tornaram uma prática comum do Estado brasileiro nos últimos anos.

Marchamos, finalmente, para refletir e debater também sobre a forma com que o meio ambiente está sendo tratado. O nosso país ainda tem o privilégio de possuir riquíssimos biomas: como a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, o Cerrado, o Pantanal etc, porém, infelizmente a cada dia que passa, mais ameaçados estão nossas matas, florestas, rios, animais, clima e seres humanos… devido à busca desenfreada dos capitalistas pelo lucro. É preciso frear a ganância dos poderosos que, para seguir aumentando seus lucros, passam por cima de tudo e de todos. Nos dias de hoje já vivenciamos vários problemas de ordem climática que é resultado desta ganância dos ricos.
O povo não pode pagar a conta. Que os ricos paguem a conta da crise!

CRESCEMOS SOMENTE NA OUSADIA!

Mário Benedetti

Demandas

Nos preparamos para reunir 1.500 marchantes, com uma perspectiva de participação de 150 crianças aproximadamente.
Infra-estrutura geral:

- 25 ônibus (fretamento) $50.000,00
- locação de veículos (caminhões)
- combustível e pedágios ($3.000,00)
- água
- caminhão de som (trio)
- gás de cozinha (20 botijões)
Cuidados infantis
- biscoitos (maisena, água e sal)
- frutas
- legumes e verduras
- leite
- papel higiênico
- sabonete
- shampoo infantil
- pente
- fraldas descartáveis
- lenços umedecidos
- cotonete
- creme dental e escovas
- papel toalha
- material de limpeza
- banheiras, baldes, bacias, jarras
- pratos, talheres e canecas plásticas
- colchonetes
- lençóis, toalhas, cobertores
- Papel sulfite, cartolina, guache, papel kraft, pincel, giz de cera, lápis de cor, tesourinha sem ponta, cola branca, papel crepom, brinquedos educativos, balões de borracha, lousa, giz, fita adesiva larga e fina, barbante, canetinha, apontador, borracha, lápis, cola colorida, livros de estórias infantis
Saúde
- soro fisiológico
- ataduras-
pomadas para assadura
- algodão
- medicamentos (analgésicos, antitérmicos etc)
- termômetro
- inalador
- medidor de pressão
- água oxigenada
- álcool
- esparadrapo
- mertiolate
- preservativos
- luvas descartáveis
Kit do marchante
- cadernetas
- caneta esferográfica
- chapéus de palha ($2.100,00)
- capas de chuva ($1.500,00)

Para mais informações:
Secretaria Estadual – 11 3663 1064
Karina - 11 8012 3091
Marcia – 19 8203 4986

Para entrega de doações:
Alameda Olga, 399 – Barra Funda – São Paulo

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Sensibilidade à flor da tela

Fernando Soares Campos

Depois de longa caminhada, pai e filho juntaram-se a um movimento reivindicatório na grande cidade. O deslocamento da multidão em passeata, do local de concentração até o ginásio onde ocorreria um encontro de trabalhadores rurais, fazia parte da estratégia dos organizadores do movimento e tinha o propósito de chamar a atenção da imprensa; era uma tentativa de informar a população urbana sobre os seus problemas no campo.

Atendendo às exigências legais, os líderes do movimento haviam solicitado apoio das autoridades para acompanhar a multidão desde a concentração até o ginásio municipal. O comando da Polícia determinou que os seus efetivos se pusessem em guarda, acompanhando o cortejo. Entretanto os militares foram orientados para reagir a qualquer manifestação "agressiva" por parte dos participantes do evento.

Quando a passeata atravessava uma das mais movimentadas avenidas da metrópole, os motoristas dos carros parados no sinal ( farol, sinaleira ou semáforo, que já abrira e fechara diversas vezes enquanto os trabalhadores passavam), impacientes, buzinavam com insistência e gritavam protestando contra a perda de seus preciosos minutos de espera.

No meio da multidão pai e filho conversavam:

Filho I: — Pai, já que a gente tá aqui hoje e eu num vou trabalhar na carvoaria, então, depois que terminar as fala, vamo andar um pouco pela cidade?

Pai I: — Depende da hora que terminar, fio.


Filho I: — Pai, o homem que falou lá no acampamento disse uma palavra que eu num entendi.

Pai I: — Qual?

Filho I: — Excrusão. O que quer dizer isso pai?

Pai I: — Pelo que eu entendi, fio, é quando a gente num pode disfrutá de quase nada, enquanto outras pessoas têm direito a tudo. E até mais um pouco.

Filho I: — Ah! então, quer dizer que aquelas pessoas naqueles carro bonito num sofre de excrusão, né?

Pai I: — Acho que é isso mesmo, fio.

Filho I: — Pai, quando eu crescer, eu vou poder comprar um carro daqueles?

Pai I: — Se você continuar na carvoaria, nem vai crescer, fio. Mas, se nóis conseguir um pedaço de terra boa e trabalhar, aí, até pra escola você vai. Então pode até pensar em comprar um carro daqueles.

Subitamente, uns elementos infiltrados no movimento sacaram os pedregulhos que traziam em sacolas e, aos gritos de "abaixo a burguesia!", atiraram contra os carros parados no sinal. Imediatamente o comandante das tropas autorizou a repressão. Foram lançadas as primeiras bombas de gás contra os trabalhadores. Criou-se o tumulto. Correria, pessoas pisoteadas, gritos, protestos, resistência; os líderes ainda tentaram apaziguar os ânimos. Os policiais conseguiram dominar alguns manifestantes e baixaram o cacete. Os lojistas fecharam seus estabelecimentos, mas não evitaram que algumas vitrines fossem destruídas. Tiros, quebra-quebra, prisões.

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À noite, em casa, Pai II e Filho II, que estavam num dos carros parados no sinal, assistem ao telejornal das oito. As cenas, editadas, são de uma verdadeira batalha urbana. A família assiste a tudo em silêncio. De repente o filho grita entusiasmado:


Filho II: — Olha lá, pai! Você viu?!

A cena muda rapidamente.

Pai II: — O quê, filho?!

Filho II: — Você não viu, pai?!

Pai II: — Não sei do que você está falando, filho! Você está se referindo ao espancamento dos baderneiros que foram presos?

Filho II: — Não, pai! Ah! pena que você não viu! Você viu, mãe?!



Mãe: — Claro que vi! Vi aquele moleque chorando porque o baderneiro do pai estava sangrando...

Filho II: — Não, mãe, não é nada disso...

Irmãzinha: — Eu vi.

Pai II: — Vocês viram o quê?!

Filho II: — Pai, o que estava em cima da faixa de pedestre, pai, era o nosso carro! O nosso carro saiu na tevê!
















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PressAA
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domingo, 2 de agosto de 2009

Raul Longo ainda tem larga esperança em (in)certos políticos

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Os caminhos da cucaracha 1

DE SIMÓN BOLÍVAR A CHE GUEVARA E MANUEL ZELAYA

O que nos aproxima no espaço e no tempo?

Em "As Veias Abertas da América Latina", Eduardo Galeano demonstra como, desde os primórdios da colonização, os Impérios de Espanha e Portugal planejaram e executaram as mais sórdidas e minuciosas providências para fracionar um continente de um único idioma, possibilitando um mesmo método brutal de domínio e espoliação.

Para entendermos as propícias condições para a América Latina em breve se sobressair à Europa, não basta lembrarmos apenas que lá os povos se dividem em infinidade de etnias de origens bárbaras nos mais diversos estágios culturais e que se guerreavam entre si, impossibilitados de compreensão por uma inconciliável variedade idiomática. Mas é um indício.

“Habla en Cristiano [de A.C. Marcelino Jr?] hombre!” – costumavam pedir os anarquistas espanhóis aos
integrantes das brigadas internacionais que, de todo o mundo, vinham ajudá-los a combater o nazi-fascismo de Franco, considerando os voluntários norte-americanosingleses, eslavos, etc., apesar de aliados, de diversa cultura e religião. Mesmo que todos anticlericais e identificados pelo ateísmo.

Já na idêntica catequização jesuítica nas Américas, se acirrava históricas animosidades provenientes de diferenças territoriais e culturais entre tapuias e guaranis, aimarás e quéchuas, zapotecas e astecas. E assim se iniciou o dividir para governar, sob a égide das coroas européias que, evidentemente, apenas protegiam os interesses colonialistas.

Os naturais da terra não demoraram tanto para perceber a necessidade de aliança para derrotar o inimigo comum. Foi o que ocorreu, por exemplo, na união entre paiaguás e guaicurus onde cada qual concorreu com suas especialidades: a canoagem e o cavalgar. E assim por mais de uma vez tomaram o instransponível Forte de Corumbá, tanto de portugueses quanto de espanhóis.

Se o poderio das armas não fosse tão superior, talvez nem mesmo a capacidade de renovação de contingente bélico se imporia. Mas foi a eficiência da estratégia divisionista dos dois maiores impérios europeus de então, aliado ao terceiro: o Britânico, o que permitiu o difícil domínio do continente. E quem acredita que bastou a chegada de Pizarro, Cortez ou Martim de Sá para se impor a colonização, nada conhece de história.

Totalmente destruída pelos mapuches (gente da terra), Buenos Aires foi construída duas vezes. A primeira república socialista da história foi a dos Povos das Missões Guaranis, estendendo-se do norte da Argentina por Uruguai, Paraguai e sul do Brasil.

Apesar das nações africanas serem subdividas em lotes dispersos pelas diferentes províncias do amplo território brasileiro, do Rio Grande do Sul à Pernambuco, da Bahia aos sertões das Minas Gerais; misturando elementos de diferentes grupos lingüísticos para evitar identificação entre ketus, bantos, jejes, etc; tivemos um dos mais longos movimentos libertários de toda a história da humanidade na centenária resistência do Quilombo dos Palmares.

A primeira revolução realmente comandada por líderes populares desde Espártaco, e não por intelectuais como Robespierre ou Lênin, foi a Mexicana. Assumida pelos camponeses Emiliano Zapata e Pancho Villa, um ao sul e outro ao norte de um extenso país na fronteira com o grande império dos Estados Unidos.

Esses exemplos deveriam ser suficientes para desmistificar nossa pretensa passividade que, associada ao mito de uma latinidade inexistente mesmo em Europa, confunde grupo lingüístico com etnia para justificar o domínio europeu neste continente, isolando-nos de nós mesmos para falsear uma identificação com os que nos espoliam pela história. Inversos a Teseu, adentramos o labirinto para nos oferecer em auto-imolação a um Minotauro que não nos deseja senão como escravos ou mão-de-obra barata.

A percepção de que unidos somos indomináveis e impossíveis de ser espoliados não é dos últimos anos, não advém dos governos populares que neste princípio de século democraticamente foram alçados à liderança dos países das Américas do Sul e Central.

Em Simón Bolívar e quase todos os que lutaram pelas independências coloniais do México ao Chile e Argentina, havia idêntica percepção de que, como um único povo com tão pequenas diferenças e estreita similaridade à porção de expressão portuguesa, poderíamos formar gigantesco e imbatível bloco. Muito mais coeso do que o europeu.

Mais de um século depois foi Che Guevara quem percebeu na união do continente a possibilidade de total independência a quaisquer das grandes potências que então controlavam o planeta. Che enxergou nos potenciais naturais e humanos de uma única ilha caribenha as condições de auto-suficiência necessária para enfrentarmos imposições colonialistas vindas de onde viessem.

Qual a relação entre Bolívar, Guevara e Manuel Zelaya, o presidente deposto pelo golpe promovido pelos de seu próprio partido, em Honduras? Aparentemente nenhuma.

Embora de origem aristocrata, Bolívar se torna um guerreiro pela liberdade do continente. Empresário, Zelaya apenas pretendeu ajustar em seu país as relações entre povo e governo, atendendo as exigências democráticas de um novo século e um mundo em crise econômica sem precedentes. Se impossível compará-los, ainda menos com Guevara, jovem de classe média que no marxismo e na luta armada encontra orientação para a profunda indignação perante a desumanidade praticada contra a gente latino-americana.

No entanto, os três se unem na única conclusão de que o fio da meada de Ariadne, a nos indicar a saída do labirinto armado para nos dividir, está em nossa união como um único povo por Honduras ou Paraguai, por El Salvador ou Suriname, por Equador ou Barbados.

A realidade apontada pela atual situação mundial é muito clara: a América chamada Latina produz a maior parte do que de mais necessário ao mundo: alimento. Além de concentrar as maiores reservas internacionais de minério e fontes energéticas: do biodiesel ao petróleo in natura. Isso sem contar com nossa pródiga produção aqüífera.

Enfim: não precisamos de Bolívares, Guevaras ou Zelayas, mas se nossos demais políticos e militares compreenderem a lição do golpe de Honduras e souberem valorizar a resistência e coragem de nossos povos, se tornarão os personagens do futuro do mundo.


Raul Longo é jornalista, escritor e colaborador da AAA - PressAA
www.sambaqui.com.br/pousodapoesia




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PressAA

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Nós não poderíamos deixar de inserir esta (3/8, 18h06)

de Raul Longo
para joao batista rotter

data 3 de agosto de 2009 15:29
assunto Re: EMOBRÁS ?????????
enviado porig.com.br


Companheiros:

Que piada de papagaio, que nada! Os tucanos são muito mais engraçados. Vejam aí na "piadinha" que os tontos estão divulgando (abaixo da resposta a um deles):

KKKKKK!

Janjão! Cês são melhores do que se imagina...

Primeiro porque essa piada da EMOBRAS é mais velha do que a burrice de vocês. É do tempo do Costa e Silva, quando o ditador visitou São Paulo, na Prefeitura do Prestes Maia que tinha obras espalhadas por toda a cidade com a placa EM OBRAS.

De qualquer forma, muito obrigado por divulgarem que há muitas obras espalhadas pelo Brasil afora, através do PAC. Tô até desconfiado de que essa piadinha foi produzida pelo próprio pessoal do governo, pra fazer vocês promoverem a Dilma como mãe do PAC.

Continuem assim burrinhos, que nos ajudam muito.

Se fossem minimamente inteligentes, vocês teriam pegado a mancada da piada já na primeira foto: a da plataforma marítima da Petrobrás, ali em perfeito funcionamento. Não sei se essa da foto é a plataforma construída pelo governo Lula aqui no Brasil, ou aquela mesma que o governo de vocês importou de fora para afundar nos nossos mares, matando nossos trabalhadores.[grifo da PressAA] Como é que não percebem a burrice em lembrar a tremenda incompetência do governo tucano?

Não! Não percebem! Tanto não percebem que põem na boca do Lula o que está sendo divulgado pela imprensa internacional: a Petrobrás já é uma das maiores empresas do mundo em faturamento (ultrapassando inclusive a Microsoft), umas das cinco maiores empresa em produção energética, e, realmente, está sendo apontada como a maior empresa petrolífera do mundo, para muito breve.

Obrigado por ajudar a divulgar demonstrando quem são os responsáveis por essa realidade: Lula e Dilma. Mas como tucanos vocês são muito burros em fazer lembrar que tratavam a Petrobrás por "paquiderme" a ser privatizado. [Ainda coisa da PressAA]

O normal seria tentar esconder as vergonhas de seu governo. É verdade não ter jeito, porque foram muito grandes, mas engraçado é que vocês mesmos insistem em ajudar a promover suas vergonhas também na foto da torre da Eletrobrás, pra ninguém esquecer que o governo tucano terminou num apagão que ainda a semana passada se descobriu ter dado quase 50 bilhões de dólares em prejuízo para o país.

Vocês são mesmo ótimos! As piadas são péssimas, mas vocês são demais de engraçados. Se não fossem os tucanos, a gente iria rir de quem? [PressAA: KKKKKKKK...]

São tão engraçados que tô passando pros companheiros poderem dar risadas.

Continuem assim, Janjão! É com burrices como essa que vamos crescendo por todo o país.

Obrigado e parabéns! Vocês são muito melhores do que qualquer piada de português!

(P.S.: Companheiros, não se preocupem de eu ensinar as mancadas da piada pro Janjão, porque esse eu conheço faz tempo. Foi eleitor do Maluf, do Collor, do FHC, e nunca muda coitado. Esse jamais aprende -- alguma vez algum tucano conseguiu aprender alguma coisa? -- e vai continuar nos ajudando porque será assim pro resto da vida. Sei que é feio rir da desgraça dos outros, mas que é que eu posso fazer? Não tenho culpa!)


From: joao batista rotter
To: jotarot@yahoo.com.br
Cc: pousopoesia@ig.com.br
Sent: Monday, August 03, 2009 12:17 PM
Subject: EMOBRÁS ?????????



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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Fraseadores: Ivan Lessa cita "Lula"; debatedores do Yahoo! respondem

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"Devemos não somente nos defender, mas também nos afirmar, e nos afirmar não somente enquanto identidades, mas enquanto força criativa", Michael Foucault

"Jamais desista daquilo que você realmente quer fazer. A pessoa que tem grandes sonhos é mais forte do que aquela que possui todos os fatos", H. Jackson Brown


Frases a fraseadores



Por Komila Nakova e Goober














"Basta ler meia página do livro de certos escritores para perceber que eles estão despontando para o anonimato", Stanislaw Sérgio Ponte Preta Porto

















"Eu escrevo livros, por isso sei todo o mal que eles fazem", Léon Tolstoi











"Nas pessoas de capacidade limitada, a modéstia não passa de mera honestidade, mas em quem possui grande talento, é hipocrisia", Arthur Schopenhauer









"Autodidata é um ignorante por conta própria", Mário Quintana









"No Brasil, só se é intelectual, artista, cineasta, arquiteto, ciclista ou mata-mosquito com a aquiescência, com o aval das esquerdas", Nelson Rodrigues










" ' Hein? O quê? Cuméquié?', Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Todos os dias úteis do ano. No sábado e domingo, o futuro presidencial é inaudível ou vem cheio de chiado, feito disco antigo", Ivan Lessa, da BBC, no PÁGINA UM
http://pagina-um.blogspot.com/2008/01/ivan-lessa-frases-e-resolues-de-ano.html





"Por que NÃO são as RESPOSTAS que movem o Mundo, mas sim as PERGUNTAS? Pσєтα dσ αмσя●• em fórum do Yahoo!
O mundo é tão duvidoso assim mesmo?

Por que a cada hora aparece sugestões, enigmas, experiencias...

Por exemplo
- como surgiu a vida?
- de que é feito a vida?
- Como cientistas explicam o aparecimento do homem?

E tantas outras indagações e afirmativas, opiniões, dicussões...

Meu DEUS!

O que vc acha disso?
Realmente são as PERGUNTAS QUE MOVEM O MUNDO E O SER HUMANO?

Melhor resposta - Escolhida pelo autor da pergunta

Marechal: Porque somente existem respostas se houverem perguntas.
O homem só sai do lugar quando há dúvida sobre o que há do outro lado.
Seja Feliz!!!
http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20090719054350AAczRLo

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PressAA
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quarta-feira, 29 de julho de 2009

O próximo pode ser você

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Calendário Histórico

1794: Robespierre é executado na guilhotina



Prezados amigos

Não tivesse existido Robespierre, não existiria POLÍTICA de redenção popular no século XIX. Provavelmente Marx/Engels não teriam a bases práticas em POLÍTICA para sua obra. Robespierre foi o real início de toda a luta de classes no mundo ocidental. Cumpriu seu papel até o último dia de vida. Marcou o início do que se convencionou chamar de História Contemporânea. Mas a burguesia aprendeu TUDO na Revolução Francesa. Até se ALIAR oportunisticamente ao proletariado quando de crises agudas. Robespierre, dada a distancia no tempo, é mais atual que nunca.
Abraços
Castor
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Comentário de ArnaldoC

Foi um homem notavel, sim, meu caro Castor, restaurador fugaz dos principios revolucionarios, embatucados pelos personalismos e carreirismos que surgiam por toda parte, inclusive no seio do Comite de Salvacao (a TV brasileira diria, hoje, "resgate", do ianque "rescue") Publica. Nao foi, entretanto, o "inicio" da luta-de-classes, jah que ninguem a encarnou ou encarna. Aliahs, entre parentesis, nunca poderei esquecer do General Geisel, diante das cameras televisivas, a dizer que "a luta-de-classes nao existe!"...Robespierre representou, isso, sim, o "Incorruptivel" que soh confiaria em seu assessor Saint-Just, verdadeira causa de sua conducao ao cadafalso. O erro do ultimo revolucionario de 1789 foi o de nao ter sabido como preservar-se no poder, como Stalin e outros, em maior ou menor grau repressivo.

Jah o Diretorio foi a balela dos "arranjos", tentativa frustrada de composicoes que logo o levaria aa desmoralizacao, nao tendo outra sahida a nao ser a do apelo bonapartista. Acochambrou a coisa com o regime dos Consulados trinitarios, ateh o unitario do jovem "Chat Botte", heroi das batalhas medio-orientais aos 30 anos de idade, embora fragorosamente derrotado na batalha naval de Abu Kir. Era a disputa pelo Oriente, reabrindo uma questao encerrada 800 anos antes com as vitorias de Saladino sobre os Cruzados europeus, da qual sairah vencedora a Gran-Bretanha, soh restando aa Franca a Indochina, os enclaves indianos, a Nova Caledonia e outras possessoes insulares no Pacifico.

Curioso que, no Ocidente europeu, foram necessarios movimentos revolucionarios, para lograrem-se pactos sociais, enquanto os ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade seriam justificativas para o desencadeamento do neo-colonialismo, tal como hoje, EUA e UE aa frente, o democratismo da Democracia age como justificativa pretextual da guerra contra os islamitas, com as feridas da Palestina, do Iraque, Afeganistao e Paquistao, a sangrarem diante da indiferenca global. E querem os bempensantes, ainda aa procura de meios e modos, rasgar outras, no Iran e NE asiatico, onde ora vivo.

De Robespierre ateh agora, a essencias das coisas do mundo mudou quase nada, soh que agora os ocidentalistas deteem o poder propagandistico dos orgaos mediaticos. Num Pahis como o nosso, cujas elites titubeiam, faz quase dois seculos, a incluirem-se em nosso mestico universo sul-americano - unica forma de universalizar-nos -, propoem-se elas a "trazer o Ocidente" aas nossas paragens. Ateh nossas esquerdas porfiam nesse engajamento, no passado recente cometendo o erro de confundirem nossa luta social com metologias do sovietismo ou assemelhados, dando no que deu e dah. Como dizia o Glauber, "nem Lenin, nem Stalin, nem Mao e nem Machado do Assis!".

Robespierre tem, claro seu lugar na Historia. Prefiro cultivar suas fragilidades. Tornam-no mais hu-ma-no, algo em desaparecimento exponencial, nestes tempos de "criatividade e inovacao", vale dizer, de imbecilizacao do individuo consumidor.

Abracos do
Arnaldo C.


1794: Robespierre é executado na guilhotina

Cena da prisão de Robespierre

No dia 28 de julho de 1794, o revolucionário francês Maximilien de Robespierre foi executado na guilhotina. O motivo de sua prisão foram boatos de endurecimento da Lei do Terror. Sua morte marcou o começo da última fase da
Revolução Francesa.

"Os reis, aristocratas e tiranos, independentemente da nação a que pertençam, são escravos que se revoltam contra o soberano da Terra, isto é, a humanidade, e contra o legislador do universo, a natureza", disse uma das figuras mais importantes da Revolução Francesa, Maximilien de Robespierre, a 24 de abril de 1793.

O jovem advogado Maximilien François Marie Isidore de Robespierre (1758-1794) pretendia mudar o destino da França. Desde o início de sua carreira política, destacou-se pela firmeza e pela forma radical de defender suas idéias. Influenciado por Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), defendia um Estado voltado para o bem comum e a vontade geral, estabelecido em bases democráticas. "O indivíduo é nada; a coletividade é tudo", afirmava, lembrando o famoso Contrato Social de Rousseau.

Robespierre foi cofundador e líder do Partido Jacobino na Convenção Nacional (parlamento francês de 1792 a 1795). Seus discursos acertavam o nervo da França revolucionária. "É natural que o bom senso avance lentamente. O governo viciado encontra nos preconceitos, nos costumes e na educação dos povos um poderoso apoio. O despotismo corrompe o espírito humano a ponto de ser adorado e, à primeira vista, torna a liberdade suspeita e terrível", afirmara no discurso Contra a Guerra.

Os ideais da Revolução Francesa – liberdade, igualdade e fraternidade – compunham seu slogan predileto. Robespierre tornou-se famoso como político sério e "incorruptível". Seu objetivo era eliminar privilégios e instituições do Antigo Regime. Propagou idéias revolucionárias para a época, como o sufrágio universal, eleições diretas, educação gratuita e obrigatória e imposto progressivo segundo a renda.


"Os habitantes de todos os países são irmãos; os diferentes povos devem se apoiar mutuamente como cidadãos de um Estado. Quem oprime uma nação declara-se inimigo de todas as nações. Quem guerreia contra um povo para impedir o progresso da liberdade e apagar os direitos humanos deve ser perseguido por todos os povos. Não só como inimigo comum e, sim, como um assassino rebelde e bandido."




Proclamada a república, em 1792, Robespierre mostrou sua nova face. Não hesitou muito para selar o destino do rei, aprisionado por revolucionários. Luís 16 foi julgado, condenado e, a 21 de janeiro de 1793, decapitado na guilhotina. "O terror nada mais é do que a justiça rápida, violenta e inexorável. É, portanto, uma expressão da virtude", justificou Robespierre.

A pretexto de defender a revolução, os jacobinos instalaram um regime de terror na França em 1793-1794. Sob o comando de Robespierre, a Constituição foi suspensa e foram criados o Comitê de Salvação Pública e o Tribunal Revolucionário. Esses órgãos descambaram depois para a conspiração e execução na guilhotina de membros do próprio partido jacobino, como Georges-Jacques Danton (1759-1794), confundindo inimigos e aliados.

A guilhotina funcionava sem parar. Com a ameaça de morte pairando sobre todos, deputados moderados da Convenção Nacional tramaram a prisão de Robespierre e seus colaboradores mais próximos. No dia 28 de julho de 1794, deram aos ilustres prisioneiros o mesmo destino que estes haviam dado ao rei Luís 16: a guilhotina.

Robespierre havia assumido poderes ditatoriais. Calcula-se que o terror jacobino causou dezenas de milhares de vítimas, entre elas o químico Antoine Laurent de Lavoisier (1743-1794). Em apenas 49 dias, Robespierre mandou executar 1.400 pessoas. No final, o terror engoliu os terroristas. Um ano após a morte de Robespierre, a França obteve um novo governo, comandado por cinco "diretores".

O chamado Diretório representou o fim da supremacia e do terror dos jacobinos. Em 1795, a Convenção promulgou uma nova Constituição, que, segundo seu relator, Boissy d'Anglas, centrou-se em "garantir a propriedade do rico, a existência do pobre, o usufruto do industrial e a segurança de todos".

O poder foi organizado sob a forma de uma república colegiada de notáveis, tendo o Diretório como poder executivo. No período do Diretório (1795-1799), a França mergulhou numa nova crise econômica e social, agravada por ameaças externas. Para manter seus privilégios políticos, a burguesia entregou o poder a Napoleão Bonaparte, que o exerceu com o mesmo absolutismo que havia sido derrubado pela Revolução Francesa.

Catrin Möderler/gh






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