Coluna Econômica - 30/7/2013
O Rio de Janeiro assistiu o nascimento de um estadista, o Papa
Francisco. Foi inesquecível sua atuação na Jornada Mundial da Juventude. Poucas
vezes um estadista conseguiu ser tão preciso nos discursos, redesenhando um
organismo milenar como a Igreja Católica através da identificação das ideias
básicas a nortear o novo rumo.
Não ousou investir contra alguns dogmas, ainda que anacrônicos - como o
celibato ou a condenação das relações homossexuais. Mas verbalizou a volta da
tolerância ao se indagar: "Se um gay busca Deus, quem sou eu para
julgar?".
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Mais que isso.
No período em que o mundo conviveu com o maior processo de inclusão da
história - das grandes massas miseráveis nos países do terceiro mundo - a
Igreja se afastou dos pobres. Na era das quebras de tabu, da condenação a toda
forma de preconceito, a Igreja se esmerou na condenação moral para fora e no
acobertamento para dentro.
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O Papa foi preciso ao identificar nas massas pobres e na juventude a
seiva do revigoramento da Igreja. E no enclausuramento da Cúria, no Vaticano,
seu maior problema.
Há muito tempo a vocação religiosa deixou de atrair os melhores quadros.
A maneira de enfrentar a contemporaneidade dos movimentos evangélicos foi
estimular os padres-show, atuando na mesma piscina rasa dos pastores.
Ao propor a volta do espírito da catequese, em contraposição à
banalização da vida moderna e ao consumismo e busca de status que caracterizam
os tempos atuais.
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O Papa fugiu da polarização Teologia da Libertação x conservadores que
marcou a Igreja brasileira. Ambas estão debaixo da mesma organização e buscando
o mesmo fim: o fortalecimento da Igreja.
Criticou tanto os que tentaram subordinar a Igreja ao marxismo como ao
neoliberalismo.
E é essa a estratégia: pairar acima das quizilas, das disputas internas,
e apresentar o objetivo maior, para o qual toda a organização deverá convergir:
os seguidores da Teologia da Libertação atuando junto às regiões pobres; os
conservadores preservando o espaço junto a uma elite algo anacrônica; e a
Igreja empenhada em conquistar novos territórios junto aos jovens através do
chamamento ao jovem.
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A falta de estadistas na Igreja - e nem se venha considerar João Paulo
2o como tal - produziu lutas intestinas terríveis, especialmente na América
Latina.
Grande parte da liderança política atual fez-se sob a inspiração da
Igreja: no PT, Lula e os movimentos sociais; no PSDB, os egressos da Ação
Popular (AP), que se originou da ação católica, da Juventude Estudantil
Católica (JEC), Juventude Universitária Católica (JUC) e Juventude Operária
Catolica (JOC).
Lula saiu dos movimentos populares, José Serra da AP, Dilma Rousseff do
GGN (Grupo Gente Nova), de inspiração católica.
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Tudo isso se perdeu nas últimas décadas.
A Igreja perdeu o encanto para os jovens, para os ativistas e mesmo para
os místicos. Manteve-se nos movimentos populares, sob boicote da Cúria.
Conservou influência apenas nas zonas rurais e junto aos remanescentes da elite
econômica envelhecida.
Figuras símbolos, como o cardeal Arns e os irmãos Lorscheiter, príncipes
políticos, como dom Lucas Neves e conservadores influentes, como Eugênio
Salles, foram substituídos por burocratas sem visão política nem missionária.
Agora, Francisco tenta repor a Igreja no caminho da reconstrução.
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Ministra negra diz que está cansada de ofensas, mas não desistirá
A ministra da Integração italiana, Cecile Kyenge, atingida por bananas
na última sexta-feira (26), disse que, às vezes, se sente “cansada” dos
insultos e ofensas de que tem sido alvo por ser negra, mas assegurou que os
ataques não a farão desistir de sua missão.
Cecile
Kyenge assegurou, no entanto, que os ataques não a farão desistir de sua missão
(Foto: European University Institute/Creaticve Commons)
Na
sexta-feira, durante um comício do Partido Democrático, Cecile Kyenge foi alvo
de bananas arremessadas em sua direção, o que provocou uma nova onda de
indignação na Itália.
De origem congolesa, a primeira negra nomeada ministra na Itália, Cecile Kyenge
reconheceu, em entrevista ao jornal italiano La República, sentir preocupação
pelas duas filhas, de 20 e 17 anos. A ministra disse pensar também em outras
minorias e nos imigrantes que, ao contrário dela, não têm garantias de
segurança, e sofrem ataques em Itália.
“Não posso esconder que às vezes me sinto cansada da repetição de insultos tão
graves. Não os esperava tão fortes, mas não me detenho, nem me concentro” a
pensar neles, disse Cecile. “Tento olhar para frente, pensar sobre as
dificuldades que temos de suportar nesses eventos e sobre as melhores respostas
que os políticos e a sociedade podem dar”, acrescentou.
A ministra defende que a Itália comece “um processo de reflexão” sobre o
racismo. “Em outros países europeus, como a Suécia, há ministros negros, mas
não acontece com eles o que está acontecendo comigo na Itália. Não podia
imaginar reações tão violentas”, lamentou.
Cecile Kyenge garante que os ataques e os insultos ocorrem também na classe
política, reiterando que a Itália têm “um longo caminho a percorrer"
quando se trata de avaliar a contribuição cultural que a imigração pode dar ao
país.
“As reações aos insultos, que vejo no país, acabam por unir a Itália ‘boa’ e,
quem sabe, ajudar a despertar muitas consciências, que durante anos estiveram
um pouco adormecidas”, avaliou.
Esse foi mais um caso de racismo que envolveu a ministra, cidadã italiana
nascida na República Democrática do Congo, depois de, no início do mês, um
membro do partido Liga do Norte, que é contra a imigração, ter comparado a
ministra a um orangotango. Cecile reagiu ao ataque com bananas dizendo que o
mesmo foi “um desperdício de comida”.
Fonte: Agência Lusa
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OFENSA
Presidente
do STF critica repórter do Estadão
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Facebookada
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Camisinha para a PAZ
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O
padrão de desenvolvimento humano dos 5560 municípios brasileiros avançou de
'muito baixo', em 1991, para 'alto', em 2010. O período abrange os governos FHC
e Lula. Porém, foi no ciclo do PT que se deu o ganho real do salário mínimo de
60% e o Bolsa Família chegou a 12 milhões de lares.
Não
por acaso, os maiores avanços nesse indicador do PNUD/ONU, que cruza renda,
educação e saúde, ocorreram no Norte e Nordeste, onde a incidência dessas
políticas é maior.
Se
o programa 'Mais Médicos' se tornar o novo 'Bolsa Família' do país, o salto
também será robusto nos próximos anos.
Tal
perspectiva torna ainda mais constrangedora a evidencia de sabotagem
corporativa contra um programa destinado a levar assistência às regiões mais
pobres do país: dos 18.500 profissionais inscritos na primeira chamada do
Ministério da Saúde, pouco mais de 4,6 mil validaram sua documentação até
agora.
A
adesão maciça de 3.511 municípios, porém, demonstra a pertinência de um novo
escopo de política pública, associada às universidades, cujos currículos terão
que ser adaptados para essa finalidade.
O
'Mais Médicos' descortina uma nova família de programas sociais, que exigirá
uma reforma do ensino superior brasileiro, de modo a integrá-lo, efetivamente,
à luta pelo desenvolvimento. Estamos diante de uma nova e promissora fronteira
de integração entre a agenda econômica nacional, a urgência social e a
comunidade universitária. É esse horizonte de gigantescas possibilidades
políticas que deveria estar sendo discutido hoje. E não o casulo autorreferente
do interesse corporativo.
Dia
15/o8, o governo abrirá uma nova rodada de inscrições para o programa 'Mais
Médicos'. A demanda inicial dos municípios é superior a 15 mil profissionais.
(Página inicial do Blog do Mário: clique AQUI )
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Do jornalista André Lux para a PressAA:
"Presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, entidade que se posiciona contra a vinda de médicos estrangeiros para o Brasil, o médico Paulo de Argollo Mendes tem dois filhos que estudaram medicina em Cuba e que chegaram até a entrar na Justiça contra a UFRGS porque a Universidade se recusou a validar automaticamente o diploma de ambos"
Trocadilho da tarde atroz:
“Nós não que-re-mos médi-cos cu-banos; queremos médicos cubanos”
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De Silvio de Barros, Santos-SP, via e-mail da redecastorphoto:
De Silvio de Barros, Santos-SP, via e-mail da redecastorphoto:
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Leia também...
por Raul Longo, jornalista, escritor e pousadeiro [colaborador desta nossa Agência Assaz Atroz]
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Do nosso correspondente
João TNT, diretamente de uma reserva de caatinga no Sertão Alagoano:
Jornal Extra Alagoas, à
moda O Dia de antigamente, revela que imprensa marrom continua ativa... quer
dizer, passiva... Oxe! Sabemos lá!
Bate-boca revela baixarias nas sessões do TJ/AL Ouça o áudio da sessão
As últimas
sessões plenárias do Tribunal de Justiça de Alagoas têm revelado o baixo nível
das discussões no Judiciário. Em uma das sessões de baixaria, a desembargadora
Elisabeth Carvalho e o presidente da corte, José Carlos Malta, por pouco não
foram às vias de fato.
Ouça o áudio da sessão, cujo bate-boca começa a
partir dos 30m50s.
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Pensamento caaatingoso:
“Um dos problemas do
puxa-saco é que às vezes ele machuca o saco dos escrotos”
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Mário Fernandez
"Cada um cuide, não somente dos
seus interesses, mas também dos interesses dos outros. " (Filipenses 2:4)
Quando olhamos para o verbo cuidar,
temos geralmente uma visão muito pragmática, ao associarmos com algo que
precisa ser feito e não necessariamente um pensamento, filosofia ou sentimento.
Exatamente neste vetor quero colocar a oração com algo de extremamente prático,
algo de pouca teoria e muita aplicação - e algo no qual precisamos crescer.
Cuidar é dar atenção, prestar
atenção, olhando com cuidado, reparando nos detalhes. É não deixar passar em
branco como se fosse invisível. A causa do meu irmão é interesse dele, mas eu
posso cuidar dando atenção - sem bisbilhotar, sem me intrometer, sem
ingerência.
Cuidar é agir para que algo termine
bem, especialmente lembrando que muito ajuda quem não atrapalha. Se eu puder
ajudar, quero ser abençoador, mais bem aventurado é dar. Se não posso, quero
sair da frente e não ser pedra de tropeço no caminho.
Cuidar é proteger, e em se tratando
de interesses de outros é sempre mais difícil. Mas eu posso proteger o meu
irmão para que o interesse dele seja cumprido. Posso protegê-lo não falando mal
dele, não permitindo que falem, não me juntando com quem fala.
Cuidar é priorizar, colocar primeiro,
não esquecer, não deixar para depois. Cuidar é considerar mais importante orar
pelo que é do irmão do que pelo que é meu. Às vezes, isso nos coloca no risco
do exagero e negligência das próprias necessidade, mas eu creio de coração que
podemos assumir esse risco.
Cuidar é orar. Orar é cuidar. É uma
das formas mais sublimes de cuidado. Se realmente crescermos em oração,
aprenderemos a cuidar daquilo que é do interesse dos irmãos, para com isso
alcançar um nível de crescimento em oração. Não é um mero procedimento, é mais
do que isso. É um estilo de vida com Deus. Nosso desafio é superar o desejo de
só cuidar de nós mesmos.
"Senhor, me ajuda a encontrar
uma forma de vencer meu egoísmo, centrado em mim mesmo. Quero realmente crescer
na Tua presença para poder abençoar meus irmãos."
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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons
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PressAA
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